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quarta-feira, 17 de julho de 2024

Os avanços na legislação das apostas esportivas e das bets no Brasil

Uma nova portaria da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda publicada no último dia 12 de julho no Diário Oficial da União obriga as plataformas de apostas online, as chamadas bets, a comunicarem transações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A nova exigente é uma prática conhecida no universo do compliance, conhecida por “due diligence”, que avalia a capacidade econômica do apostador em atenção às apostas por ele realizadas, ou seja, se de fato o apostador é uma pessoa exposta politicamente e se tem relação com alguma pessoa que possa estar ligada às atividades ilícitas e esteja em uma eventual “black list”, sendo necessária a classificação de risco de funcionários e fornecedores. 

Importante destacar que a nova portaria frisa que a qualificação do apostador deve ser analisada conforme a compatibilidade entre a capacidade econômico-financeira do jogador e as apostas realizadas, além de uma checagem se ele é uma pessoa exposta politicamente ou próxima de alguma. Também serão investigadas as apostas que tenham sinais de falta de fundamentação econômica ou legal, que sejam incompatíveis com as práticas do mercado ou que possuam indícios de lavagem de dinheiro ou de financiamento ou à proliferação de armas de destruição em massa. 

Essa nova exigência estimula as plataformas bets a detectarem e combaterem a lavagem de dinheiro e outras práticas criminosas, como, por exemplo, corrupção, tráfico de drogas, financiamento de armas e outros fatos típicos. Estimula também a fiscalização das movimentações atípicas de valores, com o objetivo de combater ferramentas automatizadas, como, por exemplo, o uso de inteligência artificial nas apostas esportivas. 

As bets foram regulamentadas pela Lei 13.756/ 2018, que dispõe sobre como devem ser as apostas esportivas, bem como pela Lei 14.790/2024, que ampliou o alcance da legislação, exigindo que as empresas tenham endereço no Brasil (possibilitando assim uma auditoria e responsabilidade judicial mais célere e eficaz), definindo a tributação e incluindo os jogos online. Esta legislação está em período de transição, incluindo um processo regulatório conduzido pelo Ministério da Fazenda que termina no fim de 2024 e vai estabelecer critérios técnicos e jurídicos para a liberação dos jogos online. 

A portaria recente significa uma atualização e evolução necessária da legislação. Nota-se que se existirem gastos e apostas esportivas incompatíveis com a profissão e as renda do apostador, essas movimentações serão comunicadas ao Coaf e, assim, poderá ser instaurado, por exemplo, um inquérito policial para investigação de autoria e materialidade delitiva e até mesmo ocorrer a indisponibilidade e bloqueio de ativos do apostador suspeito. Cabe destacar também que as informações coletadas pelas bets poderão ser preservadas e armazenadas pelo prazo de 5 anos, com o objetivo de combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Trata-se de um avanço significativo em um cenário com o aumento de apostas esportivas em plataformas online. Além de apostadores, as bets terão de fazer classificação de risco de funcionários e fornecedores. 

As regras passarão a vigorar em 1º de janeiro de 2025, quando começa a funcionar o mercado regulado de apostas no Brasil. 

É imprescindível a aplicação e manutenção do ciclo de vida e estruturação do compliance no universo das bets e apostas esportivas, quais sejam: avaliação de risco; suporte da alta administração; políticas e controles internos (código de conduta); comunicação e treinamento; monitoramento e auditoria; investigação e reporte (helpline); due diligence e a revisão periódica do programa. 

O avanço das regras faz parte de uma série de normas importantes para a regulamentação e segurança para  o mercado de apostas esportivas e jogos online no Brasil. É preciso evoluir ainda mais para o enquadramento legal e responsabilidades cíveis e criminais de jogos online no país e estabelecer regras claras para os caça-níqueis online, como o Fortune Tiger, popularmente conhecido como Jogo do Tigrinho, que vem ganhando as páginas policiais por uma série de supostos crimes e vitimando milhares de apostadores. A terra das bets não pode ser uma terra sem leis. 

 

Eduardo Maurício é advogado no Brasil, em Portugal, na Hungria e na Espanha. Doutorando em Direito – Estado de Derecho y Governanza Global (Justiça, sistema penal y criminologia), pela Universidad D Salamanca – Espanha. Mestre em direito – ciências jurídico criminais, pela Universidade de Coimbra/Portugal. Pós-graduado pela Católica – Faculdade de Direito – Escola de Lisboa em Ciências Jurídicas. Pós-graduado em Direito penal econômico europeu; em Direito das Contraordenações e; em Direito Penal e Compliance, todas pela Universidade de Coimbra/Portugal. Pós-graduado pela PUC-RS em Direito Penal e Criminologia. Pós-graduando pela EBRADI em Direito Penal e Processo Penal. Pós-graduado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Academy Brasil –em formação para intermediários de futebol. Mentor em Habeas Corpus. Presidente da Comissão Estadual de Direito Penal Internacional da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas (Abracrim)

 

Saiba por que você não deve tirar 'férias silenciosas'


Você já ouviu falar no termo ‘férias silenciosas’, também chamado de ‘quiet vacations’? Não, apesar de estarmos em julho, período conhecido pelas férias escolares, os termos não se relacionam diretamente. Férias silenciosas foi o nome dado para a atitude de alguns funcionários, que atuam nos modelos híbrido e - principalmente - remoto, de tirar folga durante o período de trabalho sem informar a chefia.

Essa nova tendência vai totalmente ao encontro com outros movimentos que já estiveram bastante em alta, como o ‘quiet quitting’, onde as pessoas decidiram limitar suas tarefas às estritamente necessárias dentro da descrição de seu trabalho, evitando longas jornadas e sobrecarga. No entanto, será que a ação de tirar essas férias silenciosas é justa para todos os envolvidos?

O Business Insider divulgou um levantamento feito pelo instituto de pesquisa The Harris Poll, que falou com 1.170 americanos empregados em abril deste ano. Cerca de 40% dos Millennials (pessoas entre 28 a 43 anos), entrevistados revelaram que já tiraram uma folga do trabalho sem realmente informar o seu empregador. Enquanto 24% dos membros da Geração Z (pessoas de 13 a 27 anos), relataram ter feito o mesmo.

Além disso, a geração Millennial que participou do levantamento foi mais propensa a dizer que tomou medidas para fazer parecer que está trabalhando, quando na verdade, não está. Para mim, isso é um sinal de problema, pois apesar da amostra analisada ter sido pequena, o número de pessoas que afirmaram ter tirado férias silenciosas foi significativo, o que não me parece tão correto, se pararmos para pensar.

Um dos pontos positivos do trabalho remoto, o famoso home office, modelo adotado por milhares de empresas durante a pandemia e que se mantém até hoje por algumas, é você fazer o seu trabalho de casa, ou de qualquer lugar, desde que consiga entregar um serviço de qualidade e cumpra todas as tarefas que tenham sido solicitadas. Porém, me questiono como alguém faz isso sem combinar o jogo com transparência.

Todos já sabem, ou pelo menos deveriam saber, que a base para o bom funcionamento do home office é justamente a confiança estabelecida entre gestor e colaborador, onde se espera que as pessoas falem a verdade sobre o que estão fazendo e sobre a localização em que se encontram. Pois, a partir do momento em que essa confiança se quebra, a chance do líder adotar um microgerenciamento é muito maior e isso não será bom para ninguém.

Vejo funcionários reclamando de microgerenciamento, se queixando que os gestores ficam pressionando, perguntando sobre cada tarefa e pedindo atualização de suas ações, o que acaba gerando desgaste. É claro que alguns líderes fazem isso por que querem, o que é péssimo, porém, não desconfio que alguns adotem essa postura diante de uma eventual desconfiança que surgiu.

Acredito que é possível existir um equilíbrio, pois pessoas que trabalham em home office e até em modelos híbridos, geralmente têm um pouco mais de flexibilidade de horários e possuem a vantagem de estarem em casa. No entanto, se afastar do trabalho sem informar, em momentos em que deveria estar à disposição da empresa, interagindo com colegas, para focar em atividades pessoais não é algo que deva ser incentivado.

Pense na seguinte situação: você trabalha remotamente e faz tudo direitinho, cumprindo suas atividades, mas diante de casos de ‘férias silenciosas’, sua empresa volta a adotar o modelo presencial por se sentir “enganada”? Você, provavelmente, não iria gostar, e mesmo tendo agido de forma correta, seria prejudicado, pois a maioria iria pagar o preço por causa da atitude de alguns.

O fato é que, mais do que nunca, precisa existir transparência, tanto por parte dos gestores quanto dos integrantes da equipe. Acredito que tudo pode ser conversado e negociado previamente, como sair um dia mais cedo, entrar no outro dia mais tarde, e até mesmo se ausentar. Entendo que muitas empresas não dão liberdade, porém, é preciso que tentem entrar em acordos com os colaboradores, que por outro lado, não devem agir de má fé e nem abusar nos pedidos, para que a relação não fique desgastada e seja funcional.


Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


9 orientações para ter um Dia dos Pais sem endividamento


Com a proximidade do Dia dos Pais, comemorado em 11 de agosto, é fundamental planejar não só essa celebração, mas todas as comemorações ao longo do ano. Muitos cometem o erro de adiar as compras de presentes, o que pode gerar estresse e gastos desnecessários. A organização financeira para os próximos 12 meses pode ajudar a evitar esses problemas. 

Um método simples para planejar as finanças é utilizar um caderno, onde cada página representa um mês. Liste todas as datas comemorativas e eventos importantes em cada página. Por exemplo, comece com agosto, que inclui o Dia dos Pais e possíveis aniversários de amigos ou parentes. Em seguida, pense em outras datas significativas, como o Dia das Crianças em outubro e a Black Friday em novembro, que oferece uma oportunidade para comprar presentes de Natal com descontos. 

O planejamento não deve se limitar às datas comemorativas. É importante lembrar das despesas do dia a dia: contas de energia, água, alimentação, educação, vestuário e lazer. Também é fundamental prever eventos imprevistos, como a quebra de um eletrodoméstico. Ter uma reserva financeira para emergências é essencial. 

O controle financeiro pode ser feito no papel ou em uma planilha digital. O importante é criar o hábito de controlar as finanças com 12 meses de antecedência. Isso ajuda a evitar surpresas desagradáveis e promove uma educação financeira constante.

 

Orientações para o Dia dos Pais

Para celebrar o Dia dos Pais sem comprometer o orçamento financeiro, considere as seguintes orientações: 

  1. - Busque um presente diferente, com pouquíssimo investimento é possível impressionar muitas vezes mais do que gastando muito.
  2. - Certifique-se do que o pai está precisando e busque unir o útil ao agradável. Pesquise em vários lugares antes de decidir onde irá comprar.
  3. - Respeite sua situação financeira para comprar um presente que caiba no seu bolso. Nessa época, o comércio faz muitas promoções, basta analisar e ver se vale a pena.
  4. - Junte-se com os irmãos e mãe (de forma online, de preferência) para dividir o valor do presente.
  5. - Caso não tenha guardado dinheiro, procure saber quanto de prestação cabe realmente em seu orçamento mensal.
  6. - Se seu pai estiver endividado, ajude-o a sanar esse problema, mas dê a ele também um livro ou curso de educação financeira, para que isso não ocorra novamente.
  7. - Cuidado com presentes que possam ter custos agregados, como celular ou cachorro.
  8. - Uma boa alternativa pode ser um evento. Você pode preparar ou pedir algo especial para um almoço ou jantar, ou realizar um passeio que ele goste.
  9. - Caso não dê para comprar nenhum dos presentes que você tinha em mente, converse com o seu pai e planeje-se para poder presenteá-lo em outra ocasião. 

Como uma forma de perpetuar o aprendizado financeiro, recomenda-se o livro "Terapia Financeira". É um ótimo presente para o Dia dos Pais, ajudando-os a buscar conhecimento e trilhar o caminho de uma gestão financeira mais consciente. 

O planejamento financeiro é essencial para evitar imprevistos e garantir que todas as comemorações sejam celebradas de forma tranquila e organizada. Com organização e antecedência, é possível assumir o controle da vida financeira e desfrutar de todas as datas importantes ao longo do ano sem estresse. 




Reinaldo Domingos - PhD em Educação Financeira, está à frente do canal Dinheiro à Vista presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira - ABEFIN) e da DSOP Educação Financeira. Autor de mais de 150 livros sobre o tema educação financeira, como o best-seller Terapia Financeira.


Mercado Pago: 50,5% dos brasileiros esperam fim do papel moeda em 10 anos

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Levantamento do banco digital do Mercado Livre mostra também que 46% não decidiram se vão migrar rapidamente para o Drex, o real digital

 

Uma pesquisa do Mercado Pago mostrou que 50,5% dos brasileiros acreditam que o papel moeda vai acabar em 10 anos, mas há ainda incerteza sobre os meios de pagamento pela frente: 46% dizem não saber se vão migrar rapidamente para o Drex, o sistema em criação pelo Banco Central que traz o real digital. Outros 39% não conseguem prever se as criptomoedas vão substituir o papel moeda como unidade de troca.

A criação do real digital é vista por 36,5% das pessoas como benéfica para o Brasil, mostra a pesquisa. "Ainda há dúvidas, as pessoas estão começando a formar uma opinião sobre o que vai acontecer no futuro", disse o vice-presidente de Banco Digital do Mercado Pago no Brasil, Ignacio Estivariz, em entrevista à imprensa para apresentar a pesquisa.

A pesquisa também quis saber das pessoas como veem os bancos digitais. "Os bancos digitais fizeram transformação gigante no sistema financeiro nos últimos anos", disse o diretor executivo do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD), Max Stabile Mendes.

A principal razão para as pessoas (para 34%) abrirem uma conta em uma fintech ou banco digital é conseguir fazer tudo de forma online, sem precisar ir a uma agência; outros 28% argumentam que não ter que pagar taxas é a principal motivação.

Ainda entre as razões citadas para ser cliente de um banco digital está a possibilidade de conseguir um cartão de crédito mais rápido, e sem anuidade, comentou Stabile na entrevista.

Sobre investimentos, a percepção das pessoas - 58% dos entrevistados - é que aplicações nos bancos digitais rendem mais do que nos bancos tradicionais.

A pesquisa, chamada "Da Cédula ao Drex: a evolução do real em 30 anos", foi realizada pelo Mercado Pago em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD), em comemoração aos 30 anos do Real. O levantamento foi feito com 2004 pessoas entrevistadas em todo o País.

 

Estadão Conteúdo


Cinco dicas para construir uma imagem sofisticada e se posicionar no mundo dos negócios

 

Dra. Karina Barrelo, renomada empreendedora e especialista em harmonização facial, compartilha alguns insights para mulheres que desejam fortalecer sua imagem e passar confiança no mundo dos negócios

 

Ser uma mulher empreendedora no mundo dos negócios exige mais do que apenas habilidades técnicas e conhecimentos do mercado. É sobre como você se apresenta, a confiança que exala e a mensagem que transmite ao mundo. “Nós enfrentamos diversos desafios ao longo da construção do nosso negócio e temos que lutar sempre por mais espaços, para mostrar que somos capazes”, comenta a Dra. Karina Barrelo, CEO da Clínica Barrelo, maior clínica de harmonização facial do Morumbi, bairro nobre de São Paulo. Apesar das adversidades constantes, segundo a pesquisa do Empreendedorismo Feminino 2022, realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), houve um aumento de 30% na quantidade de mulheres que são donas de negócios no Brasil, um número recorde desde quando o acompanhamento começou. 

Ainda de acordo com a pesquisa, as empreendedoras representam 34,4% do total de donos de negócios no país. Além disso, os estados que mais possuem mulheres à frente de empreendimentos são Ceará (38%), Rio de Janeiro (38%), São Paulo (37%) e Goiás (36%). “Diariamente, ficamos preocupadas se estamos no caminho certo e, muitas vezes, até duvidamos de nós mesmas. Porém, esses dados só mostram como é importante persistir naquilo que você tanto almeja e enfrentar o que vier de cabeça erguida para alcançar o seu sucesso, independência, qualidade de vida e prosperidade”, ressalta a empresária.

Divulgação

Dessa forma, para inspirar outras mulheres a construírem uma imagem de empreendedoras, Dra. Karina trouxe suas principais dicas para se posicionar como uma mulher empoderada, confiante e de destaque no mundo dos negócios. Confira, a seguir:

 

1. Construa uma marca pessoal autêntica e coerente

Para aquelas que estão iniciando no empreendedorismo, o conselho fundamental é investir na construção de uma marca pessoal que seja autêntica e coerente. "Defina claramente seus valores e como deseja ser percebida pelo mundo. Isso se reflete desde o estilo das roupas até a linguagem visual do seu negócio”, diz Dra. Karina. Por isso, é importante investir em peças-chave que transmitam profissionalismo e confiança, mantendo uma imagem consistente em todos os aspectos da vida profissional e pessoal.

 

2. Conheça seus valores e habilidades

Autoconhecimento é a chave para se mostrar empoderada. Desse modo, é importante conhecer profundamente seus valores, objetivos e habilidades únicas. "Mantenha uma postura positiva e determinada frente aos desafios e saiba comunicar suas ideias de forma clara e assertiva. Além disso, apoiar outras mulheres e celebrar suas conquistas é essencial para o empoderamento feminino, criando uma rede de sororidade e suporte mútuo”, destaca Barrelo.

 

3. Tenha propósito e resiliência

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Além do autocuidado, é crucial ter um propósito claro na vida e no trabalho e muita resiliência para enfrentar todos os desafios e adversidades. "Isso proporciona direção e motivação e ser resiliente significa enfrentar os obstáculos com determinação, aprender com os erros e se adaptar às mudanças com confiança”, explica a especialista. “Esses elementos são muito importantes para uma mulher que deseja se mostrar empoderada em qualquer ambiente”, completa.


4. Vista-se de forma autêntica e confiante

O seu estilo pessoal desempenha um papel de destaque na imagem de empoderamento. "Vista-se de acordo com sua personalidade única, sem se prender a modismos passageiros”, aconselha a Dra. Para isso, escolha roupas que façam você se sentir confortável, poderosa e alinhada com seus valores. “Mostrar um estilo autêntico e confiante não só melhora a autoestima, mas também influencia positivamente na percepção de outras pessoas”, complementa Barrelo.

 

5. Comporte-se com confiança, autonomia e empatia

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A postura de uma mulher empoderada deve refletir confiança, autonomia e empatia. "Acredite em si mesma e em suas capacidades, tome decisões com segurança e considere as necessidades dos outros com compreensão e respeito", diz a especialista. “Uma líder empoderada inspira outras mulheres pelo exemplo e pela colaboração, incentivando o crescimento pessoal e profissional”, pontua.

E, para além de todas essas dicas especiais, Dra. Karina ainda ressalta a importância da leitura e dos estudos contínuos. Estar sempre em busca de aprendizado é essencial para o crescimento intelectual e profissional, permitindo que você se mantenha atualizada com as tendências do mercado e desenvolva habilidades que contribuam para o seu sucesso como empreendedora e líder. "A leitura amplia horizontes, oferece novas perspectivas e conhecimentos que podem ser aplicados tanto na vida pessoal quanto na profissional”, finaliza Dra. Karina Barrelo.

 

Clínica Barrelo


A produtividade tóxica nas empresas é uma grande armadilha

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43% dos líderes de empresas estão explorando novas tecnologias para aumentar a produtividade e a eficiência, diz levantamento do Slack

 

No universo empresarial, a busca incessante pela eficiência e produtividade tem sido impulsionada pela adoção massiva de tecnologias inovadoras. Seja por meio da automação de processos, análise de dados em tempo real ou a inteligência artificial, empresas de todos os tamanhos têm investido intensamente em soluções tecnológicas para otimizar suas operações. No entanto, é vital reconhecer os efeitos adversos que essa cultura de produtividade tóxica pode ter sobre os colaboradores das empresas. 

Conforme um levantamento realizado pelo Slack, plataforma de comunicação de equipe baseada em nuvem, 43% dos líderes de pequenas empresas estão explorando novas tecnologias para aumentar a produtividade e a eficiência. Entretanto, essa busca incessante por eficiência muitas vezes ocorre em detrimento da saúde mental dos colaboradores. 

Para a psicanalista e Presidente do Ipefem (Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino), Ana Tomazelli, “o nosso cérebro não foi feito para suportar a velocidade que vivemos e estamos constantemente bombardeando nossos sentidos com informações aceleradas, levando a uma perda da sensibilidade e à exaustão mental”, comenta Ana. "Pequenas ações para acelerar demandas do dia-a-dia, como assistir aulas, ouvir áudios, vídeos e até mesmo assistir filmes em modo mais rápido faz com que a gente perca nuances cruciais, privando-nos de uma compreensão verdadeira e profunda das mensagens que recebemos através desses meios", completa . 

Diante desse cenário, as empresas são instadas a repensar suas abordagens em relação à produtividade e comunicação. Iniciativas que promovem a conscientização sobre saúde mental, oferecem recursos de apoio e incentivam uma cultura de trabalho equilibrada são fundamentais para garantir o bem-estar de seus colaboradores. 

“Estamos abrindo mão de muitas coisas devido a essa produtividade tóxica. Ela é uma armadilha perigosa” adverte Tomazelli. “Muitos estão caindo nessa armadilha sem perceber os danos que estão impondo a si mesmos.”  

“Nós, como sociedade, precisamos desacelerar em muitos momentos de nossas vidas. É hora de reconhecer que nossa saúde mental é um ativo valioso que não pode ser sacrificado em prol da produtividade no longo prazo” enfatiza a psicanalista.   

Diante desse apelo à reflexão, é fundamental que empresas e profissionais se unam para promover um ambiente de trabalho mais saudável, onde o cuidado com a saúde mental seja uma prioridade indiscutível. Em um mundo que nunca vai parar, é importante lembrar que nossa saúde mental não pode ser outra coisa, senão, uma prioridade.

 


Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas – Ipefem
https://ipefem.org.br/


Ana Tomazelli - psicanalista e CEO do Ipefem (Instituto de Pesquisas & Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas), uma ONG de educação em saúde mental para mulheres no mercado de trabalho. Mentora de Carreiras, Executiva em Recursos Humanos, por mais de 20 anos, liderou reestruturações de RH dentro e fora do país. Com passagens pelas startups Scooto e B2Mamy, além de empresas tradicionais e consolidadas como UHG-Amil, Solera Holdings, KPMG e DASA (Diagnósticos da América S/A). Mestranda em Ciências da Religião pela PUC-SP e membro do grupo de pesquisa RELAPSO (Religião, Laço Social e Psicanálise) da Universidade de São Paulo, também é pós-graduada em Recursos Humanos pela FIA-USP e em Negócios pelo IBMEC-RJ. Formada em Jornalismo pela Laureate - Anhembi Morumbi.
Linkedin/anatomazellibr
Instagram @ipefem


O Imposto do Pecado: Quem paga a conta?

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 Consultório da fama


Governos ao redor do mundo estão cada vez mais implementando o que é popularmente conhecido como "Imposto do Pecado", uma estratégia fiscal destinada a desencorajar o consumo de produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. Esses impostos, aplicados a itens como tabaco no Reino Unido e bebidas açucaradas nos Estados Unidos, têm o duplo propósito de aumentar a arrecadação governamental e reduzir os custos de saúde pública associados ao consumo desses produtos.

 

No Brasil, o "Imposto Seletivo", a versão nacional do Imposto do Pecado, está programado para entrar em vigor em 2027 como parte da Reforma Tributária, cuja Lei Geral foi aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 10. Este passo almeja alinhar o Brasil às práticas internacionais que promovem estilos de vida mais saudáveis e um meio ambiente mais sustentável, refletindo um esforço global para mitigar os impactos negativos de certos produtos no bem-estar público e na natureza.


 

Quais produto serão tributados?

Ainda não existe uma lista definitiva, nem o valor certo que será cobrado. No entanto, a Lei Geral do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição Social de Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (PLP 68/2024) aprovada recentemente pelo legislativo prevê:

•   cigarros;

•   bebidas alcoólicas;

•   bebidas açucaradas;

•   embarcações e aeronaves;

•   extração de minério de ferro, de petróleo e de gás natural;

•   apostas físicas e online;

•   carros, incluindo os elétricos.

Os parlamentares não incluíram a cobrança sobre caminhões, armas e munições, que estava prevista no texto original.

 


Perspectivas econômicas e sociais 

André Charone, contador tributarista e mestre em negócios internacionais, enfatiza a necessidade de uma preparação cuidadosa da economia diante das mudanças propostas pelo “Imposto do Pecado”. Ele destaca que os ajustes necessários para acomodar essa nova taxação devem ser pensados de modo a equilibrar os impactos econômicos em setores diretamente afetados, como os de bebidas alcoólicas e tabaco, que são grandes empregadores e contribuintes significativos para a economia nacional.

 

André adverte sobre os desafios econômicos que essas mudanças representam: "Os desafios econômicos do Imposto Seletivo serão significativos, especialmente para os setores diretamente afetados", explicando que é crucial considerar que "essas indústrias também geram milhares de empregos e contribuem para a economia". Portanto, propõe que o governo desenvolva políticas que vão além do simples desincentivo ao consumo desses produtos. É essencial oferecer suporte concreto aos trabalhadores e empresas impactados, assegurando que a transição seja justa e que minimize prejuízos econômicos e sociais.

 

Charone também destaca a potencial regressividade do imposto sobre as camadas mais pobres da população: "A regressividade desse tipo de imposto é uma preocupação central, pois ele tende a impactar desproporcionalmente os mais pobres. Por exemplo, os custos adicionais impostos sobre produtos como tabaco e álcool consomem uma porção maior da renda das famílias de baixa renda, em comparação com as mais abastadas. Isso pode levar a um maior fardo financeiro para aqueles que já estão em desvantagem econômica."

 

Para mitigar esses efeitos, o tributarista sugere alternativas: "Uma abordagem eficaz para reduzir a regressividade deste imposto incluiria a implementação de políticas compensatórias, como subsídios diretos ou serviços de apoio que beneficiem especificamente as populações de baixa renda. Por exemplo, programas de auxílio para cessação do tabagismo e tratamentos de saúde gratuitos ou subsidiados poderiam ser financiados com as receitas do imposto, ajudando diretamente aqueles que são mais afetados."

 


Quando entre em vigor?

O Imposto do Pecado está ainda em fase de planejamento e legislação, com previsão para ser implementado em 2027, seguindo um processo de consulta e formulação de políticas que determinarão quais produtos serão incluídos e as respectivas alíquotas. A lei que regulamentará esses detalhes ainda está sendo desenvolvida e espera-se que seja aprovada até 2025, com os regulamentos específicos sendo finalizados antes da implementação.

 

Este tributo é visto como uma medida potencialmente transformadora que pode impulsionar significativamente a saúde pública e a sustentabilidade ambiental no Brasil. André Charone, destacando a importância de uma implementação meticulosa, sugere que "este imposto pode ser uma ferramenta poderosa para promover um futuro mais saudável e justo para todos no Brasil, desde que acompanhado de uma gestão eficaz das receitas". A correta administração desses fundos será crucial para garantir que os objetivos do imposto — reduzir o consumo de produtos nocivos e usar as receitas para financiar iniciativas de saúde pública — sejam alcançados sem impor fardos injustos sobre os mais vulneráveis.





André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. André lançou dois livros com o tema "Negócios de Nerd", que na primeira versão vendeu mais de 10 mil exemplares. Os livros trazem lições de gestão e contabilidade, baseados em desenhos e ícones da cultura pop.
Instagram: @andrecharone


80% das mulheres são afetadas pelo endividamento; educadora financeira dá dicas sobre como evitar

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Planejamento, estratégia, metas e disciplina são essenciais para uma boa gestão financeira, destaca a especialista Júlia Lázaro


Educação financeira já virou matéria em sala de aula. Mas isso ocorreu apenas recentemente.Por gerações, não houve o costume de planejar, definir estratégias, estabelecer metas e, principalmente, manter disciplina na administração das finanças pessoais. Esses são os fundamentos para evitar entrar em um ciclo de endividamento, conseguir economizar para investir e levar uma vida com menos preocupações – ou seja, com mais estabilidade.

Análises e orientações como estas vêm da Especialista em Planejamento Financeiro Júlia Lázaro. Graduada em Administração pela UNESP, com especialização em Economia pela FGV, e CEO da Mitfokus, Júlia destaca que a educação financeira é crucial para todos, enfatizando especialmente sua importância para as mulheres. “Infelizmente, a realidade ainda é esta: 90% de nós, mulheres, recebemos salários 20% menores que os dos homens, segundo dados globais.”

Além disso, na maioria dos casos, as mulheres têm que lidar com a dupla jornada: trabalhar fora e cuidar dos afazeres domésticos, além de pausas para a maternidade. Não surpreendentemente, elas estão frequentemente presentes nas estatísticas de endividamento e inadimplência. “Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgado no último Dia Internacional da Mulher, revelou que este ano 80% das mulheres brasileiras estão endividadas. Essa realidade não pode ser aceitável”, sublinha a especialista.

Júlia é incisiva: “Não há independência feminina sem planejamento financeiro.” Planejar, portanto, é o primeiro passo para organizar o orçamento pessoal. Estabelecer objetivos e traçar meios para alcançá-los é essencial. Identificar e calcular as fontes de renda principal e adicional, eventual ou secundária, são condições indispensáveis.

E como fazer esse planejamento? A especialista sugere obter um extrato dos últimos tres meses e verificar a média mensal da relação entre receitas e despesas. Em seguida, projetar receitas, revisar custos, realizar uma avaliação detalhada das receitas e estabelecer metas de investimentos.

Diante desse diagnóstico, a próxima etapa é identificar e mapear despesas e possíveis gastos extras. Júlia oferece uma dica prática: elaborar um calendário anual de compras, indicando os meses ideais para determinados gastos.

“Por exemplo, comprar roupas de verão em junho ou julho, quando estão mais baratas. Além disso, aproveitar a Black Friday em novembro para adquirir eletrodomésticos e também para as compras de Natal”, orienta Júlia. Outra recomendação é reservar uma parte da renda para emergências e imprevistos, além de destinar entre 10 a 20% para investimentos. Tudo isso envolve definir metas e desenvolver estratégias para alcançá-las. "Para isso, disciplina é fundamental", acrescenta a especialista.

Por fim, Júlia destaca a importância do cuidado financeiro, chamando-o de “tríade do poder feminino”. “Os três pilares mais importantes da vida são saúde fisica, saude emocional e saúde financeira”, explica, observando que esses elementos estão interligados. Um estado emocional fragilizado pode levar ao descontrole nos gastos, enquanto finanças desajustadas podem causar preocupações e problemas que afetam tanto o emocional quanto a saúde. 



JÚLIA LÁZARO - Além da formação acadêmica mencionada, Júlia Lázaro possui um MBA Pleno pela Universidade de Ohio/Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ela é fundadora e CEO da Mitfokus, uma contabilidade médica digital. Acumula experiência em multinacionais nas áreas de planejamento financeiro estratégico, controladoria, crédito e cobrança, contabilidade, controle de despesas e custos. Ainda, experiência em intercâmbios culturais na Alemanha e nos Estados Unidos.
<https://www.linkedin.com/in/j%C3%BAlia-l%C3%A1zaro-1752a524/?originalSubdomain=br>.


Viaje e conheça os países campeões continentais do futebol




Plataforma de viagens destaca destinos turísticos na Espanha e Argentina, que conquistaram o pódio da Eurocopa e da Copa América 



No último domingo (14), até quem não é fã de futebol ficou grudado na TV e nos streamings. Isso porque duas grandes finais aconteceram em diferentes continentes. Enquanto a Seleção da Espanha se consagrou tetracampeã da Eurocopa, a Argentina venceu a Copa América, conquistando a sua 16ª taça. Ambas as partidas foram vencidas nos últimos minutos, trazendo ainda mais emoção para as decisões. Aproveitando esse clima de celebração, o Hurb, empresa de tecnologia no mercado de turismo há 13 anos, sugere destinos na Espanha e Argentina que não podem ficar de fora de qualquer roteiro.



Espanha

As capitais costumam ser os destinos turísticos preferidos, independente do país. Na Espanha, não é diferente. Madri encanta com seus acolhedores e convidativos raios de sol e vida urbana. A cidade oferece diversos passeios culturais, como o Palácio Real - residência oficial da família real espanhola, o renomado Museu do Prado, que abriga uma das mais importantes coleções de arte europeia do mundo, e a Gran Vía, um centro de compras, teatros e entretenimento.


Além das atrações culturais, Madri é famosa por sua vida noturna e gastronomia. Os visitantes podem desfrutar das tradicionais tapas - tradicionais aperitivos da culinária espanhola - em bares e restaurantes espalhados por toda a cidade, experimentar a autêntica paella e se deliciar com os churros acompanhados de chocolate quente.


Capital da Andaluzia, Sevilha é um destino encantador que exala história, cultura e paixão. Conhecida pela manifestação cultural flamenca, a cidade oferece uma experiência autêntica e inesquecível quando o assunto é arte. Entre os pontos turísticos imperdíveis estão a magnífica Catedral de Sevilha, que abriga o túmulo de Cristóvão Colombo, e a Plaza de España, um exemplo da arquitetura regionalista. Passear pelo bairro de Santa Cruz é mergulhar em um labirinto de ruas estreitas, cheias de bares de tapas e pátios floridos. Sevilha é um destino que cativa todos os sentidos!




Argentina

Buenos Aires, conhecida como a Paris da América do Sul, é uma cidade igualmente fascinante. Com bairros charmosos como San Telmo e La Boca, oferece uma imersão cultural através do tango e da arquitetura histórica. A cidade é famosa por sua gastronomia, com os tradicionais assados argentinos, vinhos e uma variedade de restaurantes de prestígio mundial.

Buenos Aires também proporciona passeios imperdíveis para os amantes da arquitetura, como uma visita ao Teatro Colón, um dos teatros de ópera mais importantes do mundo, e ao Caminito, uma rua-museu colorida, símbolo da cultura portenha. A energia vibrante de Buenos Aires, combinada com sua rica herança cultural, faz dela um destino imperdível para qualquer viajante.


Localizada no coração da Argentina, Córdoba é uma cidade que combina passado e presente com uma vibrante vida contemporânea. Conhecida por suas universidades e vida estudantil animada, Córdoba é um centro cultural e educacional importante no país. Entre os destaques turísticos estão a Manzana Jesuítica, um conjunto de edifícios históricos da era colonial jesuíta, e a Catedral de Córdoba, uma das mais antigas do país. A cidade também é famosa por suas serras e paisagens naturais, que possibilitam diversas atividades ao ar livre, como trilhas e passeios a cavalo. Córdoba é um destino ideal para quem busca uma mistura de história, cultura e natureza em um só lugar.

 


 


Hurb
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Por que todo negócio precisa de um líder de IA?

Mais do que adotar novas tecnologias, as empresas precisam de alguém atualizado que compreenda e oriente sobre as novidades

 

Saindo dos bastidores e passando a ter uma atuação mais visível, a inteligência artificial tem resolvido problemas e dores do varejo. Diante das oportunidades que a tecnologia oferece, alguns negócios abrem cada vez mais espaço para uma nova figura na empresa: a de líder de IA.

A pesquisa mais recente conduzida pelo MIT Technology sobre o assunto revela que apenas 9% dos líderes globais usam IA de forma significativa nas empresas. Um cenário que precisa mudar, segundo Magno Maciel, pesquisador da Open AI e Co-Founder da Serafin.

Outra pesquisa, essa feita pelo LinkedIn, sugere que há uma verdadeira corrida por parte das companhias para tratar do tema internamente com maior especialização. O material indica que o número de negócios com o cargo de chefe de IA quase triplicou globalmente nos últimos cinco anos.

Na opinião de Maciel, muita coisa mudou desde o lançamento do ChatGPT. Ocorre que muitos dos produtos desenvolvidos com IA começaram a se tornar mais palpáveis dentro dos processos de uma empresa.

Por essa razão, o especialista explica que a IA não pode mais ser tratada de forma genérica. Há quem delegue essa função a um único profissional ou departamento, mas a IA precisa permear o negócio como um todo. Por isso, é preciso um norte, ou melhor, um líder para conduzir essa verdadeira revolução. E ao que parece as empresas têm se movimentado para buscar pessoas com esse perfil.

Nas palavras de Maciel, o cargo requer um profundo entendimento da tecnologia de IA, além de demandar pessoas resolutivas e curiosas. Ao passo que competências como empatia, criatividade e adaptabilidade são valorizadas para profissionais de qualquer área, elas não necessariamente definem um líder disruptivo.

Vale lembrar que muito de uma cultura organizacional se define por tudo aquilo que um líder inspira, pois eles vão além da capacidade de condução e moldam não apenas o ambiente, mas o futuro de uma organização.

Em geral, esse cargo leva o nome de Chief Artificial Intelligence Officer (CAIO). Sua função envolve entender limites e vantagens do uso da IA desmistificar conceitos, identificar oportunidades de negócios e de inovação, desenvolver soluções, viabilizar ética na análise de dados, entre outros.

Maciel considera que, para promover uma transformação profunda nos modelos de negócios, a IA precisa quebrar paradigmas. Para tanto, ele considera necessário que se criem posições de liderança para aprofundar as questões de IA, assim como qualquer inovação que aconteça. Esse movimento de investir, explorar, testar e evoluir é para o varejo como uma receita de bolo.

O especialista destaca que a era digital trouxe consigo startups bilionárias operando até mesmo com dezenas de funcionários. E a tendência, segundo Maciel, é que a IA potencialize ainda mais esse fenômeno. Permitir que empresas sejam criadas e escaladas por dois ou três indivíduos é a maior prova do poder da IA e de tudo o que ela proporcionar.

Um alerta importante é entender que para cada segmento, a aplicação da tecnologia será diferente. Há quem a utilize para aumentar e acelerar o processo criativo, produzir conteúdos personalizados e processos individuais. Outras experiências mostram que é possível aprimorar o grau de satisfação do cliente, repensar novas soluções com a indústria, ampliar o diálogo com fornecedores, bem como acelerar os negócios e serviços.

"O importante é entender que o cargo de liderança reforça a intenção de aplicar esses testes e aprendizados. O papel do CAIO não é estritamente técnico, mas sim estratégico", diz.


LÍDERES DIGITAIS PARA SE INSPIRAR

Yann Lecun: o cientista-chefe do laboratório de IA da Meta e professor da Universidade de Nova York é um dos pesquisadores mais influentes do mundo. Trabalha nas áreas de aprendizado de máquina, visão computacional, robótica móvel e neurociência computacional. Dentre seus projetos está o objetivo de dar às máquinas uma compreensão básica de como o mundo funciona. Em 2019 recebeu o importante prêmio Turing por contribuições à computação.

Cassie Kozyrkov: cientista de dados e líder no Google até outubro de 2023, ela definia a sua missão como democratizar a Inteligência de Decisão. Foi responsável por projetar o programa de análise do Google, treinando pessoalmente mais de 20 mil Googlers em estatística, tomada de decisões e aprendizado de máquina. Atualmente, é CEO da Data Scientific.

Marcela Vairo: a executiva de vendas de software atua há mais de 20 anos na Indústria de Tecnologia da Informação. Atual diretora de Data AI Apps e Automação na IBM, ela é formada em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas e MBA em Negócios pelo Ibmec. 



Mariana Missiaggia
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/por-que-todo-negocio-precisa-de-um-lider-de-ia


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