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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Brasil registra forte alta de 47,5% no congelamento de embriões para reprodução assistida¹

 

Ciclos de fertilização e número de clínicas também apresentaram alta expressiva desde 2020

 

O número de procedimentos relacionados à reprodução humana assistida cresceu de forma expressiva no Brasil nos últimos cinco anos. De acordo com dados do SisEmbrio (Anvisa), o total de embriões congelados aumentou 47,5% desde 2020, alcançando 128.180 unidades em 2024. Esse crescimento reflete a preocupação crescente com a preservação da fertilidade e a possibilidade de gestações futuras. No total, o país conta hoje com quase 545 mil embriões congelados¹. 

No mesmo período, o número de ciclos de reprodução assistida subiu 34,5%, chegando a 55.971 em 2024¹. Além disso, o total de centros especializados aumentou 23,5%, passando de 175 em 2020 para 216 em 2025 (dados parciais)¹. “Todos os principais indicadores mostram crescimento constante e sugerem que a tendência será mantida nos próximos anos”, comenta o Dr. Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring no Brasil, companhia especializada em terapias para fertilidade e saúde materna. 

Entre as razões para essa alta, o diretor médico aponta a preocupação da mulher com a carreira profissional, levando a gestação para idades mais avançadas, além de tratamentos oncológicos que podem afetar fertilidade, entre outras razões. Enquanto o risco de infertilidade é baixo em mulheres com menos de 30 anos, em torno de 15%, ele cresce para 25% entre 30 e 35 anos, e pode chegar a 66% a partir dos 40 anos, considerando o período de um ano de tentativas². 

A gravidez após os 40 anos de idade dobrou em 20 anos, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), passando de 57.832 em 2003 para 109.170 em 2023³. “Com isso, a reprodução assistida se torna uma alternativa para preservação da fertilidade, aumentando a chance de realizar a maternidade”, comenta o Dr. Sérgio. 

Na prática, a fertilização in vitro (FIV) consiste em estimular a produção de óvulos, realizar a coleta, fecundá-los em laboratório e transferir os embriões ao útero. Estudo publicado pelo New England Journal of Medicine, sobre taxas cumulativas de nascidos vivos após FIV, com mais de seis mil pacientes, mostra que o índice de sucesso após seis ciclos varia de 51% a 72%, sendo que os percentuais podem aumentar ou diminuir quando observados grupos de diferentes faixas etárias4.

 

Diferenças regionais

Os dados do SisEmbrio evidenciam grandes diferenças regionais quanto ao acesso à reprodução assistida: enquanto a Região Sudeste concentra 68,4% dos embriões congelados, o Norte responde por apenas 1% do total¹. Sul, Nordeste e Centro-Oeste aparecem em seguida, com 12,2%, 11,04% e 7,31% respectivamente¹. Concentração semelhante é observada no número de clínicas especializadas¹. 

São Paulo lidera o ranking com 69 estabelecimentos, seguindo por Minas Gerais (27), Paraná (19) e Rio de Janeiro (18)¹. Amazonas, Maranhão, Pará, Paraíba e Sergipe tem apenas duas clínicas cada, enquanto Alagoas e Tocantins têm apenas um único estabelecimento cada¹.  



Ferring
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Referências:

  1. SisEmbrio. Anvisa. Disponível em: Link Acesso em 25/08/2025.
  2. Healthline.com | L.Schmidt et al. Demographic and medical consequences of postponement of parenthood. Hum Reprod Update, 2012 | J.Balasch, E.Gratacós. Delayed childbearing: effects on fertility and the outcome of pregnancy. Curr Opin Obstet Gynecol | K. Liu et al. Advanced Reproductive Age and Fertility. Int J Gynaecol Obstet.
  3. O Globo. “Número de mães que têm filhos com 40 anos ou mais quase dobra em duas décadas, mostra IBGE”. Disponível em: Link. Acesso em 25/08/2025.
  4. The New England Journal of Medicine. Taxas cumulativas de nascidos vivos após fertilização in vitro. Disponível em: Link. Acesso em 17/09/2025


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