A prevenção é um dos pilares do cuidado com a saúde sexual, e o preservativo segue como uma das formas mais eficazes de proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez não planejada. Além do modelo masculino, há também o preservativo feminino, uma alternativa segura e prática, ainda pouco difundida.
Inserido
internamente, ele atua como método de barreira, adaptando-se ao canal vaginal e
protegendo também parte da região externa da genitália. Quando utilizado
corretamente, tem eficácia semelhante à do preservativo masculino e pode
oferecer proteção adicional por cobrir a vulva.
Entre
os diferenciais estão a possibilidade de colocação horas antes da relação,
evitando interrupções, e o fato de não ser feito de látex, sendo indicado para
pessoas com alergia a esse material.
Apesar
das vantagens, mitos e desinformação ainda limitam sua adesão. Não há
evidências de que cause infecções, corrimentos ou alterações no pH vaginal
quando usado de forma adequada. Ele pode ser combinado com outros
contraceptivos e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), ampliando o acesso à prevenção.
Segundo
a professora de ginecologia da Afya Vitória, Madalena Oliveira, o método é
confortável, seguro e amplia o protagonismo da mulher na prevenção, ao permitir
maior autonomia nas decisões sobre a própria saúde sexual.
Principais dúvidas sobre o preservativo
feminino respondidas pela ginecologista
1.“Ele protege tanto quanto o masculino?”
Sim.
Quando utilizado corretamente, apresenta eficácia semelhante e pode oferecer
proteção adicional por cobrir a região externa da genitália.
2.“Pode ser usado com outro método anticoncepcional?”
Sim.
Pode ser associado a métodos hormonais ou ao DIU, garantindo dupla proteção:
contra ISTs e contra a gravidez.
3.“Pode ser colocado antes da relação?”
Sim.
Pode ser inserido horas antes do contato sexual, o que facilita o uso.
4.“É indicado para quem tem alergia ao látex?”
Sim. É
feito de poliuretano, material adequado para pessoas com sensibilidade ao
látex.
5.“Pode causar infecção ou alterar o pH vaginal?”
Não é
comum. Quando usado corretamente, não provoca infecções nem alterações no pH.
6.“Existe risco de falha?”
Como
qualquer método contraceptivo, há risco principalmente em caso de uso
inadequado. A orientação profissional é importante.
7.“Protege contra todas as ISTs?”
Reduz
significativamente o risco de ISTs transmitidas por contato sexual.
8.“Quem usa DIU pode utilizar?”
Sim. Não há contraindicação; ele pode ser usado como proteção adicional contra ISTs.
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