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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Estudo inédito sugere que reposição hormonal na perimenopausa pode evitar envelhecimento precoce e doenças crônicas

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Pesquisa publicada em revista científica internacional propõe reposição hormonal na perimenopausa como estratégia de geroproteção e prevenção de doenças crônicas 


Um artigo publicado na revista Aging & Disease1 em 2025 traz uma nova perspectiva sobre a perimenopausa e o papel da terapia hormonal na prática clínica. Os especialistas argumentam que esse período não deve ser encarado apenas como uma transição reprodutiva ou como o início de sintomas incômodos, mas sim como uma fase biológica estratégica, capaz de determinar de forma significativa o processo de envelhecimento da mulher. 

Nesse intervalo, a redução gradual dos níveis de estrogênio e progesterona provoca uma série de mudanças no organismo. Entre elas estão o aumento da inflamação crônica, a piora da resposta à insulina, a perda acelerada de massa muscular, além de alterações cardiovasculares e cognitivas. Esses efeitos contribuem para o fenômeno conhecido como inflammaging e podem acelerar a idade biológica, muitas vezes antes mesmo da menopausa estar plenamente instalada.
 

Geroproteção e reposição hormonal

Durante a perimenopausa, o corpo feminino passa por mudanças que vão muito além do ciclo menstrual. É nesse momento que os hormônios, especialmente o estrogênio, começam a cair de forma gradual, afetando diferentes áreas da saúde. O artigo traz o conceito de geroproteção, que significa adotar medidas médicas capazes de proteger o organismo contra os efeitos do envelhecimento. Nesse sentido, a reposição hormonal, quando bem indicada e acompanhada por um médico, pode funcionar como uma espécie de “escudo” para o corpo. 

O estrogênio, por exemplo, não atua apenas na fertilidade: ele ajuda a manter o coração saudável, protege o cérebro, reduz processos inflamatórios e contribui para o equilíbrio do metabolismo. Ou seja, ao repor esse hormônio de forma adequada, é possível preservar funções essenciais do organismo e reduzir riscos futuros, como problemas cardiovasculares, perda de massa muscular ou dificuldades cognitivas. 

A ginecologista Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+, reforça essa visão: “A perimenopausa é uma janela biológica crítica e negligenciada, na qual se iniciam alterações metabólicas, inflamatórias, musculares, cardiovasculares e cognitivas que influenciam diretamente a forma como a mulher vai envelhecer. Esperar a menopausa para agir é, muitas vezes, perder tempo biológico.” 

“As diretrizes tradicionais ainda adotam um modelo reativo, focado na menopausa estabelecida e no alívio tardio dos sintomas. O artigo reforça a necessidade de repensar esse modelo e valorizar a perimenopausa como fase ativa de prevenção”, acrescenta a especialista.
 

Implicações práticas

O artigo destaca que a perimenopausa deve ser encarada como uma oportunidade de cuidado integral com a saúde, e não apenas como uma fase de sintomas incômodos. Isso significa que, além da terapia hormonal, quando realmente necessária e indicada por um médico, é fundamental integrar hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, sono de qualidade e suplementação adequada. 

Em outras palavras, esse período pode funcionar como um ponto de virada: em vez de ser visto apenas como um momento de desconforto, a perimenopausa passa a ser entendida como uma fase estratégica para investir em escolhas que vão proteger o coração, o metabolismo, os músculos e até o cérebro. Assim, cuidar dessa etapa é uma forma de garantir mais qualidade de vida e longevidade no futuro. 

“Quando bem indicada, a reposição hormonal não é apenas para tratar sintomas, mas pode atuar como estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, muscular e neurológica, integrando uma abordagem de saúde e longevidade feminina e não uma solução estética ou ‘anti-aging’ superficial”, destaca a especialista. “Reposição hormonal exige individualização e acompanhamento médico, com avaliação criteriosa de riscos, escolha adequada de via, tipo e dose hormonal, e integração com alimentação, exercício, sono e manejo do estresse dentro de um plano terapêutico global”, complementa a Dra. Ana Maria Passos.

 

 

Dra. Ana Maria Passos - Com mais de 19 anos de atuação como Ginecologista e Obstetra em Porto Alegre (RS), a Dra. Ana Maria Passos atende em sua AME Clínica, onde realiza um cuidado integral na saúde da mulher. Com pós-graduação em Nutrologia e em Longevidade Saudável, ela traz um olhar atento à alimentação equilibrada e à suplementação, focando na prevenção e nos cuidados para um envelhecimento saudável. Especialista em saúde da mulher, atua com ênfase em perimenopausa, menopausa, endometriose, síndrome dos ovários policísticos, gestação e puerpério. Reconhecida por sua abordagem humanizada e atualizada, utiliza suplementação e reposição hormonal para promover o bem-estar feminino, especialmente em mulheres acima dos 40 anos. É uma fonte confiável para entrevistas, artigos e conteúdos sobre saúde feminina, buscando ampliar o acesso à informação e promover qualidade de vida por meio de acompanhamento médico regular



1RABINOVICI, J.; OONK, H. P.; HUANG, Z.; et al. Perimenopausal Hormone Replacement Treatments as a Geroprotective Approach – Adapting Clinical Guidelines. Aging & Disease, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 09 fev. 2026.

 

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