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quarta-feira, 19 de março de 2025

Multinacional brasileira disponibiliza 30 cursos on-line de soft skills gratuitos e com certificação

Envato
Senior Sistemas oferece programas para ampliar oportunidades de aprendizado e fortalecer a conexão entre qualificação e empregabilidade. Capacitações abordam temas como negociação, pensamento crítico e comunicação não violenta



A Senior Sistemas, por meio da plataforma Learning Management Systems (LMS) da Konviva, disponibiliza 30 cursos 100% on-line e gratuitos. Os conteúdos são focados no desenvolvimento de soft skills, essenciais para candidatos que buscam se destacar no mercado de trabalho, como autoconhecimento, colaboração, trabalho em equipe, habilidades interpessoais e melhoria contínua.

"Soft skills ajudam candidatos a se destacarem em processos seletivos, pois  demonstram como lidam com desafios e interagem no ambiente de trabalho. Habilidades como comunicação eficaz, trabalho em equipe, resolução de problemas, proatividade, inteligência emocional e organização são altamente valorizadas. Elas indicam adaptação à cultura da empresa e podem ser o diferencial entre candidatos com qualificações técnicas semelhantes. Durante entrevistas, recrutadores avaliam essas competências tanto nas respostas quanto no comportamento do candidato.", diz a head de Talent Acquisition na Senior Sistemas, Juliana Maria. “Até o momento, já tivemos 532 alunos e emitimos 449 certificados. O programa tem sido um sucesso e tem ótima aceitação”.

Os cursos são gratuitos e acessíveis a  todos os interessados, desde que inscritos no Portal de Talentos da Senior. As aulas combinam conceitos sólidos com exemplos práticos, incluindo casos reais que demonstram a aplicação da teoria no dia a dia e no ambiente profissional. O  conteúdo teórico é oferecido em formato microlearning, garantindo uma experiência dinâmica e atualizada, e a plataforma é atualizada constantemente com novas modalidades. Os participantes podem se inscrever em quantos cursos desejarem. Confira a lista atualizada de cursos disponíveis: 

  • Accountability no Ambiente Corporativo
  • Adaptabilidade e Resiliência
  • Assédio no Ambiente de Trabalho
  • Atenção ao Cliente: Indo Além das Expectativas
  • Autogestão e Produtividade
  • Colaboração e Trabalho em Equipe
  • Comunicação Assertiva
  • Comunicação Não-Violenta
  • Criatividade e Inovação
  • Cultura de Inclusão e Diversidade
  • Dominando a Gestão do Tempo
  • Empatia e Resolução de Conflitos
  • Ergonomia e Qualidade de Vida no Escritório
  • Ética no Ambiente Profissional
  • Gestão de Feedback e Desenvolvimento Contínuo
  • Gestão de Mudança Organizacional
  • Gestão de Resultados: Prioridades e Metas
  • Habilidades Interpessoais para o Sucesso Profissional
  • Inteligência Social para um Ambiente de Trabalho
  • Liderança Para Todos os Níveis
  • Mindfulness e Redução do Estresse
  • Mindset de Crescimento e Lifelong Learning
  • Motivação e Autoconfiança
  • Negociação e Persuasão Éticas
  • Networking Profissional: Construindo Relações
  • Organização e Planejamento de Tarefas
  • Pensamento Crítico e Resolução de Problemas
  • Pensamento Estratégico e Visão de Futuro
  • Tomadas de Decisão Confiantes
  • Trabalho Remoto: Comunicação e Produtividade

Reforma Tributária: como o novo modelo do IVA Dual impactará as empresas?

A Reforma Tributária do consumo no Brasil, regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, trará mudanças significativas no sistema tributário nacional. A partir de 2027, os tributos ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enquanto o Imposto Seletivo (IS) incidirá sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A reformulação busca simplificar a tributação e aumentar a transparência, exigindo que as empresas se preparem para evitar impactos financeiros e operacionais.

A transição começa em 2026 com testes dos novos tributos. Em 2027, a CBS será implementada integralmente, enquanto o IBS terá uma adoção gradual até a substituição total dos tributos antigos em 2033. Durante essa fase, o planejamento estratégico e as adequações operacionais serão essenciais para evitar riscos e garantir conformidade fiscal.

Uma das primeiras medidas que as empresas devem adotar é a parametrização de seus sistemas de gestão (ERP), incluindo ajustes na classificação fiscal de produtos e serviços. A NBS exercerá um papel primordial na Reforma Tributária, pois sua correta aplicação definirá a tributação diferenciada do CBS e IBS.

Além disso, as empresas precisarão adequar seus sistemas ao Ajuste SINIEF 24/2024 e à Nota Técnica 2021.003 v.1.40, que introduzem mudanças na emissão de notas fiscais eletrônicas e na verificação do GTIN no Cadastro Centralizado de GTIN (CCG). Essas regras, que impactam mercadorias com redução de alíquotas, entram em vigor com ambiente de testes em julho de 2025 e adoção obrigatória em outubro do mesmo ano. As empresas que não se adequarem poderão enfrentar dificuldades na comercialização e na regularidade de suas operações fiscais.

Outro impacto importante da reforma é a recuperação de créditos tributários, especialmente do ICMS. Se solicitados após a reforma, os créditos acumulados até 2032 poderão ser compensados com IBS, mas a devolução ocorrerá em até 240 meses (20 anos), corrigida apenas pelo IPCA. Esse prazo prolongado pode impactar o fluxo de caixa das empresas, exigindo planejamento antecipado.

O modelo de Split Payment, previsto para 2027, também afetará diretamente as finanças das empresas. Nesse modelo, o tributo será retido automaticamente no momento do pagamento da nota fiscal e repassado diretamente ao governo, eliminando a inadimplência fiscal, mas restringindo o controle financeiro corporativo sobre o pagamento dos impostos. As empresas precisarão ajustar suas estratégias financeiras, renegociar prazos com fornecedores e adaptar suas práticas de gestão de crédito e recebimentos.

Outro ponto fundamental é a revisão de contratos comerciais para adequação às novas regras tributárias. Cláusulas que mencionam tributos extintos que incidem sobre o faturamento precisarão ser substituídas por disposições sobre IBS e CBS, garantindo que não haja distorções na precificação e nas responsabilidades fiscais. A atualização contratual é indispensável para mitigar riscos e trazer previsibilidade às obrigações tributárias.

A reforma também prevê regimes diferenciados para minimizar impactos em setores estratégicos. A cesta básica nacional terá alíquota zerada (100%), enquanto setores como saúde, educação, insumos agrícolas e cultura contarão com uma redução de 60%. Profissionais liberais regulamentados e planos de saúde para pets terão um desconto de 30%, enquanto o setor imobiliário terá 50% e o turismo de 40%, mas sem direito ao aproveitamento de créditos de IBS e CBS. Empresas que hoje operam com esses benefícios precisam revisar suas projeções tributárias para garantir ajustes corretos nos preços. Simulações financeiras ajudarão a evitar distorções e a manter previsibilidade nos custos e margens de lucro.

A transição gradual da reforma, com ajustes anuais nas alíquotas do IBS e CBS e a redução progressiva dos tributos antigos, exige planejamento contínuo. Além disso, a conformidade dos fornecedores será essencial para que as empresas possam se beneficiar da compensação de créditos tributários. O monitoramento da regularidade fiscal dos parceiros comerciais deve fazer parte das práticas de governança corporativa para garantir que a cadeia produtiva esteja alinhada às novas exigências fiscais.

Diante desse cenário, recomenda-se que as empresas busquem especialistas tributários e formem comitês internos para acompanhar as mudanças regulatórias. A antecipação será essencial para evitar impactos financeiros indesejados e garantir um ajuste bem-sucedido ao novo sistema tributário.

 


Taís Baruchi - CEO e sócia na ECOVIS® BSP.



BSP
https://ecovisbsp.com.br/


Especialista explica como é feito o passo a passo da declaração do IRPF para microempreendedores

 Professora do curso Técnico em Contabilidade do Senac EAD explica quais são os pontos de atenção do documento que deve ser entregue até 30 de maio

 

No início de março, a Receita Federal anunciou o prazo para entrega da declaração do IR (Imposto de Renda) 2025, ano-base 2024. Os declarantes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 terão que preencher e enviar o documento entre os dias 17 de março e 30 de maio, um dia a menos que o ano anterior. 

Outra informação divulgada pelo órgão responsável é que exigirá o envio de dados de quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados diretamente na fonte, cuja soma seja superior a R$ 200.000,00, como, por exemplo, o FGTS e a poupança. Do mesmo modo, cidadãos que têm aplicações financeiras lucrativas ou que atualizaram bens imóveis sujeitos à incidência do imposto deverão prestar contas ao Fisco. 

Um fato verificado todos os anos são pessoas físicas que têm o documento retido na malha fina por preencherem o IR incorretamente. Por isso, a figura do contador é essencial, tendo em vista que presta consultoria especializada, domina as leis e normas tributárias, proporcionando assim conforto e segurança para o cliente. 

Outra vantagem de contratar o profissional é o fato de ter conhecimento sobre os diversos tipos de dedução fiscal que a pessoa física tem direito. Dessa forma, o declarante conseguirá uma restituição justa ou pagará o valor correto do imposto.
 

Como funciona a declaração dos Microempreendedores Individuais? 

No setor empresarial, existem diferentes categorias tributárias, de acordo com a atividade e volume de receita obtida. Os microempreendedores individuais (MEI) têm condições diferenciadas e, por isso, muitas vezes, o proprietário do negócio acredita que consegue preencher a declaração sozinho. 

Para explicar os detalhes do procedimento, conversamos com a professora do curso Técnico em Contabilidade do Senac EAD, Vanessa de Oliveira, para que você, microempreendedor, fique atualizado sobre a declaração do Imposto de Renda. 

Inicialmente, a especialista destaca que nem tudo que o sócio recebe como pessoa jurídica terá o mesmo tratamento tributário na declaração do IR. Em primeiro lugar, é necessário que o empresário classifique o tipo de valor que foi recebido, a partir da sua natureza, conforme discriminado no informe de rendimentos. 

“Esses valores podem ser classificados como tributáveis, quando se tratar do ‘pró-labore’ recebido pelo sócio, ou considerados rendimentos isentos, quando se tratar de distribuição de lucros evidenciada e registrada na escrituração contábil da empresa”, esclarece.

Vanessa aponta que existe uma diferença importante, principalmente na distribuição de lucros, quando considerados rendimentos isentos ou tributáveis. “De forma mais simples, para quem mantém escrituração contábil regular, o Lucro Evidenciado será totalmente informado na ficha ‘Rendimentos Isentos e Não Tributáveis’, sob o código 09 – Lucros e Dividendos


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Passo a passo do cálculo de rendimentos para MEIs

 

Se o empreendedor ainda não tem condição de arcar com os serviços de uma empresa de contabilidade, a educadora compartilha um passo, confira:
 

Passo 1: calcule o Rendimento Isento e Não Tributável: Faturamento Anual x Alíquota de acordo com o tipo de atividade do negócio (comércio, indústria e transporte de carga - 8%; transporte de passageiros - 16%; e serviços em geral - 32%). Esse total será informado na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, sob o código “09 – Lucros e Dividendos recebidos”.

Passo 2: calcule o Lucro: também denominado Lucro Evidenciado, é o resultado da Receita menos a Despesa.

Passo 3: calcule o Rendimento Tributável: este será o resultado do Faturamento Anual diminuído da parcela isenta (passo anterior) diminuído das despesas contabilizadas. 

Contudo, é de muita importância contar com o apoio de um profissional contábil para efetivar o correto registro das informações na declaração de IRPF, evitando erros e, consequentemente, suas penalidades.


 

Organização dos documentos é essencial para uma declaração eficiente 

Uma das dicas apresentadas pela professora do Senac EAD é começar com antecedência a organização dos documentos, a fim de facilitar o processo de elaboração do IR. Vale acrescentar que muitos MEIs imaginam “de modo errado” que a renda em questão se resume à receita bruta do ano anterior. 

“Na verdade, uma parcela desse rendimento deverá ser considerada como isenta de tributação. O valor isento será definido pelo percentual de presunção, estabelecido pelo governo para cada atividade desenvolvida pela empresa, entre elas: transporte de passageiros (16%), comércio, indústria e deslocamento de carga (8%), serviços (32%)”, detalha a professora. 

Em relação aos documentos necessários para declaração do IR na categoria MEI, é fundamental ter todas as informações relacionadas à sua atividade como microempreendedor individual. Confira quais são: 

• CNPJ;

• Dados pessoais, como CPF, RG e endereço atualizado;

• Comprovantes de receitas e despesas, como notas fiscais, extratos bancários, comprovantes de pagamento e outros;

• Declaração anual do Simples Nacional do MEI (DASN MEI);

• Informes de rendimentos, como salários de outras fontes de trabalho, aluguéis, dividendos de investimentos, entre outros;

• Outros dados relevantes, como contratos, recibos de pagamentos de serviços, documentos de veículos e mais.

Vanessa acrescenta que a declaração é cobrada de contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de 33.888,00 no ano-calendário de 2024, ou que tiveram imposto de renda retido em algum mês do período. “Caso a pessoa se encaixe em alguma das condições obrigatórias de declaração do IRPF e não efetive no prazo, fica sujeita a sanções como bloqueio do CPF, movimentação de contas bancárias e recebimento de cartões de crédito.”


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5 motivos para contratação de um profissional em Contabilidade 

Portanto, você que presta serviços ou tem algum negócio na categoria de microempreendedor, fique atento às regras da Receita Federal. Ao final, pedimos à professora do Técnico em Contabilidade do Senac EAD que apontasse 5 motivos para o cidadão investir em uma consultoria contábil. Acompanhe as recomendações: 

1 - Organização e planejamento financeiro: uma consultoria pode ajudar a organizar as finanças com base em orçamento e planejamento de futuro.

2 - Segurança em ter um profissional capacitado para verificar possibilidades e divergências: o especialista em serviços de contabilidade acompanha as mudanças em tempo real e poderá verificar possibilidades e evitar dores de cabeça com o fisco.

3 - Manter um controle regular das obrigações legais: atua no monitoramento das entregas fiscais, identificando as divergências e problemas fiscais com a Receita Federal, evitando multas e restrições.

4 - Análise e redução de custos e despesas: o profissional da área contábil possui um perfil estratégico para os negócios, auxiliando a empresa quando identifica algo irregular ou mais elevado, pontuando as alternativas de melhorias.

5 - Otimização de benefícios fiscais: na rotina fiscal, especialistas desta área identificam oportunidades de benefícios e auxiliam na redução da carga tributária, assim como na recuperação de créditos fiscais, quando os cálculos não foram realizados de forma apropriada.
 

Como você pode observar, o trabalho do contador e contabilista é essencial, no sentido de garantir mais segurança financeira dos negócios de diferentes portes. Além disso, prestam serviços relevantes para as pessoas físicas que não têm familiaridade com o preenchimento do tributo nacional.

Por outro lado, se estiver analisando uma opção de curso Técnico em Contabilidade com professores altamente qualificados e uma instituição reconhecida pelo MEC com nota máxima, venha para o Senac EAD. As inscrições para ensino profissionalizante estão abertas até 14 de abril. Acesse o site e confira as opções de conhecimentos.


 

Senac EAD

 

Seu filho, empreendedor: crianças se preparam para o mercado de trabalho desde cedo

Especialista elenca seis dicas estratégicas para auxiliar os pequenos nas habilidades essenciais para terem sucesso no mercado de trabalho de 2040

 

O mercado de trabalho está em constante transformação. Segundo o relatório Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, as profissões emergentes exigirão um conjunto de competências que vão além do conhecimento técnico, indo da IA e Big Data, à criatividade, resiliência e curiosidade. Neste cenário, como preparar crianças e adolescentes para se tornarem os empreendedores de 2040?

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) recomenda que a educação empreendedora esteja presente nos currículos escolares para formar cidadãos mais preparados para os desafios futuros. Segundo Ana Maria Menezes, gerente de formação da International School, crianças podem ser incentivadas a solucionar problemas do dia a dia, experimentando materiais, testando ideias e criando soluções de forma colaborativa.

“É um modo de pensar e agir que pode ser desenvolvido desde a primeira infância. Habilidades como comunicação, colaboração, criatividade, resolução de problemas e curiosidade são pilares do perfil empreendedor e podem ser incentivadas desde cedo”, explica.

No ambiente escolar, aulas de empreendedorismo vão além de ensinar conceitos de negócios; elas estimulam a identificação de desafios, a proatividade e o pensamento inovador. Estudos da National Financial Educators Council também mostram que o ensino de competências financeiras e de gestão é crucial para o sucesso a longo prazo.


Como ensinar empreendedorismo de forma envolvente?

Uma abordagem eficaz para o ensino do empreendedorismo é propor desafios baseados em situações reais, incentivando a reflexão e o aprendizado prático. Ana Maria Menezes traz seis estratégias para apoiar nesta jornada:

  • Propor desafios reais: criar atividades que incentivem os alunos a identificar problemas no cotidiano e buscar soluções inovadoras. Isso pode envolver pesquisa, planejamento e prototipagem, estimulando o pensamento criativo e a inovação.
  • Fomentar a colaboração: trabalhos em grupo ajudam a desenvolver habilidades como liderança, comunicação e resolução de conflitos, essenciais para qualquer empreendedor.
  • Trabalhar a inteligência emocional: estimular a reflexão sobre as emoções vividas ao longo do processo, com perguntas como: Como me senti durante o projeto? O que poderia ter feito diferente? Onde acertei e onde errei? Isso fortalece a resiliência e a autoconfiança.
  • Incentivar a experimentação: criar um ambiente onde o erro é visto como parte do aprendizado, encorajando os alunos a testarem diferentes abordagens e aprimorarem suas ideias.
  • Aliar o aprendizado à prática: projetos que envolvem a construção de protótipos, simulações de negócios ou apresentação de soluções para desafios reais tornam o aprendizado mais significativo.
  • Conectar o ensino à tecnologia: utilizar ferramentas digitais para explorar soluções inovadoras, ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando a busca contínua por novas informações.

O mercado de trabalho de 2040 exigirá profissionais com alta capacidade de adaptação, pensamento crítico e habilidades interpessoais bem desenvolvidas. Investir no ensino do empreendedorismo desde cedo não significa apenas formar futuros empresários, mas preparar indivíduos capazes de transformar desafios em oportunidades. 

Com metodologias inovadoras, aprendizado prático e estímulo ao pensamento criativo, podemos formar uma nova geração de empreendedores preparados para um mundo dinâmico e repleto de possibilidades.


O futuro do engajamento digital no setor financeiro: personalização e eficiência como diferenciais competitivos


No atual cenário do setor financeiro, a maximização da rentabilidade das empresas não se limita à aquisição de novos consumidores. A verdadeira chave para o sucesso reside na inteligência analítica, na automação estratégica e na personalização preditiva da experiência do cliente.

Com a alta na digitalização, bancos, fintechs e instituições financeiras que adotam estratégias avançadas de engajamento, baseadas em ciência de dados e aprendizado de máquina, garantem maior eficiência operacional, reduzem custos e aumentam o ciclo de vida do cliente.

A segmentação de clientes baseada apenas em critérios demográficos é coisa do passado. Hoje, modelos preditivos utilizam aprendizado de máquina para identificar padrões de consumo, antecipar necessidades e personalizar ofertas financeiras. Ferramentas como Processamento de Linguagem Natural (NLP) e deep learning permitem entender melhor o comportamento do cliente, oferecendo soluções sob medida que fomentam a rentabilidade.

Os consumidores modernos esperam experiências fluidas e personalizadas em todos os pontos de contato com as instituições financeiras. A integração omnichannel é essencial para criar jornadas de cliente coerentes e eficazes. O uso de análise sentimental, algoritmos de mensageria baseados em eventos e grafos de conhecimento melhora a interação com o público, reduzindo fricções e ampliando a conversão.

A inteligência artificial não se limita apenas à automação de processos, mas também à capacidade de aprender e evoluir com os padrões de comportamento dos clientes. Algoritmos de reinforcement learning adaptam campanhas de marketing em tempo real, enquanto assistentes virtuais e chatbots baseados em IA melhoram a interação e reduzem custos operacionais.

A otimização de recursos é um pilar essencial para a sustentabilidade financeira das instituições. O uso de algoritmos para predição de demanda, redes neurais para análise de riscos e machine learning para detecção de fraudes são exemplos de como a tecnologia pode minimizar desperdícios e maximizar margens de lucro.

A era digital trouxe um novo cenário para o setor financeiro e a rentabilidade do cliente está diretamente ligada à capacidade de oferecer experiências personalizadas e eficientes. Instituições que investem em automação inteligente, análise preditiva e orquestração omnichannel estão saindo na frente do mercado e tendem a consolidar sua relevância no longo prazo.

Afinal, o futuro pertence às empresas que possuem a capacidade de inovar e adaptar processos de maneira ágil e que entendem que dados são o ativo mais valioso para gerar valor e rentabilidade sustentável.


Jorge Iglesias - CEO da Topaz, uma das maiores empresas de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais do mundo.


Doença começa a mudar o mapa da citricultura no Brasil. Ciência ajuda na migração dos plantios

 Os alertas fitossanitários e a indicação de medidas de manejo apoiam o produtor quando da decisão pela mudança de endereço dos plantios, para preservação dos pomares.

  • Embrapa e Fundecitrus conjugam expertises para auxiliar citricultores na migração para o Cinturão Citrícola Expandido (CCE).
  • Deslocamento é impulsionado pelo avanço do HLB e expande a produçào para outros estados, além de São Paulo e Minas Gerias.  
  • Pesquisas complementam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) da cultura dos citros e incluem também desafios fitossanitários.
  • Um dos objetivos é desenvolver mapas de riscos de ocorrência do psilídeo-vetor da bactéria causadora do greening ainda este ano.
  • Essas informações vão garantir mais segurança aos produtores na tomada de decisão sobre o cultivo em novas áreas em cenários de mudanças climáticas..

 

O avanço do huanglongbing (HLB ou greening), pior doença dos cultivos de citros do mundo, está deslocando a cultura no País. O tradicional Cinturão Citrícola (veja, formado por São Paulo (à exceção do litoral), Triângulo Mineiro e sudoeste de Minas Gerais, incorpora novos estados: Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Distrito Federal, formando o Cinturão Citrícola Expandido (CCE). Cientistas da Embrapa e do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) avançam em estudos de zoneamento de riscos climáticos e fitossanitários para auxiliar citricultores brasileiros na migração para uma nova região produtora no Brasil.

 “A Embrapa está imbuída em colaborar de todas as formas para mitigar e controlar o HLB, mas a avaliação de que a citricultura pode mudar e se expandir para novas áreas é uma realidade”, afirma o pesquisador Francisco Laranjeira, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e fitopatologista da equipe técnica de citros. “Vamos seguir nessa linha, não só trabalhando com a questão no Cinturão Citrícola Expandido, mas procurando avaliar todo o País. É um compromisso com a cadeia produtiva”, reforça. 

Pesquisas realizadas pela Embrapa e pelo Fundecitrus, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) – que indica os riscos climáticos envolvidos na produção agrícola em diferentes regiões brasileiras –, os alertas fitossanitários e a indicação de diversas medidas de manejo, têm como missão apoiar o produtor na difícil tomada de decisão pela mudança de endereço dos plantios com vistas à preservação dos pomares e sua consequente sustentabilidade comercial e financeira.

O Zarc considera riscos de até 20, 30 e 40% para a perda da produção associados a todas as fases de desenvolvimento dos frutos, desde a floração, passando pela frutificação, até a colheita. “Com os resultados de risco climático em nível municipal para o Brasil inteiro, gerados pelo Zarc, conseguimos separar essas regiões que são limítrofes do Cinturão Citrícola existente e fazer um diagnóstico das possibilidades de risco climático e do planejamento da citricultura nas regiões de expansão”, explica Mauricio Coelho, pesquisador da Embrapa, coordenador do Zarc Citros e um dos autores da publicação “Expansão do cinturão citrícola – Quais as aptidões e os riscos climáticos?”. Os outros autores são Alécio Moreira, Eduardo Girardi, Francisco Laranjeira, Eduardo Monteiro e Daniel Victoria (Embrapa) e Renato Bassanezi (Fundecitrus).

Segundo Coelho, a publicação é norteadora para os citricultores. “A partir do momento em que a citricultura se expande, pode envolver locais com riscos climáticos ainda mais elevados. Isso já está acontecendo em algumas regiões, como Triângulo Mineiro e Alto Parnaíba, no oeste paulista, que apresentam maior risco climático, principalmente no que se refere ao déficit hídrico, e temperaturas elevadas no período de floração”, ressalta o especialista em irrigação. 

 

Zoneamento específico

Uma das tecnologias em desenvolvimento é o zoneamento específico do psilídeo-vetor da bactéria associada ao HLB e da podridão floral dos citros (PFC) que, em complemento ao Zarc elaborado em 2021, pretende obter mapas com indicação de favorabilidade à ocorrência no CCE, além de servir como base para futuros zoneamentos para outras pragas e doenças dentro do CCE.

O projeto “Zoneamento de favorabilidade à ocorrência de psilídeo e de podridão floral dos citros no cinturão citrícola brasileiro expandido em cenários de mudanças climáticas” é liderado por Alécio Moreira, analista da Embrapa, e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) até 2026.

Para além do clima, observou-se a importância de zonear o risco fitossanitário, no caso, de ocorrência de Diaphorina citri, que é o vetor da bactéria associada ao HLB, e da podridão floral, pela elevada dependência do clima para ocorrência com danos elevados. A podridão floral é uma doença importante, que afeta as flores e, consequentemente, a produção de frutos. “Essas informações são importantes para que os citricultores tenham maior segurança na tomada de decisão sobre a produção em novas áreas em cenários atuais e futuros de mudanças climáticas”, explica Moreira. Tal qual o Zarc tradicional, o projeto vai usar modelos matemáticos e computacionais para estimar esses riscos e a expectativa é que os mapas que indicarão a ocorrência de psilídeos estejam disponibilizados ainda em 2025.

De acordo com Coelho, o produtor precisa ter acesso a informações simples, de forma dinâmica, e trabalhar com tecnologias digitais. “É necessário realizar o monitoramento do pomar para estar atento às mudanças que possam favorecer o desenvolvimento do fungo ou a maior incidência do inseto e atuar com prevenção, fazendo o controle integrado (químico, físico, biológico e/ou cultural) mais ajustado à realidade local e aos riscos climáticos associados”, complementa.

O projeto vai considerar elementos climáticos e características da PFC e do HLB. “Vamos estudar variáveis climáticas, desenvolvimento da podridão floral e do HLB e questões da planta, como florada e brotações, e, então, gerar modelos que possam produzir essas informações de riscos para ocorrência da podridão floral e psilídeo no Cinturão Citrícola”, salienta Coelho.

 

O pesquisador explica que o controle tem que ser contínuo: “Existem condições ideais para o desenvolvimento tanto do microrganismo quanto do vetor, ou seja, há períodos naturalmente limitantes para esses organismos, como os de baixas temperaturas. No atual Cinturão Citrícola, as baixas temperaturas restringem o crescimento das plantas e o desenvolvimento do fungo, especialmente quando associadas ao período mais seco do ano. Isso resulta na falta de crescimento vegetativo e na ausência de floração natural”. 

 

Migração crescente 

Segundo o Fundecitrus, a migração dos pomares começou em 2023 e continua em ascensão. “Em 2024, os produtores começaram, com maior intensidade, a buscar novas regiões em áreas livres ou com baixa incidência do greening”, informa o pesquisador Renato Bassanezi.

Em curto prazo, a previsão é o aumento da doença no estado de São Paulo. “Felizmente, em 2024, o aumento foi de 38% para 44%, bem menor do que no ano anterior, que tinha sido de 24% para 38%, e a redução em si já tranquilizou o setor. A verdade é que o produtor tinha negligenciado um pouco a rotação de inseticidas, o que levou a populações de insetos resistentes aos principais inseticidas usados, que eram os mais baratos”, explica Bassanezi. “Para fugirem da temperatura alta do Mato Grosso do Sul, por exemplo, os citricultores vão ter que antecipar a florada com irrigação e mantê-la”, destaca.

A relevância do zoneamento é atestada por Danilo Yamane, da FortCitrus Consultoria e membro do Grupo de Consultores em Citros (GConci). “O trabalho da Embrapa tem sido bastante importante na seleção das áreas de expansão, com clima menos adverso e com condições mais adequadas para o desenvolvimento da planta de citros. É uma informação estratégica bastante importante para mitigarmos o risco do investimento”, observa. 

Para Yamane, os produtores enfrentam três desafios. “O primeiro é o clima. As condições são bastante diversas, caracterizadas por temperaturas muito altas, em que a planta de citros acaba não sendo adequada fisiologicamente, o que causa problemas. O segundo desafio é a localização geográfica. São mais dificuldades logísticas, uma vez que não só o mercado consumidor da fruta fresca está em São Paulo, mas também praticamente todas as processadoras de suco, o que aumenta o custo do transporte. E o terceiro é a falta de mão de obra para trabalhar nas fazendas, inclusive na colheita, porque são áreas que não têm a laranja como cultura tradicional”, enumera. 

Visando suprir a redução de área plantada no Cinturão Citrícola devido ao HLB e à consequente produção de frutos, uma das empresas que migraram para outras áreas foi a Cambuhy Agrícola Ltda., cuja sede principal fica em Matão (SP), onde adota, há vários anos, três medidas de controle do HLB: os manejos interno, externo e regional. “A decisão foi tomada no último ano devido ao aumento expressivo da doença e vai gerar 1.200 empregos diretos”, conta Fabrício Lanza, gerente de P&D e controle agrícola da empresa especializada na produção da fruta. A principal variedade plantada nos novos pomares de Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, é a laranja Pera, mas pequenas áreas de laranjas precoces e tardias também vão ser plantadas na densidade de 444 plantas por hectare.

Outra empresa a apostar no estado é a Agroterenas. “Com a explosão do greening em 2022, começamos os plantios em 2024 e devemos terminar 1.500 hectares até 2026”, conta Ezequiel Castilho, diretor agroindustrial da AGT Citrus. “Precisamos ir por uma questão de segurança, mas é importante lembrar que a laranjeira é uma planta de clima temperado, assim como a soja, a maçã, a pera e a uva, que acabaram indo para outras regiões. Acho que é um processo natural. Questões relacionadas à mão de obra e à infraestrutura, vão melhorando aos poucos, expandindo o desenvolvimento da economia para todo o País. O governo estadual tem dado muito apoio e se comprometido com o investidor”, pondera.

Castilho salienta as orientações do Fundecitrus e da Embrapa: “Com Juliano [Ayres, gerente-geral do Fundecitrus], conversamos sobre distância de pomares comerciais, isolamento, irrigação, mudas e variedades de porta-enxerto. Nosso projeto é baseado no porta-enxerto Swingle, que a citricultura conhece e domina, mas teremos aproximadamente 30% de porta-enxertos semiananicantes e ananicantes, como orientado por Eduardo Girardi e Eduardo Stuchi [pesquisadores da Embrapa, o último falecido em maio de 2024], conta.

 

Por trás do processamento de dados 

Eduardo Monteiro, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP), detalha a participação da sua equipe no trabalho: “Toda a parte do conhecimento agronômico vem dos especialistas da cultura e a Embrapa Agricultura Digital dá suporte à infraestrutura de tecnologia da informação, que vai desde organização, seleção, preenchimento de falhas, à análise e ao controle de qualidade dos dados meteorológicos, que, na verdade, são provenientes de várias instituições que mantêm redes de monitoramento”, explica.

O data center da Embrapa em Campinas guarda toda a estrutura de processamento do Zarc. “São cerca de 4 mil séries históricas de 30 anos, de pontos de observação ou de estações meteorológicas e pluviométricas espalhadas por todo o Brasil. São diversas variedades com ciclos e comportamentos diferentes, três tipos de solo e seis classes de água disponíveis. Todos os cenários têm que ser simulados e são processados no simulador da Embrapa”, conta Monteiro, que coordena a Rede Zarc Embrapa.

Os resultados formam um banco de dados, integrado à ferramenta de visualização e análise de dados Micura, utilizada pelos pesquisadores para conferência. “Na etapa seguinte, acontecem reuniões de validação com representantes do setor produtivo, especialistas de outras instituições, professores, e pessoas com expertise, principalmente em diferentes regiões de produção, para avaliação final. Depois, preparamos todos os dados e encaminhamos para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio de um sistema de transferência de dados. O Ministério organiza e armazena esses dados no seu próprio banco, faz a conversão, a edição e a publicação nas portarias”, relata.

  

Alinhamento aos ODS 

O Zarc Citros está alinhado ao compromisso da Embrapa com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 2015, com a missão de construir e implementar políticas públicas que visam guiar a humanidade até 2030 (Agenda 2030). Atende, inicialmente, ao Objetivo número 2 “Fome zero e agricultura sustentável”, que consiste em erradicar a fome, alcançar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável.


Os fertilizantes são essenciais para sustentabilidade do agro


O novo conteúdo da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) é uma inestimável contribuição para o avanço sistêmico do já desenvolvido agronegócio brasileiro. De modo muito claro e enfático, demonstra como o setor depende da biodiversidade e, ao mesmo tempo, se beneficia dela. Evidencia, também, a importância de alguns elementos para seu contínuo fortalecimento, em harmonia com os preceitos ecológicos, como água limpa, regulação do clima, polinização de culturas, controle biológico de pragas e doenças e a manutenção da fertilidade e da estrutura do solo. 

A publicação, intitulada Sumário para Tomadores de Decisão do Relatório Temático sobre Agricultura, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, aborda os desafios associados ao modelo de uso da terra predominante no País e as soluções para tornar a agropecuária uma prática mais sustentável e inclusiva. O relatório foi coordenado por Rachel Bardy Prado, pesquisadora da Embrapa Solos (RJ), e Gerhard Overbeck, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

A cientista reforça que a escassez de recursos naturais em algumas partes do Brasil e os efeitos sobre o clima colocam em xeque a própria abundância da agricultura nacional. Alerta, também, que as principais cadeias de valor de alimentos estão suscetíveis às mudanças climáticas e que certas regiões poderão sofrer quedas de produtividade e alterações na aptidão para determinadas culturas. 

Nesse contexto, acreditamos que os fertilizantes desempenhem função primordial, lembrando que têm sido fatores essenciais para os significativos ganhos de produtividade já alcançados pela agricultura brasileira. Sem dúvida, fazem parte de todo o processo de desenvolvimento da agropecuária nacional, movido pela elevada capacidade de trabalho dos empresários do setor, as mulheres e os homens do campo. 

Para evitar o risco de queda de produtividade em determinadas áreas e culturas, indicado pela pesquisadora, o uso adequado de fertilizantes é imprescindível, considerando que sua função basilar é aumentar a fertilidade do solo. Para isso, contêm os elementos necessários para o enriquecimento da terra: compostos minerais e orgânicos com nutrientes para o desenvolvimento das plantas. 

Os fertilizantes também desempenham funções econômicas e ecológicas importantes, em sintonia com as demandas apontadas pela nova publicação da BPBES. Afinal, contribuem para a melhoria da produção e do retorno financeiro das lavouras, possibilitam a economia de recursos ambientais, por meio do enriquecimento do solo, e proporcionam ganhos de qualidade aos alimentos e commodities agrícolas. 

Segundo a Embrapa, a adubação correta tem efeitos diretos no estabelecimento da cultura, produtividade e mais proteção do solo contra agentes erosivos. Também auxilia no controle de acidez da terra e reposição de nutrientes, além de influenciar nas taxas de sequestro de carbono, pois o solo, conforme explicam os especialistas, é o principal reservatório de carbono em um ecossistema. 

O setor de fertilizantes, reconhecendo toda essa importância do insumo para o Brasil, tem atuado no sentido de garantir o abastecimento do mercado, apesar das dificuldades inerentes ao cenário geopolítico global, com guerras que afetam nações fornecedoras de fertilizantes minerais e dificultam a logística das cadeias internacionais de comércio. Cabe lembrar que 85% do consumo nacional são importados. 

Assim, apesar da garantia da oferta até hoje prevalente, o País precisa manter e implementar cada vez mais o Plano Nacional de Fertilizantes, visando aumentar a fabricação interna e aperfeiçoar a infraestrutura, logística e desembaraço alfandegário na importação. Afinal, estamos falando de um produto decisivo para que o agro brasileiro seja cada vez mais economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto, atendendo de modo pleno aos preceitos da sustentabilidade.

 



Ricardo Tortorella - economista, é diretor-executivo da Associação Nacional de Difusão de Adubos (ANDA).


Conselheira aponta como usar os 4 pilares da comunicação não-violenta para transformar a gestão estratégica nas empresas

Beatriz Nóbrega, conselheira consultiva e mentora de líderes, explica como a empatia na comunicação pode melhorar o desempenho organizacional


O ambiente corporativo é repleto de pressões por resultados, a comunicação pode ser tanto uma ponte para o crescimento quanto uma fonte de conflitos e retrocessos. Para Beatriz Nóbrega, conselheira consultiva, CHRO e especialista em transformação organizacional via evolução cultural, a comunicação não-violenta (CNV) é uma ferramenta poderosa para criar gestões mais empáticas e estratégicas, com impacto direto na produtividade e no engajamento das equipes. “O diálogo consciente, baseado em empatia e escuta ativa, não apenas resolve conflitos, mas transforma desafios internos em oportunidades de inovação e colaboração”, afirma.

O conceito de comunicação não-violenta, desenvolvido por Marshall Rosenberg, baseia-se em quatro pilares: observação, sentimentos, necessidades e pedidos. Nas empresas, ele pode ser aplicado em situações de feedback, resolução de conflitos e reuniões estratégicas, promovendo um ambiente onde todos se sintam ouvidos e respeitados.

No atual cenário econômico, onde empresas enfrentam desafios de adaptação e inovação, a capacidade de gerenciar conflitos de forma eficiente tornou-se um diferencial competitivo. Dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que empresas que adotam práticas de comunicação assertiva e empática registram uma redução de até 30% nos conflitos internos, além de aumentarem os índices de produtividade e engajamento.

Segundo Beatriz, a comunicação não-violenta é especialmente relevante em momentos de tomada de decisão e mudanças organizacionais. “Decisões difíceis são mais bem aceitas quando há um diálogo transparente e quando os líderes demonstram que compreendem as necessidades das equipes”, explica. Ela aponta que, sem um canal de comunicação eficiente, as mudanças podem gerar resistências e atrasar os processos internos.


Como líderes podem aplicar a CNV na prática

Beatriz defende que a CNV deve ser incorporada de forma prática e contínua pelos líderes. Um dos primeiros passos, segundo ela, é o treinamento para que as lideranças desenvolvam habilidades de escuta ativa e empatia. “Muitos líderes acreditam que ouvir é algo passivo, mas, na verdade, a escuta ativa exige atenção, análise e uma resposta construtiva”, afirma.

Ela cita como exemplo uma situação comum em feedbacks: em vez de apontar erros de forma direta e punitiva, a CNV orienta os líderes a exporem suas observações de maneira construtiva, focando em soluções. “Quando o colaborador entende que o feedback não é um ataque, mas uma oportunidade de crescimento, ele se sente motivado a melhorar”, explica.

Empresas que implementaram a CNV de forma estruturada relatam ganhos expressivos em clima organizacional. Um estudo recente da consultoria PwC aponta que 67% dos colaboradores em empresas com práticas de comunicação empática se sentem mais valorizados e confiantes para compartilhar ideias e feedbacks.


Fortalecimento das equipes e inovação

A comunicação não-violenta também contribui para fortalecer os laços entre as equipes e estimular a inovação. Para Beatriz, isso ocorre porque, quando as pessoas se sentem seguras para expor suas opiniões sem medo de represálias, o ambiente se torna propício à criatividade e ao desenvolvimento de novas ideias.

“O silêncio nas reuniões pode ser um indicativo de medo ou insegurança. A CNV cria um espaço onde todos se sentem à vontade para contribuir. Isso é fundamental para a inovação, já que ideias transformadoras muitas vezes surgem de opiniões divergentes”, afirma Beatriz.

Durante crises econômicas ou processos de reestruturação, a comunicação clara e empática é essencial para manter a coesão das equipes. Beatriz explica que, nesses momentos, o papel dos líderes é fundamental para evitar mal-entendidos e desmotivação. “Em momentos de crise, a falta de diálogo pode amplificar os efeitos negativos, enquanto uma comunicação transparente pode minimizar os impactos e acelerar a recuperação”, ressalta.

Ela cita o exemplo de uma empresa do setor de tecnologia que, durante uma reestruturação, utilizou a CNV para manter o engajamento dos colaboradores. “Ao explicar as razões das mudanças de forma clara e ouvir as preocupações das equipes, a empresa conseguiu reter talentos e fortalecer a confiança, mesmo diante de cortes e reorganizações internas”, relata Beatriz.

Outro aspecto importante da comunicação não-violenta é seu impacto na qualidade das decisões organizacionais. Beatriz explica que líderes que adotam a CNV tendem a considerar diferentes perspectivas antes de tomar decisões, o que reduz o risco de erros e aumenta a aceitação das medidas.

“Quando as pessoas sentem que suas opiniões foram levadas em conta, mesmo que a decisão final não seja a esperada, elas tendem a aceitar melhor as mudanças. Isso cria uma cultura de colaboração, onde todos trabalham em direção aos mesmos objetivos”, afirma.

Com um ambiente de trabalho mais colaborativo e equipes engajadas, a CNV se apresenta como uma ferramenta essencial para enfrentar os desafios de um mercado dinâmico e competitivo. Como destaca Beatriz, “não se trata apenas de falar, mas de construir conexões reais por meio da comunicação”.

Para Beatriz Nóbrega, a comunicação não-violenta é mais do que uma técnica de comunicação — é uma estratégia de longo prazo para fortalecer as empresas. “Empresas que priorizam o diálogo empático não apenas reduzem conflitos, mas constroem uma base sólida para a inovação e o crescimento sustentável”, conclui. 



Bia Nóbrega - multi-empreendedora focada no desenvolvimento humano e transformação organizacional, com mais de 25 anos de experiência. Atua como Conselheira Consultiva, CHRO não exclusiva, mentora de líderes, palestrante, escritora, professora e investidora-anjo. É reconhecida com prêmios como TOP Influenciadora de RH (RH Summit), TOP HR Influencer (Go Integro) e Líder Legacy (Think Work), além de ser uma voz ativa em comunidades de liderança como Women Corporate Directors (WCD) e Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Ao longo de sua carreira, liderou projetos que conciliam alta performance e inovação organizacional, utilizando metodologias ágeis para promover mudanças sustentáveis. Bia também integra o Comitê Executivo do IVG (Instituto Vasselo Goldoni), onde contribui para fortalecer lideranças femininas por meio de mentoria e networking. Coautora de livros sobre Futuro do Trabalho, Experiência do Colaborador e Mentoria, já impactou mais de 20 mil pessoas em palestras e eventos e acumula mais de 3 mil horas de mentoria e coaching, consolidando sua influência no universo de Pessoas e Cultura.
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www.bianobrega.com.br


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