Pesquisar no Blog

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Flexibilização da quarentena é a melhor opção para a economia?



 Economista explica que reabertura precisa respeitar uma série de parâmetros para não causar ainda mais prejuízo


A pandemia do novo coronavírus alterou o funcionamento de diversos setores. No momento em que as pessoas perderam a mobilidade em vários países do mundo, a atividade econômica despencou. Isso gerou consequências que despertaram o interesse de muitos grupos de retomar as atividades e, principalmente, reabrir o comércio. Mas, para essa ação funcionar é preciso cautela. Segundo Carlos Eduardo Gonçalves, economista do Por quê?, plataforma da BEI Educação, em primeiro lugar, é preciso ter ocorrido um bom isolamento para a pandemia ter uma progressão mais lenta. Sem isso, muitas pessoas precisarão de assistência médica ao mesmo tempo e o sistema de saúde não aguenta por falta de leitos e respiradores suficientes.

“Mas, de fato, alguma hora a sociedade precisa a voltar à alguma coisa parecida com a normalidade em termos de movimentação das pessoas”, diz Gonçalves. Muitos trabalhadores informais tiveram de parar completamente de trabalhar, ficando sem renda. E mesmo as pessoas que conseguiram seguir trabalhando de forma remota encararam mudanças em termos de produtividade. 

Mas, segundo o economista, a estratégia de reabertura deve ser inteligente. “É necessário desenho de política pública bem feito. A prioridade tem de ser a testagem rápida, o uso de máscara deve ser obrigatório em todos os ambientes, e deve ser possível realizar medições de temperatura antes de entrar em espaços específicos, como shopping, fábricas e empresas”, diz. Outra alternativa defendida pelo especialista para o mercado de trabalho é criar esquemas de revezamento de forma que os funcionários não trabalhem todos juntos nos mesmos ambientes a semana inteira.

“Assim poderemos, de fato, conciliar um pouco melhor. Se tivermos capacidade institucional e cultural de implementar uma volta ao trabalho rodeada por esses parâmetros, será possível recuperar um pouco a questão da atividade econômica para não deixar a pandemia tomar condições dantescas e com suas consequências danosas para a sociedade”, finaliza Gonçalves. 


Volta às aulas exigirá cuidado com emocional de alunos e professores


A discussão sobre a volta às aulas vem mobilizando a todos sobre o impacto que esta decisão poderá trazer em meio a uma pandemia que não dá trégua. Além das questões relativas aos protocolos de higienização e distanciamento, a consultora educacional e psicóloga Carla Jarlicht destaca que é preciso maior atenção aos aspectos emocionais, tanto de professores quanto de alunos. "Essa nova realidade será um grande desafio para todos na escola", destaca a pesquisadora. Abaixo segue entrevista com a educadora.

Quais os principais desafios dos professores na volta das aulas presenciais?
Serão muitos os desafios. E vão dos aspectos estruturais e organizacionais da escola, que deverá atender aos protocolos, aos aspectos emocionais, que envolvem não só o acolhimento dos alunos como também o das famílias. Todos estão, em alguma medida, sensíveis a tudo que vem acontecendo e, de certa forma, inseguros, ansiosos e um tanto esperançosos com o que está por vir. E, embora o professor seja parte desse coletivo, no momento em que a escola abre, é ele o catalisador de todas esses vetores, portanto o desafio será grande e seu papel ainda mais fundamental.
No retorno ao ensino presencial, esse novo encontro, apesar de muito esperado por todos, demandará do professor novas estratégias para a reinvenção tanto das relações afetivas quanto do trabalho pedagógico em si, repensando os projetos, de acordo com a avaliação diagnóstica dos alunos, contemplando novos encaminhamentos, além de outros combinados para a rotina, que será inteiramente diferente. Essa nova realidade será um grande desafio para todos na escola, sobretudo para os professores que são o porto seguro dos alunos, suas famílias e coordenação. Portanto, o acolhimento deve também se estender a eles. Gestores e coordenadores precisam estar abertos para ouvir esses profissionais nas suas demandas e trabalhar em parceria.

- A execução dos protocolos de segurança dos alunos deve ficar sob responsabilidade, principalmente, dos professores. Como lidar com mais esta preocupação?
A preocupação talvez não seja tanto em relação à execução dos protocolos de segurança, que serão seguidos, mas à garantia de que eles funcionarão 100%. Por mais que os professores se dediquem, se empenhem, criem as mais criativas estratégias para colocar em prática tais protocolos seria mais saudável e realista termos clareza de que não há como garantir o rigor, porque escola não é apenas a sala de aula, não é relação um para um, inúmeras podem ser as intercorrências quando há pessoas envolvidas e a situação em que vivemos, atualmente, ainda é frágil e ponto. Lidar com esse fato é fundamental para evitarmos expectativas irreais. Seria extremamente injusto colocarmos todo o peso dessa responsabilidade no colo do professor. O caminho não pode ser esse e precisamos evitar sobrecarregar um profissional já bastante requisitado. Sendo assim, como escola é o lugar do encontro, seria fundamental criar um espaço para diálogo transparente com as famílias e a comunidade para que, juntos, possam pensar sobre esse retorno às aulas e sobre como viabilizar a prática de tais protocolos. Discutir, ponderar, acalmar as angústias, alinhar as expectativas e planejar soluções possíveis. Mais do que nunca, num contexto como a de uma pandemia, precisamos pensar coletivamente, compartilhando a responsabilidade entre todos os envolvidos.

- Você vê, tanto na rede pública quanto particular, alguma mobilização no sentido de preparar o professor para a nova realidade?
Sabemos do abismo que existe entre as redes pública e particular, abismo esse que, com a pandemia, foi escancarado e aprofundado. Os professores de ambas as redes foram pegos de surpresa e alguns tiveram apoio de suas escolas, colegas e secretarias de Educação, a maioria, nada disso.
Hoje ainda estamos em meio a uma pandemia e existe uma pressão para que se volte ao estado de normalidade. Não gosto de generalizar porque há diferenças entre as redes e dentro das mesmas, mas se os professores não estavam preparados antes, quando precisaram migrar do ensino presencial para o ensino remoto, também não estão sendo preparados agora, diante da possibilidade de retorno. E isso é um equívoco porque gera ainda mais ansiedade e insegurança em um momento de fragilidade.
Embora haja uma divergência de opiniões em relação à retomada das aulas presenciais em meio a uma pandemia, uma coisa é certa: é preciso planejar esse retorno e preparar o professor é também o incluir como protagonista nesse processo. Portanto, o quanto antes as escolas começarem a dialogar e preparar o seu corpo docente ( e toda a equipe escolar), mais tranquilo e seguro será o retorno para todos, porque é preciso tempo para toda a reestruturação ser empreendida. E por reestruturação não falo apenas da questão física, dos novos espaços e ambientes. Refiro-me especialmente ao âmbito emocional, já que todos estiveram diante de uma situação completamente inesperada e de muitos lutos.
Portanto, é preciso trabalhar com calma, resgatando os aprendizados vividos pelo isolamento físico e priorizando o material humano, para que essa reinauguração do ano letivo possa acontecer de maneira orgânica e plena.

- Muito se fala na higienização das unidades escolares e muito pouco sobre a parte psicológica que pode estar afetando as diversas comunidades de ensino do país. Que tipo de trabalho deveria estar sendo feito antes de se pensar na volta às aulas?
Como José Pacheco, grande educador português, lembra sempre: "Escola não é um edifício, escola são pessoas". Sendo assim, para além de todos os cuidados de higienização, que são importantíssimos, temos que focar na saúde emocional de crianças e adultos. A situação vivida ainda é delicada sob muitos aspectos e, sobretudo, o aspecto emocional. Muitas e diversas foram as perdas, não podemos fechar os olhos para isso, não será possível continuar de onde havíamos parado, como se tudo tivesse sido um feriado prolongado. É preciso reconhecer a nossa vulnerabilidade para podermos entendê-la como potência, no sentido de que esse exercício de autoconhecimento pode nos direcionar para a busca de estratégias mais efetivas para lidar com as questões que forem se apresentando.
A gestão das escolas precisará apoiar seus professores e as famílias oferecendo uma escuta ativa às suas demandas, criando fóruns de conversa que acolham suas dúvidas, fragilidades e questões. Por sua vez, os professores precisarão estar ainda mais conectados com seus alunos, com suas demonstrações de afeto e mudanças de comportamento. Muitas vezes, uma sala de aula muito silenciosa revela inseguranças, medos, angústias. O mesmo pode acontecer em relação a uma agitação exagerada ou episódios de choro, desentendimentos entre os alunos. Há uma infinidade de possibilidades de demonstrações de afeto não há receitas para lidar com elas. Para cada uma, terá que se pensar uma forma de abordagem. Ouvir e acolher a criança e o adolescente é sempre o primeiro e mais precioso passo. Além do olhar atento e da escuta, criar rodas de conversa e outras dinâmicas que possam favorecer o diálogo e a elaboração desses conteúdos afetivos é fundamental. E esses trabalhos tanto da gestão quanto dos professores podem começar a ser implementados virtualmente, com apoio da equipe de psicologia da escola. Podem ser realizadas reuniões por equipe e individuais bem como reunião geral de pais e das famílias.

- Muitos pais não estão dispostos a deixar seus filhos voltarem às aulas presenciais. Como atender a esta demanda sem prejudicar o ensino do aluno?
Primeiro, vale dizer que é importante legitimar essa preocupação das famílias e isso precisa ser entendido dentro do atual contexto que ainda é muito frágil e indefinido. Mais uma vez, o acolhimento das famílias e suas preocupações precisa ser objeto de trabalho por parte das escolas, que por sua vez, terão que se perguntar sobre a real possibilidade de atender a essa demanda sem sobrecarregar professores e alunos. Pode parecer algo muito simples e trivial para quem está de fora, mas não é. Não podemos pensar que a aula remota é a aula presencial transmitida de outra maneira. E que, em sendo assim, os alunos que estão online estariam vivendo a mesma situação de aprendizagem que os que estão em sala de aula. Isso é um equívoco. É preciso colocar que a experiência da escola é insubstituível. Escola é o lugar do encontro, como já disse. É lá que as crianças convivem, socializam e aprendem umas com as outras, com os professores e educadores. Portanto, pensar um cenário de aprendizagem onde parte da turma esteja em sala e outra parte online é pensar numa exceção, onde haverá perdas de diferentes formas para todos. Caberá, porém, a cada escola decidir como proceder de acordo com o que estiver determinado por lei, que defende o direito à educação plena da criança e do adolescente. Sendo assim, o mais interessante e produtivo seria investir em soluções que possam atender ao coletivo, a um retorno às escolas a seu tempo, de forma saudável, segura e cheia de afeto.



O que o Brasil vai ter após a pandemia do Covid-19


As nações mais adiantadas em tecnologia do mundo, estão superconcentradas em encontrar a cura desta pandemia.



Para nós do Brasil,“Falta honestidade dos Políticos” em colocarem o dinheiro que foi colocado pelo Governo Federal a disposição dos governadores e prefeitos, no lugar certo. Ou seja, nosso país tem total condições de superar essa crise humanitária e econômica com recursos que já estão em mãos de políticos. Cada solução tomada por governos honestos como a Coréia do Sul onde nada parou, mas o governo central colocou a disposição de toda a população testes do covid-19 em todo território da Coréia e somente as pessoas que estivessem doentes eram colocadas em hospitais.

No Brasil onde 40%  do  congresso (Câmara e Senado) ainda são do governo anterior, bem como o supremo tribunal onde dos 11 ministros, 6 foram nomeados pelo governo anterior, o governo federal foi obrigado a não liderar as ações contra a pandemia, mas a  delegar para os governadores e prefeitos as ações, e na verdade paralisaram o pais inteiro o que vai nos trazer uma recessão jamais vista no País. Mesmo assim, o governo federal liberou um montante de dinheiro que poderia ajudar muito, mas os líderes que são governadores e prefeitos conseguiram desaparecer com toda verba sem terem feito quase nada contra a pandemia.

Mas teremos, com toda certeza, uma distribuição de nossa economia, trazendo aproximadamente 20 milhões de desempregados e 29 milhões de pessoas sem casa para morar, além de 40 milhões de pobres e pedintes. 

Se nossos políticos não deixarem de ser gananciosos e ladrões do dinheiro do povo, a solução para o País não virá. Se houver uma ação efetiva, no entanto,  a população poderá sofrer menos, pois nosso país somente com nossos produtos na área de  Agro, podemos alimentar 1,6 bilhões de seres humanos conforme a ministra da Agricultura.

A imprensa ainda carrega consigo todos os defeitos dos governos anteriores, o que é escondido da população, que nos últimos 20 anos os governadores conseguiram empobrecer 40% da nossa população com impostos absurdos, conforme segue:

Botijão de Gás R$ 42,00 (Brasil), R$6,00 (Argentina), R$ 4,00 (USA)

Àgua/m3 R$ 0,90 (Brasil), R$ 0,30 (Argentina) e R$ 28,00 (USA)

Automóvel médio R$ 80.000 (Brasil), R$ 40,000 (Argentina) e R$ 38.000 (EUA)

O político brasileiro conseguiu colocar uma taxa de imposto que  mata por ano mais que qualquer pandemia, enchentes, bala perdida e acidentes de transito. Nosso país já chegou a criar 1 milhão de novas empresas por ano, mas o imposto assassino mata 1,5 milhões de empresas por ano.

Para melhor esclarecer, poderemos comparar os países que são próximos do nosso e qual é a carga tributária da população que trabalha.

USA 6%

Argentina 16%

Chile 18%

México 21%

Colômbia 22%

Brasil 56% (Temos muitos impostos uns sobre os outros)

A maior herança (maldita) foi deixada pelos últimos 20 anos pelos governos anteriores. Na realidade nossos políticos antigos necessitam de uma completa reciclagem neste momento atual, eliminando: a corrupção, os desvios do dinheiro do povo e passando por um processo de renovação completo, sem politicagem mas com inteligência, com trabalho honesto para assim podermos combater as pandemias que vierem pela frente.




J. A. Puppio - empresário, diretor presidente da Air Safety e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”



Entenda como se deu a modernização do segmento de proteção veicular durante a pandemia



A pandemia do novo coronavírus transformou completamente as relações de trabalho ao acelerar o processo de transformação tecnológica e a operacionalização à distância. Entre outras medidas, a necessidade do isolamento social impulsionou a implantação do sistema home office para manter o funcionamento de diversos setores durante a crise. 

Agora a previsão é que, mesmo após o fim da quarentena, o modelo deve continuar a integrar a rotina dos brasileiros.


De acordo com o empresário e diretor da Bem Protege, Gleidson Soares, a capacidade de adaptação em momentos de adversidades é fundamental para a manutenção da produtividade e credibilidade de qualquer segmento, mas especialmente o de proteção veicular. “Superamos as barreiras físicas por meio da modernização dos serviços e otimização dos processos tecnológicos. Quem busca uma proteção veicular atualmente, pode realizar todo o processo do conforto de casa”, explica.

Rever processos e analisar as novas demandas são algumas das novas exigências do consumidor conectado ao ambiente digital. “Antes isso era algo impensável, mas com a pandemia, a realidade mudou. Com isso, o processo para a contratação da proteção veicular se tornou ainda mais dinâmico. Um exemplo disso é que o interessado pode realizar a própria vistoria de casa, por meio de fotos e acompanhamento online”, detalha.

Segundo o empresário, após a contratação, o associado ainda pode acompanhar toda a situação por meio do aplicativo Bem Protege, que dá acesso a segundas vias de boletos, descontos em lojas parceiras e participação em um clube de vantagens.

"Além da busca por autoridade no mercado, credibilidade e confiança na proteção veicular, a comodidade de realizar a contratação de forma virtual tem se tornado um grande atrativo para novos associados”, avalia Gleidson. 



FecomercioSP pede postergação de 120 dias para o aumento tarifário de energia elétrica da Enel


Reajustes, que variam de 3,55% a 10,75%, em vigor desde o dia 4 de julho, seriam mais uma despesa que o empresário não conseguiria assumir em meio à crise econômica


A FecomercioSP e o seu Conselho de Sustentabilidade são contra o aumento da tarifa de energia elétrica no Estado de São Paulo no momento, pois mesmo com a retomada gradual das atividades, a recuperação econômica tende a ser lenta, e os empresários não têm condições de arcar com mais esse custo.

Por essa razão, a Entidade encaminhou ofícios à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); ao ministro da Economia, Paulo Guedes; ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; e à Enel Distribuição São Paulo para explicar a situação do empresariado e pedir que o aumento só ocorra daqui a 120 dias.

Com o reajuste proposto, o comerciante, em sua maioria no subgrupo B3 de consumo, segundo classificação da Aneel, terá um aumento de 3,6% na conta.

Confira uma simulação com diversas hipóteses para quem abre às 9h, considerando-se também uso linear de equipamentos e climatização do ambiente ao longo da jornada. Conforme horário de encerramento, a tarifa branca deixa de ser vantajosa:
 

A Federação lembra que a opção pela tarifa branca deve ser feita diretamente com a distribuidora de energia, e é fundamental fazer uma simulação completa, disponível no site da concessionária, antes da escolha.

Além do adiamento, a FecomercioSP sugeriu algumas outras medidas, como: isenção de impostos federais nas contas de consumo de energia elétrica pelo prazo de seis meses; adoção de tarifa mínima, nos casos possíveis; concessão de benefícios temporários, como a postergação e o parcelamento de faturas/pagamentos de contas pendentes durante o período de calamidade pública,  sem incidência de multa e de juros nessas faturas; autoleitura no caso de suspensão da medição e impedimento de suspensão ou de corte por inadimplência, além do faturamento pelas quantidades efetivamente consumidas, e não pelos limites mínimos contratuais (demanda contratada).

De acordo com estimativa da Entidade, em cem dias de quarentena no Estado de São Paulo, de 24 de março a 30 de junho, houve um prejuízo de R$ 43,7 bilhões ao comércio varejista. Quanto ao fechamento do ano, a Entidade prevê queda de 7,1% no faturamento do varejo na comparação com 2019 –baixa de R$ 53,7 bilhões, o que ratifica a importância de o reajuste das tarifas ser postergado.

Esses dados reiteram a necessidade de um prazo maior para que esses negócios possam se recuperar da crise, e, só então, passem a considerar mais esse custo em suas despesas.

  
 

Inteligência artificial é caminho sem volta no mercado de contabilidade


Inteligência Artificial já faz 98% das classificações contábeis na ROIT. Segundo sócio e CEO da empresa, automatização será ainda mais intensa com mudanças decorrentes da reforma tributária.


A inteligência artificial rompeu os muros das instituições acadêmicas e de pesquisa, e em várias atividades robôs já substituem o trabalho humano. Entre elas, as do setor de contabilidade. A automatização em processos contábeis é realidade, e a tendência é de que se intensifique, com a provável reforma tributária, que vai estimular empresas a migrarem de regime fiscal, exigindo atuação mais estratégica dos departamentos de contabilidade.

A análise é do especialista Lucas Ribeiro, sócio e CEO da ROIT Consultoria e Contabilidade, empresa com sede em Curitiba. A ROIT recentemente tornou-se uma accountech, e é uma das referências no país em automatização dos processos. Atualmente, boa parte do trabalho é executado pelos robôs fiscal e contábil desenvolvidos pela ROIT. São 8 milhões de lançamentos já classificados e mais de 1,8 bilhão de cenários tributários por meio de inteligência artificial.

“Estamos chegando perto de atingir a marca de 2 bilhões de cenários tributários, algo impensável se não fosse a inteligência artificial. A contabilidade está em extrema transformação, deixando de ser operacional e passando a se tornar cada vez mais estratégica, como deve ser”, sublinha Lucas Ribeiro, ao relacionar o caso da ROIT com o movimento inevitável de automatização do mercado de contabilidade.


REFORMA TRIBUTÁRIA

O executivo explica que a reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional, e que tem chances reais de ser aprovada e implementada, estimulará as empresas a migrarem dos regimes Simples Nacional e Lucro Presumido para o regime Lucro Real. Ocorre que esse regime tributário exige lançamentos completos, pois a apuração do IBS (imposto sobre bens e serviços) fará com que as empresas peguem notas ficais de todas as suas aquisições e tenham que contabilizá-las em tempo recorde. A automatização, portanto, será imprescindível para que essa atuação seja exercida com eficiência e eficácia.

“A inteligência artificial teve um primeiro momento quando se tratava de uma descoberta, de objetos de pesquisas, de hipóteses de aplicabilidade. Hoje vive um segundo momento: não é mais uma hipótese, é prática. E não sou eu quem estou dizendo. Em ‘Inteligência Artificial’, Kai-Fu Lee, um dos maiores nomes no assunto, que foi CEO e o fundador do Google China, aponta que esse caminho já é realidade”, argumenta Lucas Ribeiro, citando uma das falas do autor: “a transformação provocada pela inteligência artificial equipara-se com a invenção da energia elétrica’”.

A ROIT é especializada em atender empresas que estão inseridas no regime tributário Lucro Real. De acordo com levantamento da consultoria, essas empresas representam atualmente apenas 3% do total de organizações no Brasil que demandam por serviços contábeis. Por outro lado, é nesse nicho que está a maior oportunidade de faturamento para escritórios e profissionais de contabilidade: 62% do potencial de receita para o mercado vem das empresas no Lucro Real.

Para aproveitar esse potencial, sublinha Lucas Ribeiro, as empresas de contabilidade precisarão investir em automatização e profissionais espetaculares. A ROIT iniciou um processo seletivo, nesse momento para apenas 30 escritórios de contabilidade no Brasil, que passarão a utilizar sua inteligência artificial, também com RPA (robotic process automation) em processos extremamente otimizados. Uma oportunidade para aqueles que desejam atingir empresas maiores e mais complexas.





ROIT

A ética nossa de cada dia



Parte da matriz profissional, a ética garante uma carreira sólida e bem sucedida

A ética profissional faz parte da vida de todos os trabalhadores, afinal, para se construir uma carreira duradoura, é necessário manter uma conduta louvável, fundamentada em princípios e valores morais. 

Considerada como o ato de cumprir suas obrigações de sua área profissional sem violar nenhum princípio, a ética profissional, segundo Madalena Feliciano, gestora de carreira e hipnóloga, deve ser cercada por valores como: 
  1. A honestidade e integridade - “sempre buscar fazer seu trabalho de maneira honesta, prezando sua credibilidade”.
  2. O sigilo e o respeito - “respeitar o cliente, o colega de trabalho. Não tirar vantagens de situações, não firmar compromissos que não pode cumprir, etc.”, exemplifica Madalena.
  3. A contribuição social - “todo trabalho pode trazer uma contribuição para a sociedade. O de coaching, por exemplo, tem a capacidade de contribuir para o desenvolvimento de pessoas”, ressalta. “Outra questão que entra nessa jogada é o respeito aos direitos humanos, evitando atitudes que fogem dos direitos morais”.
Priorizar a postura ética em sua carreira deve ser prioridade, pois “uma carreira solidificada na ética, se torna duradoura”, comenta a profissional com mais de 20 anos de carreira. 




Madalena Feliciano - Gestora de Carreira e Hipnoterapeuta
Rua Engenheiro Ranulfo Pinheiro Lima, nº 118, Ipiranga/SP.


terça-feira, 14 de julho de 2020

Saiba quais tecidos são mais indicados para se manter aquecido durante o inverno



Há uma grande variedade de tecidos, desde aqueles desenvolvidos especialmente para o frio como outros que combinam diferentes materiais em sua composição para aquecer mais. Além disso, a forma como os fios são entrelaçados é um item que deve ser considerado na hora de escolher a roupa de inverno. “É válido explorarmos alguns tecidos durante o inverno porque eles bloqueiam a saída do ar quente, do calor do corpo, e impedem a entrada do ar frio. Essa junção permite que as roupas nos mantenham aquecidos, fazendo uma espécie de barreira no nosso corpo”, comenta Alexandre Diniz, diretor executivo da Quality Lavanderia.


Tecidos naturais

Os tecidos naturais mais indicados para inverno são veludo, flanela, lã e seda. A lã é a queridinha do inverno, pois é uma condutora de calor, ou seja, um tecido considerado quente, pois não deixa o frio entrar e nem o calor do corpo sair. Quem prefere um tecido mais leve tem como opção a seda. Apesar de ser um tecido frio, a seda tem praticamente as mesmas características da lã, somente com menor intensidade.  A ideia é bloquear a saída do ar quente e impedir a entrada do ar frio. Os tecidos mais grossos de algodão, como os veludos e as flanelas, utilizam um número maior de fios para isolar o frio e também são uma boa pedida para se aquecer.


Tecidos sintéticos

Os principais tecidos sintéticos indicados para o frio são os acrílicos, que imitam a lã e têm características muito semelhantes. Também mantém o corpo aquecido, porém numa intensidade menor que a lã. Outra opção sintética para o inverno é o poliéster ou o nylon.

Pode-se utilizar o nylon com um revestimento de manta sintética ou tecido de acrílico imitando forro de pelo animal, como pelúcia. A manta sintética é um aglomerado de fios que bloqueia a entrada do ar frio e a saída do ar quente do corpo.




Quality



7 dicas para escolher um capacete seguro e confortável


Confira alguns critérios que devem ser adotados na hora de comprar o equipamento, fundamental para a segurança do motociclista


O Brasil conta com cerca de 28 milhões de motocicletas ou motonetas em sua frota, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). É seguro afirmar que existem, no país, ao menos 28 milhões de capacetes, dada a sua obrigatoriedade de uso, segundo a resolução do Contran. E se chegou o momento de comprar equipamento novo ou trocá-lo, como escolher?

O consultor de vendas e de Desenvolvimento de Produtos da Laquila, empresa líder do mercado de motopeças na América Latina, Bruno Rodrigo Neves dá dicas para reduzir as opções disponíveis e definir critérios na hora de fazer a escolha. Hoje, o mercado nacional conta com uma grande variedade de opções. A Laquila, por exemplo, oferece linhas especiais completas de capacetes: para trabalhar, passear e viajar. “A marca Sky é 100% feita dentro da empresa, que atende a todos com um preço acessível. A TEXX, linha intermediária, é desenvolvida fora do Brasil, com segurança e estilo. E a HJC, a marca mais vendida dos Estados Unidos, de alta performance, usada no MotoGP, é conhecida mundialmente por seu excelente custo-benefício”, explica.

Confira algumas indicações do especialista que devem ser seguidas na hora de comprar o equipamento:


Quantidade de uso: um piloto que usa apenas no fim de semana ou férias difere de quem trabalha com a moto no dia a dia. Nesse contexto, é importante pensar na durabilidade, com custo-benefício. Em geral, os capacetes contam com três anos de validade, mas é importante observar alguns aspectos: o forro, a viseira e a cinta jugular. “O que manda é a vida útil e não a validade. É preciso cuidar, por exemplo, se o parafuso da cinta jugular está frouxo, porque, em caso de acidente, ele pode permitir que o equipamento voe”, diz Neves.


Tipo de uso: qual o uso da moto? Para viagens em estradas? É um veículo de trabalho? Para rodar na cidade nos fins de semana? Nas scooters, em geral, é comum se adquirir o capacete aberto, mas vale ressaltar que eles são menos seguros, pois deixam o rosto exposto. “Os escamoteados são, por exemplo, têm maior índice de uso por pilotos de motos custom e bigtrail, além de serem uma boa opção para quem trabalha com entregas. Por ter a face móvel, que pode ser levantada e abaixada com muita agilidade, ele facilita a comunicação. No caso de um motoboy, pode fazer entregas sem nem sequer tirar da cabeça”, detalha o especialista.


Segurança: seja importado ou nacional, é importante investir em um capacete com a certificação do Inmetro. Além disso, uma das recomendações de Neves é apostar em uma viseira com pelo menos 2mm de espessura, capaz de proteger em caso de uma pedrada, por exemplo, e reduzir a possibilidade de riscos. “No ato de escolha, a visibilidade é fundamental, pois deve permitir um campo de visão maior e melhor”, explica Neves.


Tamanho: há lojas físicas que disponibilizam fita métrica para fazer a medida da cabeça, mas nem sempre o ato é eficiente. De acordo com Neves, o motociclista deve sempre apostar em um modelo mais justo, desde que não aperte a testa ou a parte superior da cabeça. “É bom sempre levar um pouco mais justo, porque ele acaba expandindo e se ajustando. É importante compreender a diferença entre apertado e justo. Na região da bochecha, por exemplo, é onde mais cede”, esclarece.


Use a narigueira: alguns modelos contam com a narigueira, que deve ficar na altura do nariz: se estiver muito para cima, significa que está apertada; se estiver para baixo, está sobrando. É importante que o motociclista conheça o formato do rosto e os modelos já adotados para saber o que mais lhe convém. Segundo Neves, o formato do rosto acaba determinando o modelo do capacete – pessoas mais bochechudas, com rosto mais fino ou comprido tendem a escolher opções diferentes.


Estilo: sua moto é do tipo custom, esportiva, street, naked ou scooter? Há capacetes para combinar com cada uma delas. E o estilo não está vinculado apenas ao aspecto estético, mas também à segurança. “O vento contra é algo comum ao pilotar. O desenho do casco faz diferença, porque uma moto esportiva de 1000 cilindradas atinge uma velocidade maior do que uma custom e mais rápido”, explica Neves.


Visibilidade em dias frios e chuvosos: um dos investimentos sugeridos por Neves para todo perfil de motociclista é investir em modelos com a tecnologia conhecida como pinlock. Trata-se de uma película encaixada na viseira, que permite 100% da visão em dias chuvosos, de frio ou neblina. “Mesmo respirando dentro do capacete, não vai embaçar”, completa o especialista.


Orientações para evitar quedas na terceira idade durante o confinamento



De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, idosos acima de 65 anos   sofrem um acidente pelo menos uma vez por ano, que podem ocasionar danos leves, moderados ou graves. Com o isolamento e o aumento de atividades dentro de casa, somados à instabilidade emocional causada pelas notícias calamitosas e o alto nível de ansiedade e falta de atenção que elas trazem, esse número tende a crescer em 30%.
Mudar a rotina nesta fase da vida já não é tão fácil. Contudo, as nossas vidas não são mais as mesmas por conta da covid-19, e esse grupo de risco foi sem dúvida um dos mais afetados, pois não se pode estar perto dos familiares, amigos e nem manter a rotina antiga.
O que fazer, então, para passar o tempo? Aí iniciam as “peripécias” caseiras: pequenos consertos, mudanças de móveis, reformas, exercícios físicos sem orientações, ajuda em demasia aos parceiros, além de uma permanência maior nas dependências da cozinha, transformando suas casas num lugar mais perigoso do que uma estrada! Aliás, é fato que idosos morrem mais em decorrência de acidentes domésticos do que automobilísticos.
É claro que não podemos mantê-los sem atividades, e isso nem seria saudável. Mas podemos tomar pequenas atitudes para amenizar esses riscos:

Cozinha
•          Tome cuidado extremo no manuseio de vidros, facas, panelas e fogão. Com a pandemia, estamos mais distraídos. Cuidados ao cortar alimentos devem ser redobrados. No fogão, certifique-se de que as chamas e o forno foram apagados. Cuidado com chaleiras e panela de pressão onde o cozimento é mais demorado, pois a tendência de esquecê-los é maior. Lembre ao idoso de manter a tampa de vidro do fogão sempre levantada. Evite televisores ou noticiários na hora de cozinhar. As notícias são alarmantes, e com isso há uma tendência maior de distrações.
•          Mantenha o chão sempre seco, especialmente diante da pia. Se possível, coloque adaptadores para direcionar a água das torneiras, e assim evitar pisos molhados.
•          Tapetes são sempre os vilões da terceira idade: prefira emborrachados em frente à pia ou use fita adesiva para a fixação.
•          Mantenha os alimentos diários na altura em que o idoso possa alcançar. Deixe as prateleiras mais altas para objetos de pouquíssimo uso, para que ele não suba em cadeiras ou banquinhos.
•          Verifique sempre a iluminação da cozinha ou da casa, e oriente para que o idoso não suba em escadas para a troca de lâmpadas. Caso uma lâmpada queime, oriente para que espere alguém mais jovem para auxiliá-lo. Evite também ter  pessoas estranhas na casa.
•          Durante a pandemia, aumentaram as compras on-line. Ensine como usar, calmamente. Caso haja um pequeno comércio perto da moradia, será interessante conversar com o dono, pois durante o isolamento muitos mercados e farmácias estão fazendo entregas.
•          Panelas pesadas, louça na pia ou animais na cozinha são desaconselháveis – com o cheiro de comida, eles ficam mais agitados e podem derrubar ou atropelar seus donos.

Quartos
•          Voltamos ao principal vilão, que são os tapetes. De preferência, retire-os do quarto. 
•          Deixe a passagem entre o quarto e o banheiro o mais livre possível. 
•          Coloque uma luminária ou interruptor ao lado da cama e explique ao idoso que, mesmo que ele ache que irá incomodar o seu parceiro ao acendê-la no meio da noite, isso traz maior segurança aos dois.
•          Chinelos firmes! Nada de chinelinho de pano ou Crocs, pois eles seguram os passos da marcha, causando quedas. Sapatos com solados emborrachados e firmes são aconselháveis.
•          As camas devem ter altura que facilite a subida e a descida.
•          É expressamente proibido usar descansos de porta (daqueles com areia)! 
•          Não deixe fios e cabos soltos. Aproveite a pandemia e fixe tudo com fixadores. Existem vários modelos no mercado, inclusive colantes.
•          De preferência fixe os criados-mudos, pois é onde o idoso se apoia em caso de desequilíbrio.
•          Se possível, coloque barras ao lado da cama. Assim, ele terá melhor apoio para se levantar.

Sala
•          Não deixe móveis soltos! Cuidado com pufes e banquinhos.
•          Evite mantas e cobertas nos sofás.
•          Oriente para que ele se apoie no braço do sofá ao se levantar ou sentar.
•          Se o sofá for muito macio, ele afunda. No mercado, encontram-se almofadas ou apoios anatômicos, ótimos para aliviar dores na coluna. 
•          Cuidado com as famosas agulhas e fios de tricô e crochê.  Elas podem causar acidentes.
•          Se houver escada na casa, sinalize com fitas antiderrapantes. Se possível, coloque barras nas escadas.
•          Estamos em um momento de busca espiritual, em que muitos idosos fazem cultos e missas em casa. Oriente para que tenham o máximo cuidado com velas.

Banheiro
•          Retire imediatamente os tapetes de banheiro, e sempre opte por tapetes e passarelas emborrachados. Dê preferência a áreas livres.
•          Na bancada da pia, retire qualquer objeto que passa ser derrubado e deixe apenas o sabonete.
•          O ideal é ter barras de apoio no box e ao lado do vaso sanitário.
•          Coloque a lixeira ao lado do vaso, assim como o suporte de papel higiênico.
•          Quando necessário, use cadeiras de banho. Não podemos ceder à resistência dos idosos: uma boa conversa explicando os riscos ajuda muito.
•          É expressamente proibido aquecer o banheiro usando aquecedor a álcool.
•          Prefira água e sabão ao álcool em gel, e cuidado máximo com o uso de álcool ou isqueiro perto do fogão ou churrasqueira.





Syomara Cristina Szmidziuk - atua há 30 anos como terapeuta ocupacional, com experiência no tratamento e reabilitação dos membros superiores. Faz atendimentos em consultório particular, onde desenvolve trabalho com os métodos RTA e terapia da mão. 


Posts mais acessados