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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Síndrome do olho seco atinge cada vez mais jovens por causa do excesso de telas

Divulgação
Especialista alerta que o desconforto comum pode evoluir para uma condição inflamatória que compromete a superfície ocular e se tornar uma doença crônica

 

Ardor e sensação de areia nos olhos parecem sinais do efeito da vida moderna, mas quando deixa de ser apenas um desconforto e passa a se repetir com frequência pode ser a doença do olho seco, uma condição em que os olhos não produzem lágrimas suficientes ou a lágrima evapora rápido demais impedindo a lubrificação adequada.
 

A menopausa e o envelhecimento são apontados como principais fatores para o problema, porém, nos últimos anos, um novo perfil de paciente tem chamado a atenção nos consultórios: os jovens. "Observamos que adultos jovens e até adolescentes apresentam sintomas da síndrome do olho seco, principalmente, por causa do uso excessivo de telas", explica Claudia Francesconi, oftalmologista da Eye Clinic. 

Segundo a especialista, além do maior tempo em telas, o trabalho remoto e a maior exposição a ambientes climatizados também reforçam essa mudança. "Quanto mais perto dos olhos as telas ficam, maior tende a ser a queixa”. 

A diferença entre uma situação pontual ou um quadro mais grave está na duração e na frequência. “Quando é um incômodo causado por uma noite maldormida, por exemplo, costuma melhorar sozinho, já nos casos críticos, os sintomas permanecem durante semanas e até meses”, enfatiza. 

Para confirmar é necessário ter o diagnóstico, que é realizado por meio de exame como a lâmpada de fenda, que permite observar diretamente a superfície do olho e medir a quantidade de lágrima disponível. Esses procedimentos são essenciais e requer um acompanhamento com um especialista. 

Quando não tratado, o olho seco pode levar a complicações como lesões na córnea, úlceras, infecções e cicatrizes que comprometem a visão de forma permanente. Essas complicações são menos frequentes quando o paciente recebe acompanhamento adequado e inicia o tratamento em estágio inicial. 

Outra questão é evitar tratar com colírios sem indicação médica para não atrasar o diagnóstico correto. "Nem todo colírio é igual, alguns conservantes podem irritar ainda mais a superfície ocular. Inclusive, o alívio temporário pode mascarar a necessidade de intervenções específicas”, alerta a especialista. 

O tratamento em fase inicial inclui medidas simples, como pausas regulares durante o uso de telas, aumento da hidratação, ajustes ambientais como umidade e iluminação. Já em casos crônicos, terapias específicas prescritas por oftalmologista. “O acompanhamento pode ser prolongado, com oscilações de acordo com a gravidade de cada caso”, finaliza Claudia Francesconi.

 

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