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sexta-feira, 19 de julho de 2024

"A Rainha Procura": Grupo Trampulim estreia sua primeira adaptação e mistura novos elementos cênicos à palhaçaria


Espetáculo será apresentado gratuitamente entre os dias 27 de julho e 11 de agosto, em sete sessões, em Belo Horizonte; baseada em premiada obra da Cia do Quintal, de São Paulo, remontagem passeia entre a palhaçaria, a improvisação e a dramaturgia

 

Uma das maiores referências da arte circense brasileira, com 30 anos de estrada, o Grupo Trampulim, de Belo Horizonte, estreia sua primeira adaptação, trazendo muitas novidades cênicas para o universo da palhaçaria. A remontagem “A Rainha Procura”, inspirada em uma premiada produção da Cia do Quintal, de São Paulo, terá sete apresentações entre os dias 27 de julho e 11 de agosto, que acontecem em quatro palcos emblemáticos da capital mineira: Galpão Cine Horto, Teatro da Biblioteca Pública, ZAP 18 e Casa de Candongas. A entrada para todos os espetáculos é gratuita, mediante retirada de ingressos na bilheteria dos espaços uma hora antes de cada apresentação. Todas as apresentações terão interpretação em Libras.

 

Conhecido por transpor a linguagem da palhaçaria para outros contextos cênicos, há mais de 15 anos o Grupo Trampulim pesquisa e reproduz nos palcos, de forma original, conceitos da técnica conhecida como IMPRO, na qual a improvisação serve como base para a estrutura dos espetáculos. Recentemente, o grupo estreitou ainda mais os laços com a improvisação ao trabalhar com o ator, diretor, dramaturgo e palhaço César Gouvêa, idealizador da Cia do Quintal, campeão Mundial de Improviso, em 2008, e ex-integrante do famoso grupo Doutores da Alegria. Para a concepção do espetáculo “Casamento” (2023), dirigido pelo mexicano José Luis Saldaña, o Trapulim realizou uma residência artística com César Gouvêa, que também trabalhou com a trupe na montagem “Trampulimpro” (2022), desenvolvida para o meio corporativo.

 

“Convidamos o César para dirigir essas montagens e a experiência foi deliciosa. Nos divertimos muito, a comunicação entre nós foi muito empática, fluida e fácil. O César, como diretor, traz o know-how da junção dessas linguagens: palhaçaria e IMPRO. E a Cia do Quintal, criada por ele, é a grande referência nacional dessas linguagens, formada por palhaços incríveis que se tornaram também grandes improvisadores. A partir dessas experiências, César nos falou do espetáculo ‘A Rainha Procura”, peça premiada da Cia do Quintal, que já estava fora do repertório do grupo, e tinha tudo a ver com o Trampulim”, diz Adriana Morales, diretora e integrante do Grupo Trampulim.

 

César Gouvêa conta que viu no Trampulim a possibilidade de remontar “A Rainha Procura” com artistas que ele admira e que combinam com a estética do grupo. “A experiência de remontar um espetáculo depois de dez anos está sendo muito enriquecedora. Como se trata de um espetáculo de palhaços, esses palhaços se apropriam muito da criação. É um espetáculo que tem momentos de improviso, mas também momentos de números dos palhaços que participam da peça. Então, isso tudo acaba alterando muito o espetáculo original e deixando a remontagem muito personalizada, com a cara do Trampulm, o que é bem interessante”, afirma o diretor.

 

Roteiro e improviso

 

A partir dessas conexões, a peça “A Rainha Procura” nasceu da busca desafiadora do Grupo Trampulim por novas linguagens cênicas. O espetáculo tem um roteiro definido: se passa em um jogo de xadrez e conta a história de uma Rainha que perdeu seu reinado, restando a ela apenas a companhia de um Peão. Ao longo do espetáculo, a Rainha vai sendo contagiada pela simplicidade dos palhaços e por seu fiel escudeiro, o Peão. Em sua primeira versão, com a Cia do Quintal, o espetáculo foi sucesso de público e crítica, ao vencer o “Grande Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte" (APCA) e ser eleito o “Melhor Espetáculo do Ano”, pelo “Guia da Folha”, em 2013.

 

Agora, na remontagem do Trampulim, o componente da palhaçaria promete dar um tom surpreendente para a história. “Apesar de termos as direções desses personagens, é imprescindível que os palhaços tragam suas características próprias, que a Rainha e o Peão descubram seu jogo nesse tabuleiro, e que todos estejam abertos para o jogo e o improviso dentro de uma relação estabelecida dramaturgicamente. O desafio tem sido, além das coreografias e marcações, descobrir essas relações. Os palhaços trazem suas lógicas próprias, as suas personalidades, e o reino agora é em Minas Gerais”, comenta Adriana.

 

Na nova versão, Adriana Morales (Benedita Jacarandá) vive a Rainha desiludida em seu reino perdido, enquanto Tiago Mafra (Sabonete) e Rafael Protzner (Alfinete) interpretam os palhaços. Já Ricardo Ikier (Dr. Canhoto), integrante do tradicional grupo Hahaha, é o palhaço convidado para interpretar o Peão. No palco, todos levam para o espetáculo os seus respectivos arquétipos saltimbancos, ou seja, os palhaços e palhaças de cada um, desenvolvidos há anos em apresentações e projetos distintos. E, mesmo diante de um roteiro e de personagens bem demarcados, eles não abrem mão de exercitar a improvisação.

 

“Uma das principais novidades para o Trampulim é que este espetáculo tem personagens, como a Rainha e o Peão. Não nos referimos aos palhaços e palhaças como personagens. Para nós, a figura do palhaço e da palhaça tem características próprias, trazidas por cada indivíduo para compor a personalidade e o jogo de cada palhaço ou palhaça”, avalia Tiago Mafra, artista e diretor do Trampulim. “Em outras palavras, a matéria-prima da palhaçaria pode ser a história de vida do ator, isto é, seu universo particular com sua coleção de qualidades e fracassos. É isso que vai para o palco”, complementa o artista Rafael Protzner, que também integra o Grupo. 

 

Desenvolvido por César Gouvêa e Elisa Rossin, o cenário do espetáculo inclui itens da montagem original e se passa inteiramente em um tabuleiro de xadrez. A montagem traça uma analogia com um jogo, em congruência com a essência da palhaçaria — que se desenvolve por meio de jogos e brincadeiras. “O espetáculo simula um grande tabuleiro de xadrez e suas jogadas clássicas. Essa característica proporciona ao espectador a contemplação imersiva dentro do cenário. A movimentação das peças possui um código corporal bem estabelecido e extracotidiano. E a presença dos palhaços errantes aproxima o público de questões humanas, trazendo leveza e diversão para a trama”, avalia Rafael.

 

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte. 

 

 

Ficha Técnica | Grupo Trampulim - “A Rainha Procura”

Concepção: César Gouvêa e Elisa Rossin

Direção Geral: César Gouvêa

Texto: Rhena de Faria, Cláudio Thebas, Denis Goyos, Davi Taiyu, Álvaro Lages,  César Gouvêa e Grupo Trampulim

Coordenação Geral: Grupo Trampulim

Coordenação de Produção e Produção Executiva: Bela Leite

Elenco: Adriana Morales, Rafael Protzner, Tiago Mafra e Ricardo Ikier

Direção de Arte: Elisa Rossin

Consultoria Dramatúrgica: Gustavo Miranda

Trilha Sonora: Álvaro Lages e Caio Juliano

Transcrição, execução, gravação, edição e mixagem: Chaya Vazquez

Iluminação: Marcel Gilber

Iluminadora: Flávia Mafra

Cenografia: César Gouvêa

Concepção do figurino: Elisa Rossin

Confecção original : Beto de Souza

Confecção novo Figurino: Roberta Mesquita

Fotografia e Audiovisual: Pri Garcia - Plena Filmes

Design Gráfico: Maracujá arte gráfica | Flora Lopes + Mariana Fonseca

Gestão de Redes Sociais e Assessoria de Imprensa: Floriano Comunicação

Intérprete em Libras: Dinalva Andrade Martins

Gestão Financeira: Flávia Mafra

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

27 e 28 de julho (sábado e domingo), às 19h

Galpão Cine Horto (Rua Pitangui, 3.613 - Horto) 

 

3 e 4 de agosto (sábado e domingo), às 19h

Casa de Candongas (Avenida Cachoeirinha, 2.221 - Santa Cruz)

 

9 de agosto (sexta-feira), às 20h

ZAP 18 (Rua João Donada, 18 - Santa Terezinha)

 

11 de agosto (domingo), às 11h e às 15h

Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21 - Savassi)

 

 

Grupo Trampulim apresenta “A Rainha Procura”

Quando. De 27 de julho a 11 de agosto

Onde. Galpão Cine Horto, Casa de Candongas, ZAP 18, Teatro da Biblioteca Pública

Quanto. A entrada para todos os espetáculos é gratuita, mediante retirada de ingressos na bilheteria dos espaços uma hora antes de cada apresentação

Mais. Em todas as apresentações haverá interpretação em Libras

 

Galeria Lume apresenta "Mitos, contos e alegorias", exposição individual de Gabriella Garcia.


Com obras multimateriais que tensionam modelos e narrativas históricas perpetuadas através de símbolos e iconografias, Gabriella questiona não apenas os limites da imagem votiva, mas também o da devoção à imagem enquanto ícone.
 

 

No sábado, dia 03 de Agosto, acontece a abertura de "Mitos, contos e alegorias", individual da artista Gabriella Garcia na Galeria Lume. Com texto curatorial de Igi Ayedun, a exposição ocupa a galeria com 27 obras, que se dividem entre esculturas em concreto, cerâmica, telas em grande formato e pinturas sobre madeira. Garcia também apresenta uma obra da série “Jurei Mentiras” desenvolvida desde 2020. 

Na exposição, Gabriella retoma elementos da iconografia greco-romana, recriando-os por meio de inteligência artificial para provocar um desequilíbrio hierárquico. Aqui as imagens são abstraídas de seus contextos originais, editadas, difundidas e finalmente deformadas por processos que as anulam e as modificam. Todas as obras elaboradas através de inteligência artificial são desenvolvidas como esculturas físicas através de materiais históricos e inéditos na produção de Gabriella. Os resultados das execuções de comandos inseridos pela artista incorporam multiplicidades de correntes estilísticas e formam novas figuras estranhas, insólitas e muitas vezes, irreconhecíveis, e é nesse momento em que a imagem, enquanto objeto “desfigurativo”, completa sua realização e se torna dependente de interpretações e não mais de intenções. 

Em continuidade ao conceito de farsa abordado em sua última individual na galeria, "Esse sonho pode nunca acontecer" em 2021, na qual exibia obras carregadas de símbolos da história da arte clássica, Gabriella traz agora questionamentos e reflexões a respeito do pensamento hegemônico eurocêntrico, aliado às astúcias das imagens religiosas. 

Em alguns trabalhos a artista levanta imagens históricas coloniais, como na obra "Contra-História"  que através de uma gravação a laser sobre pedra de mármore, apresenta a reprodução da pintura “Primeira Missa” de Victor Meirelles a qual foi  financiada pelo império de Pedro ll com  o intuito de perpetuar o que fora uma imagem forjada que encenava de forma pacífica esse processo inicial referente a catequização dos povos originários durante o período colonial. Junto da obra, encontra-se disponível ao espectador uma ferramenta que traz a oportunidade não só de apagar mas também de adicionar à aquela cena o que for de sua vontade, tecendo assim, uma nova história. 

Ao adentrar os espaços ocupados por Gabriella, o visitante é confrontado com uma diversidade de peças iconográficas jamais vistas. Ora figurativas, ora abstratas, os novos símbolos instigam uma reavaliação da história: o que é o real? O que determina que uma imagem seja digna de adoração? Onde está a fronteira entre mito, conto e alegoria?

 

Sobre a artista 

Gabriella Garcia

Rio de Janeiro, Brasil, 1992. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil. 

Gabriella Garcia, é uma artista autodidata, cuja prática transita entre escultura, pintura e instalação. O trabalho de Gabriella compreende não apenas o lugar onde está como também aquilo de onde deriva. Figuras recortadas tomam o espaço a partir de trabalhos onde diversos materiais dialogam na construção de peças que possuem, em suas composições, relações com o cênico, com arquitetura e que propõe perspectivas de uma nova história a partir de imagens e materiais, muitas das vezes resgatados e restaurados pela artista. Na construção de uma imagem, seja ela bi ou tridimensional, Garcia trabalha em um contínuo esforço de fusão: uma incessante busca de assimilação de materiais que, em suas essências, trazem na sua materialidade dados históricos e novas idéias de representação a partir de uma proposta de descontinuação de farsas históricas. Os trabalhos colocam à prova um exercício vívido de confronto entre gesto e natureza; manipulação vs reestruturação, criando um jogo onde o que se entende como terreno é a possibilidade singular que o gesto artístico possui de reescrever nossa própria história.

 

 

Serviço

"Mitos, contos e alegorias"

de Gabriella Garcia

Texto curatorial: Igi Ayedun

Local: Galeria Lume

Abertura: 03 de agosto, sábado, das 12h às 19h

Período expositivo: 03 de agosto de 2024 a 07 de setembro de 2024

Horário de visitação: Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 11h às 15h

Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 - Jardim Europa, São Paulo - SP

Entrada gratuita 

Informações para o público: tel.: (55) 11 4883-0351 

e-mail: contato@galerialume.com

www.instagram.com/galerialume/

www.facebook.com/GaleriaLume

www.galerialume.com/

 

Arte sertaneja: gênero musical ganha exposição no Shopping Center 3

Zezé Di Camargo e Luciano
Shopping Center 3


Obras digitais inspiradas em tradição Norte Americana foram realizadas por grafiteiros e podem ser visitadas até 18 de agosto 

 

O Shopping Center 3, um dos principais centros comerciais da capital paulista, inaugura uma exposição que promete levar os visitantes para mais perto de seus ídolos musicais. A mostra “Turnês Fantásticas e Imaginárias de Artistas Sertanejos” reúne 15 obras de arte digitais realizadas por grafiteiros sobre posters de turnês fictícias de ícones reais do gênero musical no Brasil.

A coleção exclusiva de cartazes de shows pode ser visitada no Shopping entre os dias 19 de julho a 18 de agosto. Com a nova exposição, o objetivo é oferecer um olhar especial aos artistas deste estilo musical. Inspirado na tradição Norte Americana dos cartazes artísticos feitos para ilustrar as turnês das bandas de Rock, a coleção tenta imprimir a mesma ideia para os grandes ídolos sertanejos brasileiros. A diferença é que ao invés de turnês reais os artistas foram chamados a ilustrar turnês fictícias em locais imaginários.

“Com maestria e criatividade, estes artistas deram vida a 15 obras de arte digitalmente criadas, agora transformadas em belas gravuras que capturam a essência das turnês fantásticas destes artistas sertanejos que representam tão bem a cultura e essência do Brasil, entre eles, Ana Castela, Maiara e Maraisa, Marília Mendonça, Chitãozinho e Xororó, Gusttavo Lima, Leandro e Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone e muito mais!”, explica Maurício Romiti, diretor administrativo da Nassau Empreendimentos, que administra o Center 3.

Os visitantes de “Turnês Fantásticas e Imaginárias de Artistas Sertanejos” poderão realizar um tour virtual e saber um pouco mais sobre as obras escaneando os QR codes ao lado de cada obra. A exposição conta com o patrocínio da Unilever e parceria com a Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Catavento Cultural e Fábricas de Cultura. 

  

Serviço

Nome: Turnês Fantásticas e Imaginárias de Artistas Sertanejos

Onde: Shopping Center 3 - piso 1, corredor Augusta

Quando: de 19/07 a 18/08 - das 08h às 22h

Valor: gratuito

 

Exposição sobre a história do Bixiga em São Paulo – Memorial Achiropita – Orione no Bixiga

A exposição Epicentro Bixiga reconstitui e articula as diversas memórias sociais de um território que mantém suas raízes ancestrais vivas

Durante a Festa da Achiropita (que começa dia 3 de agosto e vaI até 1o. de setembro), a Exposição Epicentro ficará aberta para visitação!

 

Desde 23/06, o "Memorial Dom Orione" inaugurou a exposição inédita temporária, “Epicentro Bixiga”, com o objetivo de apresentar o Bairro do Bixiga e sua população, através de cenografia e painéis. A visitação é gratuita. Consulte horários de funcionamento. Endereço Rua 13 de maio, 432.

 

Idealizada pela produtora Dani Correa, financiada pela Fundação Nacional das Artes, a FUNARTE, com o conceito curatorial de Rico Malta, pesquisa de Lucas Almeida e projeto expográfico da premiada cenógrafa Paula de Paoli, com realização das Obras Sociais Nossa Senhora Achiropita, a exposição é dividida em três momentos: Bixiga Italiano, Bixiga Solo Negro e Bixiga é o Nordeste. Convidamos o visitante a conhecer e se reconhecer neste acervo da pluralidade de presenças, sociabilidades, modos de viver e formas de resistir das populações africanas, italianas, nordestinas, e de seus descendentes a partir do século XIX no Bixiga.

 

A exposição, montada no piso superior do Memorial Achiropita-Orione no Bixiga, conta com uma instalação imersiva, educativa e lúdica, e reúne painéis, banners, objetos, biombo, varal expositivo e cenografia que reconstitui e articula as diversas memórias sociais de um território que mantém suas raízes ancestrais vivas, de acordo com cada novo achado no Sítio Arqueológico do Quilombo Saracura, a cada edição da Festa de Nossa Senhora Achiropita, nas celebrações inculturadas da Pastoral Afro Achiropita, em cada produto comercializado nas casas do norte/nordeste presentes nas mesas dos moradores, nos ensaios de rua da Vai-Vai, nas quermesses das vilas, nos aromas e sabores das cantinas italianas e dos restaurantes nordestinos, nas pequenas mercearias, com anúncios escritos à mão, “chegou o requeijão do Ceará”, “chegou o queijo da Bahia”, em cada prato de feijoada distribuída na Festa de Ogum e os diversos doces entregues nas Festas dos Santos Cosme e Damião pelo bairro.

 

Bixiga Solo Negro

A presença africana e de seus descendentes nos Campos do Bixiga se deu a partir do início do século XIX, marcado pela existência da comunidade quilombola do Saracura na região.

 

Bixiga Italiano

Os primeiros imigrantes italianos chegaram na cidade de São Paulo a partir do final do século XIX, por conta de questões sociais e econômicas na Itália, somando-se com a proposta de substituição da mão de obra escravizada no Brasil, apoiada nas teorias do embranquecimento da população brasileira e nas políticas públicas de imigração financiadas pelo Governo brasileiro, durante e após a abolição da escravidão no Brasil, em 1888.

 

Bixiga é o Nordeste

Ao falar do Bixiga, é necessário destacar a grande presença contemporânea da população de brasileiros de diversos Estados da região do Norte/Nordeste, presente desde os anos de 1950, quando vieram para trabalhar na construção de São Paulo. Hoje, eles ocupam postos em diversos segmentos, além de atuar também nas cozinhas das cantinas, e serem proprietários de bares e restaurantes. Muitos residem em imóveis próprios, ou em pensões e cômodos de cortiços pelo bairro, os mesmos que no século passado eram ocupados por italianos.

 

O projeto, ainda, contemplou um Curso de Formação de Monitores Culturais, durante um período de 3 meses, jovens do bairro tiveram acesso a um conteúdo rico e foram instrumentalizados à conduzir uma exposição.

 

Três dos participantes do curso foram contratados como estagiários e terão a oportunidade de testar seus conhecimentos e dar continuidade ao aprendizado durante o período em que a "Exposição Epicentro Bixiga" ficará em cartaz, a partir do dia 23 de junho no Memorial Achiropita- Orione no Bixiga.

 

 

Ficha técnica: 

Concepção e Produção: 

Dani Correia idealização e coordenação de produção

Rico Malta conceito curatorial e edição

Cristina Maria Oka supervisão de curadoria

Laura Windson coordenadora técnica

Lucas Almeida pesquisa e produção de textos

Paula de Paoli projeto expográfico e design gráfico

Wagner Almeida cenotécnico

Bruno Lemos fotografias

Rafaela Correia assistente de produção

Adriana Claudia gestão administrativa

Correia Cultural gestão cultural

 

Equipe Memorial Achiropita Orione no Bixiga e Obras Sociais Nossa Senhora Achiropita:

 

Padre Altamir

Gabriel Jonas da Silva - Diretor Presidente

Roberto Silva Diretor Financeiro

Roberto Reder - Gerente Administrativo

Amon Windson – Coordenador do Memorial

 

Conselheiros: Amon Windson, Cristina Maria Oka, Eva Yu Bertani, Laura Windson, Lu Delarmelino, Maria Eunice Oliveira Santos, Padre Antonio Sagrado Bogaz, Padre Edson Lima, Padre Roberto Silva, Padre Altamir Gabriel Jonas da Silva, João Hansen, Cláudio Portioli, Welesson freitas e Marcela Merlo.

 

Realização: Obras Sociais Nossa Senhora Achiropita e Fundação Nacional das Artes - FUNARTE

ACHIROPITA / EPICENTRO BIXIGA


Mostra imersiva Eu Vejo Assim explora o mundo de crianças com Síndrome de Down


O projeto cultural, apresentado pelo Ministério da Cultura, Coca-Cola e Montenegro Produções, vai transportar o público para dentro do imaginário das crianças portadoras da síndrome

 

Uma exposição imersiva de artes visuais sobre o universo imaginativo de crianças com Síndrome de Down. Essa é proposta do Eu Vejo Assim, projeto cultural apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Montenegro Produções, por meio de Lei de Incentivo à Cultura, que vai iniciar, em breve, sua segunda edição, com possibilidade de uma turnê nacional. A exposição, que busca aproximar as pessoas e o universo dos portadores da rara condição, será construída a partir de vivências entre artistas e crianças com Síndrome de Down, que se expressaram por meio de ilustrações e fotografias.

A primeira fase do projeto, que foi realizada em junho de 2024, na cidade de Curitiba, contou com oficinas de observação e o registro do dia a dia de 50 crianças acompanhando seus sonhos e aventuras. Por meio da ilustração, da dança e da contação de histórias as crianças mostraram como percebem o mundo a sua volta por meio de estímulos lúdicos, apresentando ao público visões particulares do seu mundo ideal. 

Já na segunda fase, os desenhos que melhor traduzem o conceito da iniciativa serão escolhidos para intervenções artísticas nas imagens.  “A mostra Eu Vejo Assim irá apresentar um recorte da imensidão de ideias, imagens, encantamentos e sorrisos que pudemos vivenciar nas oficinas criativas. O universo que eles nos mostraram é lindo, alegre e puro”, comenta Camila Guanabara, produtora executiva. “O projeto traz um recorte simbólico do imaginário infantil, trazendo em suas composições os sonhos, as alegrias, os medos e as grandes inspirações dessas mentes tão genuínas. Fazer parte desse processo criativo é um grande privilégio”, explica Carolina Montenegro, coordenadora geral do projeto. 

Turnê nacional

A estreia da segunda edição do projeto Eu Vejo Assim, que conta com patrocínio da Coca-Cola, acontece entre os dias 05 de setembro e 05 de outubro, no Shopping Mueller, em Curitiba (PR), com visitação gratuita. O público terá acesso a recursos de videoarte e animações. Existe a possibilidade de expansão do projeto para as cidades de Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA), que receberiam todas as etapas de produção e execução da mostra, mediante a viabilização financeira. “Estamos em busca de parcerias que nos permitam levar o Eu Vejo Assim para novas cidades nos próximos meses”, destaca Camila Guanabara.

Para mais informações sobre o projeto Eu Vejo Assim, acesse o site www.montenegroproducoes.com ou o perfil oficial da produtora nas redes sociais: @montenegroproduções. O projeto conta com produção e idealização da Montenegro Produções Culturais por meio de Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio master Coca-Cola.


Férias de Julho: visita às obras da artista Zackia Daura pode ser opção de roteiro

                     Veja dicas de como e onde aproveitar com as crianças

 

As férias de julho são o momento ideal para reunir a família, explorar novos lugares e experiências. Com a criançada dentro de casa, muitos pais buscam boas opções para os pequenos gastarem suas energias e fugir um pouco dos vícios das telas. Neste cenário, roteiros ao ar livre podem ser bem atrativos.

Uma boa opção para os amantes da arte e da cultura é visitar as obras da artista plástica Zackia Daura, que estão em exibição na cidade de Três Marias. Com suas pinturas vibrantes e esculturas intrigantes, Zackia promete cativar os espectadores com seu estilo único e mensagens profundas que despertam o interesse de adultos; jovens e até das crianças. Uma programação nova para quem deseja curtir o tempo livre mesmo em território mineiro.  Vamos às dicas de visitação:

 

Minhocão - O Guardião do Rio São Francisco  

Construído na área em frente ao lago da hidrelétrica de Três Marias, o monumento Minhocão com cerca de 23 metros de comprimento foi inaugurado no dia 1º de junho e produzido com a intenção de ser o guardião das águas do Rio São Francisco.


Sereias

Essa obra representa a mudança das irmãs: Maria Francisca, Maria das Dores e Maria Geralda que viviam à margem do Rio São Francisco antes da construção da barragem e que ao verem o rio se transformando em mar, decidiram mergulhar e ficaram encantadas. Diz a lenda que se tornaram sereias e que "quando vem a lua cheia elas surgem no poente para cantar, dançar e encantar os pescadores do lugar. E que só mergulham novamente quando o sol nasce”.

“É um trabalho em defesa do rio, mas que, ao mesmo tempo, tem a temática feminina, da sensibilidade, da delicadeza da magia”, diz a artista.


Cárcere

Instalada no Mar doce Butique Hotel, também em Três Marias, esta obra retrata a crinolina, uma peça do vestuário feminino muito utilizada durante o século XIX, como símbolo de status e elegância, mas dificultava a mobilidade e frequentemente colocava suas usuárias em situações incômodas.

Através da obra “Cárcere” Zackia convida à reflexão sobre os aspectos culturais e sociais da moda, questionando as restrições impostas às mulheres pela sociedade fundamentadas em padrões estéticos.


Mãe D’Água

Construída à frente do Hotel Grande Lago, a obra retrata o mito da Mãe d'Água que reflete a profunda conexão das comunidades ribeirinhas com o rio e a natureza, a obra destaca a importância cultural e espiritual do Rio Sagrado de São Francisco.

Segundo a tradição popular, a Mãe d'Água possui o poder de controlar as águas do rio, protegendo os pescadores e navegantes que dependem dele para sua subsistência.


Vereda – Mãe das águas

A escultura “Vereda” localizada área aberta para visitação, simboliza o ecossistema das veredas no cerrado mineiro, com áreas úmidas vitais para a preservação das águas. É a figura feminina se ergue da terra negra, majestosa como uma deusa, esguia e elegante como a palmeira de buriti adornada por um cocar de folhas na cabeça e cacho de cocos como brinco.

Além de conhecer as belas obras da artista Zackia Daura, quem visita  Três Marias, pode inclusive utilizar da natureza para realizar um bom piquenique em família e quem sabe, visualizar um belíssimo pôr do sol, já que a paisagem permite uma ótima vista.


“Seis sentidos para a memória”: exposição debate a memória e o esquecimento a partir do entrelaçamento de linguagens

Foto: Pedro Kalil

Com abertura no dia 3/8 e entrada gratuita, exposição traz obras de Darks Miranda, Alexandre Tavera, Gibran, Kenny Mendes, Patrick Arley e Pedro Kalil, que incluem poemas, filmes, instalações e fotografias que abordam a memória individual e coletiva

 

Pensar a memória não apenas a partir do resgate de lembranças, mas também por meio do esquecimento, da falta, das projeções de futuro e das reflexões sobre as experiências que constituem o humano em múltiplas linguagens. É a partir desse entrelaçamento de perspectivas que a exposição “Seis sentidos para a memória” ganha vida no Espaço Comum Luiz Estrela, que tem abertura no dia 3 de agosto, sábado, às 10h, com direito a show do artista Orlando Scarpa Neto, DJ Supololo, lançamento do livro “O desaparecimento dos peixes“, de Júlia Moysés e roda de conversa com o tema arte, memória e esquecimento. A entrada é gratuita, sem retirada de ingressos, e a exposição seguirá aberta para visitação do público até dia 31 de agosto.

 

“Seis sentidos para a memória” surgiu a partir de uma colaboração natural que os seis artistas convidados desenvolvem em seus trabalhos específicos, em expressões que percorrem música, audiovisual, fotografia, literatura, escultura e instalações multilinguagens. Juntos, eles participaram da exposição “Especulando o Futuro”, em 2023, além de acumularem inúmeras parcerias.

 

“Somos artistas que trabalham contribuindo entre si. E, em determinado momento, percebemos que todos nós tínhamos um trabalho que investigava a memória. Mas com linguagens e abordagens distintas. Tanto a partir de um lugar mais pessoalíssimo, como é meu caso, até uma reflexão mais político-social, como é o caso da Darks Miranda. Ou projetada com um aspecto do luto, a exemplo das fotografias do Patrick Arley”, justifica Pedro Kalil, um dos artistas e organizadores da exposição.


 

Obras

 

As criações artísticas de Darks Miranda, Alexandre Tavera, Gibran, Kenny Mendes, Patrick Arley e Pedro Kalil desenvolvidas para a exposição espelham o mesmo tema, a partir de pesquisas, observações e interpretações que nascem de lugares diferentes e complementares.

 

A multiartista Luisa Marques, a Darks Miranda, que tem trabalho dedicado à escultura, pintura, desenho e audiovisual, apresenta o filme “Maldição Tropical”, definido como uma “ficção científica do passado”. A obra reflete sobre as remoções de pessoas realizadas no Aterro do Flamengo durante a preparação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, e faz uma ponte sobre esse processo com o imaginário tropical desenhado para o Brasil na figura de Carmem Miranda, junto ao fatídico sonho de desenvolvimento da capital carioca.

 

Também partindo das imagens, mas desta vez as fotografias, “Os que vão morrer aos mortos”, de Patrick Arley, propõe uma análise sobre como a metrópole lida com a morte e as suas perdas de entes queridos. O projeto registra o Cemitério do Bonfim, o primeiro de Belo Horizonte, inaugurado em 1936 na periferia da cidade com túmulos grandiosos e obras que remetem à Belle Èpoque, à Art Deco e ao modernismo brasileiro, como símbolo de poder para abrigar sobretudo os mortos da elite mineira.

 

Já os poemas de Gibran, em “Desacontecendo”, escritos pelo artista e produtor cultural durante o isolamento imposto pela pandemia da covid-19, ganharam ilustrações, pinturas, músicas e vídeos produzidos com parceiros. A obra sugere percepções plurais sobre a constituição de memórias em um período no qual as construções coletivas e as relações e trocas entre corpos foram drasticamente cerceadas.

 

Em uma perspectiva mais abstrata e subjetiva, Alexandre Tavera, que tem trabalhos desenvolvidos com fotografia, artes visuais, cenografia e figurino, expõe a instalação “O tempo das coisas”. A proposta é experienciar as lentas e constantes mudanças da luz solar ao longo do dia e o seu impacto sobre o tecido, como metáfora para a corrente mudança da realidade e, consequentemente, da memória.

 

Nascido em Capivari dos Eleutérios, no Centro-Oeste mineiro, o artista autodidata Kenny Mendes apresenta ao público “Paus de força”. O trabalho reúne peças novas e antigas, ritualizadas em carnavais de rua de BH desde 2015. Paus que sustentam corpos, moradas, sonhos, desejos de seguir caminhando com o apoio de técnicas que de algum modo contribuíram para que chegássemos até aqui.

 

Fechando a exposição, o escritor, pesquisador e professor Pedro Kalil parte de um duro episódio pessoal, o suicídio de seu irmão, para compor o filme “Homenagem à Hollis Frampton (ou Thiago)”. O trabalho é inspirado na obra “Nostalgia” (1971), do cineasta americano Hollis Frampton, que consiste em várias imagens distintas sendo queimadas enquanto uma história é contada. Na obra de Kalil, uma mesma imagem se repete sobre o fogo, enquanto familiares e amigos narram a história, capturando a memória não apenas como um aspecto individual, mas como algo intrínseco aos nossos afetos mais próximos.

 

“A Darks Miranda tem uma obra que mistura elementos de fantasmas, natureza e metamorfose dos corpos para falar sobre memórias apagadas. Já o Alexandre Tavera, a partir de abstrações, apresenta uma reflexão sobre como nossa memória é uma elaboração constante, sempre em movimento. O Gibran, por sua vez, parte da poesia para investigar o isolamento e os efeitos desse período pandêmico na formatação de memórias. Kenny Mendes explora estruturas que sustentam passado, presente e futuro, mas não como processos distintos, mas se juntando. O Patrick Arley propõe uma reflexão sobre como a cidade lida com os mortos. E eu parto também da morte, de um episódio pessoal, para investigar a constituição da memória a partir de uma posição mais coletiva”, analisa Pedro Kalil.

 

Espaço de memória

 

A escolha do Espaço Comum Luiz Estrela como palco para a exposição vem do peso histórico da recriação de uma memória importante para Belo Horizonte. O lugar ficou duas décadas abandonado pelo poder público e, após ser ocupado em 2013 por um grupo de artistas e ativistas, se transformou em um centro autogestionado de cultura e abrigo para exposições, oficinas e shows. O espaço homangeia Luis Otávio da Silva, o Estrela, homem homossexual em situação de rua, assassinado em 26 de junho de 2013, durante os conflitos entre polícia e a população nos atos das Jornadas de Junho, na capital mineira.

 

“O casarão do Espaço Comum Luiz Estrela teve como destinação vários espaços institucionais de poder. Foi construído para ser hospital da polícia, depois se tornou hospital psiquiátrico infantil e também um centro pedagógico, até ser abandonado. Depois, o Estrela foi devolvido à cidade com uma nova história de coletividade, troca, criação artística e, consequentemente, com uma nova memória. Por isso, a exposição foi desenvolvida também para interagir com o espaço e suas características arquitetônicas e históricas”, avalia Kenny Mendes.

 

Este projeto é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

 

SERVIÇO | Exposição "Seis sentidos para a memória"

Quando. Abertura: 3 de agosto, sábado, às 10h | Visitações: de 6 a 31 agosto - terças-feiras, das 17h às 20h; quartas -feiras, das 9h às 12h; quintas-feiras, das 18h às 21h; sextas-feiras, das 14h às 17h; sábados; das 10h às 16h

Onde. Espaço Comum Luiz Estrela (Rua Manaus, 348 - São Lucas – BH - MG)

Quanto. Gratuito, sem retirada de ingressos

Mais informações. Instagram Napele Produções

 

PROGRAMAÇÃO | Abertura da exposição - 3/8, sábado

10h - Abertura

14h - Roda de Conversa: "Arte, Memória e Esquecimento", com Alexandre Tavera, Gibran, Kenny Mendes, Patrick Arley e Pedro Kalil

15h - Lançamento do livro "O Desaparecimento dos Peixes", com Júlia Moysés

16h - DJ Pedro Kalil

17h - Show de Orlando Scarpa Neto

18h - DJ Supololo

 

Com inscrições grátis, Passeio Ciclístico Pedal da Mulher acontece neste domingo em Cubatão

Divulgação

Promovido pela Confederação Brasileira de Mountain Bike e om apoio da Prefeitura de Cubatão, evento é voltado para homens e mulheres de todas as idades  

 

Acontece neste domingo, 21 de julho, às 8h, o Passeio Ciclístico Pedal da Mulher em Cubatão. Com inscrições grátis, o evento – que aconteceria no Dia das Mães, mas precisou ser adiado – será neste final de semana e visa a promover a amizade, o bem-estar, o e a saúde.

Voltado para homens e mulheres, o evento tem a largada e a chegada na Praça Crevin (R. São João - Vila Nova - CEP 11525-010 - Cubatão) e para participar basta preencher o cadastro disponível em https://cbmtb.com.br/eventos/pedaldamulher2024

Os kits serão entregues no próprio dia 21, a partir das 7h, no mesmo local onde ele será realizado.

O Passeio Ciclístico Pedal da Mulher acontece por uma emenda parlamentar da Câmara Municipal de Cubatão e conta com o apoio da Prefeitura de Cubatão e da e Companhia Municipal de Trânsito Evento (CMT).

 

Serviço Passeio Ciclístico Pedal da Mulher

Data: 21 de julho, domingo

Horário: 8h

Local: Praça Crevin (R. São João - Vila Nova - 11525-010 - Cubatão)

Retirada dos kits: No próprio dia, a partir das 7h, no próprio local do evento

Inscrições: Grátis

Site: https://cbmtb.com.br/eventos/pedaldamulher2024

 

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