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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

FIV se consolida como principal técnica de reprodução humana assistida em 2026, aponta especialista

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Procedimento, que une óvulo e espermatozoide em laboratório, seguirá  sendo a esperança para milhares de casais que sonham em ter filhos;  entenda as etapas 

  

A Fertilização In Vitro (FIV) continuará a ser o procedimento de reprodução humana assistida mais comum e eficaz em 2026, representando uma luz no fim do túnel para inúmeras pessoas com dificuldades para engravidar. A técnica, que consiste na fertilização do óvulo pelo espermatozoide em ambiente laboratorial para posterior transferência ao útero, evoluiu ao longo dos anos, tornando-se mais segura e com taxas de sucesso crescentes. 

O tratamento é meticulosamente dividido em quatro etapas principais, que visam otimizar as chances de uma gravidez bem-sucedida. Segundo o Dr. Alfonso Massaguer, especialista em Reprodução Humana da Clínica Mãe, “a jornada da FIV é um processo de esperança e ciência caminhando juntas. Cada etapa é cuidadosamente planejada e executada para oferecer aos nossos pacientes a melhor oportunidade possível de realizar o sonho de construir uma família. A tecnologia avançou, mas o cuidado humanizado e individualizado continua sendo o pilar do nosso trabalho.” 


As etapas da Fertilização In Vitro 

Segundo o médico, o processo de FIV é complexo e envolve uma sequência de fases bem definidas, desde a preparação do corpo da mulher até a confirmação da gravidez. 


Indução da ovulação: O tratamento começa com a administração de medicamentos hormonais, geralmente por via subcutânea, para estimular os ovários a produzirem um número maior de óvulos. Esta fase dura, em média, de 9 a 12 dias e é acompanhada de perto por meio de ultrassonografias transvaginais e exames de sangue para monitorar o crescimento dos folículos. Ao final, uma última medicação é aplicada para a maturação final dos óvulos. 


Coleta de óvulos e espermatozoides: Após a última medicação, os óvulos são coletados em um procedimento guiado por ultrassom, sob anestesia. Uma agulha de aspiração suga os óvulos, que são imediatamente entregues ao embriologista. No mesmo dia, é realizada a coleta de espermatozoides, geralmente por masturbação. Em casos específicos, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos para a obtenção dos gametas masculinos. 


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Fertilização em laboratório: Com os gametas em mãos, a fertilização ocorre em laboratório. Existem duas técnicas principais: a FIV convencional, onde os espermatozoides fertilizam os óvulos espontaneamente em uma placa de cultura, e a ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides), na qual um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo com o auxílio de um microscópio, sendo esta a mais utilizada atualmente por sua alta precisão. 


Transferência embrionária: Após a fertilização, os embriões se desenvolvem em uma incubadora. A transferência para o útero é um procedimento simples e geralmente indolor, guiado por ultrassom abdominal. Um cateter fino é usado para depositar o(s) embrião(ões) na cavidade uterina. Após a transferência, um exame de sangue (beta-HCG) é realizado para confirmar a gravidez. 

“A FIV não é apenas uma técnica, é um conjunto de possibilidades. O avanço contínuo dos protocolos e da tecnologia laboratorial nos permite personalizar cada vez mais o tratamento, aumentando as taxas de sucesso e a segurança para os pacientes”, conclui Dr. Massaguer. 


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