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segunda-feira, 12 de março de 2018

CNJ Serviço: o que é o Documento Nacional de Identidade



O Documento Nacional de Identidade (DNI) foi criado pela Lei 13.444/2017, que institui a Identificação Civil Nacional (ICN). Ele reunirá, em um único aplicativo digital,  título de eleitor, CPF, RG, certidão de nascimento, carteira de habilitação e demais dados de identificação de cada cidadão.

Por enquanto o documento está funcionando em forma de teste. A estimativa é que, a partir de julho, todos os cidadãos poderão começar a se cadastrar no sistema do governo. Para se cadastrar, o cidadão deverá fazer o download do aplicativo no celular e inserir seus dados.

O programa indicará o local de um ponto de atendimento onde o cidadão deverá comparecer para fazer a verificação presencial das informações.




Após essa verificação, o documento é liberado e fica disponível no celular da pessoa. Por enquanto, caso a pessoa troque o aparelho celular, será exigida uma nova validação presencial.

Futuramente, está previsto a utilização de reconhecimento facial para evitar os deslocamentos.Somente poderão ter acesso ao documento digital as pessoas que realizaram o recadastramento biométrico junto à Justiça Eleitoral. Esse procedimento tem como objetivo reforçar a segurança, a confiabilidade e a autenticidade da identificação.





Paula Andrade
Agência CNJ de Notícias


Crédito empresarial: problema ou solução?



Tomar crédito com bancos e financeiras é uma prática recorrente em muitas empresas. Os motivos podem ser variados, como investir em novos equipamentos ou na expansão da empresa. Entretanto, 90% das vezes essa medida é tomada para tirar as contas do vermelho em tempos difíceis. De acordo com o Serasa, a demanda das empresas por crédito cresceu 5,1% de dezembro de 2017 para janeiro de 2018. Se comparado somente janeiro, nos dois anos, o avanço foi ainda maior, 11,9%. 

A alta vem das necessidades das micro e pequenas empresas, já que as médias e grandes apresentaram queda na busca por crédito. Apesar disso, há de se considerar diversos fatores antes de se requisitar o crédito. Isso porque o que deveria ser uma solução, pode é ampliar o problema. O primeiro passo é analisar alguns relatórios financeiros chave. É preciso saber onde estão os problemas de fluxo de caixa para que outras medidas possam ser tomadas antes da contratação do crédito, impedindo que essa ação seja meramente paliativa, ou se for, que seja pelo menor tempo possível.

O empresário precisa analisar relatórios como o fluxo de caixa, o demonstrativo de resultados e o balanço da empresa. Infelizmente, há empresas que nem possuem esses documentos, e para elas o primeiro passo é organizá-los. Há também aquelas que possuem os documentos, mas não os utilizam ativamente - ou não se preocupam tanto em entender por completo o que cada informação significa.

É preciso saber o que é um ativo e um passivo dentro do negócio. Conhecer o caminho do dinheiro que entra e que sai. Muitas vezes, existem saídas e entradas que o empresário não se preocupou em colocar na documentação. Isso faz com que relatórios de resultados fiquem incompletos. Um exemplo comum é quando o empresário não faz distinção entre seu pró-labore e a retirada de lucro. Empresas familiares sofrem muito com isso. Na maioria das vezes, a conta bancária, pessoal e empresarial, é a mesma.

O pró-labore é uma despesa da empresa. É o salário do proprietário, o mesmo que ele pagaria para outro profissional ficar em seu lugar. Já a retirada de lucro é o que resta após todas as despesas - incluindo o pró-labore. Ele pode retirar algo daqui? Sim, claro, mas esse não é seu salário, ele não ganha mais ou menos de acordo com o lucro da empresa. A empresa também tem necessidades a serem atendidas pelo lucro, inclusive investimentos e emergências. 

Outro aspecto importante é saber a diferença entre faturar, vender e receber. Muitas empresas não analisam isso e acabam não sabendo qual a diferença entre vender e receber, se um valor acompanha exatamente o outro, e em quanto tempo. Isso é crucial para tomada de decisão de solicitar, ou não, crédito.

Ainda deve-se entender muito bem qual a margem de contribuição que a venda está proporcionando para a empresa. Esta margem é um dos principais fatores do acumulo, ou falta de caixa, que na final influencia na decisão de tomar crédito ou não. Se o empresário não souber sua margem de contribuição, não saberá praticamente nada para gestão financeira do negócio. Infelizmente há uma enorme confusão entre conceitos de margem, assim é necessário aprender corretamente qual, e como, aplicar.

Mas, será que mesmo tomando esses cuidados, ainda é preciso contratar o crédito empresarial? Urgências existem, e é preciso lidar com elas, então, se esse é o seu caso, é preciso analisar as melhores opções.

Alternativas como investir capital próprio, de maneira organizada, a juros baixos é uma boa opção. Trazer um investidor de fora pode ser outra. Existem, também, linhas de fomento, como o crédito do BNDES. De toda forma, é preciso estar bem alinhado com a relação entre prazo e taxa de juros para que se faça um bom negócio.

Cheque especial e cartão de crédito são sempre as piores opções. Os juros são muito altos. Isso parece obvio, mas conheço muitos empresários que por falta de análise e planejamento pagam juros muito caros. 

Se você tiver mesmo que recorrer a um banco, busque um crédito empresarial com juros mais baixos, ou fixos, produtos que nem sempre estão à vista, mas o contador e o gerente podem te informar a respeito. Esse passo precisa ser bem planejado. Leia muito bem o contrato e certifique-se da relação entre prazo e taxa de juros. Se não houver saída a não ser essa, que seja com o menor impacto para a empresa. Só assim o crédito será uma solução e não um problema.






Marcos Guglielmi - treinador de empresários, empresário e sócio fundador da ActionCOACH São Paulo.

 

Como ser encontrado por um Headhunter?



Sabemos que existem vagas que não são divulgadas em meios convencionais. Geralmente elas são as melhores e mais cobiçadas oportunidades de emprego, pois demandam senioridade do profissional. São os chamados cargos de alta gestão. Um dos caminhos para se chegar a essas oportunidades é através dos Headhunters, profissionais especializados em encontrar os executivos certos para os cargos mais estratégicos. Como ser encontrado por um deles, é a questão.

Uma excelente ferramenta usada pelos Headhunters para a busca de profissionais, hoje em dia, é o LinkedIn. A rede social foi criada a fim de estreitar relacionamentos entre altos executivos de diferentes áreas, sendo muito utilizado por profissionais de Recursos Humanos e Headhunters. Ela é uma vitrine de suas competências e conquistas. Antes de ter qualquer contato com um Headhunter preciso ser atuante no LinkedIn, manter o perfil sempre atualizado, constando sua trajetória profissional, a fim de chamar a atenção dos recrutadores, pois é lá que mais tarde constará sua história profissional, que chamará atenção dos recrutadores.

É importante manter o perfil sempre atualizado, compartilhar conquistas, qualificações, apresenta resultados, fomentar debates, participar de grupos, se conectar a pessoas de sua área, seguir pessoas importantes para seu mercado, assim como empresas e nichos em que deseja atuar. Estar a par dos acontecimentos do meio em que quer se inserir é fundamental. O profissional pode publicar textos e vídeos, a fim de mostrar sua expertise justamente para o público que irá valorizar essa contribuição. Para áreas ligadas à design e criação, até mesmo um portfólio tem valor para um Headhunter, já que ele irá mapear o mercado no qual está buscando um profissional.  

Além disso, é interessante aproveitar o ambiente online para fazer networking. Através de ferramentas como essa é possível manter relações de forma constante, rápida e que irão garantir boas conexões futuramente. Vale a pena se conectar a profissionais de RH e Headhunters para se manter visível aos olhos deles. E, embora eles não costumem avaliar outras redes sociais, é preciso bom senso com exposição excessiva ou fotos comprometedoras em mídias menos profissionais. 

Outra forma de atrair a atenção de um Headhunter é fora do ambiente virtual. Participar de eventos, feiras e congressos, além de agregar conhecimento, permite a troca de ideias entre empresas e profissionais da sua área. O mais importante é se fazer presente de forma coerente, porém discreta. Esse profissional está sempre observando, mapeando e navegando pelo mercado.

Você fez o dever de casa e, finalmente, foi contatado por um Headhunter. Aqui começa um novo desafio. Mesmo que você esteja satisfeito no emprego atual e não tenha intenções de trocar de empresa, é importante manter uma postura cordial. É nessas horas que vale iniciar um contato e mantê-lo ativo com esse profissional. Esse relacionamento pode dar frutos no futuro.

Por isso, mostrar disponibilidade em conversar, interesse em ouvir a proposta, ser educado e gentil é crucial. Tenha em mente que o Headhunter irá te avaliar e ele pode abrir portas agora ou mais tarde. Ele avalia as competências técnicas e comportamentais do profissional, se ele atende às especificações da vaga que busca, e se há uma adequação à cultura da empresa para a qual ele está recrutando. 

Muito além de salários e benefícios, é importante analisar se os objetivos e valores da empresa são condizentes com os seus. Buscar mais informações sobre a companhia vai fazer com que você se diferencie num próximo passo: a entrevista. Tanto no contato telefônico quanto num encontro presencial, o candidato não pode apenas ouvir o Headhunter. Ele precisa demonstrar capacidade de dialogar, fazendo perguntas inteligentes sobre a oportunidade e a empresa. Seu dever é se mostrar como sendo o profissional que o Headhunter procura. 

Por fim, se você quer ser encontrado por um Headhunter é importante ser visto como uma opção atraente no mercado. As ferramentas estão aí para isso. O relacionamento, físico e/ou digital, ainda é a chave. Mostre o que conhece. Deixe transparecer o excelente profissional que é e esteja sempre em movimento. Headhunters buscam soluções para as empresas. Esteja preparado, e você será uma delas.






Fernanda Andrade - Gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence.

 

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