No Dia do Comerciante, especialista explica por que comunicar bem se tornou uma habilidade tão importante quanto vender para conquistar clientes e aumentar os resultados
O consumidor já não compra apenas pelo preço ou
pela marca. Cada vez mais, ele quer conhecer quem está do outro lado da tela,
ver o produto em uso, tirar dúvidas em tempo real e sentir segurança antes de
concluir a compra. Esse comportamento tem acelerado o crescimento do social
commerce no Brasil e levado milhares de comerciantes a assumir um novo papel:
além de vender, precisam saber comunicar. O próprio Sebrae aponta que as redes
sociais passaram a integrar a jornada de compra e que formatos como vídeos
curtos e lives fortalecem a confiança, reduzem objeções e aumentam o engajamento
dos consumidores.
Para Débora De Landa, fundadora da joalheria Kether e especialista no mercado
joalheiro há mais de 26 anos, essa mudança alterou a forma como o varejo se
relaciona com o cliente. Segundo ela, a autoridade deixou de ser construída
apenas pela vitrine ou pela tradição da empresa e passou a depender da
capacidade do empreendedor de transmitir conhecimento, transparência e
proximidade.
"Hoje, o cliente compra a joia, mas antes
compra confiança. Quando ele vê quem apresenta o produto, acompanha
demonstrações ao vivo e percebe que existe alguém preparado para responder suas
dúvidas, a decisão acontece com muito mais segurança. A venda deixou de ser
apenas uma transação e passou a ser uma experiência."
Quando vender também significa
comunicar
A mudança vai além da forma de divulgar produtos e
altera a própria rotina de quem vende. Se antes bastava investir em vitrines,
anúncios ou promoções, hoje o comerciante precisa produzir conteúdo, aparecer
diante da câmera e manter uma comunicação constante com seu público. O
consumidor acompanha a marca durante semanas ou meses antes da compra, o que
torna a presença digital parte da estratégia comercial.
Nesse processo, vídeos e transmissões ao vivo
deixaram de ser apenas ferramentas de divulgação e passaram a funcionar como um
espaço para apresentar novidades, lançar coleções, contar histórias sobre os
produtos e fortalecer a identidade da marca. Mais do que vender durante a
transmissão, muitos comerciantes utilizam esse formato para construir audiência
e aumentar a lembrança da marca entre os clientes.
Segundo a especialista, um erro comum é acreditar
que basta ligar a câmera para vender. Assim como qualquer ação comercial, a
comunicação precisa ser planejada."Quando existe preparação, o empresário
conduz a apresentação com naturalidade, organiza as informações e consegue
responder às perguntas com segurança. O cliente percebe quando existe domínio sobre
o assunto", explica Débora.
Ela destaca que esse planejamento envolve conhecer
profundamente o público, definir quais dúvidas precisam ser respondidas e
produzir conteúdos que continuem sendo úteis mesmo quando não existe uma
campanha promocional em andamento.
Cinco práticas para
transformar conteúdo em vendas
Para empresários que desejam fortalecer sua
presença digital, Débora recomenda algumas práticas:
- Apresente
os produtos em funcionamento ou em uso, mostrando detalhes que não
aparecem nas fotos.
- Responda
perguntas ao vivo sempre que possível para reduzir objeções durante a
compra.
- Explique
características técnicas de forma simples, evitando excesso de informações
comerciais.
- Compartilhe
bastidores da operação para aproximar o público da marca.
- Mantenha
frequência nas publicações para criar relacionamento contínuo e não
depender apenas de datas promocionais.
Para a empresária, outro erro frequente é acreditar
que comunicação depende de talento nato. Segundo ela, essa habilidade pode ser
desenvolvida e faz parte da gestão do negócio. "Não é preciso ser um
influenciador ou um apresentador profissional. O comerciante precisa conhecer
profundamente o que vende, organizar a informação e falar de forma simples.
Quando existe preparo, a comunicação acontece de maneira muito mais
natural."
Para a fundadora da joalheria Kether, a tendência é que os consumidores valorizem cada vez mais empresas que conseguem unir produto, atendimento e comunicação. "As redes sociais aproximaram clientes e marcas de uma forma que não existia há alguns anos. Quem entende isso deixa de usar a internet apenas como vitrine e passa a transformá-la em um canal permanente de relacionamento e geração de negócios."
Débora De Landa - fundadora da joalheria Kether e atua no mercado joalheiro há mais de 26 anos. Com origem em uma família tradicional do setor, iniciou sua trajetória desenvolvendo conhecimento sobre qualidade, procedência e relacionamento com o cliente. Ao longo da carreira, passou por diferentes etapas, desde a atuação com semijoias até a importação de prata, consolidando-se posteriormente no segmento de joias em ouro 18k.Atualmente, lidera a joalheria Kether, atendendo clientes em todo o Brasil por meio de loja física, e-commerce e vendas ao vivo. Sua atuação é marcada pela curadoria das peças, experiência prática e compromisso com a transparência, fatores que sustentam sua credibilidade em um mercado diretamente ligado à confiança e ao valor percebido.
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joalheria Kether
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