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sábado, 20 de junho de 2026

O cansaço de coerência: O esgotamento que não aparece nos exames, mas afeta milhões de pessoas


"Eu acordo cansado. Trabalho sentado. Não faço esforço físico. Mesmo assim, me sinto exausto."

Essas frases fazem cada vez mais sentido e se encaixam na vida de muita gente. O cansaço parece ter se transformado em uma epidemia silenciosa. Mas, se o corpo não está correndo maratonas, de onde vem tanta exaustão?

Segundo a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra, muitas vezes a resposta está em um tipo de desgaste pouco percebido: o cansaço de coerência.

"Existe um esgotamento que não nasce do excesso de tarefas, mas da distância entre aquilo que a pessoa sente, acredita e deseja e a forma como ela está vivendo. É um desgaste silencioso, que consome energia todos os dias", explica.
 

O cansaço de ter múltiplos papéis

A psicóloga observa que muitas pessoas passam anos cumprindo expectativas externas, assumindo papéis, metas e compromissos sem questionar se aquilo realmente faz sentido para elas.

São profissionais que permanecem em carreiras que já não trazem propósito. Pessoas que mantêm relacionamentos esvaziados. Indivíduos que vivem para atender demandas de todos ao redor, seja dos filhos, da família ou dos amigos mas perderam a conexão com as próprias necessidades.

"O cérebro trabalha constantemente para sustentar essa desconexão. Existe um esforço emocional enorme para continuar funcionando quando a vida está desalinhada com quem a pessoa é de verdade", afirma Tatiana.

Esse fenômeno pode gerar sintomas que muitas vezes são confundidos apenas com estresse ou falta de descanso.
 

Sinais do cansaço emocional:

  • Sensação constante de cansaço;
  • Falta de motivação;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade de concentração;
  • Sensação de vazio;
  • Perda do entusiasmo por atividades que antes davam prazer;
  • Sensação de estar sempre no automático.


O descanso que não recupera

Outro sinal frequente desse esgotamento invisível é perceber que nem férias, finais de semana ou horas extras de sono parecem resolver o problema.

A pessoa descansa o corpo, mas continua carregando conflitos emocionais não reconhecidos.

"Muitas vezes o indivíduo acredita que precisa apenas de férias, quando na verdade precisa de reflexão, autoconhecimento e mudanças de direção. O problema não é a falta de descanso, mas a falta de alinhamento", explica a neuropsicóloga.

Ela conta que nem todo cansaço é físico. “Muitas vezes estamos exaustos porque passamos tempo demais tentando ser quem esperam que sejamos e pouco tempo sendo quem realmente somos", afirma.
 

Como recuperar energia emocional?

Tatiana Serra explica que a solução nem sempre envolve grandes mudanças radicais, mas sim um processo gradual de reconexão consigo mesmo.

Algumas atitudes podem ajudar:

Reservar momentos de silêncio e reflexão;

Identificar atividades que geram satisfação genuína;

Observar o que está drenando energia emocional;

Aprender a estabelecer limites;

Buscar apoio psicológico quando necessário;

Revisitar valores, objetivos e prioridades.
 

Tatiana Serra - psicóloga e neuropsicóloga. Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Com mais de uma década de experiência trabalhando com indivíduos e famílias afetadas pelo transtorno do espectro autista, é também autora de dois livros, um dos quais é um best-seller.
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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Dia da Família: o que as crianças realmente precisam para desenvolver um cérebro saudável?

 Excesso de estímulos, agendas lotadas e falta de tempo de qualidade dentro das famílias modernas pode atrapalhar o desenvolvimento das crianças

 

Em meio à rotina acelerada, excesso de telas, agendas cheias e pressão por desempenho desde a infância, especialistas vêm fazendo um alerta importante no Dia Internacional da Família, celebrado em 15 de maio ultimo: crianças não precisam apenas de atividades, cursos e estímulos constantes — elas precisam de vínculo emocional, presença afetiva e tempo para brincar.

Segundo a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra, o cérebro infantil é profundamente influenciado pelo ambiente emocional em que a criança cresce. “O cérebro da criança muda conforme o ambiente familiar. A forma como ela é acolhida, escutada, estimulada e emocionalmente validada impacta diretamente o desenvolvimento da memória, da autoestima, da segurança emocional e até da aprendizagem”, explica.

De acordo com a especialista, muitas famílias vivem hoje um paradoxo: nunca investiram tanto no desenvolvimento infantil, mas muitas vezes oferecem cada vez menos presença emocional real.

“Temos crianças hiperestimuladas cognitivamente, mas emocionalmente cansadas. Elas fazem inglês, esporte, música, reforço, tecnologia, mas têm pouco tempo para simplesmente brincar, conversar ou viver momentos afetivos espontâneos dentro da família”, afirma Tatiana.
 

O cérebro infantil aprende pelo vínculo

A neurociência já demonstrou que as experiências emocionais da infância deixam marcas profundas no cérebro. Isso acontece porque as memórias afetivas são registradas junto aos sistemas emocionais responsáveis por sensação de segurança, pertencimento e proteção.

“É por isso que cheiros, músicas, pequenos rituais familiares e momentos simples da infância permanecem tão vivos ao longo da vida. O cérebro emocional registra aquilo que teve significado afetivo”, explica a neuropsicóloga.

Segundo Tatiana Serra, não são necessariamente os grandes eventos que constroem memórias emocionais positivas, mas sim a repetição de experiências afetivas cotidianas:

  • brincar junto;
  • ouvir com atenção;
  • acolher emoções;
  • criar sensação de segurança;
  • compartilhar tempo de qualidade.

“O cérebro infantil não precisa de perfeição. Precisa de previsibilidade emocional, conexão e presença”, destaca.


O excesso de agenda pode prejudicar o desenvolvimento emocional

Outro ponto que preocupa especialistas é o excesso de atividades estruturadas na infância. Muitas crianças passam o dia inteiro entre compromissos, telas e estímulos contínuos, sem espaço para descanso mental ou brincadeiras livres.

“O brincar é uma ferramenta fundamental de desenvolvimento cerebral. É durante a brincadeira que a criança exercita criatividade, linguagem, resolução de problemas, interação social e regulação emocional”, afirma Tatiana.

Segundo ela, o excesso de estímulos pode gerar:

  • ansiedade infantil;
  • irritabilidade;
  • dificuldade de atenção;
  • baixa tolerância ao tédio;
  • exaustão emocional precoce.

“O cérebro da criança também precisa de pausa. O tédio, inclusive, pode ser importante para estimular imaginação e criatividade”, explica.


Tempo de qualidade vale mais do que quantidade de atividades

Para a especialista, um dos maiores desafios das famílias modernas é compreender que presença afetiva não significa apenas estar fisicamente junto.

“Muitos pais estão em casa, mas emocionalmente capturados pelo celular, pelo trabalho ou pela exaustão. A criança percebe isso”, alerta.

Ela explica que pequenos momentos de conexão verdadeira têm enorme impacto no desenvolvimento emocional infantil:

  • refeições sem telas;
  • conversas antes de dormir;
  • brincadeiras espontâneas;
  • demonstrações de afeto;
  • escuta ativa.

“O cérebro infantil se desenvolve na relação. Crianças precisam sentir que pertencem, que são vistas e emocionalmente importantes dentro da família”, afirma.


A infância emocional molda a vida adulta

Segundo Tatiana Serra, experiências afetivas vividas nos primeiros anos influenciam diretamente a maneira como o cérebro responderá ao estresse, às relações e à autoestima na vida adulta.

“A infância é o período de maior neuroplasticidade do cérebro humano. É quando se constroem muitas das bases emocionais que acompanham a pessoa pelo resto da vida”, finaliza.
 

Tatiana Serra - psicóloga e neuropsicóloga. Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Com mais de uma década de experiência trabalhando com indivíduos e famílias afetadas pelo transtorno do espectro autista, é também autora de dois livros, um dos quais é um best-seller.
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sexta-feira, 15 de maio de 2026

15/05 Dia da Família: o que as crianças realmente precisam para desenvolver um cérebro saudável?

Excesso de estímulos, agendas lotadas e falta de tempo de qualidade dentro das famílias modernas pode atrapalhar o desenvolvimento das crianças
 

Em meio à rotina acelerada, excesso de telas, agendas cheias e pressão por desempenho desde a infância, especialistas vêm fazendo um alerta importante no Dia Internacional da Família, celebrado em 15 de maio: crianças não precisam apenas de atividades, cursos e estímulos constantes — elas precisam de vínculo emocional, presença afetiva e tempo para brincar.

Segundo a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra, o cérebro infantil é profundamente influenciado pelo ambiente emocional em que a criança cresce. “O cérebro da criança muda conforme o ambiente familiar. A forma como ela é acolhida, escutada, estimulada e emocionalmente validada impacta diretamente o desenvolvimento da memória, da autoestima, da segurança emocional e até da aprendizagem”, explica.

De acordo com a especialista, muitas famílias vivem hoje um paradoxo: nunca investiram tanto no desenvolvimento infantil, mas muitas vezes oferecem cada vez menos presença emocional real.

“Temos crianças hiperestimuladas cognitivamente, mas emocionalmente cansadas. Elas fazem inglês, esporte, música, reforço, tecnologia, mas têm pouco tempo para simplesmente brincar, conversar ou viver momentos afetivos espontâneos dentro da família”, afirma Tatiana.
 

O cérebro infantil aprende pelo vínculo

A neurociência já demonstrou que as experiências emocionais da infância deixam marcas profundas no cérebro. Isso acontece porque as memórias afetivas são registradas junto aos sistemas emocionais responsáveis por sensação de segurança, pertencimento e proteção.

“É por isso que cheiros, músicas, pequenos rituais familiares e momentos simples da infância permanecem tão vivos ao longo da vida. O cérebro emocional registra aquilo que teve significado afetivo”, explica a neuropsicóloga.

Segundo Tatiana Serra, não são necessariamente os grandes eventos que constroem memórias emocionais positivas, mas sim a repetição de experiências afetivas cotidianas:

  • brincar junto;
  • ouvir com atenção;
  • acolher emoções;
  • criar sensação de segurança;
  • compartilhar tempo de qualidade.

“O cérebro infantil não precisa de perfeição. Precisa de previsibilidade emocional, conexão e presença”, destaca.


O excesso de agenda pode prejudicar o desenvolvimento emocional

Outro ponto que preocupa especialistas é o excesso de atividades estruturadas na infância. Muitas crianças passam o dia inteiro entre compromissos, telas e estímulos contínuos, sem espaço para descanso mental ou brincadeiras livres.

“O brincar é uma ferramenta fundamental de desenvolvimento cerebral. É durante a brincadeira que a criança exercita criatividade, linguagem, resolução de problemas, interação social e regulação emocional”, afirma Tatiana.

Segundo ela, o excesso de estímulos pode gerar:

  • ansiedade infantil;
  • irritabilidade;
  • dificuldade de atenção;
  • baixa tolerância ao tédio;
  • exaustão emocional precoce.

“O cérebro da criança também precisa de pausa. O tédio, inclusive, pode ser importante para estimular imaginação e criatividade”, explica.


Tempo de qualidade vale mais do que quantidade de atividades

Para a especialista, um dos maiores desafios das famílias modernas é compreender que presença afetiva não significa apenas estar fisicamente junto.

“Muitos pais estão em casa, mas emocionalmente capturados pelo celular, pelo trabalho ou pela exaustão. A criança percebe isso”, alerta.

Ela explica que pequenos momentos de conexão verdadeira têm enorme impacto no desenvolvimento emocional infantil:

  • refeições sem telas;
  • conversas antes de dormir;
  • brincadeiras espontâneas;
  • demonstrações de afeto;
  • escuta ativa.

“O cérebro infantil se desenvolve na relação. Crianças precisam sentir que pertencem, que são vistas e emocionalmente importantes dentro da família”, afirma.


A infância emocional molda a vida adulta

Segundo Tatiana Serra, experiências afetivas vividas nos primeiros anos influenciam diretamente a maneira como o cérebro responderá ao estresse, às relações e à autoestima na vida adulta.

“A infância é o período de maior neuroplasticidade do cérebro humano. É quando se constroem muitas das bases emocionais que acompanham a pessoa pelo resto da vida”, finaliza.
 

Tatiana Serra - psicóloga e neuropsicóloga. Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Com mais de uma década de experiência trabalhando com indivíduos e famílias afetadas pelo transtorno do espectro autista, é também autora de dois livros, um dos quais é um best-seller.
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sábado, 11 de outubro de 2025

Brincadeiras infantis moldam a inteligência emocional, especialistas explicam


No Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, muito se fala sobre presentes e consumo, mas pouco se reflete sobre a essência da data: o brincar. Para além da diversão, a brincadeira é uma das principais ferramentas para o desenvolvimento emocional e social das crianças.

De acordo com a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra, o ato de brincar é um verdadeiro “laboratório da vida”, no qual as crianças aprendem a lidar com sentimentos, frustrações, conquistas e relações.

“A inteligência emocional, que tanto valorizamos nos adultos, começa a ser construída na infância, e é no brincar que a criança ensaia situações do mundo real de forma segura”, explica.
 

O papel da brincadeira na regulação emocional: criatividade, memória e empatia

Brincadeiras de faz de conta, jogos em grupo e até atividades físicas simples, como correr ou pular corda, ajudam as crianças a entender regras, compartilhar, esperar a vez e lidar com perdas.

“Quando a criança perde em um jogo, por exemplo, ela vivencia a frustração e, com a mediação de um adulto, pode aprender a lidar com esse sentimento de forma saudável. Isso é inteligência emocional em formação”, destaca Tatiana.

Pesquisas em neurociência apontam que o brincar ativa áreas cerebrais ligadas à criatividade, à memória e à empatia. Para Tatiana Serra, esse é um ponto crucial:

“Crianças que têm espaço para brincar livremente, sem excesso de direcionamentos ou tecnologia, desenvolvem maior autonomia e capacidade de resolver problemas.”
 

Brincar em família: vínculo e saúde mental

A especialista também alerta que, em tempos de telas, é fundamental que pais e responsáveis se envolvam nas brincadeiras.

“O melhor presente no Dia das Crianças é o tempo compartilhado. Brincar junto cria memórias afetivas, fortalece vínculos e transmite segurança emocional — bases que vão sustentar a vida adulta dessa criança”, afirma.
 

O olhar pedagógico: brincar livre, brincar estruturado e “trabalho”

Na perspectiva pedagógica, o brincar também é parte central do crescimento. Para a pedagoga Mariana Ruske, fundadora da Senses Montessori School, a infância é um momento em que aprender e brincar se entrelaçam. No método Montessori, isso acontece de três formas principais:

  • Brincar livre, quando a criança explora de forma espontânea, criando regras próprias e deixando a imaginação fluir.
  • Brincar estruturado, em que há um direcionamento leve como jogos de construção ou de regras simples.
  • “Trabalho”, conceito usado por Maria Montessori para descrever a dedicação intensa e prazerosa em atividades escolhidas pela própria criança, como cuidar de uma planta ou organizar blocos.

“Essas três experiências se complementam. O brincar livre abre portas para a criatividade, o estruturado desenvolve habilidades específicas e o trabalho fortalece a concentração e a autonomia. Tudo isso ajuda a criança a construir disciplina interna e autoestima de forma natural”, explica Mariana.

Para a pedagoga, a principal lição é que o brincar não deve ser visto como algo secundário, mas como parte da formação integral da criança.

“Quando respeitamos o tempo da infância, damos espaço para que ela cresça explorando, criando e se desafiando. Esse é o verdadeiro poder do brincar”, conclui.

Neste Dia das Crianças, especialistas reforçam: mais do que presentes, brincar é a base da inteligência emocional, da autonomia e das memórias que a criança levará para toda a vida.
 

Brincadeiras de criança antigas estimulam a inteligência

A dica do Dr. Fernando Gomes, médico neurocirurgião, neurocientista e professor livre docente da Faculdade de Medicina da USP, é voltar no tempo das brincadeiras de antigamente e compreender como elas podem estimular os mais diversos tipos de inteligência. “Quando comparamos amarelinha, pega-pega, par ou ímpar, telefone sem fio, entre outras, com o mundo atual que é muito mais on-line, conseguimos avaliar o quanto o mundo atual das telas comprometer o desenvolvimento do cérebro”, avisa o médico.

Algumas brincadeiras bem simples, fáceis de produzir e de brincar podem auxiliar na educação das crianças e cada uma delas estimula um tipo de inteligência especifica e as habilidades mentais. São elas:

  • Stop, telefone sem fio ou trava língua: Aqui a inteligência linguística e comunicação são estimuladas para potencializar matérias escolares como português e inglês;
  • O que, o que é? Pedra, papel e tesoura, par ou ímpar e jogo da velha: Promovem a inteligência lógico matemática e melhoram as habilidades com fazer contas;
  • Esconde-esconde ou bola de gude: Tudo o que engloba a inteligência espacial, aquelas que envolvem noção de espaço, melhoram o conhecimento para andar de bicicleta e até dirigir no futuro, já que estruturas profundas do cérebro, como cerebelo e gânglios da base, são utilizadas nestas brincadeiras;
  • Perna de lata, jogar amarelinha, cama de gato, pular corda, elástico, andar de carrinho de rolimã ou de pega-pega: Como mexer com o corpo físico desperta a habilidade motora, a inteligência corporal sinestésica é trabalhada nestas brincadeiras que, além disso tudo, ainda queimam calorias e pode ser uma boa introdução ao esporte;
  • Bater bafo (bater figurinhas): Estimulam a inteligência emocional;
  • Colecionar figurinhas: A memória, a atenção e outras habilidades sociais são saudavelmente provocadas com esse hábito que aciona o circuito do prazer;
  • Ter um pet: Trabalha a empatia, desenvolve sentimentos e emoções além de aquecer as habilidades sociais;
  • Empinar pipa: Essa brincadeira envolve vários processos desde a psicomotrocidade ao montar a pipa, compreender o mundo físico como o vento que fará a pipa voar e assim, a inteligência física e interpessoal são estimuladas;
  • Vivo ou morto, gato-mia e passa anel: Ponderar atitudes provocam o controle inibitório nesses tipos de brincadeiras que ainda estimulam a atenção.

 



Dr Fernando Gomes - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores. Há 12 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. Desde 2020 comanda seu programa semanal no Youtube ‘Olho Clínico com Dr. Fernando Gomes’ Link. É também autor de 10 livros de neurocirurgia e comportamento humano. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena a unidade de ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.
drfernandoneuro


Tatiana Serra - psicóloga e neuropsicóloga - CRP: 06/123778 - Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Experiência de mais de 10 anos em Análise do Comportamento e Transtorno do Espectro do Autismo e desenvolvimento de famílias e equipe.
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Mariana Ruske - Pedagoga da Senses Montessori School, pedagoga, fundadora da Senses Montessori School, referência em bilinguismo e educação Montessori no Brasil. Sua trajetória inclui formações em engenharia e astrofísica antes de encontrar sua vocação na pedagogia, impulsionada pela paixão pelo cérebro humano e seu desenvolvimento. Palestrante e ativista, dedica-se a disseminar informações sobre a proteção infantil contra abuso e violência. Defende que a educação infantil é a base do futuro e vê na Pedagogia Científica de Maria Montessori a ferramenta ideal para um desenvolvimento integral.



Brincadeiras infantis moldam a inteligência emocional, especialistas


No Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, muito se fala sobre presentes e consumo, mas pouco se reflete sobre a essência da data: o brincar. Para além da diversão, a brincadeira é uma das principais ferramentas para o desenvolvimento emocional e social das crianças.

De acordo com a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra, o ato de brincar é um verdadeiro “laboratório da vida”, no qual as crianças aprendem a lidar com sentimentos, frustrações, conquistas e relações.

“A inteligência emocional, que tanto valorizamos nos adultos, começa a ser construída na infância, e é no brincar que a criança ensaia situações do mundo real de forma segura”, explica.


 

O papel da brincadeira na regulação emocional: criatividade, memória e empatia

Brincadeiras de faz de conta, jogos em grupo e até atividades físicas simples, como correr ou pular corda, ajudam as crianças a entender regras, compartilhar, esperar a vez e lidar com perdas.

“Quando a criança perde em um jogo, por exemplo, ela vivencia a frustração e, com a mediação de um adulto, pode aprender a lidar com esse sentimento de forma saudável. Isso é inteligência emocional em formação”, destaca Tatiana.

Pesquisas em neurociência apontam que o brincar ativa áreas cerebrais ligadas à criatividade, à memória e à empatia. Para Tatiana Serra, esse é um ponto crucial:

“Crianças que têm espaço para brincar livremente, sem excesso de direcionamentos ou tecnologia, desenvolvem maior autonomia e capacidade de resolver problemas.”
 

Brincar em família: vínculo e saúde mental

A especialista também alerta que, em tempos de telas, é fundamental que pais e responsáveis se envolvam nas brincadeiras.

“O melhor presente no Dia das Crianças é o tempo compartilhado. Brincar junto cria memórias afetivas, fortalece vínculos e transmite segurança emocional — bases que vão sustentar a vida adulta dessa criança”, afirma.
 

O olhar pedagógico: brincar livre, brincar estruturado e “trabalho”

Na perspectiva pedagógica, o brincar também é parte central do crescimento. Para a pedagoga Mariana Ruske, fundadora da Senses Montessori School, a infância é um momento em que aprender e brincar se entrelaçam. No método Montessori, isso acontece de três formas principais:

  • Brincar livre, quando a criança explora de forma espontânea, criando regras próprias e deixando a imaginação fluir.
  • Brincar estruturado, em que há um direcionamento leve como jogos de construção ou de regras simples.
  • “Trabalho”, conceito usado por Maria Montessori para descrever a dedicação intensa e prazerosa em atividades escolhidas pela própria criança, como cuidar de uma planta ou organizar blocos.

“Essas três experiências se complementam. O brincar livre abre portas para a criatividade, o estruturado desenvolve habilidades específicas e o trabalho fortalece a concentração e a autonomia. Tudo isso ajuda a criança a construir disciplina interna e autoestima de forma natural”, explica Mariana.

Para a pedagoga, a principal lição é que o brincar não deve ser visto como algo secundário, mas como parte da formação integral da criança.

“Quando respeitamos o tempo da infância, damos espaço para que ela cresça explorando, criando e se desafiando. Esse é o verdadeiro poder do brincar”, conclui.

Neste Dia das Crianças, especialistas reforçam: mais do que presentes, brincar é a base da inteligência emocional, da autonomia e das memórias que a criança levará para toda a vida.
 

Brincadeiras de criança antigas estimulam a inteligência

A dica do Dr. Fernando Gomes, médico neurocirurgião, neurocientista e professor livre docente da Faculdade de Medicina da USP, é voltar no tempo das brincadeiras de antigamente e compreender como elas podem estimular os mais diversos tipos de inteligência. “Quando comparamos amarelinha, pega-pega, par ou ímpar, telefone sem fio, entre outras, com o mundo atual que é muito mais on-line, conseguimos avaliar o quanto o mundo atual das telas comprometer o desenvolvimento do cérebro”, avisa o médico.

Algumas brincadeiras bem simples, fáceis de produzir e de brincar podem auxiliar na educação das crianças e cada uma delas estimula um tipo de inteligência especifica e as habilidades mentais. São elas:

  • Stop, telefone sem fio ou trava língua: Aqui a inteligência linguística e comunicação são estimuladas para potencializar matérias escolares como português e inglês;
  • O que, o que é? Pedra, papel e tesoura, par ou ímpar e jogo da velha: Promovem a inteligência lógico matemática e melhoram as habilidades com fazer contas;
  • Esconde-esconde ou bola de gude: Tudo o que engloba a inteligência espacial, aquelas que envolvem noção de espaço, melhoram o conhecimento para andar de bicicleta e até dirigir no futuro, já que estruturas profundas do cérebro, como cerebelo e gânglios da base, são utilizadas nestas brincadeiras;
  • Perna de lata, jogar amarelinha, cama de gato, pular corda, elástico, andar de carrinho de rolimã ou de pega-pega: Como mexer com o corpo físico desperta a habilidade motora, a inteligência corporal sinestésica é trabalhada nestas brincadeiras que, além disso tudo, ainda queimam calorias e pode ser uma boa introdução ao esporte;
  • Bater bafo (bater figurinhas): Estimulam a inteligência emocional;
  • Colecionar figurinhas: A memória, a atenção e outras habilidades sociais são saudavelmente provocadas com esse hábito que aciona o circuito do prazer;
  • Ter um pet: Trabalha a empatia, desenvolve sentimentos e emoções além de aquecer as habilidades sociais;
  • Empinar pipa: Essa brincadeira envolve vários processos desde a psicomotrocidade ao montar a pipa, compreender o mundo físico como o vento que fará a pipa voar e assim, a inteligência física e interpessoal são estimuladas;
  • Vivo ou morto, gato-mia e passa anel: Ponderar atitudes provocam o controle inibitório nesses tipos de brincadeiras que ainda estimulam a atenção. 

 



Dr Fernando Gomes - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores. Há 12 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. Desde 2020 comanda seu programa semanal no Youtube ‘Olho Clínico com Dr. Fernando Gomes’ Link. É também autor de 10 livros de neurocirurgia e comportamento humano. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena a unidade de ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.
drfernandoneuro



Tatiana Serra, psicóloga e neuropsicóloga - CRP: 06/123778 - Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Experiência de mais de 10 anos em Análise do Comportamento e Transtorno do Espectro do Autismo e desenvolvimento de famílias e equipe.
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Mariana Ruske - Pedagoga da Senses Montessori School, pedagoga há 12 anos, especializada no método Montessori e fundadora da Senses Montessori School, referência em bilinguismo e educação Montessori no Brasil. Mãe de dois meninos, sua trajetória inclui formações em engenharia e astrofísica antes de encontrar sua vocação na pedagogia, impulsionada pela paixão pelo cérebro humano e seu desenvolvimento. Palestrante e ativista, dedica-se a disseminar informações sobre a proteção infantil contra abuso e violência. Defende que a educação infantil é a base do futuro e vê na Pedagogia Científica de Maria Montessori a ferramenta ideal para um desenvolvimento integral.


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

No Brasil, a cada 45 minutos uma pessoa tira a própria vida, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)

 

Sinais que merecem atenção

Mudanças no comportamento, como isolamento repentino, alterações de sono e alimentação, frases de desesperança ou desistência, podem ser sinais de alerta para o sucídio. “É preciso prestar atenção ao que muitas vezes é visto como ‘drama’ ou ‘fase’. Pequenos indícios podem revelar um grande sofrimento”, afirma a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra, falar sobre o tema é fundamental. “Existe um mito de que falar sobre suicídio pode incentivar alguém, mas isso não é verdade. O silêncio, sim, pode ser fatal. Quando oferecemos escuta ativa e sem julgamentos, abrimos caminhos para que a pessoa se sinta acolhida e busque ajuda”, explica.


Porque falar é tão importante

Mesmo que ainda exista receio de falar sobre suicídio, a psicóloga reforça que conversar salva vidas. “Trazer o assunto para rodas de conversa, família ou escola ajuda a normalizar a busca por ajuda psicológica e mostra que não há vergonha em admitir dor emocional”, explica.


Nas redes sociais

Em um mundo tão conectado, Tatiana ainda ressalta o papel das redes sociais também precisa ser considerado. Segundo ela, a pressão para se adequar a padrões irreais pode aumentar a vulnerabilidade emocional. “Entre jovens, a comparação constante e a sensação de não ser suficiente estão entre os gatilhos mais comuns. Precisamos educar para o uso consciente da internet e estimular espaços de autenticidade”, orienta.


No trabalho

O sofrimento psíquico também aparece nas empresas. “Assédio, excesso de pressão por resultados e ausência de diálogo interno podem ampliar riscos. As organizações precisam investir em programas de saúde mental e criar canais de apoio ao funcionário, para que ele não se sinta sozinho em momentos de fragilidade”, reforça a psicóloga.


Na escola

Na adolescência, a escola é espaço essencial de prevenção. “Professores e colegas podem ser agentes de escuta e acolhimento. Capacitar educadores para identificar sinais de risco e criar projetos que combatam bullying são medidas fundamentais”, acrescenta Tatiana Serra.


Como prevenir

Além da busca por apoio profissional, práticas simples podem ajudar no dia a dia. “Escrever um diário, praticar exercícios de respiração, manter uma rede de apoio e cuidar da qualidade do sono são recursos acessíveis que fazem diferença”, explica a especialista que ainda afirma que pessoas que buscaram ajuda e conseguiram ressignificar a dor são exemplos reais de que há saída. “Isso fortalece a mensagem de que pedir ajuda não é fraqueza, mas um ato de coragem”, finaliza. 



Tatiana Serra - psicóloga e neuropsicóloga - CRP: 06/123778. Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Experiência de mais de 10 anos em Análise do Comportamento e Transtorno do Espectro do Autismo e desenvolvimento de famílias e equipe.


sábado, 9 de agosto de 2025

Agosto Lilás Psicóloga alerta os sinais silenciosos de violência contra a mulher e como isso pode afetar o cérebro

 

Agosto é o mês da conscientização pelo fim da violência contra a mulher. A campanha Agosto Lilás, criada para reforçar a importância da Lei Maria da Penha, vai além das denúncias formais: é um momento para refletir sobre os tipos de violência que não aparecem nos noticiários, mas deixam cicatrizes profundas — inclusive no funcionamento do cérebro.

A psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra, especialista em comportamento, destaca que a violência psicológica e emocional, muitas vezes invisível, pode ser tão devastadora quanto a física. “Estamos falando de relações marcadas por humilhação, controle, gaslighting, isolamento social e manipulação afetiva. Isso não deixa roxo no braço — mas pode desorganizar o sistema nervoso e comprometer áreas ligadas à memória, atenção, autoestima e capacidade de tomar decisões”, explica.


A violência que mexe com o cérebro

Tatiana lembra que o cérebro feminino exposto constantemente a ameaças emocionais entra em estado de alerta crônico. “O sistema de defesa se ativa, liberando altos níveis de cortisol. A longo prazo, isso pode levar a quadros de ansiedade, depressão, confusão mental e até alterações cognitivas”, aponta.

Em avaliações neuropsicológicas, a especialista relata que muitas mulheres apresentam queixas de esquecimento, insônia, dificuldade de foco e sensação de estarem 'desconectadas de si mesmas'. “Esses sintomas são comuns em vítimas de abuso emocional. É como se o cérebro estivesse tentando sobreviver a um campo de batalha invisível”, diz.


Sinais de alerta: quando procurar ajuda

Segundo a psicóloga, é importante desconstruir a ideia de que só existe violência quando há agressão física. “Frases como ‘você está louca’, ‘ninguém mais vai te querer’, ‘isso é culpa sua’ são formas de violência que destroem a autonomia emocional da mulher e precisam ser levadas a sério”, destaca.

Tatiana orienta que sinais como:

  • medo constante do parceiro,
  • baixa autoestima repentina,
  • isolamento de amigos e familiares,
  • culpa excessiva e
  • alterações de comportamento

devem ser observados com atenção — por si mesma e pelas pessoas próximas.


Denunciar é importante — mas acolher também é

A especialista reforça que nem sempre a vítima consegue sair da relação de forma imediata, e que o primeiro passo é o acolhimento sem julgamento. “A violência contra a mulher é também um problema de saúde mental pública. Precisamos oferecer espaços seguros, redes de apoio e acesso à psicoterapia, para que ela possa se reconhecer como vítima e se fortalecer emocionalmente”, afirma. 

Tatiana finaliza com um alerta: “Quem vive em uma relação que se diminui, se assusta ou se faz duvidar de si mesma o tempo todo, isso não é amor. É violência e quem sofre disso precisa saber que nunca está sozinha.”


Tatiana Serra, psicóloga e neuropsicóloga - CRP: 06/123778 - Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Experiência de mais de 10 anos em Análise do Comportamento e desenvolvimento de famílias e equipe
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