· 69,1% dos brasileiros dizem estar abertos a mudar de carreira nos próximos anos;
· Preferência pela CLT chega a 92,6%
na Geração Z, mas cai para 50% entre Baby Boomers;
· Entre Baby Boomers, 36,8% pretendem
trabalhar enquanto tiverem saúde e disposição;
· Valorização da experiência (39,7%)
e investimento em saúde e bem-estar (38,5%) são os principais fatores para
permanecer ativo no mercado.
Os afastamentos do trabalho por questões de saúde mental cresceram de 15% em 2023 para 20,1% em 2025. O dado faz parte da pesquisa Panorama do Trabalho no Brasil, mapeamento realizado pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do país. O avanço é observado em todas as gerações, com maior incidência entre os profissionais mais jovens.
Segundo o
mapeamento, em 2025, 30,6% da Geração Z afirmam já ter solicitado afastamento
por questões de saúde mental, frente a 28,3% em 2023. Entre os Millennials, o
índice subiu de 13% para 18,8% no período. Já na Geração X, o percentual passou
de 15,5% para 17,5%, enquanto entre os Baby Boomers houve o maior crescimento
proporcional, de 10,2% para 18,4%. Veja os comparativos no gráfico e tabela
abaixo:
A gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, Fernanda Guglielmi, explica que o tema deixou de ser pontual e passou a exigir respostas estruturais das empresas. “O crescimento dos afastamentos por saúde mental reflete pressões mais intensas no ambiente de trabalho, como jornadas prolongadas, dificuldade de desconexão, insegurança em relação ao futuro profissional e desafios de adaptação no início e no meio da carreira. Esses fatores se acumulam ao longo do tempo e ajudam a explicar o aumento dos afastamentos observado nos últimos anos”, afirma.
Discurso
avança, mas prática não acompanha
Para 59,9% dos entrevistados, as organizações falam sobre saúde mental, mas adotam práticas contraditórias no cotidiano. Outros 23,8% nem concordam nem discordam dessa afirmação, enquanto 16,3% discordam. Além disso, apenas 28,2% afirmam se sentir confortáveis para falar sobre saúde mental e bem-estar no trabalho. Em contrapartida, 47,7% discordam dessa afirmação e 24,1% se posicionam de forma neutra.
O que os profissionais esperam das empresas
Quando questionados sobre quais ações poderiam melhorar a saúde
mental no trabalho, as principais demandas em 2025 são: práticas que inibam
excessos e assédio (45,2%), jornadas de trabalho flexíveis (43%) e capacitação
da liderança para conversas abertas sobre saúde mental (42,3%).
As prioridades variam por geração. A Geração Z destaca a flexibilidade da jornada de trabalho (45,7%) como principal medida para melhorar o cenário. Já entre os Baby Boomers, ganham peso a criação de canais formais de ajuda (51,5%) e a capacitação da liderança (50%), reforçando a importância de apoio institucional e preparo gerencial.
Fernanda destaca que os dados dialogam com práticas que as empresas podem adotar e que já fazem parte da realidade da Serasa Experian. “Flexibilização de jornada, canais estruturados de escuta e investimento consistente no desenvolvimento das lideranças são fundamentais. Na Serasa Experian, além de ampliarmos os programas de formação de líderes, contamos com uma frente específica dedicada à saúde mental dentro dessa jornada de desenvolvimento. Também estamos atuando fortemente na adequação à NR-1, reforçando nosso compromisso com um ambiente de trabalho psicologicamente seguro. Entendemos que saúde mental está diretamente ligada à cultura, à forma como a liderança atua e às oportunidades reais de crescimento e aprendizado oferecidas aos profissionais”, afirma.
NR-1
reforça importância de ambientes psicologicamente seguros
Os dados do estudo também ganham relevância
diante da atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho
que amplia a atenção das empresas aos riscos psicossociais no ambiente
corporativo. O cenário reforça que temas como saúde mental, prevenção de
excessos, qualidade das relações de trabalho e preparo das lideranças tendem a
ganhar ainda mais relevância nas estratégias corporativas nos próximos anos.
As principais demandas apontadas pelos
profissionais na pesquisa, como práticas que inibam excessos e assédio,
jornadas mais flexíveis e lideranças preparadas para conversas abertas sobre
saúde mental, mostram que os colaboradores esperam medidas mais estruturadas e
permanentes dentro das organizações.
Sobre
a pesquisa Panorama do Trabalho no Brasil
Os dados fazem parte da série Panorama do
Trabalho, mapeamento realizado pela Serasa Experian para analisar diferentes
aspectos da relação entre profissionais e empresas no país. O levantamento que
compõe este capítulo foi realizado entre novembro e dezembro de 2025 com 1.521
profissionais economicamente ativos ou em busca de emprego, de diferentes
gerações e regiões do Brasil. A amostra é representativa da população pesquisada
e a margem de erro do estudo é de 3%.
Experian
experianplc.com




Nenhum comentário:
Postar um comentário