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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Infecções silenciosas: o que seu corpo pode estar tentando avisar

Especialista alerta que muitas infecções evoluem sem sintomas evidentes, mas podem causar danos sérios quando não diagnosticadas precocemente


 

Nem toda infecção apresenta febre alta, dor intensa ou sintomas que chamam a atenção. Muitas doenças infecciosas se manifestam de forma discreta ou até completamente silenciosa, avançando dentro do organismo sem sinais imediatos. Esse comportamento faz com que quadros potencialmente graves passem despercebidos, desde infecções urinárias, gastrointestinais e ginecológicas, até infecções parasitárias e doenças crônicas como a hepatite.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), infecções assintomáticas ou pouco sintomáticas representam um grande desafio global: estima-se que 6 em cada 10 pessoas infectadas por hepatite B ou C não sabem que têm a doença. No caso das infecções urinárias, estudos indicam que até 40% dos casos podem evoluir sem sintomas clássicos, especialmente em mulheres. Já infecções parasitárias, como giardíase ou amebíase, podem causar apenas alterações leves no intestino, que muitas vezes são confundidas com má digestão ou estresse.

Para o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, o maior risco é ignorar sinais mínimos que o corpo tenta enviar. “Cansaço constante, mudanças discretas no apetite, dor abdominal leve, desconforto pélvico, alterações urinárias ou intestinais, muitas vezes esses sintomas são atribuídos à rotina corrida ou ao estresse. Mas, em alguns casos, podem indicar uma infecção em estágio inicial”, explica.

Segundo o especialista, o problema é que essas infecções silenciosas podem evoluir e gerar complicações sérias quando não tratadas. Uma infecção urinária assintomática pode se transformar em pielonefrite; uma infecção gastrointestinal pode causar desidratação e perda de peso; infecções ginecológicas podem levar a inflamações pélvicas e até comprometer a fertilidade.

Além disso, a automedicação contribui para mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico correto. “Quando o paciente toma remédios sem orientação, seja analgésico, antidiarreico, antifúngico ou antibiótico, ele não trata a causa, apenas alivia o sintoma. Isso não só dificulta a identificação da infecção, como pode agravá-la”, destaca o Dr. Carlos.

Os especialistas reforçam que a prevenção é, ainda, a melhor estratégia. A OMS estima que cerca de 70% das infecções gastrointestinais poderiam ser evitadas apenas com cuidados básicos de higiene, como lavar bem as mãos e higienizar alimentos. No caso das infecções urinárias, a ingestão adequada de água e hábitos de higiene íntima reduzem significativamente o risco. Já para infecções ginecológicas, consultas regulares e atenção a pequenas mudanças no corpo fazem toda a diferença.

Para o Dr. Carlos, entender os sinais do próprio corpo é essencial para evitar complicações. “Se houver dor que vai e volta, alteração urinária, mudança no hábito intestinal, corrimento fora do normal ou mal-estar persistente, é importante procurar um médico. O corpo sempre dá pistas, nós é que nem sempre ouvimos”, afirma.

O médico também reforça que exames simples, como análise de urina, fezes, hemograma e testes rápidos, ajudam a identificar infecções ocultas e permitem tratamento precoce. “Quando diagnosticamos cedo, o tratamento é mais eficaz, rápido e evita desdobramentos que poderiam impactar a qualidade de vida”, conclui.

 

Carnot® Laboratórios

 

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