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quinta-feira, 18 de julho de 2024

Apenas 30% das mulheres consideram a carreira esportiva profissional. Homens ultrapassam 50%, aponta Serasa

  • 42% dos brasileiros sonhavam em se tornar atleta profissional;
  • De modo geral, 1 em cada dez pessoas que almejam virar atletas conseguem uma chance, mas apenas 20% seguem na profissão;
  • Dentre as camadas sociais, as classes D e E são as que mais almejaram a carreira esportiva profissional (46%);
  • 69% entendem que ter acesso a crédito é essencial para os atletas conseguirem apoio financeiro para a prática do esporte.

 

Em um país que carrega medalhas, troféus e pódios, crianças e jovens com potencial esportivo são obrigados a interromper o sonho de seguir os passos de seus ídolos. A realidade das suas famílias muitas vezes faz com que a corrida desses talentos se encerre antes da linha de chegada, como mostra pesquisa inédita produzida pela Serasa. 

A pesquisa “Esportes para todos? O impacto do dinheiro na formação de atletas no Brasil”, realizada pela Serasa em parceria com o instituto de pesquisa Opinion Box, mostrou que dos mais de 2 mil entrevistados, 30% das mulheres já sonharam em seguir a jornada de uma atleta profissional, enquanto, para os homens, a porcentagem sobe para 56%. 

“Ao analisar o perfil de quem desejava seguir com o esporte, é possível enxergar as dificuldades enfrentadas relacionadas à desigualdade de gênero”, aponta Patrícia Camillo, gerente da Serasa. “Com menos incentivo às mulheres nesse segmento, o percentual acaba sendo menor. Felizmente, nos últimos anos, temos visto ainda mais exemplos entre atletas femininas que podem inspirar novas esportistas.” 

No contexto geral, 42% dos brasileiros tinham o sonho de ser um atleta profissional, porém, apenas 10% deles chegam a concretizá-lo. Mesmo assim, após enfrentar os obstáculos necessários para iniciar a sua carreira, só 20% conseguem de fato se manter nesta profissão. 

Dentre as camadas sociais, 46% das classes D e E almejaram a carreira esportiva profissional – maior percentual em relação às classes AB e C. “O esporte, muitas vezes, é associado a um sonho e a transformação da vida financeira entre pessoas em situação mais vulnerável financeiramente. Pode ser uma fonte de garantir novas oportunidades não só para quem pratica, mas para toda a sua família”, explica Patrícia.
 

Os principais obstáculos

Entre as barreiras enfrentadas, a falta de incentivos financeiros foi realidade para 74% dos brasileiros que praticaram esportes na infância. Além disso, o foco nos estudos aparece como o principal desafio para o deslanche na carreira para 42% dos entrevistados, seguido por questões financeiras, como ter que trabalhar (39%), falta de incentivos financeiros (32%) e falta de dinheiro (27%).


O peso no bolso do atleta e a superação

Os gastos com roupas, materiais esportivos, transporte/deslocamento e mensalidade são a realidade de 68% dos atletas. Para 4 em cada 5, os gastos consumiam até 10% da renda familiar mensal, que também deveriam suprir as demandas de outras contas essenciais do dia a dia.

 


Para 84% dos entrevistados, a superação de inúmeras dificuldades é um fator inerente à realidade dos atletas brasileiros para alcançar a carreira profissional. Como uma das alternativas para mudar o cenário, 69% entendem que ter acesso a crédito é essencial para os atletas conseguirem apoio financeiro para a prática do esporte.
 

Metodologia

A Serasa e o instituto de pesquisa Opinion Box coletaram respostas de consumidores em todo o Brasil, por meio de 2.016 entrevistas quantitativas online no painel do Opinion Box, em julho de 2024. Link para a pesquisa completa aqui.



Serasa
www.serasa.com.br
@serasa



Explorando o mundo das finanças: 5 lições de educação financeira para ensinar as crianças nas férias

Descontração das férias escolares também pode guardar ensinamentos; veja como preparar as crianças para uma vida financeira saudável

 

Com a chegada das férias escolares, muitos pais estão em busca de atividades complementares para seus filhos. Uma oportunidade valiosa que pode ser explorada durante esse período é ensinar sobre educação financeira; afinal, compreender os conceitos básicos de economia desde cedo é fundamental para fornecer uma base sólida de conhecimento, preparando-as para um futuro financeiramente saudável.

 

“Ao aprender sobre educação financeira, as crianças poderão desde cedo exercitar a tomada de decisões conscientes e responsáveis em relação ao dinheiro, desenvolvendo uma compreensão mais profunda sobre seu valor. Quanto mais cedo se puder ensinar e aprender conceitos financeiros básicos, como distinguir entre necessidades e desejos, maior é a chance que se está dando às futuras gerações para gerenciar suas finanças de forma eficaz e saudável”, explica Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal.

 

Para ajudar os pais a introduzirem o assunto na rotina dos filhos, a executiva elenca cinco dicas práticas para as férias. Confira:

 

Incentive o planejamento financeiro


Durante as férias, envolva seus filhos no processo de planejamento financeiro familiar, explicando a importância de estabelecer metas, como economizar para uma viagem, um brinquedo ou qualquer outro objetivo. Ajude-os a criar seu primeiro plano de ação, definindo passos para atingir essas metas; por exemplo, sugira economizar uma parte do dinheiro que recebem para comprar algo que desejam. É uma ótima oportunidade para mostrar como estabelecer um objetivo específico, definir prazos e acompanhar o progresso.

 

Diferencie necessidades de vontades


É importante que seus filhos compreendam a diferença entre necessidades e desejos, ajudando a reconhecer que algumas coisas são essenciais, como alimentação, moradia e educação, enquanto outras são apenas desejos, como itens de luxo e entretenimento. Explique como fazer escolhas conscientes sobre como gastar o dinheiro, priorizando o que realmente é necessário e considerando as vontades dentro de um orçamento estabelecido.

 

Promova o hábito de economizar


Estimule seus filhos a economizarem dinheiro, seja por meio de um cofrinho ou uma conta bancária própria, mostrando como pequenas economias podem se acumular ao longo do tempo. Explique que guardar uma parte do dinheiro recebido pode ser útil para alcançar objetivos futuros, como a compra de um brinquedo especial, um jogo mais caro ou qualquer item que esteja na lista de desejos.

 

Mantenha o diálogo sobre finanças


Promova regularmente conversas sobre finanças, oferecendo a oportunidade para tirar dúvidas, propondo discussões sobre o assunto para a criança exercitar os conhecimentos adquiridos e também compartilhando experiências pessoais suas para ensinar pelo exemplo. Falar sobre dinheiro abertamente ajuda as crianças a desenvolverem uma mentalidade saudável em relação ao tema e a tomarem decisões financeiras informadas.

 

Jogos e atividades educativas


Utilize jogos, aplicativos e atividades lúdicas relacionadas à educação financeira para envolver as crianças durante as férias. Existem diversos recursos disponíveis, como jogos de tabuleiro, aplicativos de simulação financeira e atividades práticas para ensinar sobre finanças de forma divertida e interativa. 

“Os pais desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da vida financeira de seus filhos. Ao inserir dicas práticas durante as férias, eles proporcionam um ambiente de aprendizado estimulante, onde as crianças podem adquirir habilidades fundamentais. Além disso, a educação financeira é um processo contínuo, não se limita a um único momento. À medida que as crianças crescem, é importante adaptar as lições de acordo com sua idade e capacidade de compreensão”, finaliza a executiva.


Simplic


Alterações climáticas e a influência na saúde, otorrino explica

O sobe e desce de temperatura que oscila no decorrer do mesmo dia afeta a saúde e pode baixar a imunidade – deixando assim, o corpo mais suscetível a doenças comuns dessa época do ano, como as gripes e resfriados.

O médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros da capital paulista explica que o sobe e desce da temperatura interfere no muco nasal que é responsável por umedecer o ar que entra e sai do nosso corpo, mas quando o tempo está seco, por exemplo, o muco diminui a sua capacidade de hidratar, é aí que o nariz sofre.

“Acordar com tempo bem friozinho que esquenta à tarde e depois esfria novamente à noite é um enorme gatilho para que a imunidade baixe no nariz, além disso, o tempo mais seco faz com que a poluição se concentre ainda mais, o que pode gerar alergias como a conhecida rinite”, explica.

Dr. Bruno ressalta que, alguns conhecidos conselhos das avós ainda são bem atuais e por isso é importante evitar andar com os pés descalços no piso frio, dormir com o cabelo úmido ou sair de casa logo após um banho quente. “Evitar esfriar o corpo pode ser uma boa saída para ficar longe das doenças comuns dessa época do ano”, afirma.



No mais, o médico ainda deixa alguns conselhos:

Manter boa hidratação bebendo água durante todo o dia;

Usar soro fisiológico pra hidratar o nariz;

Deixar o umidificador ligado em baixa intensidade durante toda a noite;

Dormir por horas adequadas para a idade;

Alimentação saudável sempre priorizando alimentos in natura e variações de cores no prato;

Fazer atividade física;

E manter um hobby, diminuindo o estresse.


Para o médico, essas dicas são essenciais para que o corpo crie uma barreira de imunidade para passar pelo inverno com saúde.




FONTE:

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico otorrinolaringologista pela UNIFESP Professor Medcel Pós-graduação pela UNIFESP. Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


Visto E-2 permite que investidores brasileiros com dupla cidadania residam nos Estados Unidos

Além de investir, o requerente deve ser cidadão de um país que faça parte do tratado de comércio dos EUA, como Itália e Portugal, por exemplo


Para muitos brasileiros, a possibilidade de empreender e estabelecer-se nos EUA é um objetivo crescente. O Visto E-2, voltado para investidores, surge como uma opção promissora para aqueles que possuem dupla cidadania, oferecendo a oportunidade de residir e conduzir negócios no país. 

Com a economia americana apresentando um terreno fértil para novos empreendimentos, entender os detalhes desse visto pode ser o primeiro passo para transformar esse sonho em realidade.

De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, o Visto E-2 é uma categoria de visto não imigrante destinada a investidores que desejam desenvolver e dirigir operações de um empreendimento no país. “Este visto está disponível para cidadãos de países que possuem tratados de comércio e navegação com os EUA. Para brasileiros com dupla cidadania, que tenham passaporte de um desses países, essa pode ser uma opção”, revela.


Requisitos para obtenção do visto E-2

Para se qualificar para o Visto E-2, os solicitantes devem atender a uma série de requisitos específicos:


Nacionalidade do solicitante: O requerente deve ser cidadão de um país que possua tratado de comércio com os EUA. Brasileiros com dupla cidadania, por exemplo, com passaporte italiano ou português, podem se qualificar.


Investimento significativo: O solicitante deve investir uma quantia substancial em um empreendimento genuíno nos Estados Unidos. Não há um valor mínimo especificado, mas o investimento deve ser suficiente para garantir o sucesso da operação.


Controle e direção do negócio: O investidor deve possuir pelo menos 50% do negócio e ter controle operacional do empreendimento. Além disso, o empreendimento deve ser capaz de gerar mais do que apenas uma renda mínima para o investidor e sua família.


Benefícios do visto E-2

Segundo Toledo, uma das principais vantagens que o E-2 oferece é a possibilidade de renovação indefinida, desde que o investidor continue a cumprir os requisitos de investimento e operação do empreendimento. “Isso proporciona uma segurança a longo prazo para aqueles que desejam estabelecer residência nos Estados Unidos. Além disso, os cônjuges dos portadores do Visto E-2 podem solicitar autorização de trabalho nos Estados Unidos, facilitando a adaptação e a integração da família no país”, pontua.

Outro benefício apontado pelo especialista é a oportunidade de educação de alta qualidade para os filhos dos portadores do Visto E-2, que podem frequentar escolas e universidades nos Estados Unidos. “Isso não apenas melhora as perspectivas educacionais dos jovens, mas também proporciona uma experiência cultural enriquecedora. A qualidade de vida, segurança e infraestrutura dos EUA são outros atrativos para famílias que buscam um ambiente propício para crescimento pessoal e profissional”, declara.

Toledo alerta, no entanto, que o processo de solicitação do Visto E-2 envolve várias etapas, desde a preparação da documentação até a entrevista no consulado dos EUA. “É essencial que os investidores interessados busquem orientação de profissionais especializados, como advogados de imigração, para garantir que todos os requisitos sejam atendidos”, relata.

O Visto E-2 representa uma oportunidade atraente para brasileiros com dupla cidadania que desejam expandir seus negócios e estabelecer residência nos Estados Unidos. “Essa é uma categoria de visto que facilita a integração e sucesso dos investidores e suas famílias no país. Contudo, é fundamental um planejamento cuidadoso e bem orientado para navegar com sucesso pelos requisitos e processos envolvidos”, finaliza. 



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse o site. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 290 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.


Toledo e Advogados Associados
Para mais informações, acesse o site


Economia: dicas para fazer o orçamento doméstico render!

A renda média do brasileiro foi de R$ 2.846 em 2023, segundo dados da pesquisa PNAD Contínua Rendimento de Todas as Fontes, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor é baixo, em comparação ao valor apontado calculado como ideal uma família pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos): R$ 6.723,41. 

Como a conta não fecha, não resta à maioria das famílias brasileiras apertar os cintos e economizar, para não entrar para na estatística de 76,6% das famílias brasileiras, que têm dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e da casa. 

Para ajudar essas famílias e colocar o orçamento em ordem, o professor e coordenador do Instituto de Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, listou as dicas a seguir. 

Aqui estão dez comentários e dicas de economia doméstica:
 

FAÇA UM ORÇAMENTO FAMILIAR DETALHADO, REGISTRANDO GANHOS E GASTOS  

Criar um orçamento detalhado é essencial para entender sua situação financeira. Ao registrar seus ganhos e gastos, você terá uma visão clara de para onde seu dinheiro está indo, permitindo identificar áreas onde é possível economizar e estabelecer metas financeiras realistas.
 

PLANEJE SUAS FINANÇAS UTILIZANDO PLANILHAS E APLICATIVOS PARA CONTROLE FINANCEIRO  

Utilizar ferramentas como planilhas ou aplicativos de controle financeiro facilita a organização e acompanhamento de suas finanças. Essas ferramentas ajudam a categorizar despesas, analisar padrões de gastos e manter o controle sobre seu dinheiro de forma mais eficiente.
 

EVITE DÍVIDAS E PRIORIZE O PAGAMENTO DELAS PARA MANTER AS FINANÇAS SAUDÁVEIS  

Evitar contrair novas dívidas e focar em quitar as existentes é fundamental para manter suas finanças saudáveis. Priorize o pagamento das dívidas com juros mais altos e busque negociar condições favoráveis com os credores para reduzir seu endividamento.
 

PESQUISE PREÇOS ANTES DE COMPRAR, APROVEITANDO PROMOÇÕES E OFERTAS  

Comparar preços antes de fazer uma compra ajuda a economizar dinheiro. Aproveitar promoções, descontos e cupons pode resultar em significativas economias. Evite compras impulsivas e planeje suas aquisições para garantir que está obtendo o melhor custo-benefício.
 

APROVEITE A LUZ DO SOL PARA ECONOMIZAR ENERGIA EM CASA  

Aproveitar a luz natural do sol reduz o consumo de energia elétrica em casa. Manter cortinas abertas durante o dia, desligar luzes e equipamentos não utilizados e investir em tecnologias eficientes energeticamente são medidas simples que contribuem para economizar na conta de luz.
 

FAÇA UMA LISTA DE COMPRAS ANTES DE IR AO SUPERMERCADO E SIGA-A RIGOROSAMENTE  

Planejar suas compras com antecedência e fazer uma lista detalhada ajuda a evitar gastos desnecessários. Seguir a lista no supermercado reduz a chance de compras impulsivas e permite aproveitar promoções de forma mais eficaz, garantindo que você compre apenas o que realmente precisa.
 

TENHA UMA HORTA EM CASA PARA CULTIVAR ALIMENTOS FRESCOS E SAUDÁVEIS  

Cultivar uma horta em casa não só proporciona alimentos frescos e saudáveis, mas também ajuda a economizar dinheiro em compras de supermercado. Mesmo em espaços pequenos, é possível cultivar hortaliças, ervas e frutas, proporcionando uma fonte econômica e sustentável de alimentos.
 

COZINHE MAIS REFEIÇÕES EM CASA E REDUZA OS PEDIDOS DE DELIVERY  

Preparar refeições em casa é mais econômico do que pedir comida pronta. Além de ser mais saudável, cozinhar em casa permite economizar significativamente em comparação com pedidos de delivery frequentes. Planeje suas refeições, aproveite sobras e congele porções para otimizar seus gastos com alimentação.
 

CONSERTE VAZAMENTOS E REALIZE PEQUENOS REPAROS PARA EVITAR DESPERDÍCIOS  

Identificar e consertar vazamentos de água, gás e eletricidade é fundamental para evitar desperdícios e reduzir custos. Realizar pequenos reparos em casa, como trocar lâmpadas e consertar torneiras, contribui para a manutenção da residência e evita gastos extras com reparos mais complexos no futuro.
 

EVITE COMPRAS POR IMPULSO, OPTE POR MARCAS PRÓPRIAS E REAPROVEITE ALIMENTOS  

Evitar compras impulsivas, optar por marcas próprias de supermercado e aproveitar ao máximo os alimentos são estratégias eficazes para economizar. Fazer uma lista de compras, seguir um planejamento alimentar e reutilizar sobras são práticas que ajudam a reduzir desperdícios e controlar os gastos com alimentação. 

 Ahmed Sameer El Khatib - Doutor em Administração de Empresas, Doutor em Educação, Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC/SP e graduado em Ciências Contábeis pela USP. É pós-doutor em Contabilidade pela Universidade de São Paulo e pós-doutor em Administração pela UNICAMP. É professor e coordenador do Instituto de Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Foi chefe geral do orçamento da Secretaria Municipal de Finanças de São Paulo entre os anos de 2016 e 2019.
  

10 dicas para aproveitar a Olimpíada e impulsionar suas vendas

            Datas comemorativas e eventos esportivos trazem novas      oportunidades para melhorar a experiência dos negócios

 

Com a proximidade da Olimpíada de Paris, que têm sua abertura marcada para 26 de julho, empresas têm buscado novas oportunidades de negócios e de divulgação de suas marcas.  Os Jogos Olímpicos de 2024 são um dos eventos mais aguardados do ano. Como datas comemorativas e eventos esportivos costumam atrair mais público, é esperado que as vendas no comércio também sejam influenciadas neste período.

Segundo o gerente de relacionamento do Sebrae, Enio Pinto, é importante ter planejamento prévio para que “o sonho de vender mais não se torne na verdade um pesadelo”. O valor de um produto se dá quando o benefício vem acompanhado da experiência. “Hoje, nós vivemos na Era da Experiência, então tudo que o cliente quer é adquirir o benefício/produto específico que ele for comprar, mas isso precisa se dar por meio de uma experiência memorável de compra”, explica.

Confira as dicas do especialista para melhorar a experiência dos negócios durante o período da Olimpíada!


1- Caracterize o ambiente

Pense no ambiente de negócio, tanto presencial, quanto virtual, de tal maneira que a empresa fique caracterizada com a temática da Olimpíada. Isso, caso a atividade ou segmento empresarial tenha atuação direta com a temática.


2- Explore os cinco sentidos

O indivíduo se relaciona com os cinco sentidos. Então, coloque a sua grade de produtos em degradê para que ele tenha uma visão agradável; facilite o toque junto às mercadorias; coloque um aroma próprio na loja; uma trilha sonora pertinente e agradável, além de bombonieres com quitutes, como jujubas e bala, para ele degustar enquanto circula no ambiente. Ou seja, explore os cinco sentidos, tornando o ambiente festivo correlato à temática comemorativa.


3- Brindes promocionais temáticos

Adquira junto a lojas especializadas brindes promocionais para distribuir e presentear o seu cliente no momento da interação. Inclua no mix de produto uma linha identificada com o evento esportivo. Por exemplo, se você vende roupas, pense em modelos que tenham o símbolo da Olimpíada ou as cores do Brasil.


4- Organize a estrutura do negócio

É importante organizar aspectos práticos dos produtos, como numeração, cores e estoque em quantidade adequada. O fornecedor deve estar de prontidão caso haja necessidade de fazer uma entrega adicional durante o período. Além disso, a equipe deve receber treinamento. Se tiver um volume de vendas extraordinário é necessário ter um time competente para atender simultaneamente mais de um cliente.


5 - Ganha-ganha

Ganha você vendendo bem, em qualidade e quantidade, ganha o cliente adquirindo um produto de valor e ganha também o fornecedor. Para isso, é fundamental que o fornecedor esteja sensibilizado de que ele também é um elo relevante dentro dessa cadeia.

Só será possível fazer promoções de venda se você puder contar com promoções nas compras. Só vende bem quem compra bem. Então, é importante negociar com o fornecedor preços promocionais neste momento específico para ter condições de escalonar as vendas e repor em maior quantidade e qualidade os estoques adquiridos.


6 - Combos promocionais

Monte combos promocionais que favoreçam o cross selling para o período, ou seja, combos de produtos complementares. Se o segmento de atuação não está diretamente relacionado à Olimpíada, também é possível montar combos promocionais envolvendo parceiros de segmentos diretamente ligados ao evento.

Por exemplo, fechar uma parceria com uma loja que venda material esportivo para fornecer um desconto ao cliente que consumir os produtos da loja, caso o valor de uma compra no parceiro atinja determinada meta.


7- Casquinha tecnológica

Pense em uma “casquinha tecnológica” para o empreendimento, ou seja, como você pode, junto a uma startup parceira, ter o seu produto ou serviços acionados na palma da mão. Com a uberização da economia todo mundo quer serviços acessíveis. Então, se você tem algum produto que poderia ser comercializado durante o período do evento, sem que o cliente se desloque ao estabelecimento, monte um aplicativo simples e disponibilize essa compra remota.


8- Transmissão de jogos

Avalie a natureza do segmento de atuação do seu negócio e veja a possibilidade de fazer transmissão dos jogos dentro do seu estabelecimento. Convide o cliente para assistir aos jogos e ganhar benefícios no consumo.


9- Experiência presencial + digital

Lembre-se que tudo que você fizer no ambiente presencial tem que ter continuidade e coerência com os ambientes digitais, como as redes sociais e lojas de e-commerce. A experiência do cliente tem que ser a mesma nos dois ambientes.


10 - Gere engajamento

Procure gerar engajamento entre o público e o negócio. É interessante criar alguma promoção temporária durante os jogos, como um balão ou sorteios das disputas. Outra possibilidade é oferecer um desconto evolutivo à medida que o Brasil for avançando no quadro de medalhas.


"Novo normal": qual o papel da liderança na reconstrução empresarial do RS?

É angustiante pensarmos que estamos passando por um “novo normal” no Rio Grande do Sul, após danos inimagináveis causados pela pandemia ao redor do mundo. O estado sofreu perdas severas com as chuvas intensas que avassalaram a região nas últimas semanas, desabrigando muitas pessoas e danificando diversos estabelecimentos. Agora, passada a tempestade, é hora do mercado se unir para que consigamos nos reerguer economicamente – a partir da adoção de estratégias que precisarão de um apoio intenso da liderança em prol desta reconstrução empresarial local.

Logo no início, pudemos observar um apoio nítido de diversas iniciativas privadas por todo o país para ajudar as vítimas deste desastre natural. Afinal, a meta era clara: salvar a maior quantidade possível de vítimas. Cada um, dentro de suas próprias condições, se debruçou sob ações de resgastes, contribuições financeiras, e outras fontes de apoio que contribuíssem para essa rede de apoio à população.

Amenizado o momento mais intenso, as perdas começaram a ser quantificadas. Em aspecto corporativo, segundo um levantamento feito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado (Sedec), 85% das empresas atingidas na região não possuíam qualquer tipo de seguro contra perdas ou danos. Deste total, os pequenos negócios foram os mais afetados – com 36,5% desses CNPJs de microempresas, 26% de Microempreendedores Individuais (MEI) e 23% de pequeno porte.

Usualmente, em momentos de crises, o aspecto econômico empresarial costuma a ser um dos últimos pilares a se manter sustentável. As chuvas que acometeram a região foram algo completamente inesperado, o que não apenas gerou danos físicos às empresas, como também desencadeou um sentimento temeroso frente à perpetuidade dos estabelecimentos e dos profissionais na região. O risco de sentirmos uma evasão de estabelecimentos e de talentos para outras localidades que oferecem uma melhor infraestrutura e estabilidade são enormes, o que acende a urgência de medidas que visem minimizar esse dano que o mercado gaúcho sentirá.

Nessa nova dinâmica de reconstrução que, certamente, será desafiadora para todos os envolvidos, o papel ativo da liderança poderá representar uma peça importante de sustentabilidade dessa jornada. O empresariado precisa ter como premissa a maior parcimônia possível na definição de suas ações, analisando, cuidadosamente e, dentro do que for possível conforme sua realidade, quais passos dar em prol da retenção destes talentos e sua união na retomada econômica.

É claro que não há como deixar de fora a importância da contribuição pública nesse processo, através de medidas e políticas de incentivo fiscal à reconstrução dos estabelecimentos e sua gestão financeira, amenizando possíveis gastos e fornecendo programas de isenção que reduzam os gastos precisos para tal.

Essa barreira contratual, junto ao medo compreensível de muitos empreendedores em investirem na região neste cenário preocupante, precisam ser repensados pelo poder público, contando com o apoio da liderança para que, juntos, evitem a evasão destes talentos e identifiquem quais linhas de crédito podem ser oferecidas como fontes de auxílio à retomada corporativa.

Não há como negar o cenário devastador que estamos vivenciando. Porém, com os devidos mecanismos de incentivo ofertados, muito pode ser aproveitado de seu potencial inovador, de forma que esses agentes tenham o reforço que precisam para minimizarem seus impactos no curto e longo prazo deste desastre e consigam, com isso, voltar à normalidade de suas operações. 



Fernando Poziomczyk -mm sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.


Wide
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Cientistas se unem a povos da floresta amazônica para proteger sítios arqueológicos em risco

Geoglifo encontrado em fazenda no Acre
(
foto: Diogo Gurgel/Iphan

Grupo usa tecnologias emergentes para mapear locais onde estão preservados testemunhos e evidências da existência de populações tradicionais em áreas ameaçadas pelo avanço do desmatamento, do garimpo e da mudança climática

 

 A descoberta nas últimas décadas de milhares de sítios arqueológicos na Amazônia tem contribuído para mudar a perspectiva sobre o passado da maior floresta tropical do mundo. Esses locais, onde ficaram preservados os testemunhos e evidências de atividades de populações tradicionais, contudo, estão sob o risco de serem destruídos pelo avanço do desmatamento, do garimpo e das mudanças climáticas, entre outros fatores.

Por meio de tecnologias emergentes, como a de sensoriamento remoto aerotransportado “Lidar” (acrônimo em inglês para light detection and ranging), pesquisadores brasileiros, em parceria com povos da floresta, estão mapeando esses sítios arqueológicos em áreas ameaçadas da Amazônia, a fim de lhes conferir maior proteção.

Resultados preliminares do projeto, intitulado “Amazônia revelada”, foram apresentados em uma mesa-redonda realizada na terça-feira (09/07), durante a 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento vai até amanhã (13/07) no campus Guamá da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém.

“A ideia é fazer sobrevoos usando essa tecnologia para identificar esses sítios arqueológicos e registrá-los em órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [Iphan] para que recebam uma camada adicional de proteção. No mínimo terá de ser feito algum tipo de licenciamento antes da realização de qualquer projeto [nas áreas onde estão localizados esses sítios]”, explicou Eduardo Neves, diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP).

Para realizar o mapeamento, os pesquisadores participantes do projeto, financiado pela National Geographic Society e apoiado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre outras instituições, inicialmente conversam com representantes das populações que vivem nos locais onde há evidências da existência de sítios arqueológicos para saber se há interesse ou não de que sejam mapeados.

“Não queremos pegar um avião e sair voando por aí porque seria, mais uma vez, uma forma de reproduzir práticas colonialistas científicas”, avaliou Neves.

Algumas das populações já consultadas e que deram aval para sobrevoos foram uma comunidade quilombola em Costa Marques e o povo indígena Amondawa da Aldeia Trincheira, em Rondônia. “Essa é uma região de muito conflito e que temos evidências de destruição de sítios arqueológicos decorrentes de ocupações recentes”, afirmou Neves.

Os pesquisadores pretendiam sobrevoar a região do Alto Xingu, mas cancelaram o plano após conversas com representantes do povo indígena Kuikuro. “Eles não queriam que sobrevoássemos por enquanto a terra deles porque a nossa ideia é tornar públicas as informações e não querem que outras pessoas saibam da existência daqueles locais que são importantes para eles”, contou Neves.

Com a mudança de planos, o novo local escolhido foi a ilha de Marajó, no Pará, onde há evidências de criação de estruturas artificiais. “Ao olharmos para escavações arqueológicas feitas na região, observamos uma série de cores diferentes que são camadas construtivas de aterros feitas por populações que ocuparam Marajó no primeiro milênio da era comum, a partir de mais ou menos 400 anos depois de Cristo, até o segundo milênio. Esses aterros foram construídos, ocupados e serviam como locais de cemitério”, contou o pesquisador.

Outra região que será sobrevoada é a Terra do Meio, no Pará, atravessada pelo rio Xingu e afluentes e formada por reservas, unidades de conservação e as terras indígenas Cachoeira Seca, Xipaya e Kuruya. Alvo de de garimpeiros ilegais, a região também sofre com desmatamentos e roubo de madeira.

“Nos juntamos ao ISA [Instituto Socioambiental], que tem feito um trabalho muito antigo naquela região, para realizar mapeamentos participativos comunitários. Os locais de sobrevoo foram decididos a partir de oficinas realizadas com os moradores da região”, relatou Neves.

Neves apresentou a pesquisa no dia 13 de julho,
 durante a Reunião Anual da SBPC
 (foto: Elton 
Alisson/Agência FAPESP)

Primeiros resultados

Em razão do grande número de queimadas na Amazônia no ano passado, não foi possível realizar a maior parte dos sobrevoos programados. Este ano, o trabalho foi iniciado mais cedo e já começou a produzir os primeiros resultados.

Por meio de sobrevoos feitos em uma região situada entre o Acre, o sul da Amazônia e Rondônia, foi possível identificar um sítio arqueológico composto por estruturas geométricas triangulares e circulares associadas a estradas.

“Estamos conseguindo demonstrar que essas estruturas geométricas vão muito mais ao norte do que se pensava. Elas atravessam o rio Purus, no sul do Amazonas, e talvez cheguem até o Solimões. Mas não sabemos ainda”, ponderou Neves.

Já na Serra da Muralha, em Rondônia, foi possível identificar outro sítio arqueológico, composto por uma muralha de pedra e estruturas de alvenaria associadas a uma estrada. Na região está localizado um dos maiores parques nacionais da Amazônia, o Mapinguaria, cuja extremidade oeste foi invadida por um garimpo em 2019.

“Queremos começar a fazer o registro desses sítios arqueológicos para patrimonializar esses locais e criar um caminho para proteger essas áreas ameçadas”, afirmou Neves.

De acordo com o pesquisador, atualmente há mais de 6 mil sítios arqueológicos cadastrados em toda a bacia amazônica. Na opinião dele, contudo, esse número está subestimado.

“Em qualquer lugar que a gente vá, no interior da Amazônia, nunca deixamos de achar um sítio arqueológico. A questão é saber o que fazer com eles.”

Na avaliação do pesquisador, é preciso pensar a Amazônia não somente como um patrimônio natural, mas também biocultural, como um produto da história das populações tradicionais que incluem não somente os povos indígenas, mas também populações quilombolas, ribeirinhas e beiradeiros, que vêm ocupando a região há pelo menos 13 mil anos.

“Essa ideia de pensar a Amazônia como um lugar histórico, não só como patrimônio natural, mas como patrimônio biocultural, serviu de base para as pesquisas arqueológicas e tem orientado nossas atividades na região nos últimos 30 anos”, disse o arqueólogo.

Resultados de estudos anteriores conduzidos por Neves com apoio da FAPESP podem ser encontrados em: agencia.fapesp.br/51197agencia.fapesp.br/40304 e agencia.fapesp.br/39387.

Mais informações sobre a 76ª Reunião Anual da SBPC estão disponíveis em: https://ra.sbpcnet.org.br/76RA/.

 

Elton Alisson, de Belém
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/cientistas-se-unem-a-povos-da-floresta-amazonica-para-proteger-sitios-arqueologicos-em-risco/52191

 

Diversidade, equidade e inclusão: A resiliência feminina no mundo corporativo


Um ambiente corporativo mais diverso, equitativo e inclusivo começa com as pessoas e com as práticas educacionais e programas promovidos pelas organizações. Especificamente em relação às mulheres, sua participação ativa no mercado não só contribui para a justiça social, mas também agrega uma riqueza de perspectivas que fomentam a inovação e a sustentabilidade nas empresas. 

Um estudo da McKinsey & Company revela que empresas com maior diversidade de gênero têm 21% mais chances de serem lucrativas em comparação com a média do setor. Não seria para menos, afinal, as mulheres trazem consigo uma história de superação e resiliência, conquistada ao longo dos anos para ocupar espaços. Essa trajetória reflete em características essenciais para qualquer liderança: resiliência, comprometimento, comunicação empática, atenção aos detalhes e habilidade de conectar temas complexos. Seu olhar único garante criatividade e capacidade de humanizar processos e relações, enriquecendo os ambientes de trabalho. 

No entanto, apenas 5% das empresas da Fortune 500 são lideradas por mulheres, o que mostra que ainda há um longo caminho a ser percorrido. Além disso, as mulheres representam apenas 29% dos cargos de liderança globalmente, apesar de serem quase metade da força de trabalho, de acordo com a International Labour Organization (ILO). 

No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador. Um estudo de 2023 da consultoria Grant Thornton revela que apenas 20% dos cargos de liderança no país são ocupados por mulheres, demonstrando a necessidade de ações mais efetivas. Mais do que isso, de acordo com o IBGE, as brasileiras ganham, em média, 20,5% menos que os homens, e essa disparidade salarial é ainda maior em cargos de alta liderança. 

Para que esses números avancem de forma positiva e a diversidade cresça de maneira consistente, é fundamental que as empresas implementem medidas práticas para promover a inclusão. Uma estratégia eficaz é a criação de um banco de talentos permanente e exclusivo para mulheres, incentivando o cadastro das candidatas. Outra ação importante é utilizar uma linguagem inclusiva na divulgação de novas vagas, evitando reforçar pressupostos sobre gênero. Durante o processo de recrutamento e seleção, a criação de critérios como a presença de pelo menos uma candidata do gênero feminino na etapa final é um passo essencial para assegurar a representatividade. 

Além de processos, precisamos investir em uma cultura que inclua e dialogue sobre temas relevantes e atuais em nossa sociedade. Nesse sentido, promover treinamentos que estimulem o protagonismo feminino permite que as pessoas se conectem com a diversidade e com novas linguagens e conceitos sobre a visão de mundo. Rodas de conversas entre mulheres e integração com parceiros sobre a pauta - seja em datas comemorativas ou com temas específicos, também proporcionam trocas de experiências, facilitam a identificação e o compartilhamento de suas histórias. Através desses momentos, incentivamos um ambiente acolhedor, conectamos pessoas, valorizamos trajetórias e potencializamos o negócio. 

E não temos como não citar outra barreira que as mulheres ainda enfrentam no mercado de trabalho: a sua maternidade. Uma pesquisa realizada pelo Insper e pelo Talenses Group revelou que 48% das brasileiras que se tornam mães sentem que suas chances de promoção diminuem após a maternidade. O mesmo estudo apontou que 37% das mulheres acreditam que a maternidade é um obstáculo para alcançar cargos de liderança. Além disso, um levantamento da Harvard Business Review revelou que 42% das mulheres ainda enfrentam preconceitos no local de trabalho, e muitas acabam deixando suas carreiras por falta de apoio e flexibilidade. Um cenário preocupante, que reforça a necessidade de políticas de suporte, como licença parental remunerada e horários de trabalho flexíveis, por exemplo, para que as mulheres possam equilibrar suas responsabilidades profissionais e pessoais sem comprometer o desenvolvimento de suas carreiras. 

Para que esse contexto seja alterado e as iniciativas se transformem em programas, a governança corporativa desempenha um papel decisivo como guardiã de uma gestão ética e responsável. A transparência é um elemento essencial para fortalecer a confiança e garantir que, independentemente do gênero, todos tenham oportunidades igualitárias para seu desenvolvimento. Isso deve ser aliado a um ambiente corporativo que valorize o respeito, por meio do seu código de ética e, certamente, pelo exemplo e apoio da alta liderança. Dessa forma, esses valores são integrados na cultura organizacional, refletindo de fato na promoção da diversidade, equidade salarial e inclusão. 

Em resumo, promover a inclusão e o empoderamento feminino no ambiente corporativo não é apenas uma questão de equidade, mas também de estratégia. As empresas que abraçam a diversidade e a inclusão estão na vanguarda da inovação e da sustentabilidade, com resiliência e visão de futuro. O universo feminino contribui de forma singular, permitindo alcançar novos horizontes, movidos pela atitude diante dos desafios, pela força de superação e pelos talentos das mulheres.


Débora Neves - líder da área de ESG da Teltec Solutions
  

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Diabetes tipo 2 aumenta 56%1 entre jovens adultos: conheça os diferentes tipos de tratamento para a doença

Caneta, medicamento oral (monoterapia e combinação), insulina e alimentação - cardiologista explica suas funcionalidades e indicações
 

O número de jovens entre 19 e 39 anos diagnosticados com diabetes tipo 2 no mundo aumentou drasticamente em 30 anos, chegando à marca de 56% de incremento, de acordo com análise sistemática do Global Burden of Disease (GBD), publicada no British Medical Journal1. No Brasil, são quase 16 milhões de adultos com a doença2. Com o aumento no número de casos, a carência de informação à população sobre os cuidados necessários com a rotina e os tipos de tratamento disponíveis, representa uma preocupação para os médicos, já que a mudança de estilo de vida é essencial para se ter mais saúde e melhor qualidade de vida a médio e longo prazo 3

De acordo com o cardiologista Jairo Borges, atualmente mesmo crianças, adolescentes e jovens adultos enfrentam a obesidade e a esteatose hepática (gordura no fígado), devido a um estilo de vida inadequado, o que ele aponta como uma das causas de esse perfil de pessoas desenvolver diabetes tipo 24. “Mesmo que o paciente seja jovem ou recém diagnosticado, a doença se torna fator de risco 2 a 4 vezes5 maior para desenvolver problemas cardiovasculares do que em pessoa sem diabetes”. E explica: “Se alimentar mal, principalmente com uma rotina de consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em gordura e em açúcar de absorção rápida, e não praticar exercícios físicos regularmente faz com que haja muita glicose circulando no sangue, o que ‘obriga’ o pâncreas a secretar uma alta quantidade de insulina como forma de compensação. Com o tempo, acaba ocorrendo um mau funcionamento do órgão. Quem é diabético já perdeu pelo menos 40-50% da função das células beta do pâncreas produtoras de insulina,6 e precisa focar em preservar o restante”. 

Apesar de o diagnóstico ser um alerta importante para cuidar melhor da saúde, a adesão ao tratamento adequado, sempre com orientação médica, e a mudança de estilo de vida podem proporcionar ao paciente um envelhecimento saudável e sem complicações 7.
 

Jairo, que é médico consultor da Libbs Farmacêutica, elenca 5 formas de tratamento para o diabetes tipo 2:
 

1 – Mudança no estilo de vida. É a primeira linha de cuidado para pacientes diabéticos e para a remissão ao pré-diabetes. A atividade física regular ajuda a reduzir a glicose no sangue e melhora a ação da insulina. Para se ter uma ideia, pesquisa publicada no New England Journal of Medicine apontou que a mudança intensiva do estilo de vida reduziu em cerca de 58% o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em 3 anos, concluindo esta análise (estudo DPP) que a intervenção no estilo de vida foi significativamente mais eficaz do que o uso isolado de um medicamento oral único8.
 

2 – Medicamento único (monoterapia). É o tipo mais indicado habitualmente pelos médicos por ter valor acessível nas farmácias e por ser disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É indicado para pacientes sem sintomas como urinar muito, sede intensa ou fome exagerada. Entre os benefícios esperados estão a potência para diminuição da glicemia, não causar hipoglicemia, reduzir os níveis de triglicerídeos de 10 a 15% e do LDL-colesterol, aumentando o HDL. Pode causar uma diminuição de peso de dois a três quilos durante os primeiros seis meses de tratamento 7.
 

3 – Medicamento combinado (que une dois princípios ativos). É indicado desde o diagnóstico, com potencial para controlar melhor a glicemia de forma a estabilizá-la, além de agir de forma mais rápida e sustentada. Também não causa hipoglicemia, a depender dos medicamentos selecionados, e existem opções que contribuem para proporcionar proteção renal 9.
 

4 – Canetas (agonistas do receptor de GLP-1). Esse tipo de medicação injetável se popularizou nos últimos tempos pelo seu potencial em promover perda de peso, mas o custo muito elevado, em média quase um salário mínimo por trimestre10, faz com que seja uma opção inviável para a grande parte da população.
 

5 – Insulina. Comumente indicada para pacientes com diabetes tipo 1, é utilizada em diabéticos tipo 2 quando o nível de açúcar no sangue está muito elevado de forma persistente e, como regra, juntamente com a medicação oral 7.
 



*Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do médico consultor.


Referências

1. Xie J, Wang M, Long Z, Ning H, Li J, Cao Y et al. Global burden of type 2 diabetes in adolescents and young adults, 1990-2019: systematic analysis of the Global Burden of Disease Study 2019 BMJ 2022; 379 :e072385 doi:10.1136/bmj-2022-072385 Link

2. International Diabetes Federation. Key information of regions and members, 2021. Site. [Acessado em julho, 2024]. Disponível em: Link Acesso em 10/07/2024.

3. American Diabetes Association. Physical Activity Is Important. Site. [Acessado em julho, 2024]. Disponível em Link

4. Silva, P., Roncholeta, L., Lima, L., Carvalho, I., Oliveira, I., Comunian, Y., & Marini, D. C. (2023). Mudanças no estilo de vida em crianças e adolescentes reduzem os riscos do desenvolvimento de diabetes mellitus tipo II. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 5(5), 3451–3466. Link

5. Mariana Vargas Furtado M. V., Polanczyk C. A. (2007). Prevenção cardiovascular em pacientes com diabetes: revisão baseada em evidências. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Link

6. Carol Wysham & Jay Shubrook (2020). Beta-cell failure in type 2 diabetes: mechanisms, markers, and clinical implications, Postgraduate Medicine, 132:8, 676-686, DOI: 10.1080/00325481.2020.1771047

7. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília (2006). Cadernos de Atenção Básica, n. 16 - Série A. Normas e Manuais Técnicos) Diabetes Mellitus. [Acessado em julho, 2024]. Disponível em Link

8. Diabetes Prevention Program Research Group. Reduction In The Incidence Of Type 2 Diabetes With Lifestyle Intervention Or Metformin, New England Journal of Medicine 2002; 346: 393-403

9. American Diabetes Association. Pharmacologic Approaches to Glycemic Treatment: Standards of Care in Diabetes—2024. Site. [Acessado em julho, 2024]. Disponível em Link

10. Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde - Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (2023). [Acessado em julho, 2024]. Relatório de recomendação de medicamento: liraglutida 3mg para o tratamento de pacientes com obesidade e IMC acima de 35kg/m², pré-diabetes e alto risco de doença cardiovascular. Disponível em Link


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