Com a chegada do inverno, médico explica por que o envelhecimento reduz a capacidade do corpo de regular a temperatura e aumenta a sensibilidade ao frio na terceira idade
Com a chegada das temperaturas mais baixas, é comum que famílias
percebam que os idosos sentem mais frio do que outras faixas etárias. A
sensação não é apenas subjetiva: ela está diretamente relacionada a mudanças
fisiológicas naturais do envelhecimento, que afetam a regulação térmica do
corpo.
Segundo o geriatra Bruno Vial, da Said Rio, empresa referência em
cuidados domiciliares, o organismo passa por transformações importantes ao
longo dos anos, o que reduz a capacidade de adaptação ao frio e aumenta os
riscos associados à exposição a baixas temperaturas.
Entre as principais mudanças estão a redução da massa muscular e
da gordura corporal, responsáveis por ajudar na manutenção do calor, além da
diminuição da circulação sanguínea periférica. Esses fatores fazem com que o
corpo do idoso perca calor mais rapidamente e tenha mais dificuldade em
mantê-lo.
“Com o envelhecimento, há uma desaceleração do metabolismo e uma
menor eficiência dos mecanismos de termorregulação. Isso faz com que o idoso
demore mais para perceber e reagir às mudanças de temperatura, ficando mais
vulnerável ao frio”, explica o geriatra da Said Rio.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que pessoas
idosas estão entre os grupos mais vulneráveis a complicações relacionadas ao
frio, como infecções respiratórias, agravamento de doenças cardiovasculares e
aumento do risco de hospitalizações durante o inverno.
Além da fisiologia, fatores externos também contribuem para o
desconforto térmico, como uso de medicamentos que interferem na circulação,
menor nível de atividade física e presença de doenças crônicas, como diabetes e
hipertensão, que podem afetar a sensibilidade corporal.
Outro ponto de atenção é que, muitas vezes, o idoso não percebe a
queda de temperatura com a mesma intensidade, o que pode atrasar medidas de
proteção adequadas.
“É importante que familiares e cuidadores estejam atentos. Manter
ambientes aquecidos, incentivar o uso de roupas adequadas em camadas,
hidratação e alimentação equilibrada são medidas simples que fazem diferença na
prevenção de complicações”, reforça o especialista.
Entre as principais recomendações estão também o cuidado com
banhos em água muito quente, que podem causar queda de pressão, e a manutenção
de uma rotina de movimentação leve, que ajuda a estimular a circulação.
Com o suporte de equipes multidisciplinares, como as oferecidas
pela Said Rio, é possível monitorar esses fatores de forma contínua, garantindo
mais segurança e qualidade de vida aos idosos durante o inverno.

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