Pesquisar no Blog

sábado, 20 de setembro de 2025

Presença de arma em residência aumenta de três a cinco vezes o risco de suicídio

Número de armas de fogo registradas no Brasil subiu 3,2% entre
 2023 e 2024,  totalizando mais de 2 milhões em sistema oficial de controle
 (imagem: Nelson Provazi/
Pesquisa FAPESP)

Revisão de 467 estudos aponta também que, em vez de aliviar a sensação de medo e ansiedade, armas aumentam esses sentimentos, além de exacerbar comportamentos controladores, provocando violência doméstica

 

 O acesso a armas de fogo, além dos riscos físicos e à vida, tem impacto na saúde mental: aumenta o número de suicídios, intensifica quadros de fragilidade psicológica e amplia dinâmicas de violência. É o que conclui uma pesquisa publicada na edição de setembro da revista científica Harvard Review of Psychiatry.

Liderado por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), o grupo fez uma revisão sistemática de 467 estudos de diversos países divulgados até março de 2023. A maior parte – 81% do total (378) – foi realizada nos Estados Unidos, 6% na Europa Ocidental, 4% na Austrália, 3% no Canadá e o restante distribuído em outras regiões.

A análise explorou as ligações entre acesso a armas de fogo, comportamento agressivo, uso e abuso de substâncias, violência social e doméstica e suas influências na saúde mental. Foram identificados três mecanismos psicológicos relacionados a esses fatores.

O primeiro deles é que as armas facilitam atos impulsivos em momentos de crise ou sofrimento. O suicídio é o principal desfecho – apareceu em 284 estudos (61% do total). A análise demonstrou que a presença de arma em uma residência aumenta de três a cinco vezes o risco de suicídio, independentemente do estado de saúde mental anterior do indivíduo. Quando há armazenamento seguro, esse risco diminui, porém permanece em patamar considerado alto.

Um segundo mecanismo é que a arma funciona como uma espécie de “amplificador psicológico”, acentuando quadros de alguns transtornos mentais. Ou seja, em vez de aliviar a sensação de medo e ansiedade, aumenta esses sentimentos, derivando em agressões. Além disso, agrava os sintomas de trauma em pessoas expostas à violência armada, criando um ciclo de retroalimentação, em que piora o sofrimento em vez de aliviar.

Por fim, ela serve como símbolo que transforma dinâmicas de poder e percepções de vulnerabilidade, exacerbando comportamentos controladores e derivando em casos de violência social e doméstica.

“Entendendo que todas as pessoas estão suscetíveis a fragilidades humanas, a possibilidade de haver ferramentas altamente letais disponíveis nas mãos da população em geral, em vez de aumentar a sensação de segurança e de proteção e melhorar a regulação emocional do indivíduo, acaba tendo efeito contrário, como vemos nos estudos. Evidencia as fragilidades emocionais, aumenta a sensação de medo e a agressividade, com elevação de casos de assédios e violência”, explica à Agência FAPESP o psiquiatra Rodolfo Furlan Damiano, autor correspondente do artigo.

Juntamente com o professor da Faculdade de Medicina da USP Eurípedes Constantino Miguel Filho, Damiano coordena o Programa de Ensino, Pesquisa e Assistência em Depressão Resistente ao Tratamento, Autolesão e Suicidalidade (Pro-DRAS). Tem o apoio da FAPESP por meio de bolsa de pós-doutorado em um projeto que busca fornecer informações sobre a eficácia e a viabilidade de intervenções rápidas para a prevenção do suicídio.

No ano passado, outra pesquisa coordenada por Damiano mapeou fatores de risco e proteção para comportamentos suicidas, mostrando que pessoas com transtornos de controle de impulso (TCIs) estão no grupo de risco (leia mais em: agencia.fapesp.br/52881).


Triagem dos estudos

A revisão seguiu uma diretriz conhecida como Prisma (sigla para Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), um conjunto de 27 itens que sistematiza a coleta e extração de dados para esse tipo de pesquisa.

Partiu de uma base de 3.930 artigos da PubMedScopusWeb of Science e PsycInfo. O protocolo de triagem deu prioridade a estudos das áreas de criminologia, saúde pública e sociologia, com desfechos diretos e/ou implicações comprovadas em fatores psicológicos. Resultou, assim, nos 467 artigos abordando posse de armas, violência e políticas e seus efeitos na saúde mental.

“A ideia desse trabalho nasceu da ligação de suicídio e armas de fogo, porém detectamos que poderia ser algo mais abrangente. Quando se trata de acesso a armas, a discussão sempre está relacionada ao tema da segurança pública. Nosso objetivo com a pesquisa não foi lidar nessa esfera, mas sim na da saúde mental, que é um ponto importante e pouco contemplado”, explica Damiano.

Nas conclusões, os cientistas sugerem a adoção de políticas públicas que englobem evidências científicas também ligadas à saúde.

“Essa revisão destaca a necessidade urgente de políticas abrangentes que abordem o acesso a armas de fogo, enfrentem as determinantes sociais dos danos causados por elas e promovam intervenções em saúde mental. Uma abordagem integrada, que considere esses fatores individuais e sociais, é essencial para mitigar os complexos caminhos psicológicos pelos quais afetam diferentes populações”, escrevem os autores no artigo.


Situação no Brasil

Mesmo tendo uma pequena base amostral de pesquisas no Brasil, Damiano diz que os resultados são aplicáveis também à realidade do país. “Estamos tratando do ponto de vista da saúde mental e do impacto humano, que é possível extrapolar”, afirma o psiquiatra.

A compra de armas de fogo no Brasil – tanto de uso permitido como de calibre restrito – tem uma série de regras e é feita após a autorização de órgãos federais – como a Polícia Federal e o Exército, em alguns casos. Além de ter no mínimo 25 anos, a pessoa deve, entre outros, apresentar certidão negativa de antecedentes criminais e comprovar capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio.

Mesmo com a desaceleração no ritmo de crescimento desde 2018, o número de armas de fogo registradas no Brasil subiu 3,2% entre 2023 e 2024, totalizando 2,154 milhões de registros no Sistema Nacional de Armas (Sinarm), ligado à Polícia Federal. Os dados estão no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025.

Damiano diz que pretende continuar o trabalho de revisão, com foco em leis de restrição de acesso a armas.

O artigo The impact of firearm ownership, violence, and policies on mental health: a systematic scoping review pode ser lido em: https://journals.lww.com/hrpjournal/abstract/2025/09000/the_impact_of_firearm_ownership,_violence,_and.1.

 

Luciana Constantino
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/presenca-de-arma-em-residencia-aumenta-de-tres-a-cinco-vezes-o-risco-de-suicidio/55908



Que história você quer contar sobre sua vida?


Se a vida fosse um livro, talvez ainda estivéssemos escrevendo as primeiras páginas, sem saber o final, nem quantos capítulos virão. Mas que fosse uma história com erros, pausas e recomeços. Uma história nossa, essa que vive dentro de nós, nas intenções, nos silêncios, nas dúvidas e no coração.

Existe a vida que acontece fora, visível, acelerada, cheia de demandas; e a que acontece dentro de nós, frequentemente esquecida. Na maioria das vezes, vivemos mais para os outros do que para nós mesmos. Mas por quê? Por que insistimos em nos mover a partir das expectativas alheias? Por que é tão difícil assumir quem realmente somos, sem medo de desapontar?

De tempos em tempos, é essencial fazer uma pausa e se perguntar: que história estou realmente construindo? Refletir sobre isso nos reconecta com nossos valores e é o que nos move.

Deixamo-nos levar pela velocidade da vida moderna, onde o tempo se tornou escasso e a distração é um vício cotidiano. Voltar para si, nesse cenário, é quase um ato de resistência. São nessas pausas silenciosas, quando o barulho de fora cessa e o de dentro ecoa, que encaramos aquilo que evitamos sentir. Porque, no ruído do mundo, não precisamos confrontar nossos medos, anseios e fragilidades. Mas, no silêncio, somos colocados frente a frente com nossas vulnerabilidades, e isso assusta. Sabe por quê?

Porque aprendemos a olhar a vulnerabilidade como fraqueza. Na verdade, é nela que mora a nossa verdade mais crua, onde as máscaras caem, o controle escapa, e podemos ser quem realmente somos.

Então eu te pergunto: a vida que você vive hoje reflete a sua verdade ou apenas alimenta a máscara que o mundo exige?

Talvez seja hora de pegar de volta a caneta e continuar a sua história. Assim como uma novela, a vida é uma obra aberta, e é sempre possível mudar a trama, mesmo no meio do caminho, com páginas rasuradas ou finais em aberto. A vida não precisa ser perfeita — só verdadeira.

Uma história em que os erros não sejam um peso que te prende, mas passos que te movem. Cada decisão não define um limite, mas abre possibilidades. Recomeçar é se permitir ser quem realmente somos, mesmo que isso assuste.

Então, se hoje fosse o último capítulo da sua vida, quem seria o protagonista dessa história? Você se reconhece na história que vem sendo contada?

No fim, não é o que você viveu que importa, mas a história que escolheu contar — para si mesmo e para o mundo.

Seja o autor dessa história. Seja você, de verdade.

 


Frederico Henrique M. Fernandes - Autor do livro “Um lugar chamado Eu”, Frederico Henrique M. Fernandes utiliza a literatura como espaço de autoconhecimento e expressão


Nossa língua é "coisa de índio"!

  

Pexels

A palavra, como se sabe, é um ser vivo. 

Temos que ter respeito por ela, porque a diferença entre a palavra certa e a palavra quase certa é a mesma diferença que existe entre um relâmpago e um vagalume, como nos diria Mark Twain. 

Alguém pode negar que é através da palavra que nós, humanos, alcançamos a compreensão mútua, mesmo depois de muito perrengue? Perrengue é gíria, e a gíria faz parte da vivacidade de uma língua. 

As palavras são códigos, e a quebra dos códigos é traição a toda uma sociedade. 

No presente momento, estamos usando demasiadamente a palavra grega Democracia – governo do povo, pelo povo, para o povo. Um vagalume.  

Também utilizamos a palavra italiana Fascismo, que é derivada do latim, fasces, um feixe de varas amarrada em volta de um machado, símbolo do poder conferido aos magistrados na República Romana, para flagelar e decapitar cidadãos desobedientes. Outro vagalume. 

E tudo isso através da Política, palavra grega - Pólis, administração das Cidades-Estados. 

E, com certa tristeza, acrescentamos a estas a palavra alemã Schadenfreude que significa “a sensação de felicidade pela tristeza alheia”. 

Na presente Babel – palavra hebraica que significa confusão de línguas ou grandes algazarras, podemos descrever o nosso mundo polarizado. 

As palavras e seus significados formam nosso universo mental. 

Somos povoados por palavras que por si só, não são nem boas, nem más, porém, seus conceitos e preconceitos, de um modo geral, acionam gatilhos –palavra de origem espanhola – que, mexendo com nossas emoções, nos fazem agir. 

As palavras excitam a mente e exaltam o espírito, mas uma mente vigorosa requer curiosidade e um espírito preparado exige abertura. 

No nosso planeta existiram línguas poderosas – o latim, o grego, o sânscrito, línguas clássicas, que vivem nos vocábulos de diversas ciências, sendo fundamental no direito, na medicina, na biologia, na filosofia e, cá entre nós, o poder das palavras estava no tupi-guarani. 

Nossa língua original era tão vigorosa que no ano de 1758 o Marques de Pombal proibiu o uso do idioma e chegou a apagar os nomes indígenas de várias localidades brasileiras. 

Palavras! Palavras! Palavras! 

Duas palavras, muito curtas, muito antigas e muito comuns, são usadas em todos os idiomas e em todos os dialetos do planeta – sim e não – e são as que em todos os tempos, antigos ou modernos, exigem uma grande reflexão antes de serem proferidas. 

Entre o sim e o não, os “diálogos” (palavra grega, dos grandes filósofos) poderiam ser imensamente mais frutíferos se fosse usado com mais frequência a expressão: eu não sei. 

Sem palavras, nada somos, nós existimos e somos visíveis apenas porque temos voz e por isso é extremamente importante que ela não seja calada. 

Quanto aos idiomas e dialetos de todos o planeta, podemos homenageá-los com um texto de Ribeiro Couto: “Língua que fostes de uns e fostes de outros / Língua de continente, marinheira / Línguas de brancos, negros e ainda outros. / Que bom haver quem como nós te queira”.  

 

Rosário Maiettini - jornalista e autora do livro “Volta ao mundo em 280 páginas – Do crepúsculo ao alvorecer”



Os mistérios escondidos entre os arranha-céus da metrópole

Thriller escrito por Idalina Gurjão, "Frequência Oculta" narra as aventuras de quatro pessoas envolvidas em uma investigação perigosa numa São Paulo quase distópica 

 

Quatro jovens sem nada em comum recebem um convite misterioso para participar de um evento na mansão Weiss – um lugar imponente e antigo que se destaca em meio aos arranha-céus de São Paulo. Protagonistas de Frequência Oculta, eles descobrirão como um simples encontro pode se tornar um jogo sombrio de uma sociedade secreta controlada pela elite. 

Neste thriller escrito por Idalina Gurjão, todos os personagens aceitam ir até o casarão por motivos diferentes: Lívia é uma jornalista frustrada que, cansada de escrever matérias banais, está em busca de uma grande história; Rafael é um hacker talentoso e desempregado, que está desesperado por dinheiro; Amanda é uma executiva poderosa que vê o grupo como uma nova forma de conquistar poder; e Diego é um artista à procura de investimento para seu trabalho. Cada um tem um objetivo específico, mas farão uma aliança improvável para conseguir fugir do local. 

Juntos, os protagonistas começam uma investigação intensa, mesmo sem saber como a verdade pode colocá-los em perigo. À medida que encontram documentos, analisam sistemas de segurança e conversam com pessoas envolvidas, descobrem informações chocantes sobre a organização, que está associada a inúmeras práticas ilegais. 

Como marionetes em um teatro, dançavam uma valsa que já estava orquestrada alheia à consciência deles. O plano estava em movimento, uma engrenagem que não podia mais ser detida. Logo, muito em breve, o verdadeiro propósito da sociedade seria revelado, e então – apenas então – suas vítimas compreenderiam que cada momento de suas vidas havia sido cuidadosamente orquestrado para um grand finale. As últimas velas começaram a se apagar uma a uma, deixando apenas escuridão no salão da mansão Weiss. (Frequência Oculta, p. 87) 

O thriller não somente apresenta o desenrolar de uma situação misteriosa, mas também convida os leitores a refletirem sobre as próprias escolhas de vida e seus laços de amizade. Durante a leitura, o público percebe como cada um dos personagens precisa abandonar antigas convicções para abraçar um propósito maior. Apesar de eles terem características fortes individualmente, apenas conseguirão sobreviver por meio da união. 

A narrativa, porém, extrapola a materialidade do livro com diversos itens personalizados como anéis, vestuários, Funkos, entre outros. Além de um quebra-cabeça, a saga conta com um jogo de tabuleiro no qual os participantes serão convidados a assumir o papel de Lívia, Rafael, Amanda e Diego – por isso, também terão que formar alianças, solucionar enigmas e elaborar estratégias para escapar da imponente mansão Weiss. O thriller nasceu  

também de um desejo pessoal da autora: estimular suas filhas adolescentes a se interessarem pela leitura e, assim, passarem menos tempo no celular, aproximando-se do universo dos livros de forma lúdica e envolvente.  

 

Divulgação
 Idalina Gurjão
FICHA TÉCNICA 

Título: Frequência Oculta 
Autora: Idalina Gurjão 
Editora: Mentalize 
ISBN: 978-65-01-55839-4 
Páginas: 150 
Preço: R$ 51,59 (físico) e R$ 1,99 (e-book) 
Onde comprar: Amazon 

 

Sobre a autora: A fortalezense Idalina Gurjão é formada em Ciências Contábeis, com pós-graduação em Auditoria e Planejamento Tributário. Leitora voraz desde a juventude, utiliza a literatura como um espaço para explorar temas  de espiritualidade, mistério e identidade. Após construir uma carreira sólida no meio corporativo, agora se volta para a literatura e estreia como escritora com o romance Frequência Oculta. O e-book da obra alcançou o 2º lugar de livros mais baixados da Amazon na categoria Fantasia, em julho de 2025. 

Instagram: @frequenciaoculta 

TikTok: @frequencia.oculta 

Site: www.frequenciaoculta.com.br 


Arte, um encontro com a própria essência?


Ao longo da história, a arte tem sido um elemento de expressão e ferramenta de autodesenvolvimento e crescimento pessoal. Num mundo caracterizado pela rapidez das informações e pela superficialidade das relações, ela se apresenta como instrumento de resgate da introspecção e de conexão das pessoas com sua essência, sentimentos e pensamentos, por criar momentos de reflexão interna e expansão da consciência individual. Reconhecer o valor da arte é entender o seu papel no desenvolvimento das pessoas e da sociedade.

Ao se dedicar a criar ou apreciar uma obra de arte, a pessoa inicia um processo de autoanálise, pois o trabalho artístico revela facetas da subjetividade que permanecem ocultas na agitação do dia a dia. Emoções, traumas, desejos e anseios se expressam de forma simbólica e oferecem a oportunidade de identificação e compreensão das particularidades emocionais. Logo, o autoconhecimento facilitado pela arte é importante para a construção da identidade e para o equilíbrio psicológico das pessoas.

A arte estimula competências cognitivas e emocionais essenciais para o desenvolvimento humano. A criatividade, exercitada nas diversas formas artísticas, promove a flexibilidade mental e a capacidade de resolução de problemas. A sensibilidade, que se amplia, permite maior empatia e compreensão do próximo, fortalecendo as relações interpessoais e o sentimento de pertencimento, contribuindo para moldar indivíduos mais integrais, conscientes e socialmente inseridos.

Por isso, é importante assegurar o acesso à arte desde a infância, com políticas públicas e abordagens educativas que valorizem a criatividade e a expressão artística. Espaços culturais e comunitários desempenham papel fundamental ao criar oportunidades para se experienciar a arte e promover o autoconhecimento. Esse apoio deve ser visto como parâmetro para focar a essência das pessoas e favorecer a saúde mental, além do bem-estar coletivo.

A arte é uma atividade estética e um caminho para despertar o ser humano para si mesmo e para o mundo. Ampliar o acesso à arte e incentivar sua prática vai além da necessidade cultural, é algo fundamental para formar seres humanos mais autênticos, criativos, empáticos e conscientes, pois a arte é o espelho no qual as pessoas enxergam a sua essência e se desenvolvem.

  

Regis Leal - auditor fiscal, mas encontrou na escrita uma forma de compartilhar reflexões sobre essência, espiritualidade e desenvolvimento pessoal. Ele é autor dos livros “Ação”, “Hoje – Permita-se Ser Quem Você É” e “Dharma – Viva na Plenitude”.

 

5 hábitos que potencializam seus resultados e seu bem-estar

Imagem: Herbalife
Divulgação


Conheça ajustes simples que podem contribuir para apoiar seus objetivos

 

Pequenas mudanças na rotina de cuidados com a saúde não apenas podem melhorar o desempenho físico, como fortalecer a sua confiança, a clareza mental e a resiliência. Seja com o objetivo de correr 5 km mais rápido, ter mais energia para acompanhar seus filhos ou simplesmente se sentir melhor. 

“No meu trabalho com atletas mulheres ao redor do mundo, percebi que cinco hábitos simples e consistentes podem ajudar qualquer mulher a se sentir mais forte e com mais energia”, fala Krissy Ladner, diretora de Performance Esportiva, Nutrição e Educação da Herbalife. 

Segundo expert, são mudanças que podem ser incorporadas na rotina diária, independentemente do nível de condicionamento físico ou do local onde a pessoa vive. “Não é preciso adotar todas de uma vez: comece pelo que parecer mais viável e inclua outra quando se sentir pronta”, orienta. Descubra quais são elas:
 

1. Comece o dia com proteína

Procure consumir de 20 a 30 gramas de proteína no café da manhã para ajudar a manter a massa magra e prolongar a sensação de saciedade. A proteína também contribui para estabilizar a glicemia, evitando quedas de energia no meio da manhã. Você pode apostar em ovos com vegetais, iogurte desnatado com frutas e castanhas, ou um shake com proteína. “O importante é tornar isso um hábito constante, não algo feito apenas nos dias em que você estiver mais motivada”, coloca Krissy.
 

2. Hidrate-se

Após uma noite de sono, seu corpo fica levemente desidratado. Começar a se hidratar desde cedo ajuda a alcançar as metas de consumo de líquidos. Consumir água no café da manhã ou no caminho para o trabalho pode ajudar a melhorar a clareza mental e os níveis de energia.
 

3. Priorize cores no prato

Um prato colorido costuma ser sinal de variedade e equilíbrio nutricional. Incluir ao menos duas cores diferentes de frutas ou vegetais em cada refeição ajuda a ampliar a ingestão de vitaminas, minerais e antioxidantes. Alimentos vibrantes, como folhas verdes, pimentão vermelho, frutas vermelhas e cenouras são ótimas opções. “Costumo pensar em um arco-íris para compor o prato, com a intenção de abastecer tanto a performance quanto a saúde a longo prazo”, comenta Krissy.
 

4. Equilibre seu prato

Para buscar o equilíbrio nutricional, preencha metade do prato com vegetais grelhados e assados ou em forma de salada, um quarto com proteína magra e um quarto com grãos integrais ou vegetais ricos em amido. Essa prática contribui para manter as refeições balanceadas.
 

5. Inclua a recuperação no seu treino

Muitas mulheres focam no treino e acabam esquecendo o que vem depois. A recuperação após o exercício, com uma combinação de carboidratos e proteínas, é fundamental para reparar músculos e reabastecer estoques de energia. A chamada nutrição esportiva é decisiva para evoluir e evitar o esgotamento — mesmo quando o objetivo não é uma competição. Um prato equilibrado, um shake de banana com proteína e pasta de amendoim ou um iogurte com frutas são boas opções. “O importante é pensar a recuperação como parte do treino, e não como um detalhe”, finaliza Krissy.
  

Herbalife
www.Herbalife.com


Síndrome de Boreout: quando o tédio no trabalho adoece

Neuropsicóloga Aline Graffiette alerta para os riscos da desmotivação crônica no ambiente corporativo 

 

 

Pouco conhecida fora dos círculos especializados, a Síndrome de Boreout, também chamada de síndrome do tédio, representa um problema crescente no mundo do trabalho moderno. O termo, cunhado pelos pesquisadores Philippe Rothlin e Peter Weder em 2007, descreve um estado crônico de desmotivação, desinteresse e subutilização das competências profissionais — um quadro que pode evoluir para ansiedade, depressão e perda de produtividade.


De acordo com a neuropsicóloga e CEO da Mental One, Aline Graffiette, a síndrome é o oposto do Burnout. “Enquanto o Burnout é resultado do excesso de trabalho, o Boreout surge pela falta de estímulo, pela ausência de desafios e de propósito. O colaborador não sente que suas habilidades estão sendo aproveitadas e, com isso, perde o engajamento, a autoestima e até a saúde mental”, explica.


Entre os sintomas mais comuns estão apatia, sensação de inutilidade, baixa autoestima, estresse, problemas de sono, fadiga e irritabilidade. Esses sinais muitas vezes passam despercebidos ou são confundidos com falta de interesse do profissional, quando na verdade revelam um desequilíbrio que exige atenção.

Para Aline, combater o Boreout exige ação em duas frentes: individual e organizacional.


“Do ponto de vista do colaborador, é essencial buscar ajuda profissional, repensar caminhos de carreira e investir em atividades que tragam estímulo e satisfação. Já as empresas precisam criar ambientes mais desafiadores e dinâmicos, com feedbacks constantes, reconhecimento e oportunidades reais de crescimento”, aponta.


A especialista reforça que, assim como o Burnout, o Boreout não pode ser ignorado. “Estamos falando de uma síndrome que compromete não apenas a saúde mental, mas também a capacidade de inovação e retenção de talentos nas organizações. Reconhecer os sinais e agir de forma preventiva é fundamental”, conclui.


Especialistas do CEJAM alertam para os riscos de não “desligar” do trabalho

Freepik
Falta de descanso pode afetar memória, sono e emoções, desencadeando até mesmo burnout, ansiedade e depressão 


 A dificuldade de separar o tempo de trabalho do momento de descanso deixou de ser apenas um incômodo cotidiano e passou a ser reconhecida como um problema de saúde pública. De acordo com a psiquiatra Dra. Carla Vieira, do CAPS Infantojuvenil II M’Boi Mirim, unidade gerenciada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), manter o cérebro permanentemente em “modo trabalho” desencadeia uma série de consequências físicas e emocionais, que vão da insônia e irritabilidade até transtornos psiquiátricos graves. 

O alerta chega em um cenário preocupante. Em 2024, o Brasil registrou mais de 440 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais, um aumento de quase 67% em relação a 2023, conforme dados do Ministério da Previdência Social. 

Entre os diagnósticos mais frequentes estão: transtornos de ansiedade (141.414), episódios depressivos (113.604), transtorno depressivo recorrente (52.627) e transtorno afetivo bipolar (51.604). Também cresceram os afastamentos relacionados a álcool, drogas, estresse grave, transtornos de adaptação, esquizofrenia e transtornos de personalidade. 

Segundo a especialista, a ausência de pausas mentais mantém o sistema nervoso simpático constantemente ativado, o mesmo responsável pela resposta de “luta ou fuga”. Isso eleva os níveis de cortisol e adrenalina e dificulta que o corpo volte ao estado de calma. 

“A sobrecarga constante pode favorecer o surgimento de ansiedade generalizada, depressão e até transtorno de estresse pós-traumático, afetando estruturas cerebrais como o hipocampo, ligado à memória e ao aprendizado, e a amígdala, responsável pelas emoções. O excesso de cortisol pode, inclusive, reduzir o volume dessas regiões, comprometendo a cognição e o equilíbrio emocional”, explica Vieira. 

Quando o cérebro permanece em alerta, até situações neutras passam a ser interpretadas como ameaças, alimentando a ansiedade. A sensação de esgotamento e a perda de controle tornam-se terreno fértil para a depressão. 

“É importante diferenciar um cansaço normal, que melhora com alguns dias de descanso, de um esgotamento real. No burnout, nem o fim de semana resolve: a pessoa continua apática, irritada e perde o prazer nas atividades que antes gostava”, completa. 

Vieira aponta que entre os principais sinais de alerta incluem falta persistente de energia, alterações no sono, irritabilidade, dificuldades de concentração, perda de interesse em hobbies e isolamento social. Se esses sintomas se prolongam por semanas e começam a interferir nas relações pessoais e nas atividades de lazer, é hora de procurar ajuda especializada. Entre todos os sinais, o sono costuma ser um dos primeiros a ser afetado. 

“Com a mente acelerada, o cérebro não atinge as fases profundas, como o sono REM, essencial para consolidar memórias, processar emoções e eliminar toxinas. O sono é a faxina diária do cérebro; quando falha, o impacto é imediato no humor, na atenção e até no sistema imunológico”, alerta a psiquiatra.

 

Impacto no desempenho

A falta de descanso também compromete a vida profissional. Sem pausas, a memória de curto prazo fica sobrecarregada, a criatividade diminui e a tomada de decisões se torna mais difícil. “É como tentar correr uma maratona sem beber água. O corpo não aguenta e o cérebro também não”, compara a especialista. 

Estudos indicam que o cérebro precisa de 30 minutos a 1 hora após o expediente para desacelerar. Caminhadas, leitura, meditação e hobbies ajudam nesse processo, enquanto o excesso de telas atrapalha. “A luz azul inibe a produção de melatonina, hormônio do sono, e as notificações mantêm o cérebro em estado de vigilância”, destaca. 

O tratamento para sobrecarga vai muito além de medicamentos. Terapias como a Cognitivo-Comportamental (TCC), práticas de mindfulness, cuidados de higiene do sono e terapia ocupacional têm eficácia comprovada para restabelecer limites entre vida pessoal e profissional. Em casos mais graves, o burnout pode evoluir para depressão severa, transtornos de ansiedade intensos e até abuso de substâncias. 

Dra. Carla lembra que a psiquiatria moderna também considera o contexto social e cultural. A pressão por alta performance e a cultura da disponibilidade constante são fatores decisivos no aumento dos diagnósticos. Não à toa, o burnout foi incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como fenômeno ocupacional. 

Entre os grupos mais vulneráveis estão profissionais da saúde e da educação, jovens em início de carreira, mulheres que acumulam múltiplas jornadas e pessoas com perfil perfeccionista. 

“A pressão por resultados impecáveis e produtividade sem limites está provocando uma verdadeira epidemia silenciosa. Rever hábitos e incluir pausas de descanso deixou de ser luxo: é uma necessidade de saúde pública”, conclui a psiquiatra do CEJAM.

 

Como relaxar após o trabalho

Se o excesso de demandas e a falta de pausas favorecem o esgotamento, o movimento físico e pequenos rituais de transição podem ser grandes aliados na hora de “sair do modo trabalho”. A profissional de Educação Física Gleice Candido, do CER IV M’Boi Mirim, também gerenciado pelo CEJAM em parceria com a SMS-SP, explica que movimentar-se ativa a circulação, libera hormônios como endorfina e serotonina e auxilia na mudança do foco da atenção. 

“Isso quebra o ciclo mental do trabalho e abre espaço para o corpo entender que houve uma mudança de cenário: ‘agora posso relaxar’”, pontua. 

Segundo ela, não é preciso muito esforço para colher benefícios. Alongamentos, respiração guiada ou uma caminhada leve já ativam o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo relaxamento. 

Estudos mostram que 10 a 15 minutos de atividade leve já são suficientes para melhorar o humor, o sono, a concentração e a sensação de bem-estar. O segredo está na constância. Gleice sugere alguns rituais para sinalizar o fim do expediente como:

  • Movimento leve, como alongar, caminhar ou respirar profundamente;
  • Banho morno para relaxar os músculos;
  • Redução do tempo de tela, evitando excesso de estímulos;
  • Diminuir a iluminação do ambiente;
  • Atividades prazerosas, como ler, ouvir música ou cozinhar. 

“Esse conjunto de ações envia uma mensagem clara: ‘expediente encerrado, agora é meu tempo’. Ao repetir diariamente, o corpo passa a reconhecer o ritual como um gatilho para desacelerar, facilitando o sono e a recuperação mental”, reforça. 

Para quem não gosta de treinar, a educadora explica que alternativas mais lúdicas funcionam tão bem quanto: dançar sua música favorita, brincar com os filhos, passear com o pet ou cozinhar ouvindo música. Gleice lembra que há diferença entre atividade física (qualquer movimento que gasta energia) e exercício físico (planejado e estruturado para saúde e desempenho) o ideal é sempre combinar os dois. 

“O sedentarismo dificulta a desconexão mental. Quando o corpo fica parado, o nível de energia cai e a mente entra no automático. O movimento atua como um botão de reset, renovando energia e facilitando a transição entre tarefas. É como trocar de roupa: você tira o uniforme mental do trabalho e veste o da vida pessoal. Esse gesto ajuda corpo e cérebro a entenderem que é hora de mudar de ambiente interno, criando equilíbrio entre produtividade e descanso”, conclui.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

 

Setembro Amarelo para crianças: 3 livros para entender os próprios sentimentos desde a infância

 Três livros Originais Leiturinha ajudam as crianças a explorar o próprio mundo emocional 

 

O mês de setembro marca uma importante campanha nacional voltada à valorização da vida e à saúde mental. Quando o assunto é infância, essa reflexão ganha uma dimensão especial. Para ​​as crianças​​​, o foco da campanha é promover o autoconhecimento, o acolhimento das emoções e o desenvolvimento da empatia desde os primeiros anos de vida. Neste contexto, a leitura de livros infantis com temáticas socioemocionais torna-se uma poderosa ferramenta para iniciar conversas, acolher dúvidas e fortalecer vínculos afetivos entre crianças e adultos. 

 

Em busca de formar uma saúde mental mais robusta e com ferramentas à disposição para desafios do futuro, a abordagem preventiva é essenci​​al: ​​ensinar crianças a nomear e compreender o que sentem desde cedo é uma forma poderosa de protegê-las e fortalecê-las no futuro. É aí que o Setembro Amarelo ganha um papel educativo e formativo dentro do ambiente escolar e familiar. 

 

“Quando ouvem ou leem histórias, as crianças têm a chance de se deparar com diferentes realidades e situações distantes das que vivem no dia a dia. Isso serve como um forte fator para ajudá-las a trabalhar a empatia, a solidariedade e outros sentimentos voltados ao    coletivo, mas também a entrar em contato com o próprio mundo emocional, exercitando desde cedo a capacidade de conversar e nomear sentimentos”, comenta Juliana Tomasello, do time editorial da Leiturinha.   

 

Falar sobre sentimentos, ensinar que está tudo bem em sentir tristeza, frustração, medo,  

e outros sentimentos comuns, e mostrar que pedir ajuda é um ato de coragem são atitudes que formam uma base emocional sólida e ajudam a construir a autoestima de um adulto futuro. “Com isso, novos assuntos surgem, questionamentos são feitos, dúvidas são sanadas e uma referência passa a existir. Acompanhando a trajetória das personagens, as crianças entendem melhor as próprias emoções e como lidar com elas”, afirma a editora. Por isso, Tomasello indica três títulos de publicações Originais Leiturinha para que elas possam explorar seus próprios sentimentos:

 

“Cadê o Babu?” 



​​​Escritor e i​​​lustrador:  Thiago Amormino      

Link Loja | 10 páginas | faixa etária sugerida: 1 a ​​3 anos​​ 

 

Sinopse: Um livro interativo cheio de surpresas, com abas para descobrir as emoções do Babu e ​​recortes mágicos que transformam as páginas em uma floresta. Perfeito para explorar o mundo das emoções e da imaginação.​​​      

A floresta encantada e os seres mágicos convidam a criança a usar a imaginação, e a narrativa simples ajuda a expandir o vocabulário emocional e a linguagem.  

 

“Medos por todo lugar” 

 


Sinopse: Outra cidade, outra casa, outra escola… Mudanças são sempre impactantes, mas aprender a lidar com o novo e se adaptar a novas rotinas faz parte da vida. A história ajuda a entender os sentimentos trazidos pelas mudanças, ensina que são processos naturais da vida e que é possível lidar com eles de maneira leve. 

 

O livro encoraja as crianças a lidarem com os medos e a verem o lado bom das situações. 

As ilustrações são dinâmicas e compõem muito bem a narrativa textual, trazendo os elementos conforme a imaginação da protagonista.  

Link Loja | 10 páginas | faixa etária sugerida: 1 a ​​3 anos

 

 

“Octávio” 

 


​​​Escritora:​​​​ Maria Amália Camargo​​ 

Ilustrador: Luciano Tasso 

Sinopse: Com narrativas textual e visual muito divertidas e que estimulam o leitor a criar vínculo com os personagens, este livro trata de temas muito importantes para o desenvolvimento infantil. A história fala sobre superar os medos e lidar com as situações que causam frustração. É importante que a criança entenda que é normal ter esses sentimentos, mas que ela pode pedir ajuda para lidar com eles. 


O livro conta com interatividades. Em determinado momento, Octávio some e o leitor é convidado a procurá-lo na cena. Mais ao final, há um espaço para que a criança desenhe ou escreva sobre seus próprios medos

 

Leiturinha
Para mais informações acesse o site.

 

Posts mais acessados