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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Ganhar como médico nos EUA: por que muitos brasileiros estão olhando para o futuro agora

 

Déficit de profissionais, remuneração até 10 vezes maior que no Brasil e novas leis que facilitam a atuação de médicos formados no exterior

 

Durante décadas, ser médico no Brasil foi sinônimo de prestígio e estabilidade. Hoje, o país continua formando milhares de profissionais todos os anos e já ultrapassa a marca de 560 mil médicos em atividade, com aproximadamente 2,6 médicos por mil habitantes — índice semelhante ao de países desenvolvidos.


 

O problema não é falta de médicos. É a forma como o mercado está estruturado. 


Com a abertura acelerada de faculdades, aumento contínuo da oferta e concentração em grandes centros, muitos profissionais enfrentam remuneração comprimida e dependência de plantões sucessivos para alcançar renda satisfatória.

 

Médicos contratados em regime CLT frequentemente recebem entre R$ 7 mil e R$ 15 mil por mês, mesmo após mais de uma década de formação e assumindo alto risco e responsabilidade.

Enquanto isso, o cenário nos Estados Unidos segue outra lógica.

Déficit projetado de até 86 mil médicos

Segundo a Association of American Medical Colleges (AAMC), os Estados Unidos podem enfrentar um déficit de até 86 mil médicos até 2036, especialmente em cuidados primários e em regiões rurais.

 

Esse déficit é impulsionado por três fatores principais:


• Envelhecimento acelerado da população americana

• Aposentadoria de médicos da geração baby boomer

• Limitação histórica no número de vagas de residência médica

Estados como Texas, Florida, Alaska, Missouri e California estão entre os que apresentam maior escassez, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

 


Quanto ganha um médico nos EUA — em valor mensal convertido para o Brasil 


A remuneração média anual de médicos nos Estados Unidos gira entre US$ 300 mil e US$ 350 mil, segundo dados de mercado compilados por relatórios médicos e associações profissionais americanas.

Convertendo para salário mensal, como estamos acostumados no Brasil:

 

• US$ 300.000 por ano = US$ 25.000 por mês

• US$ 350.000 por ano = US$ 29.167 por mês

Considerando um dólar a R$ 5,00 como referência conservadora:

• US$ 25.000/mês ≈ R$ 125.000 mensais

• US$ 29.167/mês ≈ R$ 145.835 mensais

 

Mesmo ajustando para custo de vida e impostos, a diferença estrutural de valorização é significativa.

 

Como explica o Dr. Vinícius Bicalho, advogado licenciado nos Estados Unidos, professor de pós-graduação em direito migratório e mestre pela Universidade do Sul da Califórnia:

 

Nos Estados Unidos, a renda do médico é construída com base em escassez real, estrutura de mercado e valorização da responsabilidade técnica. Não é um modelo baseado em exaustão.”

Nova realidade: estados que permitem atuação sem refazer toda a residência

 


Uma mudança importante está ocorrendo nos EUA 


Tradicionalmente, médicos formados no exterior precisavam refazer residência médica completa nos Estados Unidos para obter licença plena. No entanto, diversos estados vêm aprovando legislações que criam caminhos alternativos.

 

Entre eles estão: Florida, Tennessee, Illinois, Arkansas, Idaho, Iowa, Missouri

 

Esses estados passaram a permitir modelos como:

 

• Licença provisória com prática supervisionada

• Atuação em áreas de carência médica

• Caminhos progressivos até licença plena

• Reconhecimento de residência e experiência internacional em determinados casos

 

Ainda é necessário cumprir exigências como certificação pela Educational Commission for Foreign Medical Graduates (ECFMG) e aprovação nos exames USMLE. Mas o cenário regulatório mudou de forma significativa.

 

Segundo o Dr. Vinícius Bicalho:

O mercado americano está se reorganizando para suprir o déficit médico. E quando a legislação muda para facilitar a entrada de profissionais qualificados, é preciso estar atento e agir com planejamento.”

 


Planejamento jurídico é determinante


 Migrar para atuar como médico nos Estados Unidos envolve estratégia: escolha correta de visto, validação de diploma, exames, licenciamento estadual e planejamento de carreira.

Com atuação focada em imigração para profissionais qualificados, o Dr. Vinícius Bicalho orienta médicos brasileiros na estruturação completa desse processo.

 

Não se trata apenas de mudar de país. Trata-se de reposicionar sua carreira em um mercado que remunera de forma proporcional à responsabilidade que você assume.”

 

Conclusão 


O Brasil continua formando médicos em ritmo acelerado. Os Estados Unidos enfrentam déficit estrutural de profissionais. A diferença entre os dois mercados não é vocacional — é organizacional.


Para médicos brasileiros que desejam ampliar renda, estabilidade e valorização profissional, a janela de oportunidade está aberta.

E com orientação jurídica especializada, essa transição pode ser planejada com segurança e previsibilidade.

 

Vinícius Bicalho - - Advogado licenciado nos EUA, Brasil e Portugal; - Sócio fundador da Bicalho Legal Consulting P.A.; - Mestre em direito nos EUA pela University of Southern California; - Mestre em direito no Brasil pela Faculdade de Direito Milton Campos (MG); - Membro da AILA – American Immigration Lawyers Association; - Responsável pelo Guia de Imigração da AMCHAM; - Professor de Pós-graduação em direito migratório; - O único advogado brasileiro citado na lista de “profissionais confiáveis" dos principais jornais americanos, como The New York Times, The Wall Street Journal, The Washington Post, USA Today e The Los Angeles Times.


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