Dia Mundial de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, doença crônica silenciosa que afeta cerca de 30% dos brasileiros, é celebrado em 17 de maio
A hipertensão
arterial é o principal fator de risco para a ocorrência de derrames e um dos
principais para infartos, segundo especialistas da doença. Os danos vão muito
além do coração e podem ser silenciosos, manifestando-se em diferentes órgãos
do corpo. Entre as possíveis complicações estão demência e perda de memória,
insuficiência renal, visão embaçada, podendo gerar até mesmo cegueira.
De acordo com a
Organização Mundial da Saúde, no Brasil, 45% dos adultos entre 30 e 79 anos
vive com hipertensão arterial, índice acima da média global (33%). Popularmente
conhecida como pressão alta, a doença crônica silenciosa afeta cerca de 30% de
toda a população brasileira, segundo estudo Instituto Nacional de Cardiologia
(INC), vinculado ao Ministério da Saúde.
O Dia Mundial de
Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 17 de maio, dá ainda
mais destaque ao tema e traz alertas de profissionais, como o cirurgião
cardiovascular da Hapvida, José de Lima Oliveira Júnior, especialista em
transplante de coração. O médico destaca que os riscos da hipertensão vão muito
além dos problemas cardíacos.
“Quando falamos em
pressão alta, a maioria das pessoas pensa no coração. Mas a hipertensão é uma
doença sistêmica, ou seja, afeta o corpo inteiro. A pressão alta machuca os
vasos sanguíneos de todos os órgãos”, explica.
De acordo com o
médico, além de ser um fator de risco para a ocorrência de Acidente Vascular
Cerebral (AVC), a hipertensão impacta o cérebro de outras formas. “Quando a
pressão vive alta, os vasos do cérebro vão ficando mais duros e frágeis. Isso
aumenta o risco de entupirem ou romperem, causando o famoso derrame. Muita
gente só descobre que tinha hipertensão depois de um AVC. Por isso, o controle
da pressão é tão importante, mesmo quando você não sente nada”, orienta
Oliveira.
O especialista
afirma que o prejuízo causado aos vasos do cérebro pode gerar pequenas lesões,
silenciosas, que somadas ao longo dos anos aumentam o risco de demência e perda
de memória. “Pessoas com pressão alta não tratada, diabéticos, fumantes,
sedentários e idosos são mais vulneráveis a esse tipo de complicação cerebral”,
completa.
Outras
complicações
Os rins também são
órgãos afetados pela hipertensão. “Esses filtros [rins] sofrem bastante com a
hipertensão. Com o tempo, podem perder função e levar à insuficiência renal,
com necessidade de diálise e até transplante. A boa notícia é que controlar a
pressão pode estabilizar e, em alguns casos, retardar o avanço do dano nos
rins. Quanto mais cedo cuidar, melhor o resultado”, afirma o especialista.
O cirurgião
cardiovascular também alerta para os impactos da hipertensão sobre a visão, que
podem gerar a retinopatia hipertensiva. “A pressão alta pode danificar os vasos
sanguíneos da retina, a parte do olho responsável pela visão. O resultado é
visão embaçada, perda de campo visual e, em casos graves, até risco de
cegueira. E o mais perigoso é que isso muitas vezes acontece em silêncio”,
aponta Oliveira.
Prevenção
Mesmo com os
riscos da doença, segundo o profissional da Hapvida, é possível controlar a
hipertensão arterial e evitar seus efeitos mais profundos, para isso, é
fundamental manter hábitos saudáveis e medir a pressão regularmente.
“A hipertensão é
comum, é perigosa, mas é possível de ser controlada. E controlar a pressão
salva o coração, salva o cérebro, salva os rins, salva a visão, salva a vida.
Medir a pressão regularmente, ter uma alimentação com menos sal, praticar
atividade física, evitar cigarro, moderar o álcool e usar o remédio certo, do
jeito certo, fazem toda a diferença”, assegura o médico.
Entre os sintomas
da doença que podem servir de alerta estão dores no peito, dor de cabeça, tonturas,
zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
Hapvida
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