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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Mais sabor, menos custo e muito presenteável: o que vai impulsionar as vendas na Páscoa 2026

Novos formatos, estética delicada e porções inteligentes ajudam confeiteiros a driblar custos altos e encantar consumidores 

 

Em um cenário de custos elevados e consumidores cada vez mais atentos ao valor percebido, a Páscoa segue como um dos principais motores de faturamento da confeitaria brasileira. Em 2025, segundo dados do Sebrae-SP, as vendas no período impactaram mais de 61 mil pequenos empreendedores. Para 2026, o crescimento deve ser impulsionado por soluções criativas que equilibram custo, variedade e experiência.

Formatos que permitem experimentar mais sabores, produtos pensados para presentear sem comprometer o orçamento e uma estética visual mais delicada estão entre os movimentos que devem influenciar diretamente as decisões de compra nesta Páscoa.

“Estamos vendo um consumidor que quer variedade, quer presentear e quer uma experiência bonita, mas sem gastar demais. As tendências deste ano respondem exatamente a isso: mais opções, formatos acessíveis e produtos visualmente encantadores”, explica Jonatas Fróes, gerente de comunicação da Harald.


Ovo em fatia: mais sabores, menor investimento

O ovo em fatia ganha força como uma evolução do tradicional ovo de Páscoa, principalmente por permitir que o consumidor experimente diferentes sabores em porções menores e mais acessíveis. Na prática, a proposta transforma um único produto em uma espécie de “degustação” com múltiplas opções.

Além do custo mais baixo, o formato permite que confeiteiros apresentem um cardápio variado dentro de uma mesma proposta, com combinações de recheios, texturas e acabamentos que valorizam a experiência visual, um fator decisivo para a escolha do consumidor e para o compartilhamento nas redes sociais.

“O sucesso do ovo em fatia está na liberdade de escolha. A pessoa consegue provar vários sabores sem precisar investir em um único produto maior. Para o confeiteiro, é uma forma de mostrar variedade e valorizar o trabalho artesanal”, explica Jonatas.


Cores pastéis: estética emocional e desejo visual

Os tons pastéis aparecem como uma das principais linguagens visuais da Páscoa 2026, com leveza, delicadeza e um apelo estético que conversa com afeto e celebração.

Mais do que representar sabores específicos, essas cores constroem uma atmosfera visual sofisticada e contemporânea, alinhada à estética que domina redes sociais, vitrines e embalagens. O resultado são produtos que despertam desejo antes mesmo da primeira mordida.

“As cores suaves criam uma sensação de cuidado, carinho e elegância. Em um cenário competitivo, o visual se torna um diferencial importante para chamar atenção e transformar o produto em presente”, afirma o gerente.


Mini porções: a solução para manter a tradição de presentear

Presentear continua sendo uma das principais motivações de compra na Páscoa, mas o aumento no preço dos ovos tradicionais tem levado consumidores a buscar alternativas mais acessíveis.

Nesse contexto, as mini porções ganham protagonismo como uma solução prática para manter o gesto simbólico da data sem comprometer o orçamento. Elas permitem montar kits, lembranças individuais e pequenas demonstrações de afeto que preservam a tradição de troca de presentes.

“As mini porções tornam possível presentear mais pessoas sem pesar no bolso. Elas mantêm o valor emocional da Páscoa e ainda ampliam as oportunidades de venda, porque permitem combinações e formatos personalizados”, comenta Jonatas Fróes.


Pistache: presença indispensável no cardápio

Se antes era visto como novidade, hoje o pistache se consolidou como um dos sabores mais esperados da temporada, ocupando um espaço fixo nos cardápios ao lado de clássicos como avelã.

O ingrediente já faz parte do repertório do consumidor e é frequentemente procurado em diferentes formatos, de ovos a barras e recheios. Sua versatilidade permite combinações sofisticadas e reforça a percepção de valor do produto.

“O pistache deixou de ser tendência para se tornar praticamente obrigatório. O consumidor espera encontrar esse sabor no cardápio, e quem não oferece acaba perdendo uma oportunidade clara de venda”, afirma o executivo.

Combinadas, essas estratégias mostram que a Páscoa de 2026 será marcada menos pelo tamanho dos produtos e mais pela inteligência das escolhas, seja no formato, na apresentação ou na construção do cardápio.

“As decisões do consumidor estão cada vez mais ligadas à experiência, à possibilidade de presentear e ao equilíbrio entre desejo e preço. Quem entende esse movimento consegue vender mais e construir um negócio mais sustentável ao longo do ano”, conclui Fróes.

 

Harald


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