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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Brasil precisa de um único exame nacional de proficiência médica, defendem diretores das faculdades de Medicina da USP

Gestores reforçam que a convergência entre Enamed e Profimed é essencial para garantir segurança da população e proficiência dos profissionais recém-formados


Diretores das três faculdades de Medicina da USP — Profa. Dra. Eloisa Bonfá (USP), Prof. Dr. Jorge Elias Junior (USP Ribeirão Preto) e Prof. Dr. José Sebastião dos Santos (USP Bauru) — destacam a importância de um avaliação nacional única de proficiência médica como instrumento para assegurar que todo médico formado esteja apto a exercer a profissão com competência, responsabilidade e segurança.

Para os gestores, a existência de dois exames nacionais com objetivos semelhantes — o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (ProfiMed) — pode gerar confusão sobre qual avaliação prevalece. Isso provoca questionamentos administrativos e judiciais, além de estresse e insegurança para os recém-formados, que podem receber resultados diferentes dependendo do exame aplicado.

Os diretores reforçam que é essencial:

• Garantir a proficiência dos médicos para a segurança da população;

• Evitar múltiplas avaliações com o mesmo objetivo, seguindo exemplos internacionais que estruturam processos de forma unificada;

• Manter clara a distinção de competências: a regulação e avaliação da formação cabem ao Ministério da Educação e aos Conselhos de Educação, enquanto os conselhos profissionais normatizam e fiscalizam o exercício da medicina.

“A convergência entre Enamed e Profimed demonstra maturidade e responsabilidade pública. Um único exame garante que o diploma médico represente, de forma inequívoca, competência para cuidar da vida”, afirma a Profa. Dra. Eloisa Bonfá, diretora da Faculdade de Medicina da USP. 

 


Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

 

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