Especialista alerta que sintomas ainda cercados de tabu podem afetar mulheres em diferentes fases da vida e comprometem a qualidade de vida, a autoestima e a saúde sexual
Embora muitas vezes sejam associados apenas
à menopausa, sintomas como ressecamento vaginal, dor durante as relações
sexuais e desconforto íntimo podem surgir em diferentes fases da vida da
mulher. Pós-parto, amamentação, alterações hormonais, uso de alguns
medicamentos e outras condições ginecológicas também podem estar relacionados
ao problema.
A dor durante a relação sexual, conhecida
como dispareunia, afeta cerca de uma em cada dez mulheres, segundo estudos
internacionais, mas ainda é um tema pouco discutido nos consultórios. Muitas
pacientes convivem com os sintomas por anos, acreditando que fazem parte da
rotina ou que não há tratamento.
Para a ginecologista Dra. Camila Bolonhezi,
do Instituto Macabi, esse é um dos principais desafios quando o assunto é saúde
íntima feminina.
"É muito comum atender mulheres que
chegam ao consultório dizendo que aprenderam a conviver com o desconforto.
Muitas sentem vergonha de falar sobre o assunto ou acreditam que a dor faz
parte da idade, da maternidade ou das mudanças hormonais. Mas esses sintomas
merecem investigação e não devem ser normalizados."
Segundo a especialista, o primeiro passo é
identificar a causa dos sintomas, já que diferentes condições podem provocar alterações
na região íntima e exigir tratamentos distintos.
"Cada paciente tem uma história
clínica e necessidades específicas. Antes de qualquer tratamento, é fundamental
uma avaliação individualizada para entender a origem da queixa e definir a
melhor abordagem."
Nos últimos anos, a ginecologia ampliou as
opções terapêuticas disponíveis para essas pacientes. Além dos tratamentos
clínicos convencionais, novas tecnologias passaram a integrar o cuidado em
casos selecionados.
Foi com esse objetivo que o Instituto
Macabi incorporou o Laser Monalisa Touch DuoGlide à sua estrutura. A tecnologia
pode ser indicada, após avaliação médica, para mulheres com determinadas
queixas relacionadas à saúde íntima, como ressecamento vaginal, desconforto
durante as relações sexuais e alterações decorrentes de mudanças hormonais ou
do pós-parto.
"O laser é mais uma
ferramenta disponível dentro da ginecologia moderna. Ele não substitui outros
tratamentos e sua indicação depende de uma avaliação criteriosa. O mais importante
é mostrar às mulheres que elas não precisam conviver com sintomas que
comprometem sua qualidade de vida e que hoje existem diferentes possibilidades
de cuidado", conclui a médica.
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