Elas são ecossistemas complexos e dinâmicos que abrigam uma imensa variedade de formas de vida que interagem com o solo, a água e o clima.
O Dia de Proteção as Florestas é comemorado no dia 17 de julho. As florestas exercem um papel muito importante na natureza. Em cada bioma, elas sustentam a infraestrutura hídrica, influenciam a dinâmica econômica e contribuem para o equilíbrio ecológico.
Dependendo do clima, do solo e da localização geográfica, as florestas se dividem em três grandes grupos: florestas tropicais, florestas temperadas e florestas boreais. Atualmente, as florestas enfrentam severas ameaças causadas pelo desmatamento ilegal, expansão urbana, agropecuária intensiva e incêndios florestais intensificados pelas mudanças climáticas.
O Brasil é detentor de cerca de 60% da Floresta Amazônica e de biomas como Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa, o país concentra uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta. Essa relevância é reconhecida pelo Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) e pelo Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação (PAB Brasil).
Estudo publicado em 2025 pela revista científica AGU Advances aponta que a perda média de 3,2% da cobertura florestal na Amazônia brasileira esteve associada a uma redução de 5,4% da precipitação na estação seca. Ou seja, menos floresta significa menos chuva justamente quando a água já é escassa.
“A emergência climática é uma realidade com impactos econômicos, sociais e ambientais imediatos. Secas prolongadas, enchentes históricas, incêndios, perda de biodiversidade e insegurança hídrica já afetam a competitividade das empresas, a produtividade agrícola, a infraestrutura urbana e a qualidade de vida da população”, enfatiza Vininha F. Carvalho, ambientalista, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
Dados do MapBiomas demonstram que em 2025, o Brasil reduziu em 20,6% a área desmatada em comparação a 2024, com queda em quase todos os biomas. Em 2025, o desmatamento na Mata Atlântica atingiu o menor nível registrado em toda a série histórica do monitoramento da SOS Mata Atlântica e Inpe, iniciado em 1985. Ao longo desse período, houve redução de 40% na área desmatada, que passou de 14.366 para 8.658 hectares. Esse marco reforça os avanços na conservação e políticas públicas do bioma.
“Em um cenário de agravamento das mudanças climáticas, novas
regulamentações, exigências de rastreabilidade, critérios de financiamento
verde e padrões de reporte socioambiental estão remodelando e valorizando as
práticas sustentáveis e integradas, fortalecendo a preservação ambiental, recuperação
de áreas degradadas e ao uso sustentável dos recursos naturais”, conclui
Vininha F. Carvalho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário