Especialista
explica quais informações o paciente deve verificar antes de escolher um
cirurgião e por que a qualificação profissional é decisiva para a segurança do
procedimento
A popularização dos procedimentos estéticos ampliou
o acesso à cirurgia plástica, mas também aumentou a necessidade de o paciente
verificar quem realmente está habilitado para realizar esse tipo de
procedimento. Embora qualquer médico possua registro profissional para exercer
a medicina, a atuação como especialista em cirurgia plástica depende de
formação específica, registro da especialidade e qualificação reconhecida pelos
órgãos competentes. A própria Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
mantém uma plataforma pública para que qualquer pessoa confirme se o
profissional integra o quadro oficial da entidade.
Para a cirurgiã plástica facial Dra.
Danielle Gondim, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy, membro
titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o paciente costuma
concentrar a atenção em fotos de antes e depois ou em recomendações nas redes
sociais, quando deveria começar a investigação pela formação médica.
"A decisão por uma cirurgia plástica deve
começar pela avaliação da formação e da qualificação do médico. Estamos falando
de um procedimento cirúrgico, que exige conhecimento técnico, planejamento individualizado
e capacidade para prevenir e tratar eventuais complicações", afirma.
Segundo a SBCP, tornar-se especialista exige uma longa formação, que inclui residência médica em cirurgia geral, residência em cirurgia plástica em serviços credenciados e aprovação em exame para obtenção do título de especialista. São necessários no mínimo 11 anos de dedicação integral e aprovação em provas específicas para a titulação. Somente após esse processo o médico pode integrar a entidade como especialista.
O que o paciente deve
verificar
Na avaliação da especialista, existem alguns
critérios objetivos que ajudam o paciente a identificar se o profissional
possui a formação adequada.
O primeiro deles é consultar o Registro de
Qualificação de Especialista (RQE), disponível por meio dos Conselhos Regionais
de Medicina. O número comprova oficialmente que o médico possui uma
especialidade reconhecida.
Também é recomendável confirmar se o cirurgião
integra a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. A consulta pode ser feita
gratuitamente no portal da entidade, utilizando o nome do profissional.
Outro aspecto importante é compreender qual é a
área de atuação predominante do médico.
"Quando falamos em cirurgia facial, por
exemplo, estamos tratando de uma região extremamente delicada, que concentra
estruturas responsáveis pela expressão, pela função e pela identidade do
paciente. A experiência específica nessa área faz diferença no planejamento e
na condução do procedimento", explica Danielle.
A especialista também recomenda que o paciente
procure entender onde a cirurgia será realizada, quem compõe a equipe médica,
qual hospital foi escolhido e como funciona o acompanhamento pós-operatório.
"A consulta deve ser um momento para
esclarecer dúvidas, entender riscos, benefícios, limitações e expectativas.
Quando existe espaço apenas para vender um procedimento, isso merece
atenção."
O que as redes sociais não
mostram
As redes sociais se tornaram uma importante fonte
de informação para quem pretende fazer uma cirurgia plástica, mas, segundo a
Dra.Danielle, elas mostram apenas uma parte do processo.
"Fotos de antes e depois ajudam a entender o
estilo de trabalho do cirurgião, mas não revelam como foi feita a indicação do
procedimento, quais exames foram solicitados, como ocorreu o planejamento
cirúrgico nem como é conduzido o acompanhamento do paciente. Esses fatores são
determinantes para a segurança e para um bom resultado."
A especialista orienta que o conteúdo publicado
seja utilizado como complemento da pesquisa, e não como principal critério de
decisão.
Segurança começa antes da
cirurgia
A cirurgiã afirma que a maior parte das decisões
relacionadas à segurança acontece antes mesmo da entrada no centro cirúrgico.
"Uma indicação adequada, exames bem avaliados,
planejamento individualizado, ambiente hospitalar preparado e equipe experiente
reduzem riscos e aumentam a previsibilidade do tratamento. A cirurgia começa
muito antes do primeiro corte."
Para Danielle
Gondim, o paciente precisa enxergar a escolha do
cirurgião como uma decisão baseada em critérios médicos e não apenas em
reputação digital ou preço.
"Quando alguém decide fazer uma cirurgia
plástica, está confiando ao médico sua saúde e sua identidade. Essa escolha merece
o mesmo cuidado dedicado ao próprio procedimento."
Como reduzir riscos antes de
uma cirurgia plástica
- Verificar
se o médico possui RQE em Cirurgia Plástica.
- Confirmar
se o profissional integra a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
- Entender
onde será realizada a cirurgia e se o hospital oferece estrutura adequada.
- Questionar
quem participa da equipe cirúrgica e como funciona o acompanhamento
pós-operatório.
- Desconfiar
de decisões baseadas apenas em redes sociais, preço ou promoções.
- Utilizar
a consulta para esclarecer riscos, limitações e expectativas antes de
qualquer decisão.
Embora a aparência do resultado seja um dos fatores
que mais despertam interesse, a cirurgiã lembra que a cirurgia plástica envolve
decisões médicas que impactam diretamente a saúde e a qualidade de vida do
paciente. "Informação confiável e escolha consciente continuam sendo os
principais aliados de quem busca um procedimento seguro."
Danielle Gondim - cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri. Membro das associações Internacional, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, é frequentemente convidada a palestrar em congressos relevantes da especialidade no Brasil e no exterior. Em 2025, foi premiada por seu trabalho no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica da ISAPS, realizado em Singapura, reconhecimento concedido a um grupo restrito de especialistas. Criadora da técnica Singular Restore®, alia ciência e arte para alcançar resultados naturais, nos quais a jovialidade se destaca sem evidência de intervenção cirúrgica. Seu trabalho é pautado pela individualidade facial e pela preservação da identidade de cada paciente. Procurada por pacientes de diferentes países, também recebe semanalmente médicos do Brasil e do exterior interessados em conhecer sua abordagem técnica.
Para mais informações, acesse o site, instagram ou pelo Linkedin.
Fonte de pesquisa
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
https://www.cirurgiaplastica.org.br/escolhendo-o-profissional-certo-orientacoes-da-sbcp-para-sua-cirurgia-plastica/
Encontre um Cirurgião – SBCP – utilizada no trecho que orienta o paciente a verificar se o profissional é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
https://www.cirurgiaplastica.org.br/encontre-um-cirurgiao/




