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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Osteoartrite: desgaste das articulações afeta mobilidade e qualidade de vida

Doença articular crônica e progressiva pode evoluir silenciosamente e, em estágios avançados, exigir cirurgia, alerta especialista em quadril

 

 

A osteoartrite é uma das doenças articulares mais comuns no mundo e representa uma das principais causas de dor e limitação de movimento, especialmente entre adultos e idosos. Caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem, que é o tecido responsável por amortecer o impacto entre os ossos, a condição pode comprometer significativamente a qualidade de vida quando não diagnosticada e acompanhada adequadamente.

 

Segundo o médico ortopedista Dr. Fábio Elói, cirurgião de quadril pela Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ), especialista em Ortopedia e Traumatologia pela SBOT e oncologista ortopédico pela ABOO, o processo é lento, mas contínuo.

“Com o passar do tempo, a cartilagem perde elasticidade, fica mais fina e pode até desaparecer em algumas áreas. Isso faz com que os ossos passem a se chocar diretamente, gerando dor, rigidez e limitação dos movimentos”, explica.

 

Por ser uma doença crônica e progressiva, a osteoartrite não tem cura definitiva e tende a evoluir ao longo dos anos. “Sem acompanhamento adequado, o desgaste articular pode levar a deformidades, perda funcional importante e, em muitos casos, à necessidade de intervenção cirúrgica”, destaca o especialista.

 

Embora o envelhecimento seja um fator importante, ele não é o único responsável pelo desenvolvimento da doença. Sobrepeso, histórico de lesões articulares, atividades de impacto sem preparo adequado, esforço repetitivo, alterações do eixo dos membros e predisposição genética também aceleram o desgaste da cartilagem.

 

As articulações mais afetadas costumam ser joelhos, quadris, coluna, mãos e ombros, por serem regiões comumente submetidas a maior carga ou a movimentos repetitivos ao longo da vida. Os sintomas mais comuns incluem dor, que piora com o uso da articulação, rigidez ao acordar ou após períodos de repouso, inchaço e perda de mobilidade. Com a progressão da doença, a dor pode se tornar constante e a limitação funcional mais evidente.

 

O Dr. Fábio Elói ressalta que nem toda dor articular é osteoartrite. “A dor da osteoartrite costuma estar relacionada ao movimento e melhora com o repouso. Já inflamações agudas causam dor contínua, calor local e inchaço. Lesões traumáticas, por sua vez, têm início súbito. Dores persistentes, noturnas ou fora desse padrão precisam ser investigadas com atenção para afastar outras causas, inclusive tumores ósseos ou metástases”, alerta.

 

Diagnóstico e tratamento

 

O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica e confirmado por exames de imagem. A radiografia é o exame mais utilizado, pois evidencia a redução do espaço articular e alterações ósseas. Em casos selecionados, a ressonância magnética pode ser indicada para avaliar melhor a cartilagem e estruturas associadas, além de descartar outras doenças.

 

O tratamento da osteoartrite é sempre individualizado e pode incluir controle do peso, fisioterapia, fortalecimento muscular, uso de medicamentos para alívio da dor, infiltrações articulares e, nos casos mais avançados, cirurgia. “A indicação cirúrgica acontece quando o tratamento conservador já não consegue controlar os sintomas ou preservar a função da articulação. Hoje, contamos tanto com procedimentos de preservação articular quanto com próteses, que devolvem mobilidade e qualidade de vida ao paciente”, conclui.

 

Analgésicos e anti-inflamatórios: cautela

 

Os analgésicos e anti-inflamatórios têm papel importante no controle da dor e do desconforto da osteoartrite, ajudando o paciente a manter a mobilidade. No entanto, eles não tratam a causa da doença, apenas os sintomas. O uso contínuo ou sem orientação médica pode trazer riscos, como problemas gástricos, renais e cardiovasculares, além de mascarar doenças mais graves que também cursam com dor articular.

 

O papel do colágeno

 

O colágeno é um dos principais componentes da cartilagem e contribui para sua resistência e elasticidade. Em alguns pacientes, a suplementação pode auxiliar como estratégia complementar, especialmente nos estágios iniciais da osteoartrite. No entanto, ela não substitui outras formas de tratamento, como fisioterapia, controle do peso, medicamentos ou cirurgia, quando indicada, e deve sempre ser utilizada com orientação médica.

 

 

Dr. Fábio Elói - cirurgião de quadril pela Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ), especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e oncologista ortopédico pela Associação Brasileira de Oncologia Ortopédica (ABOO)



Não é gordura localizada nem celulite: entenda o que é e como tratar a doença que atinge famosas


Freepik

Com mais de 11% de mulheres afetadas no Brasil, especialista em saúde vascular explica o lipedema e indica hábitos que ajudam no controle dos sintomas

 

Estudos da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo (SBACV-SP) apontam que aproximadamente 11% das mulheres são acometidas pelo lipedema, mesmo sem saber. Dentre este número, encontram-se as celebridades Rafa Brites (influenciadora), que viralizou nas redes recentemente ao compartilhar sobre o assunto e Yasmin Brunet (ex-BBB), que sofreu com comentários causados pela condição durante o programa. O lipedema, comumente confundido com celulite e obesidade, é, na verdade, uma doença crônica que causa aumento desproporcional de gordura nas pernas e, em alguns casos, nos braços, provocando desconforto e dor na região afetada, além de inchaço e aparência de furinhos na pele.

Com prevalência de 90% dos casos em mulheres, o lipedema é uma condição associada a fatores genéticos e hereditários e pode ser agravada por alterações em hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona. Também chamada de síndrome da gordura dolorosa, a condição é provocada por alterações hormonais que fazem com que a gordura se deposite em regiões específicas.

“Como uma síndrome inflamatória gordurosa, a doença envolve sinais e sintomas que corroboram para o seu diagnóstico. Os pacientes geralmente têm tendência a acumular gordura inflamada, formando nodulações dolorosas em partes específicas do corpo, mais comuns em membros inferiores, na região de culote e quadril. Em alguns casos, também podem surgir sinais no abdômen e nos membros superiores”, explica a médica vascular e especialista em medicina do estilo de vida, Dra. Anna Paula Weinhardt.

Segundo a médica, esse aumento desproporcional de gordura não tem relação com a obesidade ou o excesso de peso, sendo caracterizado por um fator genético que afeta o sistema linfático e a microvasculatura, apresentando sinais claros.

“Os principais sintomas observados em pessoas que sofrem de lipedema são: dor ao toque, peso nos membros inferiores, má circulação e sensação de inchaço nas pernas ao final do dia, além da fragilidade nos vasos sanguíneos, que gera equimoses (manchas roxas) pelo corpo sem que a pessoa tenha batido ou a região afetada sofrido qualquer trauma”, reforça.

Dra. Anna Paula explica que muitas pessoas ignoram esses sinais e acabam postergando o diagnóstico e as mudanças necessárias no estilo de vida. Ela esclarece que, mesmo que o lipedema não tenha cura, é possível aliviar os sintomas e viver com muito mais qualidade de vida por meio de um tratamento multidisciplinar adequado e da adoção de hábitos mais saudáveis. A médica vascular destaca alguns deles:

  1. Alimentação equilibrada e anti-inflamatória: uma dieta com alimentos ricos em fibras e proteínas, com ação anti-inflamatória — como frutas e vegetais frescos — e que priorize a redução de laticínios, carboidratos de alto índice glicêmico, açúcares e industrializados, ajuda a manter um peso adequado e, consequentemente, a aliviar os sintomas do lipedema.
  2. Prática regular de exercícios físicos de baixo impacto: apesar da dificuldade de mobilidade que alguns pacientes podem apresentar, a rotina de exercícios físicos é fundamental para o tratamento do lipedema. A indicação da especialista é manter uma rotina de exercícios aeróbicos e de baixo impacto, como os realizados na água,associados à musculação customizada para cada caso.. Essa prática melhora a circulação e favorece menor acúmulo de gordura nas regiões afetadas.
  3. Procedimentos personalizados e individualizados: além da alimentação e da prática de atividade física, outros elementos podem colaborar para a melhora dos sintomas do lipedema, principalmente a drenagem linfática. A terapia específica reduz as dores, o inchaço, melhora a circulação linfática e sanguínea e, a longo prazo, impacta a progressão da doença e o conforto geral do paciente.


Anna Paula Weinhardt - médica e cirurgiã vascular, referência nacional há mais de 15 anos no cuidado da saúde vascular e estética corporal. PhD em Ciências da Saúde pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e pós-graduada pela Harvard Medical School, a médica já atendeu milhares de pacientes em todo o Brasil com ênfase na medicina do estilo de vida, integrando prevenção, bem-estar e cuidados personalizados. Em sua abordagem, dedica-se ao diagnóstico e tratamento de doenças vasculares, como varizes, trombose e lipedema, com expertise em procedimentos minimamente invasivos, protocolos baseados em evidências e acompanhamento individualizado, visando sempre a saúde vascular, qualidade de vida e longevidade.



Envelhecimento vai além dos cabelos brancos e rugas: neurocientista alerta para declínio cerebral silencioso

 

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Especialista da BrainEstar explica como exercícios, alimentação e sono de qualidade protegem a saúde do cérebro

 

Quando o assunto é envelhecimento, a primeira imagem que vem à mente da maioria das pessoas é de cabelos brancos, rugas e flacidez da pele. No entanto, há um processo de envelhecimento que avança silenciosamente, sem deixar marcas visíveis no espelho: o declínio cerebral. E, ao contrário do que muitos pensam, esse processo não depende apenas da genética – hábitos cotidianos podem acelerar ou retardar significativamente o envelhecimento do cérebro.

"As pessoas gastam fortunas em cremes antirrugas e procedimentos estéticos, mas negligenciam completamente a saúde cerebral. O envelhecimento do cérebro não é visível até que problemas de memória, concentração e humor já estejam instalados. Por isso, a prevenção por meio de hábitos saudáveis é fundamental", afirma a neurocientista Emily Pires, da BrainEstar.


Os vilões silenciosos

Entre os principais aceleradores do envelhecimento cerebral estão a alimentação ultraprocessada, a privação crônica de sono, o sedentarismo e o isolamento social.

Dados da Associação Brasileira do Sono revelam um cenário preocupante: 73 milhões de brasileiros (46% da população) enfrentam problemas de sono, dormindo em média apenas 6,4 horas por noite – abaixo das 7 a 9 horas recomendadas.

Durante o sono profundo, o cérebro elimina toxinas acumuladas ao longo do dia. "A privação crônica prejudica esse processo e favorece o acúmulo de proteínas ligadas à demência", explica Emily Pires.


Os três pilares da proteção cerebral

Segundo a neurocientista, três hábitos fundamentais atuam diretamente na prevenção do envelhecimento cerebral precoce:


Atividade física regular: O exercício aumenta a oxigenação cerebral, estimula a formação de novas conexões neurais e reduz inflamações no cérebro.


Alimentação equilibrada: Dietas ricas em vegetais, frutas e ômega-3 protegem o cérebro, enquanto alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas aceleram seu envelhecimento.
Sono de qualidade: O descanso adequado permite que o cérebro execute seu processo natural de limpeza, eliminando substâncias tóxicas acumuladas durante o dia.


Outros fatores de risco

A especialista também destaca que problemas não tratados de visão e audição representam um risco frequentemente ignorado. "Quando esses sentidos não funcionam adequadamente, o cérebro precisa fazer um esforço extra para interpretar informações do ambiente, causando sobrecarga cognitiva. Alterações não tratadas de visão ou audição aumentam o esforço mental diário e estão associadas a maior risco de declínio cognitivo e demência", alerta.

Além disso, o isolamento social reduz estímulos cognitivos e está ligado ao aumento do risco de Alzheimer e depressão.


Sinais de alerta

Fadiga constante, dificuldade de concentração, irritabilidade, sensação de sono não reparador e sonolência diurna são alguns dos indicadores de que o cérebro não está recebendo o descanso e os cuidados necessários.


Treinamento cerebral – a ciência a serviço da saúde cognitiva

A estimulação cerebral desempenha papel fundamental no desenvolvimento e manutenção das funções cognitivas. Na BrainEstar, centro especializado em mapeamento e treinamento cerebral, cada etapa do processo é conduzida com atenção, análise técnica e acompanhamento profissional.

"Dos bastidores à experiência final, o cuidado é pensado para compreender o funcionamento cerebral e orientar um treinamento personalizado, sempre baseado em ciência e tecnologia", explica Emily Pires.

Atividades que desafiam e exercitam o cérebro ajudam a fortalecer conexões neurais e promover a neuroplasticidade, capacidade do cérebro de se adaptar e se modificar ao longo da vida.


Medicina do Estilo de Vida é aliada das mulheres 50+ que seguem ativas no mercado de trabalho

  

O que muitas executivas sentem no próprio corpo é exibido em pesquisas que mostram como a queda hormonal afeta a rotina no trabalho, porém o combate deve começar muito antes

 

Com o aumento da expectativa de vida e o avanço dos movimentos contra o etarismo nas empresas, as mulheres têm conseguido se manter ativas dentro das organizações corporativas, após os 50 anos. O estudo OCDE Employment Outlook 2025, promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que entre 2010 e 2023 a taxa de emprego de mulheres com idade entre 50 e 54 anos cresceu 10,4%. Porém, pesquisadores da saúde apontam um desafio oculto para além do etarismo: os efeitos da menopausa na performance profissional. A boa notícia é que a medicina do estilo de vida é avanço real na prevenção e enfrentamento desses sintomas. 

 “Temos décadas de vitórias históricas que vão desde a entrada no mercado de trabalho, o direito ao voto, a licença maternidade, o acesso a cargos de liderança e, como luta mais recente, a preservação do espaço profissional após os 50 anos. Porém, junto com essa conquista precisamos alertar as organizações para a necessidade de observar peculiaridades da mulher que sofre com alterações físicas e emocionais, com a chegada da menopausa”, alerta Júlia Pinheiro, gerontóloga do Age & Health Center, primeiro centro de gerenciamento da longevidade brasileira a partir das décadas de vida. 

Júlia baseia sua fala em evidências científicas como o estudo de 2023, publicado pela Universidade de Oxford (https://doi.org/10.1093/occmed/kqad078), que mostra dados específicos quanto os impactos da menopausa na vida profissional. 

* Fadiga (54%)

* Dificuldade para dormir (47%)

* Dificuldade de concentração (44%)

* Problemas de memória (40%)

Segundo a executiva, nessas condições, especialmente quando expostas a cargos de liderança, as mulheres mais uma vez estão sendo levadas à condição de estresse e pressão muito acima do que seus pares masculinos, menos impactados pelos distúrbios hormonais na fase sênior da vida. 

“Hoje em dia, temos a nosso favor muitos recursos disponíveis em programas de cuidado da saúde multi e interdisciplinares que, quando aplicados especialmente de forma preventiva, podem ajudar a mulher na travessia da menopausa de forma muito mais confortável. E esses programas olham para a mulher em diferentes fases da vida a partir dos 20 anos de idade”, informa Júlia.

 

Sintomas começam muito antes

A médica do Age & Health, Heloisa Lepiani, que tem como foco a medicina do Estilo de Vida, diz que em o que mais ouve na prática clínica de mulheres com idade acima dos 50 anos é que estão muito cansadas, sem energia, com o sono desregulado, com o peso maior do que gostariam e com uma sensação de não se reconhecerem mais no próprio corpo, além de baixa libido pela vida. 

No entanto, a médica afirma que embora sejam sintomas mais evidentes após a menopausa, raramente começam nessa fase. Na maioria das vezes, segundo Heloísa, são sintomas que resultam de anos — às vezes décadas — de sono insuficiente, estresse crônico, sedentarismo, consumo predominante de alimentos ultraprocessados, sobrecarga emocional e pouco espaço para o autocuidado. “Com a queda fisiológica dos hormônios femininos, esperada nessa faixa etária, o que já não estava bem tende a se intensificar”, diz a médica. 

De acordo com Heloísa, por ser multifatorial os sintomas da menopausa demandam abordagem holística. Conversar e explicar o que é fisiológico dessa fase e reforçar os pilares da saúde — alimentação adequada, prática regular de exercício físico, manejo do estresse e redução do consumo de álcool — é fundamental e deve caminhar junto com avaliação individualizada sobre a terapia hormonal, segundo a especialista.

 Como dica para mitigar os efeitos da menopausa, Heloisa sugere que a prevenção comece muito antes do marco fisiológico, para a maioria das mulheres após os 50 anos: 

20–30 anos: construção de hábitos, saúde reprodutiva, prevenção metabólica e educação em autocuidado.


30–40 anos: manejo do estresse crônico, atenção à saúde mental, gestação e pós-parto, prevenção do ganho de peso e do sedentarismo.


40–50 anos: transição hormonal, preservação de massa muscular, cuidado com o sono e a saúde emocional.


50–60 anos: manejo dos sintomas da menopausa, prevenção cardiovascular, manutenção de força, cognição e saúde sexual


60+ anos: promoção de autonomia, equilíbrio, prevenção da fragilidade e preservação da independência funcional. 

 

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Espinhas, oleosidade e maior sensibilidade na pele: a culpa é da TPM?

Entenda como as oscilações hormonais influenciam a pele e o que fazer para minimizar os efeitos


Você já reparou como, em determinados dias do mês, a pele parece responder de forma diferente à rotina de cuidados? Pouco antes da menstruação, é comum que espinhas e cravos se tornem mais evidentes, a oleosidade aumente de maneira inesperada e regiões antes estáveis passem a apresentar vermelhidão, ardor ou sensibilidade ao toque. Em algumas mulheres, essas alterações se estendem para além da TPM, acompanhando também o período menstrual e, ocasionalmente, os dias seguintes. Diante dessas mudanças cíclicas, surge uma dúvida recorrente: até que ponto os hormônios influenciam a saúde da pele — e existe uma forma eficaz de lidar com esses efeitos?

“A pele é um órgão altamente responsivo às variações hormonais, e o ciclo menstrual promove alterações significativas na sua fisiologia”, afirma Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, rede especializada no desenvolvimento de cosméticos hipoalergênicos. “Durante a TPM, observa-se uma combinação de aumento da oleosidade, maior reatividade cutânea e comprometimento temporário da barreira da pele, o que explica o surgimento de espinhas, vermelhidão e desconforto”, esclarece.

Essas manifestações estão diretamente relacionadas às flutuações de estrogênio e progesterona ao longo do ciclo. Na fase pré-menstrual, a redução dos níveis de estrogênio diminui a capacidade natural de retenção de água da pele, enquanto a ação da progesterona favorece a produção de sebo. Como resultado, os poros ficam mais suscetíveis à obstrução, processos inflamatórios se intensificam e a pele passa a reagir de forma mais sensível a agentes externos, incluindo cosméticos inadequados ou com potencial alergênico.

“Embora essas alterações façam parte da fisiologia feminina, é possível modular a resposta da pele com escolhas adequadas de cuidado diário. Fórmulas suaves, hipoalergênicas e com ativos que reforçam a barreira cutânea ajudam a reduzir a inflamação, controlar a oleosidade e devolver conforto à pele ao longo de todo o ciclo”, acrescenta Julinha. Segundo a especialista, compreender o comportamento cutâneo em cada fase é um passo essencial para evitar excessos e garantir um skincare mais eficiente.

Nesse contexto, ajustar a rotina conforme a sensibilidade do período, evitar estímulos agressivos e investir em produtos com fórmulas seguras contribui para atravessar o ciclo menstrual com mais estabilidade cutânea. A seguir, confira sugestões de cuidados que dialogam com as necessidades da pele durante a TPM.

 

Limpeza com produtos suaves

A higienização do rosto assume papel central nos períodos de maior oleosidade e sensibilidade. Tensoativos suaves e pH fisiológico favorecem a remoção eficaz de impurezas e resíduos sem comprometer o manto hidrolipídico. Esse cuidado contribui para reduzir a proliferação de micro-organismos, minimizar inflamações e manter a integridade da barreira cutânea, etapa essencial para evitar reações indesejadas.

 

Hidratação contínua

Mesmo diante do aumento do sebo, a pele necessita de hidratação adequada para manter suas funções biológicas. Ativos como D-Pantenol auxiliam na restauração da barreira, enquanto a Alantoína atua no alívio de irritações e na renovação celular. A presença de antioxidantes, como a Vitamina E, reforça a proteção contra o estresse oxidativo, preservando a elasticidade e a aparência saudável da pele.

 

Tonificação

Soluções de limpeza multifuncionais, com ação micelar, promovem remoção de resíduos e condicionamento da pele de forma equilibrada. Esse tipo de formulação favorece a manutenção do pH cutâneo e ajuda a conter a sensibilidade exacerbada típica da TPM, proporcionando sensação de frescor e conforto imediato, sem ardor ou repuxamento.

 

Atenção especial à área dos olhos

A região periocular reflete rapidamente os impactos hormonais e o cansaço associado ao período pré-menstrual. Ativos que estimulam a produção de colágeno, aliados a componentes calmantes e uniformizadores, favorecem a firmeza, a hidratação prolongada e a prevenção de irritações, respeitando a delicadeza dessa área e promovendo aspecto mais descansado.

 

Tratamento noturno

Durante o repouso noturno, a pele intensifica seus processos de regeneração. Fórmulas com ativos estimuladores de colágeno e renovação celular atuam de forma profunda, auxiliando na redução de rugas e na melhora da textura cutânea. Ingredientes com ação calmante e uniformizadora reforçam o equilíbrio da pele, especialmente após um dia marcado por oscilações hormonais.

 

Alergoshop
https://alergoshop.com.br/

 

Catalisador aprimorado melhora a conversão de etanol em hidrogênio

 

Microscopia de alta resolução mostrando a exsoluçao de rutênio na perovskita
 
LaCrO3. O processo é semelhante ao da exsolução do níquel
 (
imagem: Fabio Coral Fonseca) 

Controle fino do processamento de material cerâmico do tipo perovskita aumenta a estabilidade do sistema e reduz custos, dispensando o uso de metais nobres


No contexto da crise climática e da necessidade urgente de reduzir emissões de gases de efeito estufa, o hidrogênio vem se consolidando como um dos vetores energéticos mais promissores da transição para uma economia de baixo carbono. Quando produzido a partir de fontes renováveis, ele pode funcionar como combustível limpo, insumo industrial estratégico e meio de armazenamento de energia.

Entre as rotas possíveis, a produção de hidrogênio a partir do etanol – especialmente quando derivado da biomassa – ocupa posição de destaque no contexto brasileiro. O país dispõe de uma infraestrutura consolidada de produção, distribuição e uso desse biocombustível, o que abre espaço para soluções tecnológicas que agreguem valor ao etanol e ampliem seu papel na transição energética.

Um estudo, coordenado por Fabio Coral Fonseca, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), avançou de forma significativa nessa direção ao mostrar que o controle fino do processamento de um catalisador cerâmico do tipo perovskita é decisivo para maximizar a conversão do etanol em hidrogênio, aumentar a estabilidade do sistema e reduzir custos, dispensando o uso de metais nobres tradicionalmente empregados nesse tipo de reação. Artigo a respeito foi publicado no International Journal of Hydrogen Energy.

A conversão é feita por meio da chamada reforma a vapor do etanol (ESR, na sigla em inglês de ethanol steam reforming). Em termos simplificados, trata-se da reação do etanol com vapor d’água em altas temperaturas, produzindo hidrogênio e dióxido de carbono. A reação global ideal, que maximiza a produção de hidrogênio, pode ser representada por: CHOH + 3 HO 2 CO + 6 H. Na prática, porém, o processo envolve várias etapas intermediárias, o que torna o papel do catalisador central para direcionar a reação, maximizar o rendimento em hidrogênio e evitar caminhos indesejáveis, como a formação de coque (depósitos de carbono), que degrada rapidamente o material.

“Catálise é uma propriedade de superfície. O que se quer são partículas muito pequenas, muito bem distribuídas e estáveis ao longo do tempo”, afirma Fonseca. “O problema é que, em temperaturas elevadas, essas partículas tendem a se deslocar, aglutinar e perder atividade.”

Para responder a esse desafio, o estudo utilizou um óxido cerâmico do tipo perovskita. Mas, diferentemente dos catalisadores convencionais, o níquel (Ni), elemento ativo da reação, não é impregnado posteriormente na superfície da cerâmica, e, sim, incorporado à estrutura cristalina do material durante a síntese. “Em vez de colocar o metal por cima do suporte, como nos métodos clássicos de catálise, introduzimos o níquel na estrutura do cristal. Depois, sob condições controladas, esse níquel emerge na superfície”, explica o pesquisador.

Tal fenômeno, conhecido como “exsolução”, faz com que nanopartículas metálicas de níquel (Ni) surjam na superfície do sólido, fortemente ancoradas ao substrato, o que lhes confere uma estabilidade muito maior frente à sinterização e à deposição de carbono. “O metal vem de dentro para fora. Ele não fica se deslocando pela superfície, como acontece nos catalisadores impregnados. Isso dá uma estabilidade muito maior ao sistema”, diz Fonseca.

O avanço central do trabalho foi demonstrar que um parâmetro aparentemente simples – a temperatura de calcinação do óxido precursor antes da etapa de redução – controla de forma decisiva todo o desempenho do catalisador. Os pesquisadores sintetizaram o material por método químico e o calcinaram a três temperaturas distintas: 650 °C, 800 °C e 1.200 °C. Essa etapa, anterior à reação catalítica propriamente dita, determina a microestrutura do sólido, especialmente o tamanho das partículas cerâmicas e a área superficial disponível.

“Se aquecemos a perovskita a temperaturas muito altas, ela cresce demais. E isso prejudica a exsolução do níquel depois”, pontua Fonseca. Os resultados mostraram que a calcinação a 650 °C preserva maior área superficial, ao passo que temperaturas mais elevadas promovem a coalescência dos grãos, reduzindo drasticamente essa área. Partículas cerâmicas menores favorecem a saída do níquel e a formação de nanopartículas menores e mais ativas. “O grande ponto do estudo foi mostrar que o tamanho do substrato controla a exsolução. Se as partículas são grandes, o níquel não sai bem. Se são menores, ele emerge de forma mais eficiente”, resume o pesquisador.

Nos testes de reforma a vapor do etanol, o catalisador calcinado a 650 °C apresentou resultados expressivos: 100% de conversão do etanol; rendimento de 4,04 mols de H por mol de etanol; operação estável por até 85 horas, com baixa formação de coque. Já os materiais calcinados a 800 °C e 1.200 °C exibiram menor exsolução de níquel, menor conversão e mudança na seletividade da reação, favorecendo a simples desidrogenação do etanol em vez da reforma completa para produção de hidrogênio. “Não basta escolher os elementos certos. A forma de fabricar o material é decisiva. Um ajuste relativamente simples no processamento muda completamente o desempenho”, sublinha Fonseca.

O pesquisador contextualiza o estudo em uma agenda tecnológica mais ampla. Segundo ele, a conversão do etanol em hidrogênio nem sempre é a melhor solução do ponto de vista energético, especialmente quando se pensa em mobilidade. “O etanol é uma molécula muito preciosa. Para chegar a ela, é preciso passar por agricultura, fermentação, destilação. Simplesmente quebrá-la para produzir hidrogênio e depois eletricidade pode não ser a melhor escolha”, ressalva. Por isso, o grupo também investiga células a combustível de etanol direto, capazes de converter o combustível líquido diretamente em eletricidade. “No fundo, a gente estuda essas perovskitas porque elas também se encaixam muito bem nessa tecnologia”, acrescenta Fonseca.

As perovskitas são materiais definidos menos por sua composição química específica e mais por uma estrutura cristalina característica, do tipo ABO. Essa estrutura – primeiramente observada no mineral natural titanato de cálcio (CaTiO) a perovskita original – é hoje reproduzida de forma sintética e de diferentes maneiras em laboratório. Nessa arquitetura, diversos elementos podem ocupar as posições A e B da rede cristalina, o que confere a tais materiais uma extraordinária flexibilidade estrutural para ajustar propriedades elétricas, iônicas, magnéticas e catalíticas.

O trabalho com níquel insere-se em uma estratégia mais ampla de exploração da exsolução metálica em perovskitas. Em estudo anterior, realizado em colaboração com grupos dos Estados Unidos no âmbito de um projeto apoiado pela FAPESP e pela National Science Foundation (NSF), a equipe do Ipen obteve resultados igualmente expressivos com rutênio exsolvido a partir de perovskitas à base de cromita de lantânio (LaCrO). Nesse caso, o rutênio – metal ainda mais ativo para reações de reforma – também é inicialmente incorporado à rede cristalina e, durante a reação de reforma do etanol, emerge como nanopartículas metálicas fortemente ancoradas ao suporte. O estudo, também coordenado por Fonseca, foi publicado no periódico Catalysis Science & Technology.

Os estudos com pós policristalinos, como os descritos nos dois artigos, constituem apenas um dos caminhos do programa de pesquisa dos cientistas do Ipen. A equipe avança para sistemas ainda mais controlados, baseados em filmes finos epitaxiais, produzidos por deposição a laser pulsado. O termo “epitaxial” refere-se a material que cresce de forma ordenada sobre outro, copiando a sua estrutura cristalina. “Neste caso, o que fazemos é compactar o pó, transformá-lo em uma pastilha cerâmica e depois sublimar esse material com um laser de alta energia. O vapor se deposita em um substrato bem ordenado e forma um cristal quase perfeito”, descreve Fonseca. Essa abordagem permite estudar a exsolução em nível atômico, utilizando técnicas avançadas de caracterização no Sirius, o acelerador de luz síncrotron brasileiro.

Ao demonstrar que é possível obter alto desempenho catalítico com metais abundantes, baixo custo e forte estabilidade, os estudos apontam um caminho concreto para reduzir a dependência de metais nobres e tornar mais viáveis rotas sustentáveis de produção de hidrogênio. No contexto brasileiro, onde o etanol é abundante e a demanda por soluções energéticas de baixo carbono é crescente, os resultados reforçam o potencial da rota etanol-hidrogênio. E, mais amplamente, das perovskitas exsolvidas como recurso estratégico para a transição energética.

O estudo com o níquel recebeu apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático “Dispositivos eletroquímicos avançados de conversão de moléculas e produção de energia”; dos Auxílios à Pesquisa 17/11937-418/19251-7 e 24/00989-7; e de Bolsa de Doutorado.

O artigo Calcination temperature of the perovskite parent compound controls active metal exsolution and catalytic performance for ethanol steam reforming pode ser lido em: sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0360319925063293.

 

José Tadeu Arantes

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/catalisador-aprimorado-melhora-a-conversao-de-etanol-em-hidrogenio/57243



Governo comete grave equívoco ao elevar tarifas de bens de capital, informática e telecomunicações, aponta FecomercioSP

Tarifaço tecnológico vai desestimular inovação, eficiência e produtividade; segundo a Federação, abertura comercial é caminho ideal para o desenvolvimento

 

Em meio à discussão global sobre os prejuízos da intensificação de medidas de protecionismo dos mercados internacionais, o governo brasileiro cometeu grave equívoco ao aumentar as alíquotas do Imposto de Importação sobre Bens de Informática e Telecomunicações (BIT) e Bens de Capital (BK).

 

De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o caminho deveria ser o oposto: abrir o Brasil ao mundo, considerando que o País já tem algumas das tarifas de importação para BIT e BK mais altas do mundo — ou seja, há muito espaço para a redução. A defesa da FecomercioSP é, assim, por uma redução gradual e previsível das alíquotas ao longo de quatro anos, até atingirem a média mundial (4%). 


Pela nova resolução, assinada em 4 de fevereiro, foram estabelecidas três faixas tarifárias: produtos com alíquota inferior a 7,2% tiveram suas alíquotas elevadas para 7,2%, que se tornou um piso tarifário; os bens com alíquotas entre 7,2% e 12,6% tiveram as alíquotas majoradas para 12,6%, um segundo degrau tarifário; e o último degrau, em que as alíquotas entre 12,6% e 20% foram unificadas em 20%.

 

Na avaliação da Entidade, a medida é um erro, em primeiro lugar, pelo fato de existir uma série de estudos internacionais que mostram como a concorrência externa é um dos principais vetores do estímulo à eficiência. Em outras palavras, com tarifas mais baixas, o Brasil permitiria uma realocação de recursos às empresas mais produtivas, estimulando ganhos de escala e de especialização. 

A FecomercioSP ainda ressalta que o aumento de importações de BIT e BK não é obstáculo a uma Indústria eficiente, mas, ao contrário, funciona como mecanismo disciplinador que estimula modernização, redução de custos e incorporação de tecnologias, gerando ganhos de produtividade.

Além disso, são produtos que definem o tom das chamadas economias digitais e, mais do que isso, são fundamentais para ampliar a qualidade e a capacidade produtiva das empresas. Nesse sentido, a resolução gerará o encarecimento do custo do investimento produtivo, retardando inovação e digitalização de negócios e setores.

Outro aspecto a ser considerado é o de que a concorrência internacional estimula a inovação, já que o aumento da competição leva as empresas a inovarem para manter ou ampliar a sua participação de mercado. Ambientes mais abertos tendem a registrar maior número de patentes, mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento e maior difusão de Tecnologia da Informação (TI).

Em um momento em que novas ferramentas digitais, como a Inteligência Artificial (IA), novos softwares e tecnologias de transmissão em redes prometem fazer o mundo caminhar em direção a uma nova escala produtiva. O Brasil, taxando com mais força esses bens, restringirá o acesso das empresas brasileiras a um fluxo mundial de trocas de serviços e produtos digitais. Já é um consenso que a IA significa ganhos de produtividade, elemento vital para o desenvolvimento nacional. 

A medida também será extremamente prejudicial às Micro, Pequenas e Médias empresas (PMEs), que dão a tônica da economia cotidiana do País e, com essa nova regra, terão custos mais altos para investir em bens que as permitem entrar no mercado em posições competitivas. Nesse sentido, as tarifas mais altas vão tornar a competição mais desigual, favorecendo grandes negócios. Segmentos como os de tecnologia, comércio eletrônico, logística, serviços financeiros, saúde e até educação serão especialmente prejudicados.

 

É intrigante, ainda, observar como a elevação das alíquotas é um contrassenso à postura diplomática do Brasil no cenário internacional: ao mesmo tempo que o País crítica as medidas protecionistas dos Estados Unidos, defendendo lógicas de multilateralismo, previsibilidade das regras e redução de barreiras, o governo caminha na direção oposta, elevando tarifas, criando barreiras e gerando ainda mais incertezas.

 

A FecomercioSP já está atuando no Ministério da Fazenda e no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), bem como na mobilização dos setores produtivos para solicitar a revisão da resolução. A Entidade vem discutindo, há bastante tempo [veja as propostas aqui], os possíveis avanços da agenda da abertura comercial tanto com o Poder Público e representantes da sociedade civil quanto com o empresariado — entendendo que ela é um pilar fundamental do processo de desenvolvimento nacional. 

 

Há mais de meio século, a participação brasileira no mercado internacional é pequena, resumindo-se a cerca de 1,5% de toda a corrente de comércio global. De acordo com a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil foi 24º maior exportador de bens do mundo em 2023, ocupando só a 27ª colocação no ranking mundial de importações. Tudo isso mesmo se posicionando entre as dez maiores economias do planeta.  



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Banco Mercantil abre mais de 110 vagas de estágio para o primeiro semestre

 

Bolsa acima R$ 2.400, altas chances de efetivação e vagas afirmativas para universitários 50+ estão entre os destaques do Acelera Mercantil

 

 

O Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+, está com inscrições abertas para estudantes universitários interessados em iniciar carreira no setor financeiro. Ao todo, serão disponibilizadas 114 vagas neste primeiro semestre, distribuídas em 13 estados. 


As oportunidades fazem parte do Acelera Mercantil, programa de estágio contínuo da instituição, que realiza seleções mensais em diferentes regiões do país, com foco em capitais e regiões metropolitanas com mais de 100 mil habitantes.

 

Nas unidades de atendimento, os estagiários atuam no suporte ao público, apoio nos atendimentos e rotinas administrativas dos Pontos de Atendimento. Já na sede corporativa, as vagas contemplam áreas como Jurídico, Controladoria, Canais de Atendimento, Crédito, Comunicação e Marketing, Ouvidoria, Engenharia, Tecnologia e Recursos Humanos, com atribuições específicas conforme a área.

 

O programa também conta com vagas afirmativas para universitários com 50 anos ou mais, por meio do Acelera+, iniciativa voltada à inclusão geracional.

De acordo com Aline Carneiro, coordenadora de Recrutamento e Seleção do Mercantil, as inscrições permanecem abertas durante todo o ano. Os candidatos que não forem convocados de imediato permanecem no banco de talentos para futuras oportunidades.

“O Acelera Mercantil foi desenhado para impulsionar trajetórias em diferentes momentos de vida. Temos jovens iniciando sua jornada profissional e também universitários 50+ que decidiram recomeçar. Valorizamos essa diversidade geracional como um diferencial competitivo. Quando abrimos espaço para diferentes experiências e histórias, fortalecemos a cultura e ampliamos nossa capacidade de inovar”, destaca.

As vagas são destinadas a estudantes a partir do primeiro período de cursos como Administração, Ciências Atuariais, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Gestão Comercial, Gestão Financeira, Gestão Empresarial, Gestão de Serviços, Processos Gerenciais, Gestão Administrativa, Gestão Bancária e Gestão de Vendas, entre outros.

As oportunidades serão direcionadas aos estados de São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Bahia, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Minas Gerais e Mato Grosso.

 

Benefícios

A bolsa-estágio inicial pode ultrapassar R$ 2.400, com aumento previsto após os primeiros 90 dias. Os estagiários também têm acesso a benefícios como Wellhub (antigo Gympass), plataforma de cursos online com certificados válidos para horas complementares, vale-transporte, seguro contra acidentes pessoais, trilhas de aprendizagem e mentorias.

O Mercantil conta hoje com mais de 310 estagiários e um índice médio de efetivação superior a 50%, com diversos casos de contratação antes mesmo do fim do estágio. A instituição é reconhecida como um Great Place to Work e possui o selo Mental Health Friendly, reforçando seu compromisso com um ambiente saudável, diverso e acolhedor.

Para se candidatar, acesse: estagio.bancomercantil.com.br.


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