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| Divulgação/HE |
Seja realizado no método tradicional, com o corpo aberto, ou por vídeo (laparoscopia), endoscopia ou ainda por meio de robôs, requer uma série de cuidados para evitar infecções, sangramento ou reações adversas à anestesia, problemas que podem ser controlados ou até mesmo eliminados com o preparo adequado pelo paciente e com o uso das tecnologias atuais pelo profissional responsável.
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo e preceptor de Cirurgia
Geral do Hospital Evangélico de Belo Horizonte, Eduardo Ribeiro Neto, mais que
a marcação da data em mãos, os pacientes devem observar as recomendações
médicas necessárias para a realização do procedimento. “Embora a tendência
atual seja a realização de cirurgias minimamente invasivas, que causam menor
trauma e têm uma recuperação mais rápida, é imprescindível que o paciente tome
todos os cuidados para garantir a sua segurança e permitir a identificação e
correção de fatores de risco antes de iniciar a intervenção”, frisa.
Antes da Cirurgia
No pré-operatório, os cuidados incluem avaliação clínica completa, realização de exames laboratoriais, controle de doenças pré-existentes como hipertensão e diabetes, entre outras, avaliação cardiológica quando necessária, ajuste de medicamentos e preparo adequado, dependendo do tipo de cirurgia. Interromper práticas como o tabagismo e o consumo de álcool alguns dias antes da cirurgia e comunicar alergias pré-existentes são medidas recomendadas.
Durante o preparo, o paciente não deve realizar depilação ou retirar os pelos com aparelhos de barbear, visto que esse método causa pequenas lesões na pele, o que pode aumentar o risco de infecção a ferida operatória. Para as mulheres, é indicado remover esmalte e unhas postiças que podem comprometer a leitura da oxigenação durante a anestesia. É importante evitar maquiagens, uso de cremes, gel ou outros produtos no cabelo, que deve ser lavado um dia antes da cirurgia.
Nesse conjunto de recomendações, o jejum absoluto ainda gera
controvérsia. No entanto, o médico explica que tal medida visa evitar
broncoaspiração durante a anestesia, uma complicação potencialmente grave. “As
recomendações do pré-operatório melhoram as condições clínicas, reduzem riscos
e favorecem a recuperação mais rápida”, enfatiza o cirurgião.
Depois da Cirurgia
Passada a cirurgia, começa a etapa de recuperação, que é decisiva para o reestabelecimento da saúde do paciente. O cirurgião Eduardo Ribeiro Neto explica que o não cumprimento das recomendações pode levar a infecções, complicações de diversos e diferentes tipos e graus e até mesmo à necessidade de uma nova intervenção.
“Não se trata de colocar medo no paciente, mas se a recomendação é
para repouso absoluto logo após a alta médica, por mais que a pessoa acorde
muito bem-disposta, ela não deve fazer a limpeza da casa ou carregar peso, por
exemplo. Da mesma forma, quando a pessoa se movimenta além do necessário, pode
romper os pontos e comprometer a cicatrização dos tecidos incisados
internamente para a realização da cirurgia”, conclui.
Hospital Evangélico de Belo Horizonte - HE

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