O Google anunciou um novo recurso de inteligência artificial integrado ao
Gemini que permite criar músicas a partir de comandos de texto ou até mesmo de
imagens. A novidade utiliza o modelo Lyria 3, voltado à geração musical, e já
está disponível em versão beta para desktop.
Segundo a empresa, é possível produzir faixas de até 30 segundos em diversos
idiomas, incluindo português, inglês, espanhol, francês, alemão, hindi, japonês
e coreano. A ferramenta também pode se inspirar em interações anteriores do
usuário para compor as músicas.
O recurso será liberado gradualmente no aplicativo e assinantes dos planos
pagos terão limites mais altos de uso.
Como funciona?
De acordo com o Google, basta descrever uma ideia criativa ou enviar uma
imagem para que o sistema gere automaticamente uma faixa musical em poucos
segundos. A empresa informou ainda que todas as músicas criadas pelo sistema
recebem o SynthID, uma marca d’água digital imperceptível que identifica
conteúdos produzidos por IA.
Além disso, a companhia também lançou uma ferramenta que permite verificar se
um áudio foi gerado por inteligência artificial.
Impacto para músicos
A possibilidade de criar músicas instantaneamente reacende discussões sobre
o impacto da inteligência artificial na indústria criativa. Para a cofundadora
da Lujo Network e especialista em distribuição digital, Janeth Lujo, a
tecnologia deve ser vista com equilíbrio.
“Apesar da facilidade, para os músicos profissionais o uso da IA não deve ser
uma muleta, não deve ser a base da produção e sim um suporte”, alerta.
De acordo com ela, a inteligência artificial não representa o fim da música
feita por humanos, mas uma ferramenta complementar.
“A IA não é o fim do mundo para os artistas. Ela pode ajudar a impulsionar
ideias, acelerar processos criativos e até democratizar o acesso à produção
musical”, afirma Janeth Lujo.
Ferramenta ou substituição?
Para especialistas do mercado digital, o diferencial continuará sendo a
identidade artística. Embora a IA consiga gerar melodias e arranjos com
rapidez, a construção de carreira, conexão com o público e posicionamento
estratégico ainda dependem da atuação humana.
“Quem entende de mercado precisa usar a tecnologia de forma estratégica. A
criatividade, a autenticidade e a visão de carreira continuam sendo humanas”.
“Com o avanço de ferramentas como o Gemini, o cenário musical entra em uma nova
fase, em que tecnologia e talento podem caminhar juntos. O desafio, segundo
profissionais do setor, será transformar inovação em oportunidade, sem abrir
mão da essência artística”, reforça Janeth Lujo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário