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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Quando o câncer do sangue não dá sinais: o desafio das leucemias crônicas

Sem considerar os tumores de pele não melanoma,
a leucemia é o 13 câncer mais comum no Brasil.

Essas doenças muitas vezes são descobertas em exames de rotina ou que investigam a origem de outros problemas de saúde, alerta o hematologista Pedro Neffá, da Oncologia D’Or.

 

Depois do linfoma, a leucemia é o câncer de sangue mais comum em todo o mundo. Só em 2023, foram cerca de 573 mil novos casos1. De 2016 a 2026, o número de brasileiros diagnosticados por ano com a doença cresceu 21%, saltando de 10.0702 para 12.2203. Nesse período, a alta da taxa populacional foi inferior a 4%4,5. O envelhecimento da população e a melhoria do diagnóstico explicam a curva ascendente da enfermidade que pode ser classificada como aguda ou crônica, segundo a sua progressão. Essa última requer chama atenção por ser silenciosa.    

“Essas neoplasias crônicas se desenvolvem muito lentamente e nem sempre provocam sintomas”, afirma o hematologista Pedro Neffá, da Oncologia D’Or. “Por isso, muitas vezes, são descobertas em exames de rotina, como o hemograma completo, ou que investigam as causas de outras queixas”, complementa o médico. 

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, a leucemia ocupa o 13º lugar entre os cânceres mais incidentes no País3. Ocorre quando uma mutação genética provoca a multiplicação desordenada dos glóbulos brancos, que passam a substituir os outros componentes vitais do sangue. A doença de origem crônica é mais comum a partir da quinta década de vida, principalmente nos homens. 
  

Leucemias linfocítica e mieloide

Além da progressão, a enfermidade é classificada de acordo com a origem da célula afetada. Se atingir os linfócitos (células de defesa), é denominada leucemia linfocítica. Caso acometa outras células do sangue, como os glóbulos brancos e vermelhos e as plaquetas, chama-se leucemia mieloide.  

A leucemia linfocítica crônica é o tipo de leucemia mais comum no mundo ocidental. Nos Estados Unidos, representa mais de 30% dos novos casos de leucemia por ano6. Cerca de 70% deles ocorre após os 65 anos de idade. Três em cada dez pacientes são assintomáticos7

Já a leucemia mieloide crônica se caracteriza pela presença do cromossomo Philadelphia. Ela representa 15% de todos os novos casos de leucemia no território norte-americano por ano7. Metade dos pacientes é assintomática.

Os homens a partir dos 50 anos são os mais
 suscetíveis à leucemia crônica. 

Os sintomas das leucemias crônicas, quando surgem, são febre, fadiga, palidez e perda de peso, sangramento e suor noturno. A leucemia linfocítica crônica causa ainda o aumento dos gânglios. E a mieloide crônica, o aumento do baço. 

 

Tratamento

Nas últimas duas décadas, o tratamento das leucemias crônicas sofreu grandes avanços, com destaque para as terapias-alvo, que atingem um ou mais pontos específicos do organismo.  Esses medicamentos substituíram a quimioterapia indicada até 15 anos atrás para pacientes com leucemia linfocítica crônica.  

Até os anos 2000, a leucemia mieloide crônica era a principal indicação para o transplante alogênico de medula. Hoje os pacientes são tratados com um medicamento oral, os inibidores de tirosina-quinase.  

Segundo o médico Pedro Neffá, esse tipo de leucemia é um protótipo das doenças oncológicas. “Ela possui um evento molecular dominante, que marca o início e o crescimento do câncer. O medicamento bloqueia essa alteração genética específica, conseguindo reverter a doença”, explica.  Em certos casos, é possível parar o tratamento sem a evolução do quadro. O paciente convive com a doença por muitos anos e tem uma boa qualidade de vida. 

As chances de desenvolver leucemias crônicas aumentam com a idade. Na leucemia linfocítica crônica, os grupos de risco são formados por indivíduos do sexo masculino, com histórico familiar para a doença ou ancestralidade branca/europeia. Na leucemia mieloide crônica, a exposição a altas doses de radiação ionizante é o principal fator ambiental reconhecido3

O hematologista da Oncologia D’Or afirma que um porcentual significativo de pacientes com leucemia linfocítica crônica têm familiares de primeiro grau com a doença. “De 5 a 10% dos pacientes podem ter algum familiar com a enfermidade”, avalia o especialista. 

A prática de atividade física, a adoção de uma dieta saudável e um sono restaurador são recomendados para prevenir as leucemias crônicas. “A consulta anual ao médico e a realização de um hemograma podem auxiliar na detecção precoce da enfermidade”, observa Pedro Neffá.   
 

Oncologia D'Or

 

Referências 

  1. The Global, Regional, and National Burden of Cancer, 1990-2023, With Forecasts to 2050: A Systematic Analysis for the Global Burden of Disease Study 2023. GBD 2023 Cancer Collaborators. Lancet (London, England). 2025;406(10512):1565-1586.
  2. Estimativa 2016: incidência de câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer. Rio de Janeiro, INCA, 2016.
  3. Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer.  Rio de Janeiro, INCA, 2026.
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Disponível em:  Link
  5. IBGE. Disponível em: Link 
  6. American Cancer Society. Disponível em: Link 
  7. Leukemia: What Primary Care Physicians Need to Know. Gbenjo JTC, McCrary GLM, Wilson SE. American Family Physician. 2023;107(4):397-405.

Obesidade, ovários policísticos e fertilidade: o que a cirurgia bariátrica tem a ver com o desejo de engravidar

Rubia Azevedo ao lado do marido e dos três filhos, frutos
de duas gestações após a cirurgia bariátrica
(Foto: Arquivo pessoal)
Síndrome ovariana recentemente redefinida como SOMP pode ser controlada com o procedimento, aumentando as chances de uma gestação bem-sucedida

 

A farmacêutica, esteticista e professora universitária Rubia Azevedo, de 41 anos, encontrou na cirurgia bariátrica um caminho para a realização do sonho de ser mãe. Ela enfrentava questões de saúde que comprometiam seriamente suas chances de engravidar: endometriose, ovários policísticos e obesidade. Antes da operação — indicada por sua ginecologista como parte do tratamento para uma futura gestação —, ela chegou a pesar quase 100 kg, mesmo tentando perder peso de diversas formas. Hoje, com 64 kg, comemora a decisão ao olhar o filho Joaquim e as gêmeas Júlia e Laura brincando juntos. 

A história de Rubia ilustra uma conexão que ainda surpreende muitas mulheres: a relação entre obesidade, saúde hormonal e fertilidade. A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) — renomeada em maio pela comunidade científica para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) — é uma das condições que mais se agravam com o excesso de peso, justamente porque a obesidade intensifica a resistência à insulina e o desequilíbrio hormonal que suprimem a ovulação, explica o cirurgião bariátrico César De Fazzio, diretor do ICD (Instituto de Cirurgia Digestiva), em Brasília. 

A nova nomenclatura da síndrome busca refletir com maior clareza seus impactos em todo o corpo. “O antigo nome escondia o que o novo revela: essa nunca foi apenas uma doença ginecológica. É uma doença do metabolismo que se manifesta também no ovário”, esclarece o médico.
 

Reprogramação metabólica 

O mecanismo pelo qual a bariátrica favorece a fertilidade não passa apenas pela perda de peso. Com importante atuação sobre o metabolismo, a intervenção no trato gastrointestinal provoca uma reprogramação endócrina que melhora a sensibilidade à insulina, reduz a inflamação sistêmica e reequilibra os hormônios sexuais. No caso da SOMP, pode restaurar ciclos menstruais irregulares e melhorar a resposta a tratamentos de fertilidade em mulheres com indicação cirúrgica. 

Apesar de a melhora do quadro ocorrer bem antes de uma perda mais acentuada de peso, De Fazzio ressalta ser fundamental observar um intervalo mínimo entre a cirurgia e a tentativa de gestação. “Trabalho com a lógica da estabilização: gestação liberada quando o peso parou de cair, os exames nutricionais estão normais e a paciente já aderiu a uma alimentação com densidade adequada. Isso costuma acontecer entre 12 e 18 meses após o procedimento. A cirurgia prepara o terreno. Mas o processo exige acompanhamento rigoroso e, sobretudo, paciência”, afirma. 

Rubia levou esse conselho a sério. Mesmo após receber a liberação médica, esperou mais alguns meses. “Eu estava preparando a casa. Me dediquei à atividade física, à dieta, a concentrar os meus esforços em estar bem de saúde para conseguir engravidar”, conta. Quando se sentiu segura para tentar, a gravidez veio rápido. E a segunda, com gêmeas, chegou pouco tempo depois. 

O médico ressalta que a cirurgia não é indicada para todas as mulheres com SOMP e desejo de engravidar. A decisão envolve uma avaliação clínica profunda e criteriosa, feita em conjunto com a paciente. Só após um diagnóstico completo o especialista apresenta as possibilidades de tratamento.

A farmacêutica acredita que a cirurgia foi a melhor opção para o seu caso e, segundo ela, a transformação proporcionada pela intervenção vai muito além da balança. “Passei a ter juízo, consciência, responsabilidade e educação alimentar necessárias para que a cirurgia fosse um sucesso. Eu renasci. E o maior presente foi viver a graça da maternidade com saúde e disposição. Afinal, três lindas crianças exigem”, reflete. 

 

César De Fazzio é cirurgião bariátrico (Foto: Victor Moura)


Nova portaria moderniza doação de sangue no Brasil e fortalece a segurança do paciente

Após 12 anos sem uma atualização estrutural, o Ministério da Saúde publicou o novo regulamento técnico da hemoterapia no Brasil. O texto substitui as normas de 2014 para incorporar inovações tecnológicas e elevar a segurança transacional tanto no SUS quanto na rede privada. 

Para explicar e aprofundar os principais temas e mudanças trazidos pela norma, o Instituto Pró-Hemo (IPH) lançou uma série especial em seu podcast Conexão HemoSaúde, convidando profissionais que são referência na área. Entre os pontos destacados no debate, estão a digitalização da triagem clínica, a permissão para doadores frequentes acima de 70 anos sob avaliação médica e regras mais rígidas para conter contaminação bacteriana em plaquetas. A norma também exige o teste molecular (NAT) para malária em todo o país e proíbe a filtragem de sangue à beira do leito, priorizando a leucoredução prévia nos hemocentros. 

De acordo com a coordenadora-geral do Ministério da Saúde, Dra. Luciana Carlos, o texto organiza a legislação e cria um roteiro claro para os serviços e a vigilância sanitária. “O regulamento também fortalece a doação voluntária ao proibir o uso da doação como pena alternativa ou como exigência para a realização de cirurgias”, destaca.  

O Dr. Luiz Amorim, do Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio), ressalta que os novos critérios comportamentais focam na análise individual de risco, garantindo uma triagem mais justa e segura. A portaria adota o Patient Blood Management (PBM) para evitar transfusões desnecessárias e cria protocolos de prevenção à lesão pulmonar grave (TRALI).  

Para o Dr. Alfredo Mendrone, da Fundação Pró-Sangue, a atualização representa um passo necessário para acompanhar a evolução da medicina e garantir que os procedimentos relacionados à doação e à transfusão de sangue estejam alinhados às novas demandas da área. Os hemocentros terão prazo de 90 dias para adequar seus processos operacionais e sistemas às novas diretrizes, período destinado à implementação das mudanças e à adaptação das equipes.


O que o seu corpo tenta te dizer nos pequenos sintomas do dia a dia

Freepik
 Do cansaço contínuo às alterações no sono e no intestino, entender os sinais do organismo é fundamental para descobrir alterações de saúde precocemente 

 

Sintomas comuns, como cansaço persistente, alterações intestinais e dores recorrentes, muitas vezes são incorporados à rotina e acabam passando despercebidos. No entanto, quando esses sinais persistem por semanas, se intensificam ou passam a interferir na qualidade de vida, podem indicar que algo não está funcionando bem no organismo e precisam ser investigados. 

O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado são apontados pelo Ministério da Saúde como estratégias importantes para reduzir complicações relacionadas às doenças crônicas1, que estão entre as principais causas de morte no Brasil. 

A fadiga é um dos exemplos mais comuns. Sentir cansaço após um dia intenso é esperado, mas o alerta surge quando o descanso deixa de ser suficiente para recuperar as energias. A chamada fadiga persistente pode estar relacionada a diferentes fatores, como sono inadequado, anemia, alterações hormonais, doenças cardiovasculares, transtornos de ansiedade e burnout. 

"O cansaço que não melhora após uma boa noite de sono ou aparece acompanhado de falta de ar, dor no peito, palpitações ou tonturas merece investigação médica", afirma Carlos Rassi, cardiologista e coordenador de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês em Brasília. 

Para o médico, o sintoma costuma ser um dos primeiros sinais de diferentes doenças e, por isso, não deve ser tratado apenas como consequência da rotina acelerada.

 

O intestino também dá sinais importantes 

Prisão de ventre frequente, estufamento, dor abdominal e a alternância entre diarreia e intestino preso costumam ser encarados como algo comum por grande parte da população. Contudo, a persistência desses desconfortos não deve ser ignorada. 

"Sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, dores intensas ou quadros que se prolongam por semanas representam sinais de alerta que exigem diagnóstico especializado", reforça Alexandre de Sousa Carlos, gastroenterologista do Hospital Sírio-Libanês. 

De acordo com o especialista, o sistema digestivo funciona como um importante indicador da saúde geral. Embora alimentação inadequada, sedentarismo e estresse ajudem a explicar episódios pontuais, alterações contínuas no padrão do trânsito intestinal pedem avaliação médica.

 

Dor não deve fazer parte da rotina 

Cefaleia frequente, dores nas costas, nos joelhos e cólicas incapacitantes estão entre as queixas mais comuns da população. Ainda assim, a busca constante pela automedicação faz com que muitos convivam com o problema por anos, o que adia o diagnóstico de condições sérias. 

"É importante não normalizar a dor, principalmente quando ela interfere nas atividades do dia a dia", afirma Cláudia Simões, anestesiologista do Hospital Sírio-Libanês. 

A médica orienta que os pacientes detalhem a intensidade do sintoma e o impacto na rotina durante as consultas, informações fundamentais para direcionar a investigação clínica e acelerar o início do tratamento adequado.

 

Dormir mal é mais do que falta de descanso 

Ronco alto, acordar diversas vezes durante a noite e a sensação de cansaço logo ao acordar são sinais frequentes de que a saúde precisa de atenção. Entre as causas mais comuns dessas queixas estão a apneia obstrutiva do sono, o estresse, a ansiedade e outras condições clínicas que comprometem o descanso. 

"O sono é um dos principais indicadores da nossa saúde. Quando ele deixa de ser reparador, vale a pena investigar", afirma Renato Stefanini, otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono do Hospital Sírio-Libanês. 

Além do esgotamento físico, a privação contínua de um sono de qualidade pode prejudicar a memória, a concentração, o humor, a imunidade e o equilíbrio hormonal.

 

Quando a mente afeta o organismo 

O estresse nem sempre se manifesta apenas por preocupação ou ansiedade. Quando se torna crônico, pode favorecer alterações cardiovasculares e metabólicas, como hipertensão, obesidade e diabetes, aumentando o risco de infarto, AVC e outros problemas de saúde. Essas condições também estão associadas a um maior risco de declínio cognitivo e demência ao longo do envelhecimento. 

"O estresse biológico é uma resposta natural do organismo a desafios psicológicos e ambientais. Quando essa resposta permanece ativada por muito tempo, aumenta o risco de alterações cardiovasculares e metabólicas. Por isso, controlar os fatores de risco e adotar hábitos saudáveis é essencial para proteger tanto a saúde do coração quanto a do cérebro", afirma Sérgio Ricardo Hototian, psiquiatra do Hospital Sírio-Libanês. 

Para reduzir os impactos do estresse crônico, o médico recomenda investir em atividade física, psicoterapia, técnicas de relaxamento e no controle dos fatores de risco, medidas que contribuem para prevenir complicações e preservar a qualidade de vida.



Hospital Sírio-Libanês
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Amamentação sem mitos: especialista da FEBRASGO esclarece seis dúvidas comuns

No Agosto Dourado, médica explica o que realmente interfere na produção de leite, quando a dor merece atenção e por que apoio adequado faz diferença desde a maternidade

 

O tamanho das mamas interfere na produção de leite? A cesariana impede o aleitamento? Sentir dor intensa nos primeiros dias é normal? Essas são dúvidas frequentes entre gestantes e puérperas e, muitas vezes, informações incorretas aumentam a insegurança, justamente, quando a mulher precisa de acolhimento e orientação.

 

Em referência ao Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno, e ao Dia Mundial da Amamentação, celebrado em 1º de agosto, a Dra. Silvia Regina Piza, presidente da Comissão Nacional Especializada em Aleitamento Materno da FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, esclarece seis mitos e verdades sobre o tema.

 

1. Mulheres que tiveram pouco aumento das mamas na gravidez produzem menos leite.

Mito. Durante a gestação, as mamas passam por alterações na circulação, nos ductos e nos tecidos, preparando-se para o aleitamento. No entanto, o volume mamário não determina a capacidade de produção de leite. “A produção está diretamente relacionada ao estímulo provocado pela sucção do recém-nascido. Quanto maior e mais adequado esse estímulo, maior tende a ser a produção”, explica a médica.

 

2. A cesariana pode atrasar a descida do leite, mas não impede o sucesso da amamentação.

Verdade. O parto cesáreo pode atrasar a apojadura — nome dado ao aumento da produção e à descida do leite nos primeiros dias —, mas isso não significa que a amamentação será prejudicada. Segundo a especialista, algumas medidas ajudam a favorecer o processo, como evitar sedação excessiva na assistência ao parto, realizar o contato pele a pele e o aleitamento ainda na sala de parto, preferencialmente antes da primeira hora de nascimento.

 

“O contato imediato e a busca espontânea do bebê pela mama já contribuem para os estímulos hormonais envolvidos na produção de leite”, afirma.

 

3. Dor intensa nos primeiros dias deve ser considerada normal.

Mito. Algum desconforto inicial pode ocorrer por causa da descida do leite, do ingurgitamento das mamas ou da adaptação da mãe e do bebê. Dor forte, porém, não deve ser ignorada. “A dor intensa precisa ser avaliada, pois pode indicar pega inadequada, favorecendo a ocorrência de fissuras, inflamação ou outras dificuldades que exigem correção e acompanhamento”, orienta Dra. Silvia.

 

4. Obesidade, diabetes e síndrome dos ovários policísticos podem dificultar o início da amamentação.

Verdade. Alterações hormonais e metabólicas associadas à obesidade, ao diabetes e à síndrome dos ovários policísticos podem interferir no início da produção de leite. Porém isso não significa que essas mulheres não possam amamentar. “Com acompanhamento, orientação e medidas adequadas, essas dificuldades podem ser superadas”, ressalta a especialista.

 

5. Oferecer fórmula na maternidade pode interferir na amamentação exclusiva.

Verdade. Em partos de risco habitual, quando mãe e bebê apresentam boas condições clínicas, a recomendação é manter o recém-nascido em alojamento conjunto e oferecer o peito sempre que houver sinais de fome. A introdução de fórmula sem indicação clínica pode reduzir a frequência das mamadas e, consequentemente, o estímulo necessário para a produção de leite.

 

“O bebê deve permanecer próximo da mãe e ser amamentado em livre demanda, desde o nascimento até a alta hospitalar. A fórmula só deve ser utilizada quando houver necessidade devidamente avaliada”, explica Dra. Silvia.

 

6. A pega correta é mais importante do que o formato do mamilo.

Verdade. O formato do mamilo pode gerar preocupação, especialmente nos casos de mamilos planos ou invertidos, mas não é, por si só, um impedimento para amamentar. O bebê precisa abocanhar não apenas o mamilo, mas boa parte da aréola. Uma pega adequada favorece a retirada do leite, evita dor e lesões e aumenta as chances de continuidade do aleitamento.

 

“Com orientação correta, é possível ajustar a posição e a pega, inclusive quando existem características anatômicas que inicialmente parecem dificultar a amamentação”, conclui.




Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)
https://www.febrasgo.org.br/pt/
@febrasgooficial
@feitoparaelaoficial


Aero Service realiza campanha de doação durante o Agosto Lilás

 A Aero Service realiza, até 31 de agosto, a campanha “Toda Mulher Merece Um Novo Destino”, criada em apoio ao Agosto Lilás. A iniciativa arrecada produtos de higiene feminina que serão destinados, na primeira semana de setembro, a instituições sem fins lucrativos que prestam atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade ou vítimas de violência.

Podem ser doados pacotes de absorventes, shampoo ou condicionador, desodorantes, sabonetes, escovas de dente e creme dental. Os produtos devem ser novos, lacrados e estar em boas condições de conservação.

As doações são recebidas no escritório da Aero Service, na Avenida Dr. Timóteo Penteado, 1841, Vila Hulda, em Guarulhos (SP). Os produtos são armazenados em um espaço destinado exclusivamente à campanha. Durante o período de arrecadação, cada doação é registrada em uma planilha com data, horário, identificação do doador, item e quantidade recebida.

Após o encerramento da campanha, os produtos passarão por conferência e triagem para verificar as condições dos itens e definir a distribuição entre as instituições selecionadas.

A campanha também terá acompanhamento público pelas redes sociais da Aero Service. A empresa manterá no Instagram um Termo de Transparência com informações sobre a iniciativa e, ao final, divulgará a prestação de contas e os registros das entregas, respeitando a autorização das instituições para sua identificação. A iniciativa terá também uma parceria com a área de Políticas para Mulheres de Guarulhos.

A ação integra as iniciativas institucionais da Aero Service, empresa especializada em transporte executivo, Meet & Assist e serviços de apoio a passageiros em aeroportos. A companhia atua em aeroportos como Guarulhos, Congonhas, Viracopos, Santos Dumont, Galeão, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Curitiba, Florianópolis, Confins, Goiânia e Natal.

Mais informações: www.aeroservice.tur.br ou entre em contato pelos canais agendamento@aeroservice.tur.br e (11) 2382-6089

 

Por que pequenos movimentos ao longo do dia ajudam a proteger a saúde vascular


Longos períodos sentado comprometem a circulação sanguínea e, quando associados a outros fatores de risco, podem favorecer o desenvolvimento da trombose

 

O dia começa em frente ao computador. Depois vêm as reuniões online, o almoço rápido e mais algumas horas sentado entre tarefas, estudos ou compromissos. No fim do dia, para relaxar, mais um tempo no celular ou na televisão. Para muitos brasileiros, essa rotina se repete cinco dias por semana e, muitas vezes, sem pausas para levantar da cadeira. O resultado é um estilo de vida cada vez mais sedentário, que acende um alerta para a saúde vascular.

 

No Brasil, 47% dos adultos são sedentários e, entre os jovens, esse índice chega a 84%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a Dra. Gabriella Casais, cirurgiã vascular e professora da Afya Unigranrio, permanecer muitas horas consecutivas sem se movimentar compromete a circulação sanguínea e, quando esse comportamento se associa a fatores como obesidade, tabagismo, uso de anticoncepcionais hormonais, predisposição genética ou outras condições clínicas, aumenta o risco de tromboembolismo venoso (TEV), condição que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar.

 

"Nosso corpo foi feito para se movimentar. Hoje, passamos boa parte do dia alternando entre computador, celular e televisão, quase sempre sentados. Quando esse comportamento se torna rotina, a circulação das pernas fica mais lenta. Em pessoas que já apresentam outros fatores de risco, esse cenário favorece a formação de coágulos", explica a médica.

A trombose venosa profunda ocorre quando um coágulo se forma, geralmente nas veias das pernas, dificultando a circulação do sangue. Os principais sinais incluem dor persistente na panturrilha, inchaço em apenas uma das pernas, vermelhidão, aumento da temperatura local e sensação de peso. Se esse coágulo se desprender e migrar para os pulmões, pode provocar uma embolia pulmonar, considerada uma emergência médica.

 

Embora seja mais frequente em idosos, a doença também pode acometer adultos jovens quando diferentes fatores de risco se acumulam. Entre eles estão obesidade, tabagismo, uso de anticoncepcionais hormonais contendo estrogênio, gravidez, puerpério, histórico familiar de trombose, trombofilias hereditárias, doenças inflamatórias e, principalmente, longos períodos de imobilidade.


 

Movimento não acontece só na academia


Fazer atividade física regularmente continua sendo uma das principais recomendações para a saúde cardiovascular e vascular. Mas especialistas chamam a atenção para outro hábito igualmente importante: reduzir o tempo passado sentado. Esse conceito é conhecido como NEAT (Non-Exercise Activity Thermogenesis), termo utilizado para descrever todos os movimentos realizados fora da prática estruturada de exercícios físicos, como subir escadas, levantar para buscar água, caminhar enquanto fala ao telefone ou fazer pequenas pausas durante o expediente.

 

"Esses movimentos podem parecer simples, mas fazem diferença para a circulação. Eles ajudam a interromper longos períodos de imobilidade, ativam a musculatura das pernas e estimulam o retorno do sangue ao coração. Não substituem a prática de atividade física, mas complementam um estilo de vida mais saudável e contribuem para reduzir o risco de diversas doenças associadas ao sedentarismo, incluindo a trombose", afirma a Dra. Gabriella Casais.


 

Cinco hábitos que ajudam a proteger a circulação no dia a dia

 

Levante-se antes que o corpo peça


Se a rotina exige muitas horas sentado, programe pausas a cada 60 minutos para caminhar por dois ou três minutos. Pequenas interrupções ajudam a ativar a circulação das pernas.

 

Aproveite o NEAT no dia a dia


Prefira escadas ao elevador, caminhe enquanto fala ao telefone, levante para buscar água ou vá até a mesa de um colega em vez de enviar uma mensagem. Pequenos deslocamentos, repetidos ao longo do dia, fazem diferença.

 

Durante viagens, movimente as pernas


Em voos, ônibus ou viagens longas de carro, procure levantar sempre que possível. Quando isso não for viável, faça movimentos com os tornozelos e flexione os pés para estimular a circulação.

 

Conheça seus fatores de risco


Pessoas com obesidade, fumantes, usuárias de anticoncepcionais hormonais, gestantes, puérperas ou com histórico familiar de trombose devem conversar com um médico sobre medidas preventivas individualizadas.

 

Fique atento aos sinais de alerta


Dor persistente, inchaço, vermelhidão ou sensação de calor em apenas uma das pernas não devem ser ignorados, especialmente após longos períodos de imobilidade. O diagnóstico precoce reduz o risco de complicações graves.

"A prática de exercícios continua sendo essencial para a saúde. Mas também precisamos olhar para o restante do dia. Pequenas pausas para caminhar, subir escadas ou simplesmente levantar da cadeira fazem parte de uma rotina mais ativa e ajudam a cuidar da circulação. São mudanças simples, que podem trazer benefícios importantes para a saúde vascular ao longo da vida", conclui a Dra. Gabriella Casais.



Afya
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Medos sobre terapia hormonal ainda afastam mulheres do tratamento, apesar de seus benefícios

Apenas 22% das brasileiras recebem prescrição de terapia hormonal, mostra estudo; especialista explica por que o tratamento é seguro e pode melhorar a qualidade de vida

 

A menopausa é uma fase natural na vida de todas as mulheres, mas muitas enfrentam desafios e desconfortos significativos durante essa transição. Uma das opções de tratamento mais discutidas é a Terapia Hormonal da Menopausa (TH). No entanto, diversos medos e preocupações têm sido associados ao seu uso. A convite da Organon, farmacêutica global especializada em saúde feminina, o médico Luciano de Melo Pompei, Professor Associado Livre-Docente na Faculdade de Medicina do ABC, esclarece os benefícios do tratamento.

A TH é um tratamento utilizado para manter o nível de estrogênio no corpo durante a menopausa e aliviar os sintomas da menopausa. De acordo com o estudo Brazilian Menopause Study, a idade mediana de menopausa no Brasil é de 48 anos e mais de 85% das mulheres apresentam alguma manifestação climatérica, sendo que os fogachos foram reportados por 73%.

Segundo Pompei, a TH é um tratamento seguro e eficaz que pode melhorar a qualidade de vida de muitas mulheres. “Os riscos da TH são geralmente menores do que os benefícios. Este tratamento pode reduzir os sintomas da menopausa, como ondas de calor, suores noturnos e secura vaginal e também pode reduzir o risco de osteoporose”, afirma.

Os efeitos da terapia hormonal também podem ser percebidos de forma concreta na rotina das mulheres. “Entrei na menopausa aos 51 anos e, como muitas mulheres, enfrentei sintomas que impactaram bastante meu dia a dia. Com o uso de estrogênio transdérmico em forma de gel, tive uma melhora importante: os sintomas diminuíram, voltei a dormir bem e recuperei minha qualidade de vida. Hoje, me sinto novamente plena, ativa e confiante”, afirma Nanci Utida, diretora associada de Assuntos Médicos da Organon.

Apesar dos benefícios, o estudo indica que apenas 22% das mulheres relataram ter recebido prescrição médica de TH. Para o médico, a principal razão para esta baixa adesão é, provavelmente, devido ao medo em relação à possível associação entre TH e risco para câncer de mama. Porém, diversos estudos indicam que a magnitude dessa associação não é tão alta assim. “A relação entre a TH e o risco de câncer de mama não é simples, tampouco direta. Há estudos demonstrando que, a depender do progestagênio presente no regime de TH, o risco de câncer de mama pode ser maior ou menor”, explica Pompei.

De acordo com o especialista, a informação é, sem dúvida, um dos facilitadores da adesão ao tratamento. “Levar as informações de forma clara, usando medidas de melhor compreensão pelas pacientes, pode ajudar a fazer com elas percebam que, quando seguidas as recomendações das diretrizes internacionais e nacional, a TH geralmente oferece mais benefícios do que riscos”, acredita.

A Organon recomenda que as mulheres conversem com seu médico sobre os riscos e benefícios da TH antes de iniciar o tratamento. A decisão pela reposição hormonal deve ser tomada em conjunto.



Organon
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Com 18 mortes confirmadas por febre maculosa em SP, especialista da UMC alerta para diagnóstico precoce e prevenção

Doença transmitida por carrapatos pode matar em poucos dias quando o tratamento é iniciado tardiamente; infectologista Jean Gorinchteyn explica como reconhecer os primeiros sintomas e reduzir os riscos

 

As 18 mortes por febre maculosa registradas no estado de São Paulo até o fim de julho acenderam um novo alerta para uma doença que, apesar de rara, apresenta uma das maiores taxas de letalidade entre as infecções transmitidas por animais. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foram confirmados 19 casos até julho de 2026, com óbitos concentrados principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo. Embora o Alto Tietê não tenha casos neste ano, o risco existe para quem frequenta áreas rurais, sítios, trilhas e regiões de mata. 

Jean Gorinchteyn, professor da disciplina de Doenças Infecciosas da Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), médico infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein e ex-secretário de Estado da Saúde de São Paulo, alerta que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações graves. 

Transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii, a febre maculosa pode atingir pessoas de qualquer idade: "Os cães podem entrar em áreas de mata, retornar para casa com carrapatos presos ao corpo e levar o vetor para o ambiente doméstico. O carrapato também pode permanecer em camas e roupas, aumentando o risco de exposição", explica. 

Os primeiros sintomas são inespecíficos e frequentemente confundidos com dengue, viroses ou leptospirose. Febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar costumam surgir nos primeiros dias. A partir do terceiro dia, podem aparecer manchas avermelhadas na pele, seguidas de pequenas lesões arroxeadas, principalmente nas mãos e nos pés, indicando a evolução para uma fase mais grave da doença. 

"Nesse momento ocorre uma inflamação dos vasos sanguíneos que pode comprometer rins, fígado e cérebro. Quem apresentar febre após visitar áreas de mata deve informar esse histórico ao médico imediatamente", orienta Gorinchteyn. Segundo ele, a mortalidade pode chegar a 80% quando o tratamento antibiótico não é iniciado rapidamente. 

Outro desafio é que a confirmação laboratorial pode levar até duas semanas, daí o alerta do médico: "Pensou em febre maculosa, o tratamento deve começar imediatamente. Não se deve esperar o resultado dos exames, porque o atraso pode permitir a progressão para formas graves", afirma o professor da UMC. 

Para reduzir o risco de infecção, a recomendação é utilizar calças compridas, botas e roupas claras em áreas de mata, evitar contato com gramados e vegetação alta, inspecionar o corpo e as roupas após passeios e proteger cães com coleiras e produtos repelentes específicos: "A prevenção depende da atenção aos ambientes frequentados e da identificação precoce dos carrapatos", conclui Jean Gorinchteyn.

 

Agosto Dourado: leite materno ajuda a prevenir infecções e pode reduzir o desenvolvimento de alergias

Especialista explica como a amamentação fortalece a imunidade do bebê desde os primeiros dias e traz benefícios para toda a vida

 

Muito além de ser o alimento ideal para os primeiros meses de vida, o leite materno funciona como uma das primeiras e mais importantes formas de proteção do organismo do bebê. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do UNICEF, a ampliação das taxas de amamentação poderia evitar mais de 820 mil mortes de crianças menores de cinco anos todos os anos no mundo. Rico em anticorpos, células de defesa e compostos bioativos, ele fortalece um sistema imunológico ainda imaturo, reduzindo a ocorrência de infecções e contribuindo para a prevenção de alergias e outras doenças ao longo da vida.  

A importância desse alimento é o foco do Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre os benefícios da amamentação e ao fortalecimento das redes de apoio às famílias. Popularmente conhecido como “ouro líquido”, o leite materno oferece uma proteção que não pode ser reproduzida por outros alimentos. "O leite materno contém componentes imunológicos fundamentais, como anticorpos e fatores anti-inflamatórios que ajudam o organismo do bebê a combater vírus, bactérias e outros agentes infecciosos justamente no período em que seu sistema imunológico ainda está em formação. É uma proteção biológica única", explica professor da Faculdade São Leopoldo Mandic e médico pediatra, Dr. Péricles Motta. 

Além da proteção imediata contra doenças e infecções comuns na infância, a amamentação também é associada a benefícios de longo prazo. Estudos mostram que crianças amamentadas apresentam menor risco de desenvolver alergias, obesidade, diabetes e outras doenças crônicas ao longo da vida. 

Outro aspecto importante dessa fase é a formação da microbiota intestinal, favorecida pelo leite materno. Desempenha papel essencial no desenvolvimento da imunidade e na redução da ocorrência de doenças alérgicas. 

"O leite materno ajuda a construir uma microbiota intestinal mais saudável, que participa diretamente do desenvolvimento da imunidade. Hoje sabemos que essa interação entre intestino e sistema imunológico influencia a saúde da criança por muitos anos", destaca o especialista.

 

Apoio faz diferença 

Apesar dos inúmeros benefícios, o início da amamentação pode ser desafiador para muitas mulheres. Dificuldades na pega correta, dor, insegurança e dúvidas são situações frequentes, especialmente nas primeiras semanas após o parto. 

"Amamentar é um processo de aprendizado tanto para a mãe quanto para o bebê. O suporte da equipe de saúde, da família e da rede de apoio faz toda a diferença para que esse momento aconteça de forma mais tranquila e segura", destaca. 

A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde é que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de vida e complementado por outros alimentos saudáveis até os dois anos ou mais. 

Além da amamentação, o Agosto Dourado também reforça a importância da doação de leite humano, um gesto capaz de salvar a vida de recém-nascidos prematuros e bebês internados que não podem ser amamentados pelas próprias mães. O leite doado é coletado, processado e distribuído pelos Bancos de Leite Humano, seguindo rigorosos critérios de qualidade e segurança. Para o especialista, toda mulher saudável que esteja amamentando e tenha produção excedente pode contribuir. "Cada frasco doado representa uma oportunidade de recuperação para bebês extremamente vulneráveis. É um ato de solidariedade que faz diferença na redução de complicações e na sobrevivência neonatal", destaca. 

Durante esse mês e todo o ano, é importante reforçar que ampliar o acesso à informação baseada em evidências e fortalecer políticas públicas de incentivo à amamentação e a doação são medidas essenciais para que mais crianças tenham acesso aos benefícios do leite materno e para que as mães possam vivenciar esse período com acolhimento, segurança e respeito às suas necessidades.

 

São Leopoldo Mandic

 

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