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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Dor na inserção do DIU pode ser reduzida com diferentes estratégias de manejo, explica ginecologista

Especialista destaca que planejamento do procedimento, analgesia e avaliação individualizada podem tornar a experiência mais confortável e ajudar mulheres a escolherem o método com mais segurança 

 

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente, com eficácia superior a 99%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. Ainda assim, o receio da dor durante a inserção continua sendo uma das principais dúvidas entre mulheres interessadas no método.

Especialistas destacam, no entanto, que a experiência varia de mulher para mulher e que existem diferentes estratégias capazes de tornar esse momento mais confortável. O planejamento do procedimento, a avaliação individualizada e o diálogo entre paciente e profissional de saúde são considerados parte importante desse processo.

Segundo a Dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra parceira da DKT South America, empresa de planejamento familiar e detentora da marca Andalan, compreender as possibilidades disponíveis antes da inserção ajuda a reduzir inseguranças e permite que a paciente participe das decisões relacionadas ao próprio cuidado.

"Não existe uma única experiência quando falamos sobre a inserção do DIU. Algumas mulheres apresentam apenas cólicas leves, enquanto outras podem sentir dor moderada ou intensa. O mais importante é que essa percepção seja acolhida e discutida previamente para que possamos definir, junto com a paciente, a melhor abordagem para cada situação", explica.

Segundo a especialista, fatores como idade, histórico de partos, anatomia do colo do útero, ansiedade e experiências ginecológicas anteriores podem influenciar a percepção da dor. Por isso, a escolha da estratégia mais adequada depende sempre de avaliação médica individual.

Entre os recursos que podem contribuir para uma inserção mais confortável estão a orientação prévia sobre o procedimento, o uso de analgésicos quando indicados, anestesia local aplicada no colo do útero e outras medidas para controle da dor. Em situações específicas — de acordo com a avaliação clínica da paciente e com a estrutura disponível no serviço de saúde — também podem ser considerados bloqueios anestésicos, sedação ou acompanhamento por anestesiologista.

"Nem todas as pacientes precisam das mesmas intervenções, e nem todos os serviços dispõem dos mesmos recursos. O mais importante é que a mulher saiba que existem alternativas e converse com seu ginecologista sobre quais delas são indicadas para o seu caso", afirma.

Além das estratégias farmacológicas, a médica ressalta que a forma como o atendimento é conduzido também influencia a experiência da paciente.

"Explicar cada etapa do procedimento, esclarecer dúvidas e respeitar o tempo da mulher ajudam a reduzir a ansiedade, que pode aumentar a percepção da dor. O acolhimento e a comunicação transparente também fazem parte da assistência em saúde", destaca.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomenda que a escolha do método contraceptivo seja feita por meio de decisão compartilhada entre paciente e profissional de saúde, considerando aspectos clínicos, preferências individuais e expectativas da mulher.

A Organização Mundial da Saúde também reforça que ampliar o acesso à informação e aos métodos contraceptivos reversíveis de longa duração é uma estratégia importante para fortalecer o planejamento reprodutivo e garantir que as mulheres possam exercer seus direitos reprodutivos de forma livre e informada.

Para Dra. Larissa, discutir o manejo da dor representa um avanço na assistência ginecológica porque contribui para tornar a experiência da inserção mais humanizada, sem comprometer a segurança e a eficácia do método.

"O medo da dor não deve impedir a mulher de conhecer todas as opções contraceptivas disponíveis. Quando existe informação de qualidade, acolhimento e avaliação individualizada, a paciente consegue tomar uma decisão mais consciente e escolher o método que melhor atende às suas necessidades", conclui.


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