Com o aumento dos
procedimentos estéticos no Brasil, especialistas alertam que formação adequada,
título reconhecido e estrutura hospitalar segura devem pesar mais do que redes
sociais, preço ou popularidade na escolha do profissional
O Brasil permanece entre os maiores mercados de
cirurgia plástica do mundo, com dados da International Society of Aesthetic
Plastic Surgery mostram que o país figura de forma consistente entre os líderes
globais em procedimentos estéticos, realidade que ampliou o acesso aos
tratamentos, mas também aumentou um desafio para os pacientes: distinguir
profissionais devidamente qualificados daqueles que atuam sem a formação
necessária para realizar cirurgias com segurança.
O tema voltou a ganhar atenção após sucessivos
casos divulgados pela imprensa envolvendo complicações graves, procedimentos
realizados por profissionais sem especialização adequada e cirurgias executadas
fora de ambientes hospitalares apropriados. Embora a maioria das intervenções ocorra
de forma segura, especialistas afirmam que a escolha do médico continua sendo o
principal fator de prevenção de riscos evitáveis.
Para a cirurgiã plástica facial Dra.
Danielle Gondim, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy, membro
titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e com formação
complementar em centros internacionais de referência em cirurgia facial, a
popularização dos procedimentos estéticos criou uma falsa sensação de simplicidade
em torno de intervenções que continuam sendo atos médicos complexos. Sua
trajetória e qualificação profissional são descritas em seus materiais
institucionais.
“A cirurgia plástica é uma especialidade médica que
exige anos de formação específica. O paciente precisa entender que resultado
estético e segurança caminham juntos. Muitas vezes, a atenção está concentrada
apenas nas fotos de antes e depois ou no número de seguidores nas redes
sociais, quando os critérios mais importantes são formação, experiência e
estrutura de atendimento”, afirma.
O primeiro passo é verificar a
formação médica
Segundo a especialista, um dos erros mais comuns é
acreditar que qualquer médico que realize procedimentos estéticos seja
necessariamente cirurgião plástico.
No Brasil, a formação considerada adequada para
exercer a especialidade inclui graduação em Medicina, residência médica em
Cirurgia Geral e posteriormente residência em Cirurgia Plástica reconhecida
pelo Ministério da Educação ou programas credenciados pelas entidades
responsáveis pela formação médica.
Além disso, o profissional deve possuir Registro de
Qualificação de Especialista (RQE), documento que comprova oficialmente sua
especialização junto aos Conselhos Regionais de Medicina.
“A existência do RQE é uma das formas mais simples
e objetivas de verificar se aquele médico possui formação reconhecida na
especialidade que está oferecendo. É uma informação pública e que pode ser
consultada pelos pacientes”, explica.
Filiação à Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica é um indicativo importante
Outro critério recomendado é verificar se o
profissional integra a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, principal
entidade da especialidade no país.
A associação exige formação específica, cumprimento
de critérios técnicos e atualização contínua dos seus membros. Embora a
filiação não seja obrigatória para o exercício profissional, ela costuma
funcionar como um indicador adicional de qualificação.
“O paciente deve buscar informações em fontes
oficiais. A consulta ao CRM, ao RQE e às entidades médicas oferece muito mais
segurança do que decisões baseadas exclusivamente em publicidade ou
recomendações informais”, diz a médica.
Estrutura hospitalar também
deve ser avaliada
A análise não deve se limitar ao currículo do
profissional. O local onde a cirurgia será realizada também precisa ser
observado.
Hospitais credenciados, centros cirúrgicos
equipados, equipe de anestesia qualificada e protocolos de segurança são
fatores que influenciam diretamente a capacidade de resposta diante de qualquer
intercorrência.
De acordo com a cirurgiã, procedimentos
considerados rotineiros continuam sendo cirurgias e exigem planejamento
rigoroso.
“Não existe procedimento sem risco. O que existe é
a redução dos riscos por meio de indicação adequada, avaliação pré-operatória
criteriosa, equipe preparada e ambiente seguro para a realização da cirurgia”,
afirma.
Redes sociais não substituem
credenciais médicas
A presença digital passou a ter peso crescente na
decisão dos pacientes. No entanto, especialistas alertam que a popularidade
online não deve ser confundida com qualificação técnica.
Fotos de resultados, vídeos virais e grande volume
de seguidores podem transmitir credibilidade, mas não substituem a verificação
das credenciais profissionais.
“A comunicação digital tem seu papel na educação
dos pacientes, mas ela não pode ser o único critério de escolha. O paciente
precisa investigar a formação do médico com o mesmo cuidado que dedica à
avaliação dos resultados apresentados”, observa.
Segurança tende a ganhar mais
importância na decisão dos pacientes
O amadurecimento do mercado de cirurgia plástica
tem levado parte dos pacientes a adotar uma postura mais criteriosa antes de
decidir por um procedimento. Além da busca por resultados naturais e
individualizados, cresce o interesse por informações relacionadas à formação
dos profissionais, protocolos de segurança e qualidade da assistência médica.
Para Danielle Gondim, esse movimento representa uma evolução positiva na relação entre
pacientes e cirurgia plástica.
“A segurança de uma cirurgia começa muito antes do procedimento. Ela envolve uma avaliação criteriosa do paciente, indicação adequada, equipe preparada e uma estrutura capaz de oferecer assistência completa em todas as etapas do tratamento”, conclui.
Danielle Gondim - cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri. Membro das associações Internacional, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, é frequentemente convidada a palestrar em congressos relevantes da especialidade no Brasil e no exterior. Em 2025, foi premiada por seu trabalho no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica da ISAPS, realizado em Singapura, reconhecimento concedido a um grupo restrito de especialistas.
Criadora da técnica Singular Restore®, alia ciência e arte para alcançar resultados naturais, nos quais a jovialidade se destaca sem evidência de intervenção cirúrgica. Seu trabalho é pautado pela individualidade facial e pela preservação da identidade de cada paciente. Procurada por pacientes de diferentes países, também recebe semanalmente médicos do Brasil e do exterior interessados em conhecer sua abordagem técnica.
Para mais informações, acesse o site, instagram ou pelo Linkedin.
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