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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Intoxicações alimentares em viagens crescem 48,6% em 2025, aponta Coris

 

Refeições mal escolhidas ou com temperos muito extravagantes
 podem causar indigestão e intoxicação alimentar aos viajantes
 Freepik

Levantamento exclusivo revela aumento nos sinistros por "comer algo que não fez bem"; alta acompanha boom das viagens motivadas pela culinária local

  

A viagem pela rota gastronômica se tornou um dos principais desejos dos brasileiros, mas o prato imperdível pode vir acompanhado de riscos. Um levantamento exclusivo da Coris, referência em assistência e seguro viagem, mostra que os sinistros relacionados ao consumo de alimentos que “não fizeram bem” cresceram 48,6% entre 2024 e 2025.

O aumento engloba casos como intoxicação alimentar, dores abdominais, diarreia e episódios de vômito, registrados tanto em viagens nacionais quanto internacionais.

“O turismo gastronômico cresceu muito, e isso é ótimo. Mas o viajante precisa estar atento, porque uma refeição mal escolhida pode interromper totalmente o roteiro. Estamos vendo um avanço expressivo nas ocorrências ligadas à alimentação”, afirma Claudia Brito, Diretora Comercial e Marketing da Coris.


O boom da gastronomia como motivação de viagem

O levantamento reforça uma tendência global: a culinária local virou um dos principais fatores de decisão para escolha do destino, especialmente entre jovens e famílias.

Destinos como México, Tailândia, Peru, Portugal e norte do Brasil têm atraído turistas justamente pela intensidade dos temperos, ingredientes frescos e tradições culinárias fortes, características que, se de um lado enriquecem a experiência cultural, de outro podem desafiar o organismo do viajante.

“O corpo nem sempre reage bem a temperos fortes ou ingredientes muito diferentes da rotina. Isso não impede a experiência gastronômica, mas exige cuidados”, explica Claudia.


O impacto no bolso e no roteiro

Segundo a Coris, problemas gastrointestinais são responsáveis por:

  • interrupção de até 48h da viagem, em média;
  • gastos extras com remédios, hidratação, consultas e, em casos mais graves, internações;
  • perda de passeios e reservas em restaurantes, impactando a economia da viagem.
  • Em destinos internacionais, uma consulta emergencial pode custar até USD 2 mil, enquanto em países da Europa a média fica em €150 a €400.

A Coris orienta cuidados simples para quem pretende explorar a culinária local:

  • atenção a barracas de rua e alimentos crus, especialmente frutos do mar;
  • hidratação reforçada, já que quadros gastrointestinais aceleram a perda de líquidos;
  • cautela com pimentas fortes, molhos fermentados e especiarias intensas;
  • evitar pratos muito diferentes da rotina logo nos primeiros dias da viagem;
  • em viagens longas, optar por refeições leves antes de deslocamentos e passeios longos.

“É importante analisar a condição do seguro adquirido, pois muitos deles tratam intoxicações alimentares como exclusão contratual. Em casos de seguros que cobrem este item, consultas, medicação e atendimento imediato são, muitas vezes, garantidos. É uma pesquisa que deve ser feita com cautela, mas apresenta uma proteção essencial para quem vai explorar temperos e culinárias muito particulares”, completa Claudia.

 

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