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| Foto: Davidyson Damasceno/IgesDF |
Adotada como política pública no Brasil, abordagem é detalhada por especialistas do CEJAM, que explica sobre os principais benefícios
Reconhecido
pelo Ministério da Saúde como política pública estratégica para o cuidado de
recém-nascidos prematuros e de baixo peso, o Método Canguru é uma abordagem de
assistência perinatal baseada no cuidado humanizado e centrado na família. No
Brasil, cerca de 11% dos nascimentos ocorrem antes de 37 semanas de gestação, o
equivalente a aproximadamente 340 mil bebês por ano.
O método é um modelo de atenção contínua que integra aspectos
clínicos, emocionais e sociais. Segundo o neonatologista Dr. Mauro Palma
Junior, do Hospital Geral de Itapevi (HGI), unidade da Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo (SES-SP) e gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e
Pesquisas “Dr. João Amorim”, trata-se de uma filosofia de cuidado. “O método
envolve uma abordagem biopsicossocial, que coloca o recém-nascido e sua família
no centro da assistência.”
No
Brasil, o Método Canguru é estruturado em três etapas. A primeira ocorre no
pré-natal e nas unidades neonatais, com identificação de gestantes de risco,
estabilização clínica do bebê e início precoce do contato pele a pele. A
segunda acontece na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru, onde
familiares e recém-nascidos permanecem juntos de forma contínua. A terceira se
inicia após a alta hospitalar, com acompanhamento até que o bebê atinja cerca
de 2.500 gramas ou 40 semanas de idade gestacional corrigida.
Os
benefícios incluem maior estabilidade fisiológica, ganho de peso mais rápido,
redução do tempo de internação, menor risco de infecções e fortalecimento do
vínculo afetivo.
De acordo com a neonatologista da unidade, Dra. Marisa Schorr, a
participação das famílias é determinante. “O contato pele a pele reduz o
estresse do recém-nascido e favorece o desenvolvimento neurocomportamental,
especialmente em bebês prematuros”, afirma.
O
método também estimula a amamentação. Segundo a especialista, a proximidade contínua
entre a pessoa lactante e o bebê facilita a
pega, a sucção e a produção de leite.
A preparação para a alta inclui orientações sobre contato pele a pele, aleitamento, acompanhamento do desenvolvimento, sinais de alerta e prevenção de infecções, garantindo segurança e autonomia no cuidado domiciliar.
CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

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