Pesquisar no Blog

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Volta às aulas: como proteger as crianças contra doenças e manter o sistema imunológico forte

Com o retorno às aulas, aumenta a circulação de vírus e outros agentes infecciosos em ambientes escolares. Entenda quais medidas ajudam a reduzir o risco de adoecimento.

 

O retorno às aulas, após o período de férias, costuma estar associado ao aumento de doenças infecciosas entre crianças e adolescentes. A convivência em ambientes coletivos, com contato próximo entre colegas e professores, favorece a circulação de vírus e outros microrganismos, especialmente no início do ano letivo.

No Sabará Hospital Infantil, observa-se aumento na procura por atendimento nesse período, principalmente por quadros respiratórios e gastrointestinais. “Entre as situações mais frequentes estão infecções por rinovírus, influenza, Covid-19, bronquiolite – especialmente em menores de dois anos –, crises de asma, além de gastroenterites virais com vômitos e diarreia”, explica Thales Araújo de Oliveira, pediatra e gerente do Pronto-Socorro e do Centro de Excelência do Sabará Hospital Infantil.

 

Por que há mais doenças na volta às aulas?

Durante as férias, o convívio social tende a ser mais restrito. No ambiente escolar, há maior interação entre crianças, compartilhamento de objetos e permanência prolongada em espaços fechados, fatores que facilitam a transmissão de agentes infecciosos. 

Além disso, muitas crianças ainda estão consolidando hábitos adequados de higiene, o que também contribui para a maior circulação de vírus. Alterações na rotina de sono e alimentação durante as férias podem influenciar a adaptação ao novo ritmo escolar. “A recomendação é retomar gradualmente os horários de sono e alimentação alguns dias antes do início das aulas, favorecendo uma adaptação mais equilibrada à nova rotina”, orienta o pediatra.

 

É possível reduzir o risco de infecções na escola?

Embora não seja possível eliminar completamente o risco de infecções, algumas medidas reduzem significativamente a transmissão:

- Higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.

- Orientação para cobrir boca e nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar.

- Evitar compartilhar objetos de uso pessoal.

- Manter ambientes ventilados.

- Manter a vacinação atualizada. 

Caso a criança apresente febre, vômitos, diarreia ou sintomas respiratórios importantes, o ideal é mantê-la em casa até avaliação médica, evitando a exposição de outras crianças.

 

Alimentação e rotina: qual o papel na saúde infantil?

Não existe um alimento isolado capaz de “fortalecer” o sistema imunológico. O que contribui para uma resposta adequada do organismo é um conjunto de hábitos saudáveis: alimentação variada e equilibrada, hidratação adequada, sono regular e prática de atividade física compatível com a idade. 

“Esses cuidados não impedem totalmente que a criança adoeça, mas ajudam o organismo a responder melhor às infecções, reduzindo, muitas vezes, a gravidade dos quadros”, ressalta Thales A. Oliveira.

 

A importância da vacinação 

A vacinação permanece como uma das estratégias mais eficazes para proteção individual e coletiva. Manter o calendário vacinal atualizado, conforme orientações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), é fundamental para reduzir o risco de doenças e complicações. 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados