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sábado, 18 de julho de 2026

Controlar tudo pode ser o maior gatilho da ansiedade

A necessidade de prever cada detalhe da vida pode transformar a busca por segurança em um ciclo permanente de ansiedade e desgaste emocional

 

O excesso de controle sobre a vida, o trabalho, o dinheiro e os relacionamentos vem sendo apontado por especialistas como um comportamento associado ao aumento da ansiedade e ao desgaste da saúde mental. A necessidade permanente de prever problemas, evitar erros e eliminar incertezas mantém o cérebro em estado de alerta e pode comprometer a inteligência emocional, a criatividade e a capacidade de tomar decisões, justamente em um momento em que a saúde mental permanece entre as principais preocupações dos brasileiros.

A treinadora mental, psicanalista e pesquisadora em Neurociências e reprogramação mental Elainne Ourives explica que o excesso de controle costuma funcionar como um mecanismo de defesa diante da insegurança. Segundo a especialista, quanto maior a tentativa de eliminar as incertezas, maior tende a ser o estado de vigilância do cérebro, reduzindo a flexibilidade emocional e dificultando decisões conscientes.

"O excesso de controle nasce da crença de que só estaremos seguros se conseguirmos prever tudo. Mas a vida não funciona dessa forma. Quanto mais a pessoa tenta controlar o futuro, mais alimenta a ansiedade no presente. O cérebro permanece em estado de vigilância contínua, como se um perigo estivesse prestes a acontecer", afirma.

O debate ganha força em meio ao avanço das discussões sobre saúde mental. A quarta edição do Panorama da Saúde Mental, desenvolvida pelo Instituto Cactus em parceria com a AtlasIntel, apontou queda no Índice Contínuo de Avaliação da Saúde Mental dos brasileiros em 2025 e mostrou piora especialmente na dimensão relacionada ao foco, indicando maior dificuldade de concentração e bem-estar emocional.

Para a pesquisadora, controlar situações faz parte da rotina. O problema surge quando a necessidade de controle se transforma em ansiedade antecipatória, impede a adaptação às mudanças e passa a interferir na saúde mental, nos relacionamentos e no desempenho profissional.

Autora de 11 livros sobre desenvolvimento humano e reprogramação mental, a especialista observa que esse padrão tem se tornado mais frequente entre profissionais, empresários e líderes que associam produtividade à necessidade de prever todos os riscos.

"Quem tenta controlar tudo vive olhando para ameaças que ainda nem existem. O cérebro permanece em alerta contínuo e perde espaço para criatividade, flexibilidade e tomada de decisão. Quanto maior a necessidade de controlar o que está fora do nosso alcance, maior tende a ser a ansiedade", afirma.


Quando o controle deixa de proteger

Segundo a treinadora mental, o comportamento costuma aparecer de forma silenciosa. Revisar decisões repetidamente, sentir necessidade constante de aprovação, evitar delegar tarefas, antecipar problemas que ainda não aconteceram, buscar respostas para todas as possibilidades e experimentar culpa quando algo foge do planejamento são alguns dos sinais mais comuns.

Ela explica que esse funcionamento mental cria um ciclo difícil de romper. Quanto maior a tentativa de eliminar as incertezas, maior tende a ser a ansiedade. Como consequência, o cérebro permanece concentrado em possíveis ameaças e reduz sua capacidade de adaptação ao inesperado.

"O controle deixa de proteger quando passa a consumir energia mental o tempo todo. A pessoa acredita que está evitando problemas, mas, na prática, está alimentando um estado permanente de vigilância."


Os sinais de que a ansiedade assumiu o controle

Na avaliação da psicanalista, um dos efeitos mais frequentes desse comportamento é a dificuldade para agir. O medo de errar, escolher o caminho inadequado ou perder oportunidades faz com que muitas pessoas permaneçam analisando possibilidades sem conseguir tomar decisões.

"O perfeccionismo e o excesso de controle caminham juntos. A pessoa acredita que precisa encontrar a decisão perfeita antes de agir. Na prática, isso gera procrastinação, desgaste emocional e sensação constante de insuficiência", diz.

A pesquisadora ressalta que o problema também afeta líderes, empresários e profissionais que ocupam cargos de responsabilidade, justamente porque costumam associar controle absoluto à competência.

"Controlar processos é diferente de tentar controlar tudo. Liderar exige planejamento, mas também capacidade de lidar com o inesperado. Quando o medo assume o comando, a tomada de decisão perde qualidade."


Controlar menos também é inteligência emocional

De acordo com a especialista, algumas práticas ajudam a interromper esse padrão mental e fortalecer a inteligência emocional:

  • desenvolver consciência sobre pensamentos de antecipação e catastrofização;
  • praticar exercícios de respiração para reduzir o estado de alerta do cérebro;
  • identificar crenças ligadas à necessidade permanente de controle;
  • fortalecer a confiança na própria capacidade de adaptação diante dos imprevistos;
  • substituir a busca por controle absoluto por planejamento aliado à flexibilidade.

"Saúde mental não significa viver sem imprevistos. Significa desenvolver inteligência emocional para lidar com aquilo que não pode ser controlado. Quando a pessoa reduz a ansiedade antecipatória, consegue tomar decisões com mais clareza, equilíbrio e flexibilidade", conclui.



Elainne Ourives - Treinadora mental, psicanalista, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 11 livros; mestra de mais de 300 mil alunos, em 50 países, sendo 130 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Objetivos, Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, vibracional e emocional, bem como de cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. Autora Best Seller dos livros: DNA Milionário® (2019); DNA da Cocriação® (2020); DNA Revelado das Emoções® (2021), Cocriador da Realidade (2022); Algoritmos do Universo (2022), Taqui-Hertz® (2022), O Meu Ano de Gratidão (2023), Gene da Juventude (2023), Visualização Holográfica (2023), DNA do Dinheiro (2024) e Frequência do Milagre (2025).É ainda idealizadora dos Movimentos “A Vida é Incrível” e “Eu Estou Vivo”, lançados para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos. Criadora da Técnica Hertz® - Reprogramação da Frequência Vibracional, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas terapias energéticas e emocionais do mundo, e já foi utilizada por mais de 3 milhões de pessoas no mundo todo.
Para mais informações: Acesse elainneourives.com.br ou acompanhe pelo Instagram @elainneourivesoficial.



Fontes de Pesquisa

Panorama da Saúde Mental 2025 (Instituto Cactus + AtlasIntel)
https://panoramasaudemental.org/

Instituto Cactus – Panorama da Saúde Mental
https://institutocactus.org.br/panorama-da-saude-mental-terceira-coleta/

 

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