Especialista da Maple Bear explica o que realmente acontece no cérebro das crianças durante o aprendizado de duas línguas e reforça benefícios da imersão desde cedo
Com o crescimento da procura por escolas bilíngues no Brasil, também aumentaram as dúvidas das famílias sobre os impactos do aprendizado de duas línguas durante a infância. Entre os questionamentos mais frequentes estão preocupações relacionadas à fala, alfabetização, mistura de línguas e possíveis dificuldades de aprendizagem. Para ajudar a esclarecer esses pontos, especialistas da Maple Bear Brasil reuniram alguns dos principais mitos e verdades sobre educação bilíngue infantil.
- “Aprender duas línguas pode atrasar a fala da criança?”
MITO
Segundo Gabriela Pinsdorf, especialista acadêmica na Maple Bear
Brasil, a ciência já demonstrou que o bilinguismo não prejudica o
desenvolvimento da fala. “Hoje sabemos que crianças pequenas conseguem aprender
duas línguas simultaneamente de maneira natural. O cérebro infantil possui
grande capacidade de adaptação e aprendizagem, especialmente nos primeiros anos
de vida”, afirma.
- “Misturar palavras em português e inglês é normal”.
VERDADE
De acordo com a especialista, a chamada mistura de línguas faz
parte do desenvolvimento natural da linguagem em crianças bilíngues. “Na
primeira infância, a criança ainda está formando sua rede linguística. Para
ela, as línguas pertencem ao mesmo sistema de comunicação. Com o amadurecimento
cerebral, ela aprende gradualmente a diferenciar os contextos e utilizar cada
língua adequadamente”, explica.
- “Quanto mais cedo o contato com outra língua, mais natural tende
a ser a aprendizagem”.
VERDADE
Os especialistas explicam que os primeiros anos representam o
período de maior neuroplasticidade cerebral, favorecendo a assimilação de sons,
pronúncias e estruturas linguísticas. “Até aproximadamente os três anos, o
cérebro está formando conexões de maneira extremamente intensa. Por isso, a
exposição precoce à segunda língua tende a acontecer de forma muito
espontânea”, comenta Gabriela.
- “Aulas isoladas de inglês oferecem os mesmos benefícios de uma
educação bilíngue por imersão”.
MITO
Para Pinsdorf, existe uma diferença importante entre contato
pontual com a língua e experiências imersivas. “Na educação bilíngue, a criança
vivencia a segunda língua dentro das atividades do cotidiano, das interações e
das brincadeiras. Isso torna a aprendizagem muito mais significativa e
contextualizada”, destaca.
- “O bilinguismo pode contribuir para habilidades cognitivas além
da linguagem”.
VERDADE
Pesquisas recentes mostram que o contato com duas línguas pode
favorecer atenção, memória, flexibilidade cognitiva, função executiva e
capacidade de resolução de problemas. “O cérebro bilíngue trabalha
constantemente processos relacionados à atenção e diferenciação linguística.
Isso fortalece conexões neurais importantes para diversas áreas do
desenvolvimento”, afirma Gabriela.
Além dos aspectos cognitivos, a especialista ressalta que o
aprendizado bilíngue também amplia repertórios culturais e sociais. “Quando a
criança cresce em contato com diferentes formas de comunicação, ela desenvolve
maior abertura para o diálogo, empatia e percepção do mundo ao seu redor. A
língua passa a ser uma ponte para novas experiências e relações”, conclui.
Maple Bear Canadian School
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