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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Prevenção do câncer do colo do útero ganha reforço com novas tecnologias e expansão do acesso

Avanços no rastreamento do HPV, ampliação da vacinação e novas formas de coleta reforçam a importância da prevenção do câncer do colo do útero no país

 
 

Dispositivo de autocoleta - Créditos: Divulgação


O Brasil segue adotando medidas importantes para reduzir a incidência do câncer do colo do útero. A aplicação da autocoleta vaginal para detecção do Papilomavírus Humano (HPV) desponta como uma importante estratégia para alcançar esse objetivo, facilitando o acesso ao rastreamento e permitindo a identificação precoce da infecção. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, mais de 17 mil novos casos são estimados anualmente para o período de 2023 a 2025¹, mantendo esse tipo de tumor entre os mais recorrentes na população feminina. A infecção persistente pelo HPV é o principal fator para o desenvolvimento da doença. A transmissão se dá principalmente por via sexual, e estima-se que cerca de 80% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus ao longo da vida², de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
 

Autocoleta vaginal como ampliação do acesso ao diagnóstico

Nesse cenário, a autocoleta vaginal surge como um avanço ao possibilitar que o próprio paciente colete o material em casa, utilizando dispositivos de uso simples e seguro, ampliando de forma significativa o acesso ao rastreamento. Além de apresentar eficácia equivalente à coleta ginecológica em consultório, a autocoleta vaginal reduz barreiras como dificuldades de deslocamento, limitações culturais ou religiosas, experiências prévias negativas e desconforto com o exame de Papanicolaou. A tecnologia representa um caminho concreto para alcançar grupos que historicamente enfrentam obstáculos para acessar o diagnóstico, contribuindo para uma prevenção mais inclusiva e efetiva. 

“A autocoleta vaginal tem potencial para transformar o cenário da prevenção no Brasil ao levar o rastreamento até mulheres que, por diversas barreiras, não conseguem realizar o exame de Papanicolaou. É uma chance de promover autonomia e ampliar o alcance do diagnóstico”, destaca Adriana Rossi, Diretora de Negócios DS Brasil. 

O rastreamento regular permanece como uma estratégia decisiva para identificar alterações antes que a doença progrida. Embora o exame Papanicolaou ainda seja um método de rastreio para mulheres de 25 a 64 anos, a incorporação do teste molecular de DNA-HPV pela técnica de Reação em Cadeira da Polimerase (PCR) no SUS tem ganhado robustez, especialmente pela sua capacidade de detectar o vírus de forma mais sensível e precoce.
 

Prevenção e vacinação

A vacinação contra o câncer, decorrente da infecção pelo HPV, permanece como a principal estratégia para evitar a infecção pelos tipos virais de maior risco. Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o país avançou significativamente na cobertura vacinal: em 2025, a imunização atingiu mais de 80% das meninas entre 9 e 14 anos e cerca de 70% dos meninos na mesma faixa etária³, índices superiores à média global. Esse crescimento reflete o fortalecimento das campanhas nacionais e a atuação direta de escolas e municípios na mobilização de adolescentes e famílias, consolidando a vacina como um pilar fundamental na prevenção do câncer do colo do útero. O uso de preservativos e a educação sexual também seguem como estratégias essenciais para reduzir a transmissão do vírus e conscientizar a população.

 

BD
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Referências

¹ Instituto Nacional do Câncer. Dados e números sobre câncer do colo do útero. Acessado em janeiro de 2026.

² Human papillomavirus and cancer. World Health Organization (WHO). Access in January 2026

³ Ministério da Saúde. Informações sobre vacinação contra HPV. Acessado em janeiro de 2026.
 


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