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sábado, 18 de julho de 2026

Novo medicamento contra calvície gera expectativa, mas SBD-RS alerta para dados ainda preliminares

 

Formulação oral de minoxidil de liberação prolongada está em estudo e ainda não tem prazo para chegar ao Brasil

 

Uma nova formulação oral de minoxidil de liberação prolongada, chamada VDPHL01, vem gerando expectativa no tratamento da calvície. A proposta é liberar a substância de forma mais lenta e constante no organismo, o que poderia reduzir picos de concentração no sangue e, em tese, diminuir efeitos colaterais. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), no entanto, alerta que os dados disponíveis ainda são preliminares e foram divulgados pela fabricante, sem publicação científica completa revisada por pares.

Segundo comunicado da Veradermics, empresa responsável pelo desenvolvimento do VDPHL01, o estudo clínico avaliou homens com alopecia androgenética leve a moderada e indicou aumento médio de 30,3 a 33 fios por cm² em seis meses nos grupos que receberam a medicação. A fabricante prevê solicitar aprovação nos Estados Unidos em 2027, mas ainda não há prazo definido para chegada ao Brasil ou avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

A médica dermatologista associada da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), Fernanda Lagares Xavier Peres, explica que o princípio ativo é o mesmo do minoxidil já utilizado atualmente em casos de calvície, a diferença está na forma de liberação do medicamento no organismo.

“O minoxidil oral utilizado atualmente atinge picos de concentração no sangue logo após a ingestão. A formulação de liberação prolongada reduziria esses picos, fazendo a entrega da medicação de forma mais lenta e constante. A expectativa é combinar eficácia com menor risco de efeitos colaterais, mas isso ainda precisa ser confirmado com dados completos e de longo prazo”, afirma.

No Brasil, o minoxidil oral em baixas doses já é utilizado de forma off-label, ou seja, fora das indicações originalmente previstas em bula, sempre mediante avaliação médica. Já o VDPHL01 ainda está em estudo e não existe comparação direta publicada entre essa formulação e o minoxidil oral de baixa dose usado na prática clínica.

A SBD-RS reforça que a calvície, também chamada de alopecia androgenética, é uma condição crônica e progressiva. Por isso, os tratamentos ajudam a controlar o processo enquanto estão em uso, mas não representam cura definitiva. A escolha da terapia depende de avaliação individual, considerando idade, intensidade da queda, histórico de saúde e possíveis causas associadas.

Em casos de suspeita de calvície ou aumento da queda de cabelo, procure um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site www.sbdrs.org.br

 

Marcelo Matusiak


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