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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Preservativo feminino: mitos, verdades e proteção sexual

A prevenção é um dos pilares do cuidado com a saúde sexual, e o preservativo segue como uma das formas mais eficazes de proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez não planejada. Além do modelo masculino, há também o preservativo feminino, uma alternativa segura e prática, ainda pouco difundida.


Inserido internamente, ele atua como método de barreira, adaptando-se ao canal vaginal e protegendo também parte da região externa da genitália. Quando utilizado corretamente, tem eficácia semelhante à do preservativo masculino e pode oferecer proteção adicional por cobrir a vulva.


Entre os diferenciais estão a possibilidade de colocação horas antes da relação, evitando interrupções, e o fato de não ser feito de látex, sendo indicado para pessoas com alergia a esse material.


Apesar das vantagens, mitos e desinformação ainda limitam sua adesão. Não há evidências de que cause infecções, corrimentos ou alterações no pH vaginal quando usado de forma adequada. Ele pode ser combinado com outros contraceptivos e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso à prevenção.


Segundo a professora de ginecologia da Afya Vitória, Madalena Oliveira, o método é confortável, seguro e amplia o protagonismo da mulher na prevenção, ao permitir maior autonomia nas decisões sobre a própria saúde sexual.

 

Principais dúvidas sobre o preservativo feminino respondidas pela ginecologista

 

1.“Ele protege tanto quanto o masculino?”

Sim. Quando utilizado corretamente, apresenta eficácia semelhante e pode oferecer proteção adicional por cobrir a região externa da genitália.

 

2.“Pode ser usado com outro método anticoncepcional?”

Sim. Pode ser associado a métodos hormonais ou ao DIU, garantindo dupla proteção: contra ISTs e contra a gravidez.

 

3.“Pode ser colocado antes da relação?”

Sim. Pode ser inserido horas antes do contato sexual, o que facilita o uso.

 

4.“É indicado para quem tem alergia ao látex?”

Sim. É feito de poliuretano, material adequado para pessoas com sensibilidade ao látex.

 

5.“Pode causar infecção ou alterar o pH vaginal?”

Não é comum. Quando usado corretamente, não provoca infecções nem alterações no pH.

 

6.“Existe risco de falha?”

Como qualquer método contraceptivo, há risco principalmente em caso de uso inadequado. A orientação profissional é importante.

 

7.“Protege contra todas as ISTs?”

Reduz significativamente o risco de ISTs transmitidas por contato sexual.

 

8.“Quem usa DIU pode utilizar?”

Sim. Não há contraindicação; ele pode ser usado como proteção adicional contra ISTs.


 

Afya
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