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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Acidentes domésticos com lesões nas mãos de crianças acendem alerta durante o período de férias escolares

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 Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão fala sobre os tipos mais frequentes e os cuidados para evitar

  

Com as crianças passando mais tempo em casa durante as férias escolares, cresce a preocupação com os acidentes domésticos. Entre brincadeiras, descobertas e a curiosidade típica da infância, as mãos dos pequenos acabam alcançando portas, gavetas, móveis, eletrodomésticos e objetos que oferecem riscos, muitas vezes sem que os adultos percebam. Essa combinação de movimento constante e ambientes nem sempre adaptados aumenta a exposição a situações que podem resultar em lesões sérias. 

Foi o que aconteceu no fim do ano passado com a pequena Helena, de 1 ano de idade, filha do jogador Neymar com a modelo Amanda Kimberlly. Segundo relato da mãe nas redes sociais, a criança empurrou uma porta do closet que voltou com força devido ao vácuo, esmagando o dedo da menina em cerca de 90%. O caso foi relembrado nos últimos dias, quando Amanda compartilhou um Story no Instagram da filha brincando com itens de princesa. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Sobania, ressalta que lesões nas mãos estão entre os acidentes mais comuns na infância e podem ter consequências permanentes se não forem prevenidas ou tratadas corretamente. 

“Entre os acidentes mais frequentes estão dedos presos em portas e gavetas, quedas com apoio das mãos, cortes com objetos cortantes, esmagamentos causados por móveis ou eletrodomésticos e queimaduras. Em muitos casos, essas ocorrências afetam tendões, articulações e ossos ainda em desenvolvimento, aumentando o risco de sequelas funcionais”, explica. 

O especialista destaca que as mãos das crianças são particularmente vulneráveis, já que estão em constante uso durante brincadeiras e atividades do dia a dia. “Mesmo lesões aparentemente simples podem comprometer o movimento e o crescimento adequado dos dedos se não houver atendimento rápido e adequado”, salienta. 

Para reduzir os riscos, a orientação é adotar medidas preventivas no ambiente doméstico, como instalar protetores de porta, manter objetos cortantes fora do alcance, evitar móveis instáveis e redobrar a supervisão de crianças pequenas, principalmente em momentos de brincadeira. 

“Mesmo lesões aparentemente simples podem comprometer o movimento e o crescimento adequado dos dedos se não houver atendimento rápido e adequado, e, por esses motivos, o ideal é que a criança seja avaliada por um especialista em cirurgia da mão”, conclui o presidente da SBCM.


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