Com o retorno às aulas,
aumenta a circulação de vírus e outros agentes infecciosos em ambientes
escolares. Entenda quais medidas ajudam a reduzir o risco de adoecimento.
O retorno às aulas, após
o período de férias, costuma estar associado ao aumento de doenças infecciosas
entre crianças e adolescentes. A convivência em ambientes coletivos, com
contato próximo entre colegas e professores, favorece a circulação de vírus e
outros microrganismos, especialmente no início do ano letivo.
No Sabará Hospital
Infantil, observa-se aumento na procura por atendimento nesse período,
principalmente por quadros respiratórios e gastrointestinais. “Entre as
situações mais frequentes estão infecções por rinovírus, influenza, Covid-19,
bronquiolite – especialmente em menores de dois anos –, crises de asma, além de
gastroenterites virais com vômitos e diarreia”, explica Thales Araújo de
Oliveira, pediatra e gerente do Pronto-Socorro e do Centro de Excelência do
Sabará Hospital Infantil.
Por que há mais doenças
na volta às aulas?
Durante as férias, o convívio social tende a ser mais restrito. No ambiente escolar, há maior interação entre crianças, compartilhamento de objetos e permanência prolongada em espaços fechados, fatores que facilitam a transmissão de agentes infecciosos.
Além disso, muitas
crianças ainda estão consolidando hábitos adequados de higiene, o que também
contribui para a maior circulação de vírus. Alterações na rotina de sono e
alimentação durante as férias podem influenciar a adaptação ao novo ritmo
escolar. “A recomendação é retomar gradualmente os horários de sono e
alimentação alguns dias antes do início das aulas, favorecendo uma adaptação
mais equilibrada à nova rotina”, orienta o pediatra.
É possível reduzir o
risco de infecções na escola?
Embora não seja possível
eliminar completamente o risco de infecções, algumas medidas reduzem
significativamente a transmissão:
- Higienização frequente
das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
- Orientação para cobrir
boca e nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar.
- Evitar compartilhar
objetos de uso pessoal.
- Manter ambientes
ventilados.
- Manter a vacinação atualizada.
Caso a criança apresente
febre, vômitos, diarreia ou sintomas respiratórios importantes, o ideal é
mantê-la em casa até avaliação médica, evitando a exposição de outras crianças.
Alimentação e rotina:
qual o papel na saúde infantil?
Não existe um alimento isolado capaz de “fortalecer” o sistema imunológico. O que contribui para uma resposta adequada do organismo é um conjunto de hábitos saudáveis: alimentação variada e equilibrada, hidratação adequada, sono regular e prática de atividade física compatível com a idade.
“Esses cuidados não
impedem totalmente que a criança adoeça, mas ajudam o organismo a responder
melhor às infecções, reduzindo, muitas vezes, a gravidade dos quadros”,
ressalta Thales A. Oliveira.
A importância da vacinação
A vacinação permanece
como uma das estratégias mais eficazes para proteção individual e coletiva.
Manter o calendário vacinal atualizado, conforme orientações do Ministério da
Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), é fundamental para
reduzir o risco de doenças e complicações.
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