Déficit de profissionais, remuneração até 10 vezes maior que
no Brasil e novas leis que facilitam a atuação de médicos formados no exterior
Durante décadas, ser médico no Brasil foi sinônimo de
prestígio e estabilidade. Hoje, o país continua formando milhares de
profissionais todos os anos e já ultrapassa a marca de 560 mil médicos em
atividade, com aproximadamente 2,6 médicos por mil habitantes — índice
semelhante ao de países desenvolvidos.
O problema não é falta de médicos. É a forma como o mercado
está estruturado.
Com a abertura acelerada de faculdades, aumento contínuo da
oferta e concentração em grandes centros, muitos profissionais enfrentam
remuneração comprimida e dependência de plantões sucessivos para alcançar renda
satisfatória.
Médicos contratados em regime CLT frequentemente recebem
entre R$ 7 mil e R$ 15 mil por mês, mesmo após mais de uma década de formação e
assumindo alto risco e responsabilidade.
Enquanto isso, o cenário nos Estados Unidos segue outra
lógica.
Déficit projetado de até 86 mil médicos
Segundo a Association of American Medical Colleges (AAMC), os Estados
Unidos podem enfrentar um déficit de até 86 mil médicos até 2036, especialmente
em cuidados primários e em regiões rurais.
Esse déficit é impulsionado por três fatores principais:
• Envelhecimento acelerado da população americana
• Aposentadoria de médicos da geração baby boomer
• Limitação histórica no número de vagas de residência
médica
Estados como Texas, Florida, Alaska, Missouri e California estão entre os que apresentam maior escassez,
especialmente fora dos grandes centros urbanos.
Quanto ganha um médico nos EUA — em valor mensal convertido
para o Brasil
A remuneração média anual de médicos nos Estados Unidos gira
entre US$ 300 mil e US$ 350 mil, segundo dados de mercado compilados por
relatórios médicos e associações profissionais americanas.
Convertendo para salário mensal, como estamos acostumados no
Brasil:
• US$ 300.000 por ano = US$ 25.000 por mês
• US$ 350.000 por ano = US$ 29.167 por mês
Considerando um dólar a R$ 5,00 como referência
conservadora:
• US$ 25.000/mês ≈ R$ 125.000 mensais
• US$ 29.167/mês ≈ R$ 145.835 mensais
Mesmo ajustando para custo de vida e impostos, a diferença
estrutural de valorização é significativa.
Como explica o Dr. Vinícius Bicalho,
advogado licenciado nos Estados Unidos, professor de pós-graduação em direito
migratório e mestre pela Universidade do Sul da Califórnia:
“Nos Estados Unidos, a renda do médico é construída
com base em escassez real, estrutura de mercado e valorização da
responsabilidade técnica. Não é um modelo baseado em exaustão.”
Nova realidade: estados que permitem atuação sem refazer
toda a residência
Uma mudança importante está ocorrendo nos EUA
Tradicionalmente, médicos formados no exterior precisavam
refazer residência médica completa nos Estados Unidos para obter licença plena.
No entanto, diversos estados vêm aprovando legislações que criam caminhos
alternativos.
Entre eles estão: Florida, Tennessee, Illinois, Arkansas, Idaho, Iowa, Missouri
Esses estados passaram a permitir modelos como:
• Licença provisória com prática supervisionada
• Atuação em áreas de carência médica
• Caminhos progressivos até licença plena
• Reconhecimento de residência e experiência internacional
em determinados casos
Ainda é necessário cumprir exigências como certificação pela
Educational Commission for Foreign Medical Graduates
(ECFMG) e aprovação nos exames USMLE. Mas o cenário regulatório mudou de forma
significativa.
Segundo o Dr. Vinícius Bicalho:
“O mercado americano está se reorganizando para
suprir o déficit médico. E quando a legislação muda para facilitar a entrada de
profissionais qualificados, é preciso estar atento e agir com planejamento.”
Planejamento jurídico é determinante
Migrar
para atuar como médico nos Estados Unidos envolve estratégia: escolha correta
de visto, validação de diploma, exames, licenciamento estadual e planejamento
de carreira.
Com atuação focada em imigração para profissionais qualificados, o
Dr. Vinícius Bicalho orienta médicos brasileiros na estruturação completa desse
processo.
“Não se trata apenas de mudar de país. Trata-se de reposicionar sua
carreira em um mercado que remunera de forma proporcional à responsabilidade
que você assume.”
Conclusão
O Brasil continua formando médicos em ritmo acelerado. Os
Estados Unidos enfrentam déficit estrutural de profissionais. A diferença entre
os dois mercados não é vocacional — é organizacional.
Para médicos brasileiros que desejam ampliar renda,
estabilidade e valorização profissional, a janela de oportunidade está aberta.
E com orientação jurídica especializada, essa transição pode
ser planejada com segurança e previsibilidade.
Vinícius Bicalho - - Advogado licenciado nos EUA, Brasil e Portugal; - Sócio fundador da Bicalho Legal Consulting P.A.; - Mestre em direito nos EUA pela University of Southern California; - Mestre em direito no Brasil pela Faculdade de Direito Milton Campos (MG); - Membro da AILA – American Immigration Lawyers Association; - Responsável pelo Guia de Imigração da AMCHAM; - Professor de Pós-graduação em direito migratório; - O único advogado brasileiro citado na lista de “profissionais confiáveis" dos principais jornais americanos, como The New York Times, The Wall Street Journal, The Washington Post, USA Today e The Los Angeles Times.

Nenhum comentário:
Postar um comentário