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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Obesidade: como iniciar uma atividade física sem sofrer lesões

Na Semana Mundial da Saúde, professores do UniCuritiba ensinam como se exercitar de forma saudável e segura

 

Mais da metade dos curitibanos está acima do peso. Desses, 22% são obesos. Os dados da Secretaria de Saúde revelam que a obesidade vem se tornando um problema crônico na capital paranaense. Dietas equilibradas e atividades físicas são as primeiras recomendações para quem deseja ter mais saúde. No entanto, quem está acima do peso precisa ter cautela na escolha dos exercícios.

 

De acordo com o fisioterapeuta Cristoph Enns, professor do UniCuritiba, a atividade física é fundamental no processo de emagrecimento e na melhoria da qualidade de vida, mas a mudança de hábitos requer acompanhamento de um profissional. “Pessoas obesas ou com sobrepeso correm risco de sofrer lesões ou sobrecarregar o sistema cardiovascular se não forem bem orientadas durante os exercícios”, alerta.

 

O mais indicado, sugere a coordenadora dos cursos de Saúde do UniCuritiba, Glenda Naila de Souza, é contar com uma equipe multidisciplinar para mudar a mentalidade, ajustar a dieta e adequar os exercícios.

 

“Para tratar a obesidade, além de vencer o sedentarismo é preciso ter o acompanhamento de profissionais especializados como nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas entre outros, que vão ajudar em todo esse processo que envolve aspectos físicos, mentais e sociais”, reforça a fisioterapeuta.

 

 Para reduzir os riscos de lesão e começar uma atividade física em segurança, os fisioterapeutas dão algumas dicas. Confira:

 

1. Antes de começar qualquer atividade física, faça uma avaliação médica para checar seu estado geral de saúde, principalmente cardiovascular, articular e metabólico.

 

2. Comece de forma gradual. Inicie com atividades de baixo impacto e intensidade moderada, como natação, hidroginástica ou caminhadas em superfícies planas. Esses exercícios reduzem o impacto nas articulações que já estão sob maior pressão devido ao excesso de peso.

 

3. Aumente a intensidade e a duração dos exercícios progressivamente, à medida que o condicionamento físico melhorar. Depois, inclua exercícios para o fortalecimento muscular, como musculação ou pilates. Eles melhoram a postura, aumentam o metabolismo basal e protegem as articulações.

 

5. Fique atento à postura e à técnica. Pessoas obesas tendem a ter alterações posturais e dificuldades de equilíbrio. Fazer os exercícios com a técnica correta é essencial para evitar lesões.

 

6. Acompanhe a frequência cardíaca. No início, evite exercícios muito intensos que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular. Pessoas obesas têm mais dificuldades para controlar a frequência cardíaca durante o exercício.

 

8. Use roupas confortáveis e calçados adequados, com bom amortecimento, para reduzir o impacto nas articulações e evitar lesões.

 

9. Respeite os limites do corpo. É normal sentir algum desconforto no início, mas dores intensas ou persistentes são um sinal de alerta. Se for o caso, pare o exercício e peça orientação profissional.

 

Novo estilo de vida: como aderir e persistir

Além dos cuidados com a postura, a intensidade e o tipo de exercício, o tratamento contra a obesidade pode exigir também acompanhamento psicológico.

 

Isso acontece, segundo a psicóloga Alexia S. M. Lopes, porque a obesidade, em muitos casos, está associada a questões emocionais como ansiedade, depressão ou compulsão alimentar. “Pesquisas recentes indicam que a regulação emocional tem um papel crucial no controle do peso e intervenções psicológicas têm demonstrado eficácia na mudança de hábitos alimentares e na adesão à prática de atividades físicas”, explica a professora do UniCuritiba.

 

Estudos apontam que fatores como o estresse crônico também podem influenciar no aumento do cortisol, um hormônio relacionado ao acúmulo de gordura abdominal e à maior ingestão de alimentos ultraprocessados. “O suporte psicológico auxilia na identificação dos gatilhos emocionais que levam ao consumo excessivo de alimentos e contribui para o desenvolvimento de estratégias mais saudáveis de enfrentamento”, acrescenta Alexia.

 

De acordo com o professor do curso de Nutrição, Jhonathan Andrade, outro aspecto importante para promover a perda de peso de forma eficaz e sustentável é combinar a atividade física com uma alimentação saudável e balanceada. “No processo de emagrecimento é fundamental que a pessoa se mantenha hidratada antes, durante e após os exercícios. A alimentação também deve ser equilibrada, com alimentos que forneçam a energia suficiente para a prática da atividade física, mas sem exageros calóricos.”

 

 

Serviços do UniCuritiba para a comunidade

O UniCuritiba oferece atendimentos nas áreas de Fisioterapia, Psicologia e Nutrição, todos no Campus Milton Viana, rua Chile, 1.678, bairro Rebouças. Para ter acesso aos serviços é necessário fazer o agendamento.


·         Fisioterapia: atendimentos às segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras, das 13h às 17h, mediante agendamento pelo forms Clínica Escola de Fisioterapia.


·         Psicologia: atendimentos de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 21h, mediante agendamento pelo forms Agendamentos Psicologia.


·         Nutrição: atendimentos de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 18h às 21h, mediante agendamento pelo forms Avaliação Nutricional 2025 - Formulário de Pré-Consulta.

 

 



Crédito das fotos de investigação
Freepik


Crédito da foto do UniCuritiba
Divulgação-UniCuritiba



Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson (11/4): pesquisas com tratamentos neuroprotetores avançam e podem mudar vida dos pacientes

Estudos também buscam caminhos para reduzir sintomas do Parkinson através da neuromodulação e do HIFU (High-Intensity Focused Ultrasound), tratamento novo no Brasil

 

A doença de Parkinson não tem cura, mas a medicina vem avançando na busca por tratamentos que melhorem as condições de vida dos pacientes. A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) acredita que o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, celebrado em 11 de abril, é um bom momento para conscientizar a população sobre que vem sendo feito para melhorar a qualidade de vida de quem é afetado pela condição.

 

Segundo o Dr. Rubens Gisbert Cury, coordenador do Departamento Científico de Transtornos do Movimento da ABN, há muitas pesquisas visando o tratamento neuroprotetor da doença. “Ainda não há nenhuma medicação neuroprotetora comercializável, mas existem várias pesquisas nessa linha para Parkinson”, diz o médico.

 

Para aliviar os sintomas, tratamentos com neuromodulação (estimulação cerebral profunda ou DBS) e mais recentemente com o HIFU (High-Intensity Focused Ultrasound) já são oferecidos. O HIFU é um procedimento que utiliza ondas de ultrassom de alta intensidade em um ponto específico do cérebro responsável pelos tremores causados pelo Parkinson. Essa terapia mostrou ser bastante eficaz no controle dos tremores e na qualidade de vida de quem tem a doença.

 

 “Além do DBS e do HIFU, terapias como a estimulação contínua de dopamina também vão ajudar muitos pacientes Parkinson. Embora ainda não exista nada curativo, o futuro dos tratamentos é promissor”, avalia o Dr. Cury.


 

Importância da data

 

O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson relembra o nascimento de James Parkinson (1755 – 1824), o médico que primeiro descreveu a doença, e foi estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, em 1998. O objetivo é esclarecer dúvidas sobre a doença e as possibilidades de tratamento para que o paciente e sua família tenham uma melhor qualidade de vida.

 

“A data é uma possibilidade de trazer para as pessoas mais conhecimento da doença neurológica, crônica, que mais cresce no mundo, em termos proporcionais. O Parkinson cresce mais proporcionalmente do que o Alzheimer, AVC, esclerose múltipla ou epilepsia. Hoje, estimamos 11,8 milhões de pessoas no mundo com Parkinson”, diz o Dr. Cury.

 

Trata-se de uma doença altamente prevalente, que pode ser incapacitante se não tiver tratamento adequado. “Essa conscientização ajuda na busca por um diagnóstico mais precoce dos pacientes, para que eles entendam quais são os sintomas e que o tratamento, por meio de atividade física e medicações, melhora muito a qualidade de vida”, recomenda o médico.


 

 O que é a Doença de Parkinson?

 

A doença de Parkinson é uma doença cerebral, crônica, progressiva, causada pela redução da produção da dopamina no cérebro. A dopamina é como se fosse o nosso combustível. “Serve pra gente andar, correr, gesticular, escrever, tomar banho, se vestir, trabalhar. Quando a dopamina reduz, é como se o cérebro ficasse mais devagar. O principal sintoma do Parkinson é a lentidão”, explica o Dr. Cury.

 

Outro sinal da doença é causar rigidez nas articulações. Além disso, 70% dos doentes sentem tremor, que aparece geralmente quando o braço está parado, relaxado. O que é o que é peculiar do Parkinson é que geralmente começa em um dos lados do corpo.

 

O Parkinson é uma doença que tem sintomas motores, como lentidão, rigidez, tremor e dificuldade de andar. E sintomas não motores, como dificuldade do sono, ansiedade, depressão, apatia, alteração do olfato e intestino preso. Os sintomas não estão presentes em todas as pessoas, mas podem aparecer no curso da doença.

 

Normalmente, o Parkinson acomete pessoas na faixa de 50, 60 anos de idade, embora possa aparecer em pessoas mais novas. O diagnóstico da doença é feito com base na história clínica do paciente e no exame neurológico. Não há nenhum teste específico para o seu diagnóstico ou para a sua prevenção. “O diagnóstico é um quebra-cabeça, não tem uma peça só, precisamos algumas peças para chegar no diagnóstico final”, explica o Dr. Cury.

 

Boa parte das pessoas que tem Parkinson apresentam fatores genéticos. Em média, 20% das pessoas com Parkinson têm algum familiar acometido. Mas há também os fatores ambientais. O envelhecimento é o principal deles. Na medida em que o cérebro vai ficando mais velho, aumenta a chance de a pessoa ter insuficiência de dopamina. Outros fatores de risco são poluição, alguns solventes, pesticidas, trauma craniano, consumo de laticínios, que aumentam a chance de desenvolver a doença.Trata-se de uma interação complexa entre genética e ambiente.

 

Para o tratamento da doença há medicamentos, terapias avançadas e mudanças no estilo de vida. A pessoa com Parkinson deve fazer atividade física, em especial aeróbica, como caminhada, bicicleta, natação, jogar algum esporte, pois reduz a evolução da doença. Além disso, precisa controlar os fatores clínicos, como diabetes, hipertensão, parar de fumar. E se alimentar bem, ter uma dieta saudável. São três pilares: atividade física, dieta saudável e controlar os fatores cardiovasculares. 

 

Também é possível repor a dopamina com medicamentos e conforme discutido, para alguns casos, há a cirurgia, que é a estimulação cerebral profunda (DBS) ou o procedimento HIFU, que foca no alívio dos tremores.

 

Com a evolução dos tratamentos, a expectativa de vida de uma pessoa com Parkinson é igual à de uma pessoa sem Parkinson. A diferença é que doente de Parkinson vai ter mais desafios e precisará se adaptar a algumas condições.

 

Câncer de cavidade oral está entre os dez tipos mais comuns entre os homens no Brasil

No Dia Mundial da Voz, especialista relaciona saúde vocal à prevenção do câncer de boca e garganta, destacando a importância da atenção às alterações na voz

 

Celebrado em 16 de abril, o Dia Mundial da Voz serve como um importante lembrete sobre o valor da comunicação, a necessidade de cuidar da saúde vocal e a prevenção de doenças que podem afetar essa região — muitas vezes de forma silenciosa. Um dos principais alertas, segundo especialistas, é o câncer de boca e garganta, que pode se manifestar inicialmente por meio de alterações simples na fala, como uma rouquidão persistente. 

A Dra. Sílvia Picado, médica especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, orienta que alterações vocais que persistem por mais de 15 dias não devem ser ignoradas. “Rouquidão (disfonia) persistente, dificuldade ou mudança na fala são sinais de que algo pode estar errado. A voz é nosso importante instrumento de comunicação para atividades sociais e laborais”, destaca. 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de cavidade oral está entre os dez tipos mais comuns entre os homens no Brasil. Já em relação ao câncer de laringe, o país apresenta uma das maiores taxas de incidência do mundo. 

Entre as principais causas, estão o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, especialmente quando associados. “O efeito é mais intenso quando o cigarro e a bebida estão associados. Além disso, a infecção pelo HPV, dietas pobres em frutas, verduras e legumes e a má higiene oral também contribuem para o desenvolvimento da doença”, explica a especialista. 

Outro fator que pode impactar diretamente a saúde vocal é o refluxo gastroesofágico, que muitas vezes passa despercebido. “O refluxo pode fazer com que o líquido, ao entrar em contato com a laringe, leve à irritação e a um processo inflamatório local”, afirma a médica. 

A prevenção do câncer de boca e garganta envolve hábitos saudáveis, como evitar o tabaco e o álcool, manter uma boa higiene oral e alimentação equilibrada. Ao notar sintomas persistentes, como alterações na voz, a recomendação é procurar avaliação médica. “Em casos de suspeita de alteração vocal, o ideal é procurar um cirurgião de cabeça e pescoço ou um otorrinolaringologista. No próprio consultório é possível realizar exames como a nasofibrolaringoscopia, que permite uma avaliação direta da laringe e o diagnóstico da maior parte das patologias vocais”, explica a especialista. 

Prestar atenção à própria voz pode ser indispensável para um diagnóstico precoce e eficaz.

 

Dra. Sílvia Picado - possui graduação em Ciências Médicas pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS). Concluiu Residência Médica em Cirurgia de Cabeça e Pescoço em 2015 e obteve o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) no mesmo ano, tornando-se membro efetivo e integrante da atual comissão de marketing da SBCCP. Em 2019, a Dra. Sílvia Picado concluiu o mestrado no programa de Pós-graduação em Fisiopatologia Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atualmente, exerce o cargo de professora na UNILUS e é a Diretora Social da Associação Paulista de Medicina de Santos (APM Santos).

 

Abril Azul: é tempo de conscientização

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Dar visibilidade e estimular a conscientização sobre o autismo estão entre as missões do Abril Azul, campanha que incentiva a inclusão de um grupo social formado por cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com dados do IBGE.

 

O autismo é uma forma distinta de desenvolvimento neurológico, o que faz com que o indivíduo apresente comportamentos muito diferentes. Há prejuízo na comunicação social, na interação e no entendimento das relações sociais. 

Também estão presentes comportamentos restritos e repetitivos, foco intenso em determinados assuntos, rigidez cognitiva importante e alterações sensoriais. Tudo isso, claro, traz prejuízos ao indivíduo. 

Neste sentido, é fundamental pensarmos ferramentas para melhorar o dia a dia dos autistas. Para começar, a mais importante: a sociedade precisa ser mais inclusiva e aceitar mais as diferenças e a diversidade entre as pessoas. Isso envolve o comportamento individual e também mudanças institucionais.  

É necessário criar estruturas que proporcionem conforto para autistas, como recursos que evitem estimulação excessiva, espaços sensoriais, uso de abafadores de ruído e, principalmente, o reconhecimento legal do autismo como uma deficiência, com os mesmos direitos garantidos às deficiências físicas ou visíveis.  

Além disso, é preciso garantir acesso à educação inclusiva de qualidade e a tratamentos baseados em evidências científicas.  

O cenário ainda é difícil. Entretanto, apesar das inúmeras barreiras, se fizermos uma análise comparativa com o que era há 15 anos, houve uma enorme mudança. Meu filho, por exemplo, recebeu o diagnóstico há cerca de 14 anos. Comparando aquela época com hoje, a situação é completamente distinta. Estamos avançando, mas ainda há muito a ser feito. 

Há questões — complexas, é verdade — que precisam ser superadas.  Precisamos de vontade política por parte dos tomadores de decisão e também conhecimento técnico. É imprescindível saber como treinar os profissionais de educação e como adotar um Plano Educacional Individualizado (PEI) com qualidade. 

Quando esses dois fatores se unem, vontade política e capacidade técnica, conseguimos avançar. Mas isso só será possível com a luta organizada dos pais e de toda a sociedade. Para que novas conquistas sejam realizadas, todos precisam abraçar essa bandeira em prol dos direitos das pessoas autistas. 

 

Lucelmo Lacerda - professor, doutor em Educação e autor do livro “Crítica à Pseudociência em Educação Especial”.

 

Abril Marrom: Uso de EPIs adequados nos canteiros previne casos de cegueiras, diz especialistas do Seconci-SP

Para cada atividade no canteiro de obras, há uma proteção adequada para os olhos

 

Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de deficiência visual, sendo que cerca de 1 bilhão desses casos poderiam ter sido prevenidos ou tratados, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Considerando o setor de construção civil, a cegueira decorrente de acidentes de trabalho também pode ser evitada com o uso adequado de EPIs (equipamentos de proteção individual). 

De acordo com Cleyton Shimono, oftalmologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), as principais causas de cegueira na construção civil estão relacionadas ao traumatismo ocular e a exposição prolongada a radiação ultravioleta. “A radiação é um fator de risco para algumas doenças que podem levar a cegueira como a catarata e as doenças da mácula (parte central da retina)”, explica. 

“O trabalhador da construção civil está sujeito a fagulhas, poeira e ácidos, que podem entrar em contato com os olhos se não estiverem usando os equipamentos corretos”, diz Gianfranco Pampalon, consultor de SST (Saúde e Segurança do Trabalho) do Seconci-SP. 

Pampalon ainda explica que para cada atividade no canteiro, há uma proteção adequada. “O soldador utiliza lente para radiação, por exemplo. Os óculos de proteção para manusear uma esmerilhadeira precisam ser resistentes a fragmentos que se soltam das peças. E há ainda máscara de proteção facial antichama em caso de arco elétrico”, completa.

“A prevenção ainda é a melhor opção para evitar a cegueira. Sendo assim é importante realizar consultas oftalmológicas periódicas, ao menos uma vez ao ano, para o diagnóstico precoce e impedir a progressão de doenças que podem causar cegueira”, completa Shimono.


Estudo revela barreiras de acesso a recursos de saúde no Brasil

Encomendado pela Haleon e desenvolvido pela divisão de pesquisa do Economist, o Índice de Inclusão em Saúde (Health Inclusivity Index) avaliou o nível de inclusão dos sistemas de saúde de 40 países, entre os quais o Brasil

 

Encomendado pela Haleon, líder global em produtos de consumo em saúde, e desenvolvido pela divisão de pesquisa do Economist, a segunda fase do estudo Health Inclusivity Index, de amplitude global e que abrange 40 países, apresenta como as políticas nacionais integram a inclusão na saúde e como as pessoas vivenciam essa inclusão e exclusão na prática. Além de fornecer recursos valiosos para a formulação de políticas, a investigação desafia pensamentos estabelecidos e destaca abordagens inovadoras para promover a inclusão na saúde.

Nesta edição, pesquisadores ouviram mais de 42 mil pessoas para avaliar a inclusão ou exclusão no acesso aos serviços de saúde, identificando lacunas significativas, especialmente entre populações vulneráveis. Ao obter informações sobre as principais barreiras globais, é possível recomendar ações necessárias para promover a inclusão e expandir as oportunidades de melhorar a saúde cotidiana de milhões de pessoas em todo o mundo.

Em relação ao Brasil, o estudo revelou insights relevantes sobre as barreiras de acesso a recursos de saúde, como:

  • 74% dos brasileiros enfrentam pelo menos uma barreira no acesso aos serviços de saúde.
  • 50% das populações marginalizadas e com condições crônicas de saúde no Brasil relatam que a qualidade do atendimento foi prejudicada por características demográficas ou antecedentes.
  • 69% dos entrevistados se sentem capacitados para tomar decisões de saúde quando compartilhadas com profissionais de saúde.
  • 40% dos brasileiros afirmam que membros específicos da comunidade fornecem apoio aos pacientes que não são membros da família ou profissionais de saúde.
  • 73% dos brasileiros dizem que podem pedir ajuda a vizinhos ou amigos para temas de saúde, se necessário.

Além disso, a pesquisa ressalta a importância de continuarmos avançando para garantir que a saúde seja acessível a todos.

“Nosso apoio ao Índice de Inclusão em Saúde faz parte dos esforços da Haleon em tornar a saúde mais acessível, inclusiva e sustentável. O levantamento traz uma radiografia do setor para identificar gargalos e aspectos que devem ser aprimorados na busca por mais acesso à saúde de qualidade. Na Haleon, acreditamos que sistemas inclusivos são essenciais para garantir que todas as pessoas tenham acesso e sejam educadas e empoderadas para tomar decisões quanto a sua saúde, por isso é fundamental que as políticas públicas de saúde incorporem o autocuidado e a educação em saúde. Promover o autocuidado não apenas melhora a qualidade de vida das pessoas, mas também alivia a pressão sobre os sistemas de saúde públicos”, destaca Mariana Lucena, Diretora de Corporate Affairs Latam da Haleon.

O estudo também destaca que muitos países de baixa e média renda conseguem trazer acesso à saúde com menos recursos e infraestrutura menos desenvolvida, oferecendo uma fonte rica de aprendizado. Isso representa uma oportunidade para os formuladores de políticas liderarem a conversa sobre como impulsionar a inclusão em saúde, promovendo serviços nas comunidades de baixo para cima e de cima para baixo.

Apesar de um baixo nível de letramento em saúde em comparação com outros países, o empoderamento do autocuidado é um ponto positivo para o Brasil e pode fornecer as bases para uma comunidade mais empoderada.

“Na Haleon, reconhecemos a importância dos dados e informações confiáveis para a tomada de decisão adequada à formulação de políticas públicas e iniciativas em saúde que assegurem a inclusão de todos na sociedade. O índice desenvolvido pela Economist Impact tem como objetivo ser uma ferramenta para entendimento da realidade e auxiliar na construção de ações e políticas efetivas. Vale notar que o estudo traz conclusões interessantes, como o fato de os países mais inclusivos serem aqueles que oferecem à população ferramentas e condições para tomar decisões relativas à sua própria saúde, demonstrando a relevância da informação e o empoderamento das pessoas”, destaca Mariana.

Esse é um tópico de impacto global e local. Em consonância com a campanha "Inícios saudáveis, futuros esperançosos", promovida pela OMS em celebração ao Dia Mundial da Saúde, é vital enfatizar que mais da metade da população brasileira é formada por mulheres, que enfrentam desafios significativos no acesso aos cuidados de saúde, bem como populações marginalizadas e pessoas com condições crônicas de saúde. O Índice de Inclusividade em Saúde no Brasil revela que mulheres e gerações mais jovens frequentemente encontram barreiras ou são subestimadas ao buscar serviços médicos, evidenciando um ambiente de discriminação e desigualdade que requer ação urgente. Implementar maior educação e disseminação de informações para proporcionar cuidados individualizados são passos essenciais para superar essas barreiras e avançar em direção a um sistema de políticas de saúde mais inclusivas e eficazes. 

Para conferir o estudo na íntegra, acesso ao link: https://impact.economist.com/projects/health-inclusivity-index


Abril Azul - Mês De Conscientização E Inclusão Em Ação

Abril É Um Mês Especial, Pois O Dia O2 É Celebrado Anualmente Como O Dia Mundial Da Conscientização Do Autismo. Uma Oportunidade Vital Para Aumentar A Compreensão Sobre O Transtorno Do Espectro Autista (TEA) E Promover Uma Sociedade Mais Inclusiva E Respeitosa.

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, este dia vai além da simples conscientização; é um convite à reflexão, diálogo e ação.

 

O autismo, uma condição neurológica que molda a percepção e as interações de cada indivíduo de maneira única, merece ser tratado com empatia e respeito. Cada pessoa autista possui suas particularidades, tornando a conscientização não apenas necessária, mas essencial para oferecer suporte adequado e acolhedor – Explica a Dra. Gesika Amorim, Pediatra, Pós-graduada em Neurologia e Psiquiatria, especializada em Tratamento Integral do Autismo em Neurodesenvolvimento. 

Em todo o mundo, diversas campanhas ganham vida neste dia e estende por todo o mês de abril, educando o público sobre as nuances do autismo. Monumentos emblemáticos são iluminados em azul — a cor que simboliza essa causa — como um farol que chama atenção para a importância da inclusão. 

É um chamado para que todos nós promovamos políticas inclusivas, apoiemos famílias, além de buscarmos investimento em educação especializada e criarmos ambientes onde cada pessoa possa florescer, independentemente de suas diferenças – Ressalta a Dra. Gesika Amorim, uma das autoras do livro Habilidades Sociais Para Autistas – 100 perguntas para ajudar nas interações com outras pessoas, publicado pela Editora Matrix. 

Mais do que um momento de reflexão, o Abril Azul, a partir do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, nos convoca a agir. Vamos juntos transformar esse período em uma plataforma de mudança real e significativa! 



Dra Gesika Amorim - Mestre em Educação médica, com Residência Médica em Pediatria, Pós Graduada em Neurologia e Psiquiatria, com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo. Possui extensão em Psicofarmacologia e Neurologia Clínica em Harvard. Especialista em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental; Homeopata, Pós Graduada em Medicina Ortomolecular - (Medicina Integrativa) e Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.
https://dragesikaamorim.com.br
Insta: @dragesikaautismo


Endometriose: como a inteligência artificial e a inovação tecnológica podem transformar a vida de 8 milhões de brasileiras


A endometriose é uma doença inflamatória benigna que afeta cerca de 8 milhões de brasileiras  que, infelizmente, percorrem um longo caminho desde o início dos sintomas até o diagnóstico definitivo e acesso ao tratamento. A doença se caracteriza pela presença de tecido menstrual (endométrio) fora do útero, podendo atingir os órgãos reprodutivos, mas também intestino, bexiga e até os pulmões. As manifestações clínicas incluem cólicas menstruais,  dor durante as relações sexuais e ao evacuar e urinar. Em geral, os sintomas surgem ou pioram durante o período menstrual, mas manifestações atípicas não são raras. A infertilidade é outro ponto doloroso da doença que pode ser responsável por 40 a 50% dos casos de infertilidade. 

Infelizmente, os tratamentos disponíveis até o momento apenas aliviam a dor, mas não são curativos e devem ser mantidos por longos anos. Dessa forma, a individualização é fundamental e deve levar em consideração a idade da mulher, os sintomas envolvidos, a presença de infertilidade e o desejo de engravidar assim como o estadiamento da doença. 

O diagnóstico e o tratamento da endometriose ainda representam desafios aos médicos, visto que os sintomas muitas vezes são inespecíficos e não há bons testes clínico-laboratoriais para diagnosticar a doença, com precisão. Por isso, há um atraso importante no diagnóstico da doença, de em média de 8,5 anos (cerca de 7 anos no Brasil) do início das manifestações clínicas. Tal demora se explica pela apresentação clínica heterogênea da doença, a necessidade de exames diagnósticos realizados por médicos especializados nem sempre disponíveis principalmente na rede pública e um fenômeno denominado “normalização da dor”. 

Estudos revelam uma realidade que não é exclusiva do Brasil: 61% das mulheres com endometriose escutaram de um médico, inclusive de seus ginecologistas, que “não havia nada de errado” e que a dor seria “normal” e muitas (47%) passaram por cinco ou mais médicos até obter o diagnóstico e/ou tratamento adequados.  A jornada de uma mulher com endometriose envolve a peregrinação por consultórios e realização de inúmeros tratamentos, inclusive cirurgias, muitas vezes sem conseguir o alívio da dor ou a tão sonhada gravidez, apesar de receber tratamentos adequados.

Neste contexto, o desenvolvimento de novas tecnologias com poderosos métodos de análise de dados pode representar uma esperança para milhares de mulheres que enfrentam a endometriose em todo o mundo. A inteligência artificial (IA) vem sendo usada nas pesquisas médicas de várias formas, desde o desenvolvimento de novas drogas, a análise de imagens obtidas por diversos métodos e até apoiando a descoberta de alterações genéticas associadas a várias doenças. 

Embora a IA  seja capaz de identificar novos padrões em dados e analisar grandes conjuntos de dados, sua eficácia depende da qualidade e quantidade dos dados e da experiência daqueles que implementam os algoritmos. As aplicações atuais da IA na endometriose incluem a análise de imagens obtidas pela ultrassonografia à identificação da melhor abordagem terapêutica, e na análise de resposta aos tratamentos, assim como na avaliação de técnicas cirúrgicas como a robótica. Tais tecnologias são promissoras, pois podem ajudar no diagnóstico da doença e reduzir o atraso diagnóstico atual, assim como os custos do sistema de saúde ao identificar a melhor opção de tratamento para cada mulher e até ajudar no treinamento de profissionais de saúde e cirurgiões. 

É fato que a IA tem um potencial significativo no avanço do diagnóstico e tratamento da endometriose, mas deve ser aplicada com cuidado e transparência para evitar equívocos e assegurar a precisão diagnóstica e terapêutica.

Além da IA, espera-se que o trabalho conjunto de pesquisadores, engenheiros, médicos e equipes multidisciplinares com a aplicação de novas tecnologias sejam capazes de desvendar aspectos da etiologia da endometriose que permitirão o desenvolvimento de marcadores para identificar precocemente a doença assim como estabelecer terapias médicas individualizadas capazes de tratar a dor e/ou a infertilidade e até prevenir a doença.  A junção de novas tecnologias já começa a produzir resultados alentadores. Recentemente, foi liberado na França um teste diagnóstico para endometriose através da saliva que utiliza tanto IA quanto modernas técnicas de sequenciamento genético para identificar biomarcadores da doença. Embora os resultados iniciais sejam promissores, é preciso ampliar o uso e validar o teste em diferentes populações. A adoção de novas tecnologias poderá ainda democratizar o acesso às complexas cirurgias, muitas vezes necessárias para tratar a doença, assim como treinar adequadamente médicos, cirurgiões e demais profissionais de saúde na abordagem da endometriose, ampliando o acesso às equipes multidisciplinares ainda escassas em nosso país. 

Os números da endometriose são tragicamente impressionantes em termos dos custos tanto no sistema público como no privado de saúde, assim como o comprometimento da qualidade de vida dessas mulheres e suas famílias. Estamos, sem sombra de dúvidas, diante de um problema de saúde pública e, enquanto esperamos o avanço nas pesquisas e a estruturação de equipes capazes de diagnosticar e tratar a doença, há muito que nós médicos podemos fazer por essas mulheres. Acreditar na dor e acolher os sintomas, dúvidas e medos assim como individualizar o tratamento focando na melhora da qualidade de vida da mulher são passos iniciais fundamentais. No caso da endometriose, o princípio hipocrático “Curar quando possível; aliviar quando necessário; consolar sempre” é inegociável.

 

Márcia Mendonça Carneiro - Diretora científica Clínica ORIGEN
Professora Titular – Departamento de Ginecologia Faculdade de Medicina - UFMG


Menopausa e depressão: saiba o porquê deste problema atingir a tantas mulheres."

A menopausa é um período associado a múltiplas transformações físicas e mentais no organismo feminino. É neste momento que a menstruação é interrompida e os ovários passam por uma queda abrupta na produção dos hormônios – este fenômeno recebe o nome de falência ovariana. Essa mudança repentina pode ocasionar danos à saúde e a qualidade de vida da mulher e desencadear problemas sérios, tal como a depressão.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) até 2030 teremos 1 bilhão de pessoas com sintomas da menopausa.  Atualmente, no Brasil, são cerca de 18 milhões de mulheres nessa condição. A menopausa é uma fase que requer acompanhamento médico individualizado a fim de se evitar possíveis doenças e transtornos emocionais.


Entenda a relação

Após a última menstruação há uma queda muito expressiva na produção de hormônios produzidos pelos ovários, sobretudo, o estrogênio, a testosterona e a   progesterona. Essa condição pode contribuir para o surgimento de sintomas como irritabilidade, falta de sono, instabilidade de humor, falta de disposição, baixa libido, ressecamento da vagina, pele, cabelo e unhas, diminuição da secreção vaginal - levanto muitas vezes a dispareunia (dor genital que ocorre durante a relação sexual) , piora da memória e até casos mais graves, tais como, osteoporose e quadros depressivos.

Todos esses sintomas podem estar relacionados à queda abrupta dos hormônios com a chegada da menopausa. Os hormônios não fazem mal à saúde, aliás, são substâncias produzidas pelo nosso corpo, essenciais à vida ou qualidade de vida. “O que faz mal é a carência ou o excesso, ou seja, o desequilíbrio hormonal causado pela falência do ovário”, explica o Dr. Walter Pace, Professor Doutor em Ginecologia e Titular da Academia Mineira de Medicina.

Os hormônios possuem funções específicas e são fundamentais para garantir a dinâmica das atividades biológicas do corpo, pois regulam o crescimento, influenciam a vida sexual e promovem o equilíbrio interno, além de outros benefícios. O declínio da produção de hormônios como o estrogênio e a testosterona, por exemplo, podem acarretar episódios de depressão, falta de estímulo para conduzir situações do dia a dia e apatia.


Como identificar o problema?

É preciso identificar sinais e sintomas relacionados à menopausa e buscar acompanhamento médico específico para cada caso.

É comum mulheres procurarem tratamentos alternativos com base em antidepressivos e ansiolíticos para minimizar os impactos da depressão no período da menopausa.

O Dr. Walter Pace alerta sobre os riscos desses medicamentos para a saúde da mulher. “Infelizmente, em vez de tratar a causa (queda dos hormônios), são utilizados medicamentos antidepressivos que causam dependência e uma série de efeitos colaterais, sendo que, muitas vezes, só com o tratamento hormonal as pacientes já melhoram. É de suma importância que se faça um diagnóstico diferencial com o seu médico de confiança para compreender o que de fato é uma doença psiquiátrica ou uma questão relacionada à carência hormonal”, comenta o médico.  


Chocolate ajuda a saúde do coração; Conheça esse e outros benefícios para a saúde


 Apesar de ser consumido o ano todo, o chocolate ganha mais destaque na Páscoa, quando uma variedade de formatos e recheios invade as gôndolas dos supermercados. Mas, além de agradar o paladar, o chocolate — principalmente o amargo, que possui alta porcentagem de cacau — pode trazer benefícios à saúde. Mas é importante lembrar que o consumo desse alimento deve ser moderado e inserido em uma dieta equilibrada. “Priorizar chocolates com alto teor de cacau e menos açúcar e gordura é essencial para aproveitar seus benefícios sem prejudicar a saúde”, orienta a nutricionista Clara Lucía Valderrama, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife. 

Confira as vantagens que essa versão pode oferecer para o seu bem-estar!

 

Contribui para a saúde cardiovascular


O cacu é rico em flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam promover a saúde do coração. Segundo uma pesquisa recente publicada na revista Nature, foi identificada uma associação entre o consumo deste alimento e a redução do risco de hipertensão essencial. No entanto, são necessários mais estudos para confirmar se há ou não benefícios em relação a outras doenças cardiovasculares, como trombose e embolia pulmonar.

 

Ajuda a controlar o colesterol 


Outros estudos também indicam que o consumo de chocolate amargo pode ajudar a reduzir o colesterol LDL (“ruim”) ainda que de forma modesta, servindo como aliado complementar a tratamentos para colesterol. 

 

Reduz o risco de diabetes tipo 2 


Uma análise da Universidade de Harvard indica que o consumo regular de chocolate amargo pode estar associado a uma diminuição no risco de desenvolver diabetes tipo 2. Ainda não se sabe ao certo quais mecanismos estão envolvidos nesse processo, mas acredita-se que também seria por conta da ação dos flavonoides presentes no cacau, que atuariam reduzindo a inflamação e melhorando a sensibilidade à insulina. “Mas, atenção: o mesmo trabalho mostra que o chocolate ao leite está ligado ao aumento de peso por conter mais açúcar e gordura”, alerta Clara Lucía Valderrama.

 

Favorece a função cognitiva 


O consumo de cacau também tem sido associado a melhorias na cognição geral, atenção, velocidade de processamento e memória de trabalho, de acordo com a revisão de estudos publicada na revista Phytotherapy Research. O motivo seria a ação dos flavonoides no aumento da oxigenação cerebral e promoção da neuroplasticidade.

 

Melhora do humor e reduz o estresse

O consumo de chocolate ainda pode estimular a liberação de neurotransmissores como serotonina e endorfinas, associados à sensação de bem-estar e à redução de sintomas de depressão e ansiedade. Além disso, um estudo divulgado no The Journal of Nutritional Biochemistry mostra que o consumo diário de 30g de chocolate 85% cacau por 3 semanas reduziu significativamente as emoções negativas em adultos saudáveis ao alterar positivamente a composição da microbiota intestinal, aumentando a diversidade de bactérias e elevando os níveis de Blautia obeum — tipo que está associado à redução de emoções negativas.

 

“Esses benefícios se referem ao chocolate amargo ou com, no mínimo, 70% de cacau. Ainda assim, é importante controlar os excessos ou o tamanho da porção, e evitar os que têm alto teor de açúcar. Dessa maneira, aproveitar um pedaço de chocolate sempre será um prazer”, finaliza Valderrama.

 


Herbalife Ltd.
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Médica explica características do lipedema, que afeta 18% das mulheres

A doença, que ficou mais conhecida após o caso da modelo Yasmin Brunet, só foi classificada oficialmente há três anos; acúmulo anormal de gordura nos braços e nas pernas é confundido com a obesidade

 

Uma das doenças que tem afetado muitas mulheres no Brasil passou agora a ser mais conhecida do grande público: o lipedema, muitas vezes confundido com sobrepeso ou obesidade. Trata-se de uma doença crônica e sistêmica, caracterizada pelo acúmulo anormal de tecido adiposo subcutâneo, isto é, de gordura, que se concentra principalmente nas pernas e braços, com exceção das mãos e dos pés. Apesar de seus primeiros registros científicos terem sido feitos ainda na década de 1940, a sua classificação e caracterização mais completa só aconteceu em 2022, quando o lipedema entrou para a Classificação Internacional de Doenças (CID-11).  

Em fevereiro deste ano, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) elaborou e publicou, em sua revista científica Jornal Vascular Brasileiro, o documento Consenso Brasileiro de Lipedema pela metodologia Delphi, que apresenta informações e estabelece diretrizes claras para o diagnóstico, o tratamento e o manejo da doença.  

Estimativa recente, divulgada por uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, aponta que o lipedema atinge entre 10% e 18% das mulheres no mundo, incluindo pelo menos 9 milhões de mulheres no Brasil. Entre os casos mais conhecidos, está o da modelo e influenciadora Yasmin Brunet, que se queixava de inchaço e constantes dores nas pernas ao participar de um reality show e, no fim do ano passado, anunciou ter feito um tratamento com exercícios físicos e mudanças na alimentação, o que resultou em alívio das dores e perda de cerca de 15 quilos. 

O lipedema é frequentemente confundido com a obesidade, em razão do aparente aumento do volume corporal. No entanto, como esclarece a professora-doutora Ingrid Cristiane Pereira Gomes, médica endocrinologista e docente do curso de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit), as duas doenças apresentam características bem diferentes. E uma das principais delas está na distribuição da gordura pelo corpo. “No lipedema, a gordura se acumula de forma simétrica nas pernas e braços, poupando mãos e pés. Já na obesidade, o acúmulo de gordura é mais generalizado. Essa condição é frequentemente acompanhada de dor, sensibilidade e tendência a hematomas, o que não é comum na obesidade”, diz ela.  

Ainda de acordo com Ingrid, o distúrbio pode levar a várias complicações para o corpo e para a saúde em geral, incluindo dor crônica e sensibilidade, que pode interferir nas atividades diárias e na qualidade do sono; dificuldades de mobilidade pelo aumento do volume dos membros; e impacto psicológico, com incidência baixa autoestima, ansiedade e depressão. Em estágios avançados, pode ocorrer linfedema, que é o acúmulo de líquido linfático nos tecidos.  

A endocrinologista diz que as causas exatas do lipedema ainda não são completamente compreendidas, mas acredita-se que ele seja influenciado ou motivado por fatores genéticos, hormonais e inflamatórios. “A doença é mais comum em mulheres e pode ser desencadeada por eventos hormonais como puberdade, gravidez e menopausa”, frisa ela. 

 

Como prevenir e tratar 

Também não existem ainda formas conhecidas de prevenção contra o surgimento do lipedema, mas os médicos recomendam a detecção precoce, através de exames, e o tratamento adequado para ajudar a controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.  

A doutora Ingrid Pereira cita também que o lipedema não responde bem a dietas e exercícios convencionais, ao contrário do que acontece na obesidade, o que exige a adoção de outras estratégias na mudança no estilo de vida. Elas envolvem a adoção de uma dieta balanceada, com alimentos anti-oxidantes (como carne magra, vegetais de cor escura, azeite, castanha e peixes como atum e salmão), e atividades físicas de baixo impacto, como caminhada, hidroginástica, natação, ioga, pilates e exercícios de fortalecimento muscular.  

Também são recomendadas atividades de fisioterapia e terapia compressiva, com uso de bandagens e meias de compressão. “A intervenção cirúrgica, através da lipoaspiração, pode ser considerada em casos avançados, mas deve ser precedida por tratamento conservador”, ressalta a professora, frisando que as opções de tratamento da doença devem ser analisadas e aplicadas conforme o estágio de cada caso. 

 

Ingrid Cristiane Pereira Gomes - Docente do curso de medicina da Universidade Tiradentes (UNIT), médica pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e possui residência médica em clínica médica pelo HUSE e residência médica em endocrinologia e metabologia pela UFS. Além disso, é médica endocrinologista da UFS, preceptora da Residência médica em Endocrinologia e Metabologia do Hospital Universitário da UFS e conta com mestrado e doutorado em Ciências da Saúde pela UFS.


Período entre abril e agosto mostra aumento de casos de bronquiolite em crianças com menos de dois anos de idades

Especialista aponta quais os principais cuidados que os responsáveis devem ter nessa época

 

A situação climática tem se apresentado bastante instável nos últimos tempos, com temperaturas que alternam entre ondas de calor e de frio. Com a chegada das estações de outono/inverno o clima tende a ficar mais seco favorecendo o surgimento da Síndrome Respiratória Grave (SRAG), causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VRS), mas também por outros vírus, como metapneumovírus, bocavírus, influenza, adenovírus, rinovírus e o SARS-CoV-2 (COVID-19). Estes vírus afetam principalmente crianças de até dois anos de idade, que apresentam infecções das vias aéreas superiores (resfriados), pneumonias e bronquiolites, levando-as de forma mais frequente aos prontos-socorros.


Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024 foram registradas mais de 112 mil hospitalizações e 7 mil óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o país. O Boletim da Fiocruz aponta que, no período de 9 a 15 de fevereiro desse ano já foram notificados mais de 11 mil casos de SRAG entre crianças e adolescentes de até 14 anos.


Dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde, indicam que o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias nos pequenos menores de 2 anos.


No Sabará Hospital Infantil, no período entre março e agosto, esse número chega a quase dobrar em relação aos outros meses do ano. Em 2024, entre os meses de janeiro e março, houve 519 casos de positividades de VSR, sendo que nos três meses seguintes esse índice superou mil casos. Só nos dois primeiros meses de 2025, foram identificados 174 casos de crianças que positivaram VSR.


“Entre os principais sintomas da bronquiolite estão a respiração difícil e acelerada. Como o bebê não consegue se alimentar direito, muitas vezes acaba precisando de internação até desobstruir as vias aéreas”, explica a infectologista pediátrica do Sabará Hospital Infantil, Dra. Flávia Jacqueline Almeida.


A prevenção do VSR pode ser feita pela imunização ativa ou passiva. Para crianças não há vacinas disponíveis. Mas há a imunização passiva. Esta podem ser feitas pela vacinação do VSR na gestante, que irá produzir anticorpos e passar para o bebê dentro útero, de forma que ele estará protegido nos 6 primeiros meses de vida. O Programa Nacional de Imunização anúncio que irá incorporar essa vacina para as gestantes. Aguardamos ansiosamente a data de início.


Além disso, existem anticorpos que podem ser aplicados nas crianças para prevenção. O palivizumabe é utilizado para crianças de maior risco para o VSR (prematuros, cardiopatas e pneumopatas) e é disponibilizado pelo SUS. O nirsevimabe pode ser utilizado para todas os bebês e o Ministério da saúde também irá incorporá-lo para as crianças de risco.

 

Sabará Hospital Infantil


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