Plataformas digitais funcionam como vitrines e canais de negociação para o comércio ilegal de fauna
Pesquisas acadêmicas mostram que redes sociais e aplicativos de mensagens se tornaram uma das principais infraestruturas do tráfico de animais silvestres. Grupos privados, perfis temporários e anúncios disfarçados permitem que vendedores ofereçam aves, répteis e mamíferos com entrega por transporte rodoviário ou correio informal, muitas vezes durante o período de férias, quando há maior circulação de pessoas.
Esses ambientes digitais dificultam a fiscalização porque
perfis e grupos podem ser recriados rapidamente após denúncias. O resultado é
um mercado fragmentado, porém constante, que conecta áreas de captura a
consumidores urbanos em poucos cliques.
O Instituto Líbio, organização que recebe e reintroduz
animais vítimas desse sistema, integra a Campanha Agora Você
Sabe para alertar sobre a dinâmica do tráfico online e os
riscos de interagir com esse tipo de conteúdo.
“O comércio digital reduziu a distância entre quem captura
e quem compra, o que amplia o número de animais retirados da natureza”, diz
Raquel Machado, CEO do Instituto Líbio. “Informar o público sobre esses canais
é parte da prevenção.”
Conheça a campanha no link: https://www.instagram.com/reel/DRk25ZyDy_h/?igsh=OHgya2h2ODBveXFt
Referências: Northumbria University — Wildlife trafficking via social
media

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