Peelings e lasers
devem ser evitados nos meses mais quentes, enquanto injetáveis e estímulos de
colágeno seguem como opções segurasDurante o período de calor e altas temperaturas,
comuns no verão no Rio Grande do Sul, a escolha dos procedimentos estéticos
deve ser feita com ainda mais cautela. A Sociedade Brasileira de Dermatologia –
Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) emite um alerta para orientar a população
sobre quais técnicas são mais indicadas e quais devem ser evitadas nessa época
do ano, considerando os riscos associados à maior exposição solar e às altas
doses de radiação ultravioleta.
De acordo com a vice-presidente da Sociedade
Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), a
dermatologista Dra. Cíntia Pessin, procedimentos que alteram de forma mais
significativa a barreira cutânea não são os mais recomendados no verão.
“Procedimentos como peelings químicos e tratamentos
a laser exigem um período de recuperação em que a pele fica mais sensível. A
exposição ao sol, ao calor excessivo e à radiação ultravioleta pode comprometer
esse processo, aumentando o risco de irritação, dificuldade de cicatrização e
até o surgimento de manchas, o que acaba prejudicando o resultado final”,
explica.
Segundo a especialista, peelings mais profundos e
procedimentos a laser devem ser preferencialmente adiados para períodos de
menor incidência solar. Isso porque, além do risco de manchas, a pele pode
reagir de forma inadequada ao calor, tornando a recuperação mais lenta e menos
previsível.
“Em alguns casos, o paciente busca tratar manchas e
acaba desenvolvendo novas hiperpigmentações justamente pela associação do
procedimento com a radiação solar intensa”, alerta a vice-presidente da SBD-RS.
Por outro lado, o verão não impede todos os
cuidados estéticos. Procedimentos dermatológicos com injetáveis, como aplicação
de toxina botulínica, bioestimuladores de colágeno e preenchimentos com ácido
hialurônico, são considerados seguros mesmo nos meses mais quentes. Técnicas de
estímulo de colágeno, como fios de sustentação e ultrassom microfocado, também
podem ser realizadas, pois atuam em camadas mais profundas da pele, como a
derme e o tecido celular subcutâneo, sem comprometer a barreira cutânea
superficial.
A dermatologista ressalta ainda que terapias como a
drenagem linfática, que é uma técnica de massagem e não um procedimento médico,
podem ser realizadas no verão, desde que executadas por profissionais
habilitados.
“Independentemente do procedimento, alguns cuidados
são indispensáveis durante todo o ano, mas ganham ainda mais importância no
verão, como o uso rigoroso de filtro solar, a hidratação adequada da pele e a
manutenção de uma rotina correta de skin care”, reforça Dra. Cíntia Pessin.
A SBD-RS destaca que a avaliação individualizada
com um médico dermatologista é fundamental para definir a melhor estratégia
estética em cada estação. Em casos de suspeita ou dúvidas, procure um médico
dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site http://www.sbdrs.org.br/
Marcelo Matusiak
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