Alterações hormonais impactam o crescimento, o desenho e a densidade dos fios, e entender esse processo é o primeiro passo
A menopausa não transforma apenas o corpo por dentro. Ela também deixa marcas visíveis, e muitas mulheres percebem isso ao se olhar no espelho e notar que as sobrancelhas já não são as mesmas. Fios mais finos, falhas aparentes, crescimento lento e perda de definição passam a fazer parte da rotina de quem entra nessa fase.
Segundo a especialista em sobrancelhas Jess, à
frente do Flow by Jess, a principal responsável por essas mudanças é a queda do
estrogênio. “Esse hormônio tem um papel direto na força e no ciclo de
crescimento dos fios. Quando ele diminui, a sobrancelha responde quase
imediatamente”, explica.
Com o desequilíbrio hormonal, a fase de crescimento do pelo se torna mais curta, enquanto a fase de queda se prolonga. O resultado é um arco mais ralo, com fios frágeis e espaçados. Além disso, a pele da região tende a ficar mais seca, o que compromete ainda mais a saúde das sobrancelhas e dificulta o nascimento de novos fios.
Jess destaca que muitas mulheres acreditam que essa
mudança é irreversível, mas não é bem assim. “Não dá para lutar contra o
hormônio, mas dá para cuidar do ambiente onde esse fio nasce. Hidratação,
estímulos corretos e respeito ao novo tempo do corpo fazem toda a diferença”, afirma.
Procedimentos agressivos, excesso de pinça e produtos inadequados podem piorar o quadro. Por isso, o ideal é apostar em tratamentos específicos, óleos nutritivos, ativos fortalecedores e técnicas que valorizem o desenho natural, sem forçar uma sobrancelha que o corpo já não sustenta como antes.
Mais do que estimular o crescimento, essa fase pede
estratégia. Usar produtos específicos para sobrancelhas, evitar maquiagem
pesada que resseque a pele da região e incluir ativos calmantes na rotina ajuda
a manter o fio vivo por mais tempo. Escovar as sobrancelhas diariamente também
faz diferença, porque ativa a circulação local e organiza o crescimento.

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