Uma das maiores lideranças indígenas do mundo integra a mostra “BioOCAnomia Amazônica”, em cartaz no museu carioca
O Museu do Jardim Botânico, do Rio de Janeiro, homenageia o
Cacique Raoni na exposição “BioOCAnomia Amazônica”, que reúne personalidades
reconhecidas por sua contribuição à proteção da Amazônia e dos povos da
floresta.

crédito: Albert Andrade
Líder do povo Mebêngôkre (Kayapó), Raoni tornou-se uma das vozes
indígenas mais respeitadas do planeta. Ao longo de décadas, sua atuação ajudou
a projetar internacionalmente a luta pela conservação da Amazônia e pelos
direitos dos povos originários.
A mostra apresenta histórias de lideranças que
inspiram novas formas de pensar a relação entre sociedade, floresta e
desenvolvimento sustentável.
“BioOCAnomia Amazônica” aborda biodiversidade e saberes
ancestrais por meio de experiências interativas e jogos educativos
O Museu do Jardim Botânico recebe a partir de 4 de junho a exposição “BioOCAnomia Amazônica”, concebida pelo SESI Lab e inédita no Rio de Janeiro. A mostra convida o público a mergulhar em uma experiência imersiva sobre bioeconomia, biodiversidade, inovação e conservação ambiental. A entrada é gratuita.
A exposição evidencia a potência da bioeconomia como estratégia para o desenvolvimento sustentável das diferentes Amazônias, articulando conservação da biodiversidade, mitigação das mudanças climáticas, a partir de cinco áreas temáticas: “A floresta e o mundo”; “Saberes amazônicos”; “Bioeconomia”; “Indústria e inovação”; “Direitos da floresta”.
Toda a cenografia da exposição foi desenvolvida com materiais
sustentáveis, como chapas plásticas recicladas e subprodutos da agroindústria,
ciência, tecnologia e valorização de saberes intergeracionais. A iniciativa
integra um esforço do Sistema Indústria e parceiros para apresentar ao público
soluções baseadas na conservação da natureza, apoiadas pela inovação e por
práticas produtivas sustentáveis.
Logo na entrada, o visitante é convidado a refletir sobre a Amazônia como um bioma em disputa, fundamental para o equilíbrio climático global e profundamente impactado por desafios como desmatamento, queimadas, mineração, expansão das desigualdades e mudanças climáticas. A partir daí, o percurso expositivo se desdobra em diferentes ambientes imersivos que articulam ciência, biodiversidade, cultura e inovação.
“O Museu do Jardim Botânico tem como uma de suas vocações promover reflexões sobre biodiversidade, conservação e futuro. Receber a ‘BioOCAnomia Amazônica’ reforça esse compromisso ao aproximar o público de debates urgentes sobre desenvolvimento sustentável e valorização dos saberes tradicionais, por meio de uma experiência sensorial, educativa e acessível”, afirma Grazielle Giacomo, gerente técnica do Museu do Jardim Botânico.
Para a superintendente de cultura do SESI, Cláudia
Ramalho, a chegada da exposição ao Rio de Janeiro representa um marco
importante na expansão das iniciativas do SESI Lab. “Levar uma exposição que
fala sobre bioeconomia para outras regiões amplia o alcance de discussões
fundamentais sobre o desenvolvimento sustentável, ciência, inovação e
preservação ambiental”, explica.
O desenvolvimento da exposição contou com um comitê curatorial formado por consultores especializados, cientistas de universidades do Amazonas e do Pará, além da participação do Instituto Amazônia+21, dos Institutos SENAI de Inovação e da Gerência Executiva de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A itinerância da mostra também contou com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
A realização da mostra no Rio de Janeiro integra o
projeto SESI Lab Itinerante, criado para ampliar o acesso às exposições e ações
educativas do museu para diferentes regiões do país. A proposta parte da ideia
de aproximar o museu de novos públicos e promover trocas de conhecimento por
meio de experiências culturais e educativas.
Serviço
BioOCAnomia
Amazônica
Museu do Jardim Botânico
Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico – Rio de
Janeiro
Visitação:
4 de junho a 3 de novembro de 2026
Funcionamento: de quinta a terça-feira (fechado às
quartas-feiras), das 10h às 18h, com última entrada às 17h.
* Há
bicicletários e estacionamento exclusivo para pessoas com severas deficiências
de locomoção (veículos adesivados); é permitida a entrada de carros para
embarque e desembarque de pessoas com dificuldades de locomoção.
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