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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Doença de Huntington pode afetar até 19 mil brasileiros

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Neurologista do Hospital Japonês Santa Cruz explica sinais, diagnóstico e tratamento da doença


A Doença de Huntington (DH) é uma condição genética e neurodegenerativa rara que atinge cerca de 3 pessoas a cada 100 mil no mundo. No Brasil, a Associação Brasil Huntington estima que entre 13 mil e 19 mil pessoas sejam portadoras, enquanto de 65 mil a 95 mil estão em risco de desenvolver a enfermidade. 

Caracterizada pela degeneração de células nervosas no cérebro, a doença provoca distúrbios motores, alterações cognitivas e sintomas psiquiátricos. “Os sinais mais comuns incluem movimentos involuntários e descoordenados, conhecidos como coreia, além de mudanças de comportamento, irritabilidade, depressão e dificuldades de memória e raciocínio”, explica o neurologista do Hospital Japonês Santa Cruz, Dr. Flávio Sekeff Sallem. 

A enfermidade hereditária é causada por uma mutação genética transmitida de forma dominante. Isso significa que filhos de pessoas diagnosticadas têm 50% de chance de herdar a mutação. Os sintomas geralmente surgem na meia-idade, mas podem aparecer em qualquer fase da vida. 

O diagnóstico combina avaliação clínica, histórico familiar e exame genético, capaz de identificar a alteração no gene responsável pela doença. “O teste genético é fundamental para confirmar o diagnóstico e orientar o acompanhamento. Em famílias com histórico conhecido, ele pode ser realizado inclusive em pessoas assintomáticas que desejam entender seus riscos”, aponta Dr. Sallem. 

Atualmente, não existe cura para a Doença de Huntington. O tratamento busca controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida. Medicamentos podem reduzir tanto os movimentos involuntários quanto os sintomas psiquiátricos, como depressão e ansiedade. 

Segundo o especialista, a abordagem multidisciplinar é essencial. “Pacientes e famílias necessitam de acompanhamento médico, psicológico, fisioterapêutico e de aconselhamento genético. Essa rede de cuidado garante suporte integral diante de uma condição progressiva e complexa”, afirma o neurologista. 

A Doença de Huntington evolui ao longo dos anos, levando à perda gradual das funções motoras e cognitivas. As complicações associadas podem reduzir a expectativa de vida, sendo pneumonia e quedas algumas das causas mais frequentes de mortalidade. 

 

Hospital Japonês Santa Cruz



Setembro Vermelho: prevenção e tratamentos inovadores transformam vidas no combate às doenças cardiovasculares

 

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, representando cerca de 30% dos óbitos, segundo o Ministério da Saúde1. Em muitos casos, a hipertensão arterial, o aumento da longevidade da população, alimentação inadequada, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares estão entre os principais fatores de risco. Neste Setembro Vermelho, mês de conscientização sobre a saúde do coração, Dr. Paulo Caramori, cardiologista intervencionista especializado em procedimentos minimamente invasivos e chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital São Lucas da PUCRS, reforça a importância de adotar hábitos saudáveis como prevenção e destacam tratamentos inovadores para tratar condições cardíacas graves como, por exemplo, problemas nas válvulas do coração, hipertensão e ritmo cardíaco irregular. 

Dados do IBGE mostram que a esperança de vida ao nascer no Brasil passou de 62,5 anos, em 1980, para 76,4 anos em 20242. Esse avanço reflete conquistas importantes em saúde pública e qualidade de vida. No entanto, viver mais também significa conviver por mais tempo com condições crônicas, como as doenças cardiovasculares, reforçando a necessidade de ampliar o acesso a tecnologias médicas inovadoras que contribuam para a prevenção, o diagnóstico precoce e tratamentos cada vez mais seguros e eficazes. 

“A prevenção continua sendo a estratégia mais poderosa e acessível para combater as doenças cardiovasculares. Adotar um estilo de vida saudável com base em uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas e sono de qualidade é o primeiro e mais importante passo”, comenta Dr Paulo Caramori, que também ressalta: “Para quem já enfrenta alguma condição cardíaca, a medicina cardiovascular está em constante evolução, oferecendo novas perspectivas, além de terapias com procedimentos minimamente invasivos para pacientes em todo o mundo”. 

Neste Setembro Vermelho, reforçar a conscientização sobre a prevenção de doenças cardiovasculares e informar sobre novas possibilidades de tratamentos é fundamental para ampliar o acesso a essas inovações. 

 

Denervação renal: um novo caminho para auxiliar no controle da hipertensão  

A hipertensão arterial é um dos maiores vilões quando se trata de doenças do coração, contribuindo significativamente para o desenvolvimento de infartos, derrames e outras complicações cardiovasculares que têm o agravante de ser, muitas vezes, silenciosas. 

Embora a maioria dos casos possa ser controlada com mudanças no estilo de vida e medicamentos, uma parcela dos pacientes enfrenta a chamada hipertensão não controlada, também conhecida como severa ou resistente, quando a pressão arterial permanece elevada apesar do uso de múltiplos fármacos. Para esses indivíduos, a denervação renal, realizada de forma minimamente invasiva, via cateter, surge como uma promissora alternativa3. 

“Trata-se de um procedimento minimamente invasivo que atua sobre os nervos renais, que desempenham um papel crucial na regulação da pressão arterial”, explica Dr Paulo Caramori. Ao aplicar energia de radiofrequência ou ultrassom através de um cateter inserido na artéria renal, os nervos são seletivamente modulados, resultando na redução da atividade nervosa simpática e, consequentemente, na diminuição da pressão arterial. “A denervação renal representa um avanço significativo para pacientes com hipertensão resistente, oferecendo uma opção de tratamento que pode auxiliar na melhora do controle da pressão e, assim, reduzir o risco de eventos cardiovasculares graves”, afirma. 

 

TAVi/TAVr: tratamento mais seguro e menos invasivo para tratar a válvula aórtica  

A estenose aórtica, um estreitamento da válvula aórtica que dificulta o fluxo sanguíneo do coração para o corpo, é uma condição grave que, se não tratada, pode levar à insuficiência cardíaca e morte. Esta doença degenerativa acomete cerca de 2% a 3% dos pacientes idosos, com sintomas que podem surgir a partir dos 60, 65 anos4. “Tradicionalmente, o tratamento envolvia uma cirurgia de peito aberto para substituir a válvula danificada, um procedimento invasivo que impunha riscos significativos, especialmente para pacientes mais frágeis”, explica Dr. Caramori. 

O procedimento TAVi/TAVr (do inglês Transcatheter Aortic Valve Implantation/Replacement), já está presente no SUS e permite que uma nova válvula artificial seja inserida através de um cateter, geralmente pela artéria femoral na virilha, sem a necessidade de abrir o tórax. “Isso significa menos dor, menor tempo de recuperação e um risco reduzido de complicações”, comenta o especialista. “O TAVr veio para tratar pacientes que, antes, eram considerados inoperáveis ou de maior risco para a cirurgia cardíaca aberta convencional, como aqueles com idade avançada ou que sofrem de doenças crônicas graves, como insuficiência renal”, complementa. 

A estenose aórtica não tratada impacta drasticamente a qualidade de vida, com pacientes relatando fadiga, falta de ar e limitações nas atividades diárias. Com o TAVr, muitos pacientes experimentam uma melhora significativa nos sintomas, permitindo-lhes retomar atividades e desfrutar de uma vida mais ativa e plena. 

 

O Marca-passo do futuro  

Para pacientes com bradicardia – ritmo cardíaco irregular ou muito lento – o marca-passo é um dispositivo essencial para manter o coração batendo em um ritmo adequado. Por décadas, os marca-passos tradicionais exigiam a criação de uma “bolsa” sob a pele para abrigar o dispositivo e a inserção de fios (eletrodos) que se conectavam ao coração. Embora eficazes, esses dispositivos podiam estar associados a complicações relacionadas à bolsa ou aos eletrodos, como infecções, além de não serem indicados para muitos casos. 

A chegada de um marca-passo pequeno, de tamanho semelhante a uma pílula e sem eletrodos, marcou um novo capítulo na tecnologia de estimulação cardíaca. Chamado de Micra e desenvolvido pela empresa americana de tecnologia em saúde Medtronic, o dispositivo chegou ao país no final de 2021. Globalmente, o número de procedimentos com o Micra já ultrapassa 250.000 casos, atestando sua eficácia e segurança globalmente. 

Além de impressionar pelo tamanho, apenas 20 mm de comprimento, o dispositivo é implantado em um procedimento minimamente invasivo. Diferente dos marca-passos comuns que exigem cortes na região peitoral, o Micra é implantado diretamente no coração através de um cateter inserido pela veia femoral, localizada na perna do paciente, e guiado até o coração com o auxílio de uma bainha longa (introdutor). 

Segundo Dr Caramori, “essa técnica cirúrgica minimamente invasiva não apenas elimina a necessidade de cortes próximos ao coração, mas também se mostra mais segura e possibilita uma recuperação significativamente mais rápida. Na maioria dos casos, a alta hospitalar ocorre em até 24 horas”. 

“O Brasil deixou de ser um país em que a população morria mais cedo para se tornar um dos que mais rapidamente envelhecem no mundo. Esse processo de envelhecimento acelerado traz consigo desafios crescentes para o sistema de saúde. Nesse cenário, contar com tecnologias médicas de ponta é fundamental para enfrentar as doenças relacionadas à idade e garantir que o aumento da expectativa de vida venha acompanhado de qualidade nos anos vividos” completa o especialista. 

A combinação entre prevenção, com qualidade de vida e diagnóstico precoce, além de acesso a tratamentos inovadores mostra-se essencial para mudar a realidade das doenças cardiovasculares no Brasil, sobretudo quando consideramos o aumento significativo da longevidade da população em nosso país. Ao reunir novas terapias e tecnologias menos invasivas, a medicina abre caminho para que mais pacientes tenham não apenas maior expectativa de vida, mas também qualidade no dia a dia, reforçando a importância de ampliar o debate e o acesso a essas soluções.

 

Alterações na pele que podem ser sinais silenciosos de doenças

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Mudanças sutis podem revelar condições que exigem atenção médica imediata, alerta dermatologista Fátima Tubini 

 

A pele é o maior órgão do corpo humano e, muitas vezes, funciona como um espelho da saúde interna. Alterações aparentemente simples, como manchas, ressecamento ou bolhas, podem ser sinais de doenças que vão além da estética. A dermatologista Fátima Tubini alerta que observar esses sinais é fundamental para o diagnóstico precoce de condições graves.


Pele seca e mudanças nas unhas

Unhas quebradiças, esbranquiçadas ou com ondulações, acompanhadas de pele excessivamente seca, podem indicar deficiências nutricionais, problemas hormonais ou até doenças renais e da tireoide. “Essas alterações não são apenas estéticas: elas podem revelar desequilíbrios importantes no organismo, especialmente quando persistem mesmo com cuidados básicos de hidratação e alimentação adequada”, explica a dermatologista Fátima Tubini.


Feridas que não cicatrizam

Feridas que demoram semanas para fechar ou erupções recorrentes merecem atenção. Esse tipo de sinal pode estar associado a diabetes, problemas circulatórios ou até câncer de pele. Normalmente, ocorrem em áreas expostas, como braços, pernas e rosto, mas também podem surgir em regiões de atrito, como pés e mãos.


Bolhas nas mãos ou em áreas expostas ao sol

O surgimento de bolhas sem causa aparente, especialmente em regiões expostas ao sol, pode estar associado a doenças autoimunes como lúpus ou reações alérgicas. Essas bolhas são dolorosas e fragilizam a pele, exigindo avaliação médica imediata.


Manchas escuras pontuais, pele áspera e seca

Quando a pele apresenta ressecamento extremo, descamação e pontos escurecidos, pode ser reflexo de diabetes, alterações hormonais, desidratação e até mesmo exposição solar. Essas mudanças aparecem principalmente em áreas como cotovelos, joelhos e pernas. Além do desconforto, podem indicar inflamações internas de difícil percepção.


Manchas amareladas ao redor dos olhos

Chamadas de xantelasmas, essas manchas ocorrem devido ao acúmulo de gordura sob a pele e podem ser indício de colesterol alto ou distúrbios metabólicos. Geralmente aparecem nas pálpebras superiores e inferiores. “Muitas vezes o paciente procura o consultório por estética, mas a mancha é um alerta silencioso para risco cardiovascular aumentado”, destaca Tubini.

“O corpo sempre emite sinais quando algo não vai bem. A pele é um dos primeiros lugares onde essas mudanças aparecem. Por isso, qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um dermatologista”, reforça Fátima Tubini.

Em caso de identificação de algum desses sinais, a recomendação é procurar um especialista para análise detalhada. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz e evita complicações.

  

Dra. Fátima Tubini - Referência em cuidados e tratamentos dermatológicos, a Dra. Fátima Tubini atua na área da dermatologista há quase 20 anos. Com ampla experiência, a especialista é graduada em Ciências Médicas e possui o título de Especialista em Dermatologia concedido pela AMB e Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em sua trajetória, trabalhou com o público infantil na área de pediatria. Atualmente, a profissional proporciona através de procedimentos dermatológicos e estéticos benefícios para a saúde e bem-estar dos seus pacientes.



Uso inadequado de antibióticos: especialista alerta os riscos para a saúde

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OMS considera a resistência antimicrobiana uma das maiores ameaças à saúde pública e estima que, até 2050, ela possa causar 10 milhões de mortes por ano; uso incorreto pode contribuir para o surgimento de bactérias resistentes, o que dificulta tratamentos futuros e reduz as opções terapêuticas disponíveis. 


O uso incorreto de antibióticos é uma prática ainda comum em muitas partes do mundo, incluindo o Brasil. Medicamentos importantes no tratamento de infecções causadas por bactérias, os antibióticos, quando utilizados de maneira inadequada, podem perder sua eficácia ao longo do tempo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a resistência antimicrobiana como uma das maiores ameaças à saúde pública global e projeta que, até 2050, ela poderá causar até 10 milhões de mortes por ano. 

No Brasil, um levantamento da plataforma NewsLab, com base em dados da Sociedade Brasileira de Infectologia, mostra que 55,5% da população desconhece a relação entre o uso inadequado de antibióticos e a resistência bacteriana. Além disso, 24,5% dos brasileiros afirmaram ter feito uso desses medicamentos sem prescrição médica ao menos uma vez no último ano. 

“Quando os antibióticos são utilizados sem prescrição médica ou em doses inadequadas, as bactérias podem desenvolver mecanismos de defesa, tornando-se resistentes aos medicamentos disponíveis”, explica Julio Onita, Infectologista e Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP. “Isso dificulta o tratamento de doenças comuns e aumenta o risco de complicações, internações prolongadas e até mortes”, acrescenta. 

Entre os comportamentos mais frequentes no dia a dia da população estão: a automedicação, a interrupção do tratamento antes do período recomendado e o uso de antibióticos para tratar sintomas típicos de gripes e resfriados, que geralmente têm origem viral. Esse tipo de uso pode contribuir para o surgimento de bactérias resistentes, o que dificulta tratamentos futuros e reduz as opções terapêuticas disponíveis.
 

Uso correto de antibióticos 

O uso adequado de antibióticos envolve seguir a orientação de um profissional de saúde, que pode indicar o medicamento mais apropriado para cada situação. É importante respeitar a dosagem, os horários e o tempo de uso recomendado. Mesmo que os sintomas melhorem antes do fim do tratamento, a interrupção precoce pode comprometer a eficácia. 

“O ideal é não utilizar antibióticos por conta própria, não guardar sobras para uso futuro e não compartilhar o medicamento com outras pessoas. Essas práticas contribuem para preservar a eficácia dos antibióticos e reduzir os riscos associados ao uso inadequado”, finaliza o médico.

 

Hospital IGESP Paulista


Prótese de quadril: confira quem já passou pelo procedimento

Atletas e artistas de diferentes áreas têm recorrido ao procedimento em busca de mais qualidade de vida

 

A prótese de quadril, também chamada de artroplastia, é um dos procedimentos ortopédicos mais realizados no mundo e vem mudando a vida de milhares de pessoas que sofrem com dores e limitações nesta articulação. Recentemente, o ex-jogador de futebol Raí chamou a atenção ao revelar que precisou colocar uma prótese no quadril, em agosto de 2025, reacendendo o debate sobre a importância do tratamento e os avanços da medicina nesta área. 

O quadril é uma articulação fundamental para a mobilidade. Com o desgaste natural ou em decorrência de doenças, traumas e más-formações, essa estrutura pode perder sua função, causando dor crônica, rigidez e até mesmo incapacidade de andar. 

A cirurgia de prótese de quadril consiste em substituir as partes danificadas por componentes artificiais, feitos geralmente de metal, cerâmica ou polietileno de alta resistência. O objetivo é aliviar a dor, restaurar os movimentos e devolver qualidade de vida ao paciente.

 

Quando a cirurgia é indicada 

Segundo o Dr. Fábio Elói, cirurgião de quadril e oncologista ortopedista, a artroplastia é indicada principalmente em casos de osteoartrite (artrose) em estágio avançado, artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias, necrose avascular da cabeça do fêmur, quando o osso perde irrigação sanguínea, fraturas graves que comprometem a articulação ou quando há sequelas de má-formações ou luxações do quadril. 

“O procedimento pode ser indicado quando tratamentos conservadores, como fisioterapia, medicamentos e infiltrações, não são eficazes”.

 

Quem já colocou prótese de quadril 

A lista de personalidades que recorreram a esse tipo de cirurgia é longa e mostra que, mesmo entre atletas ou artistas, o procedimento é comum. 

  • Raí – O ex-jogador do São Paulo e da Seleção Brasileira realizou a cirurgia em agosto de 2025 e compartilhou sua recuperação nas redes sociais.
  • Paula Burlamaqui – A atriz passou por cirurgia ortopédica em agosto de 2024.
  • Luciano Szafir – O ator enfrentou intervenções cirúrgicas em 2022 e 2023.
  • Alec Baldwin – O ator norte-americano realizou cirurgia no quadril em maio de 2023.
  • Sergio Mallandro – O humorista passou por procedimento em fevereiro de 2023.
  • Adam Sandler – Sua prótese foi colocada em 2023.
  • Andy Murray – o tenista britânico passou por uma técnica conhecida como hip resurfacing, semelhante à prótese parcial, que lhe permitiu continuar competindo em alto nível.
  • Bo Jackson, astro do beisebol e do futebol americano, recebeu prótese total após grave lesão que resultou em necrose óssea.

 

Avanços e recuperação 

A prótese de quadril deixou de ser uma cirurgia associada apenas à terceira idade e se tornou uma solução eficaz para pessoas de diferentes perfis, que sofrem com dores incapacitantes. Casos como o de Raí e de outros esportistas famosos mostram que, com o tratamento adequado, é possível recuperar a mobilidade e retomar uma vida ativa. 

Hoje, explica o Dr. Fábio, materiais mais duráveis e técnicas menos invasivas permitem uma recuperação mais rápida e eficaz.

“Em muitos casos, o paciente pode retomar atividades cotidianas em poucas semanas e até mesmo práticas esportivas, dependendo do tipo de cirurgia”.

Apesar dos avanços, como toda grande cirurgia, a artroplastia de quadril envolve riscos, como infecção, trombose e desgaste da prótese ao longo dos anos. Ainda assim, trata-se de um dos procedimentos com maior índice de sucesso na ortopedia moderna.


Vitaminas e suplementos podem transformar o tratamento da SOP, apontam especialistas

 

Estudos mostram que nutrientes como vitamina D, ácido fólico e mio-inositol auxiliam na regulação hormonal, fertilidade e qualidade de vida das mulheres com síndrome dos ovários policísticos 


A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é considerada a endocrinopatia mais comum em mulheres em idade reprodutiva, atingindo entre 6% e 15% desse público no mundo. Apesar de frequente, o diagnóstico ainda é um desafio, pois os sintomas podem variar e se confundir com outras condições. Nos últimos anos, além dos tratamentos tradicionais, a ciência tem apontado o papel fundamental de suplementos e vitaminas na melhoria dos sintomas e da fertilidade. 

Segundo a Dra. Rita Piscopo, ginecologista e associada da AMCR – Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil, o acompanhamento clínico aliado a estratégias nutricionais tem se mostrado cada vez mais eficaz. “Hoje sabemos que vitaminas como B12, D e ácido fólico, assim como o mio-inositol, são aliados importantes para regular o ciclo menstrual, reduzir a resistência insulínica e melhorar a função ovariana em mulheres com SOP”, afirma. 

Um dos suplementos mais promissores é o mio-inositol, substância naturalmente presente em alimentos como milho, castanhas e frutas. Ele atua como sensibilizador da insulina, favorecendo a indução da ovulação e apresentando resultados superiores em tolerabilidade quando comparado à metformina. Pesquisas recentes apontam que seu uso pode melhorar inclusive os resultados de fertilização in vitro em pacientes com SOP. 

Outro nutriente essencial é o ácido fólico, tradicionalmente recomendado na fase de pré-concepção para prevenir defeitos do tubo neural. No caso da SOP, estudos indicam que ele também auxilia na maturação dos óvulos e no equilíbrio metabólico. 

A vitamina D, cuja deficiência é comum em mulheres com SOP, merece atenção especial. “Baixos níveis desse nutriente estão relacionados a irregularidades menstruais, ovulação comprometida e maior resistência à insulina. A suplementação pode ser decisiva para aumentar as taxas de gravidez e melhorar parâmetros metabólicos”, explica a Dra. Cacia Rocha, ginecologista e associada da AMCR. 

Além desses, antioxidantes como a coenzima Q10 e a N-acetilcisteína (NAC) vêm ganhando destaque em pesquisas. Ambos contribuem para a melhora da qualidade dos óvulos e para o equilíbrio hormonal, reduzindo processos inflamatórios que agravam a síndrome. 

Embora os avanços sejam promissores, especialistas alertam que os suplementos não substituem mudanças no estilo de vida. Alimentação balanceada, prática regular de atividade física e controle do peso permanecem como pilares fundamentais do tratamento. 

Outro ponto importante é a individualização. Nem todas as mulheres com diagnóstico de SOP apresentam as mesmas necessidades, por isso a avaliação médica é imprescindível para definir doses e combinações seguras de nutrientes. 

Com o aumento da conscientização e o avanço dos estudos, cresce também a esperança de que a SOP deixe de ser vista apenas como um obstáculo à fertilidade e passe a ser tratada de forma integrada, considerando corpo, mente e hábitos de vida. “Nosso objetivo é oferecer qualidade de vida e mais chances de maternidade às mulheres com SOP. E os suplementos são parte desse caminho”, conclui a Dra. Rita.





AMCR – Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil


Isso é um Glioma – Campanha humaniza a conscientização sobre tumores cerebrais

Foto: Thiago Santos
 Paciente Flávio Agapito

Iniciativa une pacientes, médicos e influenciadores para levar informação a quem enfrenta a doença

 

Nesta terça-feira, 16 de setembro, será lançada no Brasil a campanha de conscientização “Isso é um Glioma”, movimento que busca aumentar o conhecimento da população sobre esse tipo raro de tumor cerebral. A iniciativa será apresentada ao público durante o 12º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), evento que reunirá pacientes, oncologistas, profissionais da área e entidades de saúde em São Paulo. 

A campanha combina informações médicas e científicas com histórias reais de pacientes, além de médicos e influenciadores que ajudam a trazer mais visibilidade para os desafios enfrentados por quem recebe esse diagnóstico. A iniciativa é da farmacêutica francesa Servier, atuante no Brasil e presente em cerca de 140 países. Junto ao olhar criativo do fotógrafo brasileiro Thiago Santos, o movimento #PelaNossaCabeça usará as redes sociais para destacar que o glioma não escolhe idade, gênero ou classe social. Os influenciadores digitais Aurélio Alfieri, Beto Lima, Dimas Mourão, Shirley Hilgert e Van Palazzi são alguns dos rostos - e cabeças - que ilustram a campanha. De 16 a 18 de setembro, o público presente no Congresso TJCC também terá a oportunidade de participar da campanha e ser fotografado por Thiago Santos. 

O médico oncologista Dr. Fernando Maluf é embaixador do projeto e defende a importância da conscientização. “A campanha é extremamente importante porque, diferente de outros, este é um tumor pouco conhecido e há carência de informações sobre ele. O glioma é o tumor mais comum do cérebro, que afeta pessoas jovens, e os tratamentos vêm evoluindo de modo muito importante. As técnicas cirúrgicas melhoraram, a radioterapia e, mais recentemente, novas medicações que procuram atacar o tumor por mecanismos pelos quais eles crescem vêm sendo desenvolvidas com resultados extremamente importantes”, afirma. 

Para além das redes sociais, a campanha se expande ainda para um site com informações médicas de fácil acesso para a população. “As pessoas não sabem o que é glioma e acabam pesquisando muito na internet, o que pode trazer informações que assustam e, na maioria das vezes, não correspondem à realidade daquele caso”, comenta Dr. Marcos Maldaun, neurocirurgião oncológico do Hospital Sírio-Libanês e professor pós-graduado em neuro-oncologia. A página [https://issoeumglioma.com.br/] tem como objetivo reunir informações de qualidade e ajudar o paciente e sua família a navegar na jornada de tratamento do glioma.


Histórias reais de pacientes 

O site também conta com vídeo-depoimentos de médicos e pacientes. No coração da campanha estão duas histórias de como a descoberta do glioma transformou suas vidas: Flávio Agapito e Gustavo Gaiote, ambos de 46 anos. Seus relatos partem de um ponto comum – o choque inicial do diagnóstico e a cirurgia – e exploram as trajetórias individuais de superação e tratamento. 

“Tive uma paralisia do lado direito do corpo e fui para o hospital. Lá, fui diagnosticado com um tumor do tamanho de uma pera”, compartilha Flávio. “Sabia que o primeiro passo era operar e retirar o glioma. Lembro de ter sido levado para a sala de cirurgia com uma luz branca e só conseguia pensar no meu filho”, ele relembra, se referindo ao filho Bernardo, hoje com 10 anos. 

“Hoje, dois anos após a cirurgia e um ano depois de finalizar a quimioterapia, eu me sinto bem. Vida normal, brinco com meu filho, saio com a minha esposa. A parte engraçada é que às vezes eu esqueço algumas coisas, confundo palavras”, comenta. 

Diferente de Flávio, Gustavo foi diagnosticado em 2012, aos 34 anos. Recém-casado e planejando ter filhos, ele foi surpreendido com o diagnóstico do glioma após apresentar falhas na fala e na leitura. Gustavo sempre manteve o otimismo, e a cirurgia e o tratamento foram bem-sucedidos e ele realizou o sonho de se tornar pai de Samuel, atualmente com 7 anos. Hoje, Gustavo faz o acompanhamento com seus médicos para garantir sua qualidade de vida: “Meu sonho é ver meu filho crescer, ver os filhos dele e viver ainda por muito tempo”, declara emocionado. 

Na parte médica, Dra. Camilla Yamada, líder da neuro-oncologia da BP a Beneficência Portuguesa de São Paulo e médica que acompanha Flávio, e o Dr. Marcos Maldaun, neurocirurgião oncológico que operou Gustavo, explicam de forma acessível o que são os gliomas, seus sintomas e os avanços no tratamento. Essa colaboração entre pacientes e médicos não só traz um olhar técnico e confiável, mas também reforça o elo de confiança e cuidado que é essencial no enfrentamento da doença. 

“Tivemos o privilégio de contar com a generosidade de pacientes e profissionais de saúde, que compartilharam vivências potentes e que certamente vão inspirar outras pessoas na busca por um diagnóstico mais preciso e pelas melhores opções de tratamento. E com o olhar apurado do fotógrafo Thiago Santos, conseguimos traduzir visualmente a delicadeza e a força desse tema tão importante, promovendo uma reflexão necessária”, conta Alexander Lopes, Diretor de Criação & Conteúdo da InPress Porter Novelli, agência responsável pela campanha.

 

O que são gliomas

O glioma é um tipo de tumor que se desenvolve em qualquer parte do sistema nervoso central, mais frequentemente no cérebro que se origina das células gliais que circundam as células nervosas1, 2, 3. A classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2021 inclui apenas 3 categorias de gliomas difusos do tipo adulto: astrocitomas, oligodendrogliomas e os glioblastomas. Esses gliomas difusos são os tumores malignos primários mais comuns no cérebro dos adultos 2,3.

Eles podem variar de baixo grau (crescimento lento) a alto grau (agressivos), causando uma série de sintomas diferentes. Por isso é fundamental ter informação molecular deste tumor para auxiliar no diagnóstico e tratamento dos pacientes. 

Depois de identificado, o tratamento começa com a cirurgia, tentando remover o máximo possível. Isso vai depender do tamanho e da localização do tumor. A depender do resultado da análise do tumor retirado e do quanto foi possível ressecar na cirurgia, avalia-se a necessidade de tratamento complementar, que pode incluir sessões de radioterapia, quimioterapia e terapia alvo 4,5.

 



Servier - grupo farmacêutico global


FICHA TÉCNICA

Aprovadores Marketing: Kelly Paiva, Liza Guerreiro, Muriel Carvalho, Thaysa Fonseca, Ingrid Alves, Clara Freire, Vitória Maia
Aprovadores Comunicação: Amanda Barbosa
Aprovadores Área Médica: Fernanda Salek, Luciana MardeganAgência: InPress Porter Novelli
Anunciante: Laboratório Servier
Produto: Disease Awareness Campaign - Institucional
Título: Isso é um Glioma
Diretores de Criação: Alexander Lopes e Pedro Henrique Gozzo
Ideia original: Marcos Morais, Mateus Machado e Pedro Henrique Gozzo
Criação: Marcos Morais, Mateus Machado e Wellington Ferreira
Conteúdo: Mateus Machado e Ronaldo Mendes
Head de Produção: Vavá Zamboni
Gerente de Mídia: Yuri Cesarotto
Planejador de Mídia: João Paulo De Bona
Analista de Mídia: Mayara Rodrigues
Diretor de influência: Marcelo Cia
Consultora de influência: Juliana Cruz

Atendimento: Patricia Odenbreit, Mariana Sant’Anna, Jessie Costa

Produtora do Filme: In Studio

Produção Executiva: Amanda Marques

Line Producer: Cintia Vitty

Beauty: Greice Rincon
Stylist: Paula Zoboli

Coordenação de Pós: Terracine Producoes

Montador e Finalização: Bruno Moraes

Foto Still: Thiago Santos

Assistente de fotografia Still: Rodrigo Oliveira



Referências:

LOUIS, David N. et al. The 2021 WHO classification of tumors of the central nervous system: a summary. Neuro-oncology, v. 23, n. 8, p. 1231-1251, 2021

WELLER, M. et al. Glioma. Nature Reviews Disease Primers, v. 10, n. 1, p. 33, 2024.

MAYO CLINIC. Glioma: Symptoms and Causes, Mayo Clinic, 19 dec. 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 02 jan. 2025.

DUFFAU, H.; TAILLANDIER, L. New concepts in the management of diffuse low-grade glioma: proposal of a multistage and individualized therapeutic approach. Neuro-oncology, v. 17, n. 3, p. 332-342, 2015.

WELLER, M et al EANO guidelines on the diagnosis and treatment of diffuse gliomas of adulthood, Nature Reviews, v 18, p 170-186, 2021


ViaQuatro e ViaMobilidade promovem campanha de valorização à vida em parceria com ONG Help

Ação oferece atendimento com psicólogos para os clientes, além da distribuição de mensagens motivacionais em três estações durante o horário de pico da manhã

 

A ViaQuatro e ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das Linhas 4, 5-Lilás, 8-Diamante, 9-Esmeralda do sistema metroferroviário de São Paulo, realizam nos dias 17, 18 e 19 de setembro, das 7h às 9h, uma ação de valorização à vida em parceria com a ONG Help, que atua na área de saúde emocional. 

Profissionais de psicologia e pessoas com experiências de vida relacionadas a desafios emocionais, estarão disponíveis para conversas individuais em mesas montadas especialmente para a iniciativa. Além do atendimento, equipes de apoio circularão pelas estações distribuindo cartas com mensagens de apoio e incentivo, reforçando a importância do cuidado com a saúde mental. 

Na quarta-feira, 17, a ação acontece no Mall da estação Vila Sônia - Profª Elisabeth Tenreiro, na Linha 4-Amarela; já na quinta-feira, 18, os psicólogos atenderão clientes nas áreas próximas às linhas de bloqueio da estação Campo Belo, na Linha 5-Lilás e, na sexta-feira, 19, será a vez dos passageiros da linha 9-Esmeralda serem contemplados com a ação na estação Bruno Covas-Mendes-Vila Natal. 

“Nosso compromisso vai além de transportar pessoas. Queremos também oferecer suporte em aspectos que impactam diretamente a vida de nossos clientes, como o cuidado com a saúde emocional, contribuindo para que se sintam acolhidos também em momentos difíceis. Essa ação é uma oportunidade de reforçar nossa preocupação com o bem-estar de todos que utilizam as nossas linhas diariamente”, afirma Nathalia Martins, gerente executiva de atendimento da ViaQuatro e ViaMobilidade Linhas 5 e 17. 

Com a campanha, as concessionárias reforçam a preocupação em se tornarem cada vez mais locais que vão além da mobilidade, oferecendo apoio, suporte e prestação de serviços gratuitos à população. O objetivo é ampliar os benefícios para os clientes, assegurando um transporte seguro e eficiente aliado a iniciativas que promovem saúde, bem-estar e qualidade de vida. 

 

ViaMobilidade – Linhas 5 e 17 

A ViaMobilidade é a concessionária responsável pela operação e manutenção das linhas 5-Lilás de metrô e 17-Ouro de monotrilho em São Paulo. A Linha 5-Lilás é composta por 17 estações e atende a zona sul de São Paulo, de Capão Redondo a Chácara Klabin. 

 

ViaMobilidade – Linhas 8 e 9 

A ViaMobilidade - Linhas 8 e 9 é a concessionária responsável pela operação e manutenção das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos de São Paulo. A Linha 8-Diamante é composta por 22 estações, ligando Júlio Prestes a Amador Bueno, com integração nas linhas 3-Vermelha e 7-Rubi. Já a Linha 9-Esmeralda, que conecta Varginha a Osasco, possui 21 estações e faz integração com as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 8-Diamante. Futuramente, fará ligação também com a Linha 17-Ouro de monotrilho.

 

Tecnologia abre caminho para jovens transformarem o futuro do trabalho

O futuro do trabalho já chegou — e está mudando a forma como vivemos e pensamos nossas carreiras. O The Future of Jobs Report 2025, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, estima que até 2030, 22% dos empregos atuais serão impactados: 14% com a criação de novas funções e 8% com a extinção de posições tradicionais. Em números, significa que 92 milhões de vagas deixarão de existir, ao mesmo tempo em que milhões de novas oportunidades surgirão, especialmente em áreas ligadas à tecnologia.

Esse cenário exige que os jovens em início de carreira e empresas compreendam algo fundamental: a tecnologia não é ameaça, pelo contrário. É ferramenta para impulsionar a transformação e para construir novos caminhos de prosperidade socioeconômica. Saber se reinventar, aprender continuamente e se conectar às novas demandas digitais será o diferencial entre quem se torna protagonista e quem fica para trás.

Mais do que uma tendência econômica, essa transformação tem um caráter social. No Brasil, jovens de baixa renda e oriundos da periferia enfrentam barreiras históricas para acessar o ensino superior e o mercado de trabalho formal. A tecnologia, quando combinada a políticas públicas e ações afirmativas de inclusão e programas de capacitação com proposta de um impacto positivo perene, pode quebrar esse ciclo, porque abre portas para carreiras de alta demanda e remuneração, conectando talentos (ainda   invisíveis) às oportunidades de crescimento e a crença do protagonismo das juventudes na construção de uma país menos desigual.

Na Pulse Mais, organização que impulsiona talentos de regiões periféricas para o setor de tecnologia, testemunho diariamente esse ciclo positivo. Jovens que não acreditavam na possibilidade de ter um espaço de entrada e crescimento no mercado de trabalho, que encontram oportunidades de aprendizado, ingressam em universidades e conquistam seu primeiro emprego em empresas ou cargos tecnológicos.  

São muitas histórias parecidas. Entre elas, de um dos mentorados da Pulse Mais, que iniciou sua jornada conosco sem qualquer experiência em tecnologia. Em poucos meses, depois de se dedicar ao desenvolvimento de habilidades essenciais para o mercado de trabalho em TI  e participar de mentorias temáticas para direcionamento de carreira, ele conseguiu sua primeira vaga formal na área. Essa conquista não mudou apenas sua vida profissional, mas trouxe novas perspectivas para toda sua família. 

Esse é o impacto que a tecnologia tem e traz esperança para tornarmos o mundo o melhor lugar para mudarmos o mundo. Mas, para isso, é preciso preparo e dedicação. Não basta um diploma ou um curso rápido. Não existem atalhos reais para problemas estruturais e sistêmicos. O que se exige é a oportunidade de desenvolver a mentalidade de aprendizagem contínua e o pensamento crítico e criativo em que cada conquista como o ponto de partida para o próximo desafio.

O mundo também avança nessa direção. A China anunciou recentemente o visto K, destinado a jovens talentos globais em ciência e tecnologia. A iniciativa busca atrair profissionais com habilidades em inteligência artificial, big data e áreas correlatas, sem exigir vínculo prévio com empresas locais. O recado é claro: países e empresas querem estar cercados de pessoas que não apenas dominem ferramentas, mas que tenham a capacidade de aprender e se reinventar constantemente em uma planeta cada vez mais globalizado, digitalmente conectado e ambíguo.

Diante desse movimento global, o Brasil tem um desafio e uma oportunidade. De um lado, precisamos reduzir as barreiras socioeconômicas que afastam jovens periféricos da formação em tecnologia. De outro, temos a chance de formar uma geração capaz de liderar essa transformação, tornando-se referência em inovação, diversidade e impacto social.

A tecnologia já é a linguagem do futuro e os jovens que quiserem aprender, explorar e se reinventar a partir dela, terão a oportunidade de transformar não apenas suas trajetórias individuais, mas também o destino de comunidades inteiras.  



Eduardo Cavalheiro Moura - diretor executivo da Pulse Mais, Organização Sem Fins Lucrativos de impacto social que empodera jovens talentos para se tornarem líderes no mercado de tecnologia.


6 curiosidades sobre a cultura medieval

A Feira Medieval recria cenários, atividades e práticas culturais da época
Crédito: divulgação/Colégio Semeador

A cultura na Idade Média traz curiosidades que ajudam a compreender como as tradições, crenças e expressões artísticas eram preservadas e transmitidas, além de mostrar influências que ainda aparecem hoje. Apesar de muitas vezes lembrada como um “período obscuro”, é nesse milênio da história que floresceram festas populares, grandes obras arquitetônicas e produções simbólicas que marcaram profundamente a humanidade e chegaram até nós.

O intelectual italiano Umberto Eco defende que a Idade Média foi uma era de intensa criatividade, impregnada de símbolos e significados ocultos. Ele ressalta que o homem medieval vivia em um mundo repleto de referências e manifestações do divino na natureza. Para explicar melhor sobre os costumes dessa época, o coordenador do Ensino Médio do Colégio Semeador, em Foz do Iguaçu (PR), Henrique Pedrotti, enumera algumas curiosidades sobre a cultura medieval:


1. Festas e celebrações populares

Engana-se quem pensa que o carnaval surgiu no Brasil. Carnavais, festas sazonais e procissões religiosas eram parte essencial da vida coletiva já na Idade Média. “As festas medievais eram uma forma de reforçar os valores da comunidade e a espiritualidade do período”, explica Pedrotti.


2. A força da religiosidade na arquitetura

A cultura medieval foi profundamente marcada pela fé cristã. Igrejas e catedrais eram, além de locais de culto, também espaços de convivência e expressão artística. Catedrais como a de Colônia, na Alemanha, e a Basílica de São Pedro, no Vaticano, levaram séculos para serem construídas. “A arquitetura gótica, por exemplo, com suas torres e vitrais, é um exemplo de como a fé se materializou em arte e cultura”, comenta o coordenador.


3. Trovadores e jograis

A música e a poesia oral desempenhavam papeis centrais na transmissão de valores e histórias. Trovadores cantavam o amor cortês, enquanto jograis animavam feiras e praças. A oralidade era uma ferramenta de educação cultural e de preservação da memória coletiva.


4. Gastronomia e hábitos alimentares

O pão, o vinho e a cerveja eram elementos básicos, mas cada região acrescentava ingredientes locais. Festas e banquetes simbolizavam abundância e status. “A culinária medieval revela muito sobre a economia, a hierarquia social e até mesmo a religiosidade, já que os calendários de jejum influenciavam a mesa”, afirma Pedrotti.


5. Vida urbana e mercados

Com o crescimento das cidades, feiras e mercados se tornaram polos culturais. Não eram apenas espaços de comércio, mas de troca de ideias e convivência social. Nas feiras medievais, vendia-se de tudo, até produtos orientais, como seda, perfumes e especiarias. No Colégio Semeador, estudantes do Ensino Médio recriam, todos os anos, a Feira Medieval, para poder reviver essa época e sentir na pele a história viva.


6. O imaginário medieval

Bestiários, lendas de cavaleiros e contos sobre santos e milagres eram muito comuns. Essas narrativas fortaleciam os valores e a visão de mundo da época. “O imaginário medieval nos ajuda a compreender como as pessoas explicavam a realidade a partir da fé e da fantasia”, explica o coordenador.


Educação como experiência

A Feira Medieval do Colégio Semeador recria cenários, atividades e práticas culturais da época, permitindo que estudantes e visitantes vivenciem de forma prática e lúdica os costumes, crenças e expressões que marcaram aquele período.

“Ao recriar esse cenário, a Feira Medieval oferece ao público a oportunidade de conhecer, de forma envolvente e crítica, aspectos da vida medieval, como costumes, crenças, avanços e contradições, além de estimular uma reflexão sobre como esses elementos ainda ressoam na sociedade atual”, destaca Pedrotti.

  

Colégio Semeador

 

Não suje a imagem da sua empresa: como limpeza, organização e segurança impactam nos negócios


Conquistar novos clientes é caro, mas perdê-los pode sair de graça. Muitas vezes, bastam alguns minutos dentro do escritório, loja ou fábrica para que um visitante forme sua impressão sobre a empresa — e, nesse julgamento, fatores como limpeza, organização e sensação de segurança pesam tanto quanto preço ou qualidade. 

Em um mercado cada vez mais competitivo, o cuidado com o ambiente físico deixou de ser apenas uma questão estética. Ele se tornou um diferencial estratégico, capaz de influenciar a confiança de clientes, fornecedores e até mesmo colaboradores. Empresas que negligenciam esse aspecto correm o risco de fragilizar contratos e comprometer sua reputação. 

É justamente nesse ponto que entra a visão de Gabriel Borba, diretor executivo da GB Serviços Profissionais. Para ele, a forma como a empresa mantém seus espaços reflete diretamente a maneira como ela é percebida. 

“A limpeza e a organização são fatores diretamente ligados ao sucesso de uma empresa. Hoje somos avaliados por diversos itens, e esses são fundamentais, espelhando como a empresa trabalha, o que ela prioriza, se tem alguma preocupação com o meio ambiente e a condição de trabalho que oferece para seus funcionários”, destaca Borba. 

Mais do que manter tudo em ordem, o desafio está em transmitir profissionalismo e segurança. Ambientes agradáveis e bem cuidados aumentam a percepção positiva de quem visita e geram maior confiança. 

“Quem não gosta de visitar um lugar limpo, cheiroso e organizado? Isso fica ainda mais evidente quando o ambiente recebe público externo, como restaurantes, hospitais ou shoppings. A limpeza passa a ser diretamente ligada à marca; os visitantes elogiam ou não, e isso impacta a imagem da empresa. Além disso, as pessoas querem consumir onde se sentem seguras — e a segurança também está associada a ambientes bem estruturados e cuidados”, reforça Borba.
 

Organização como estratégia corporativa

Segundo o executivo, não basta contratar a melhor equipe de limpeza se não houver cultura interna. Colaboradores que mantêm mesas desorganizadas ou ignoram padrões comprometem a experiência geral. 

“Isso vai muito além do estar limpo. É a experiência que será proporcionada para o visitante que deve ser levada em conta. Para isso, é fundamental que as áreas se conversem e que existam cronogramas de atividades — diários, semanais, quinzenais e mensais. Somente assim você consegue ter uma visão macro do ambiente e programar de acordo com a necessidade real”, explica Borba.
 

Benefícios de um ambiente limpo, organizado e seguro

Entre os ganhos apontados pelo especialista estão:

  • Produtividade – colaboradores trabalham melhor em espaços limpos e estruturados.
  • Imagem corporativa – reforça confiança e mostra que a empresa tem processos claros.
  • Saúde e segurança – reduz riscos de doenças, estresse e acidentes de trabalho.
  • Confiança do consumidor – clientes preferem consumir em lugares onde se sentem seguros, o que aumenta a fidelização.
Para Borba, a mensagem é clara: limpeza, organização e segurança não são custos, mas investimentos estratégicos. “Empresas que priorizam ambientes bem cuidados fortalecem relações comerciais e aumentam a percepção de valor do seu trabalho”, conclui.



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