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| Quando o assunto é convivência, alguns motivos aparecem com frequência em praticamente qualquer portaria do país. Imagem Envato |
A vida em condomínio
tornou-se o padrão de moradia para mais de 13,2 milhões de endereços no Brasil,
segundo dados do Censo 2022 (IBGE). No entanto, o crescimento dessa modalidade
trouxe à tona um desafio crônico: a gestão de conflitos. Um levantamento do
Censo Condominial Brasil 2024–2025 confirma que o barulho segue como o
"vilão número um", mas o desgaste na convivência vai muito além dos
ruídos.
Para Marcos Reis, especialista em administração condominial e diretor da Vision Administradora de Condomínios, a maioria das brigas não nasce do problema em si, mas da falta de uma mediação profissional. “O que transforma um incômodo em uma crise é a percepção de injustiça. Quando as regras são opacas ou a gestão parece omissa, o morador para de dialogar e passa a confrontar”, explica Reis.
A seguir, o especialista detalha os
sete pontos críticos que dominam as assembleias e o que está por trás de cada
atrito:
Barulho (O Campeão de Queixas): Muito além de festas, o som de salto
alto, móveis arrastados ou TV alta fora de hora gera um sentimento de invasão
de privacidade. Reis aponta que a frustração escala quando o morador sente que
"ninguém faz nada" após a queixa formal.
Reformas e Manutenções: O barulho de furadeiras e a circulação
de prestadores de serviço geram estresse imediato. O erro fatal aqui é a falta
de comunicação prévia sobre horários e duração das obras.
Áreas Comuns: Disputas por churrasqueiras, salões de
festas e academias refletem a falta de respeito pelo coletivo. Sem um sistema
de reserva transparente, surge a sensação de que alguns moradores têm
"mais direitos" que outros.
Pets e Responsabilidade: O conflito raramente é com o animal,
mas com o tutor. Latidos prolongados, circulação sem coleira e sujeira em
locais proibidos são as principais reclamações que chegam à gestão.
Vagas de Garagem: Um carro mal estacionado ou a invasão
de alguns centímetros da vaga vizinha é o estopim para ressentimentos
acumulados. A solução exige sinalização impecável e normas de circulação
rígidas.
Lixo e Descarte Incorreto: Mais do que estética, o descarte
errado atrai pragas e gera odores. É um problema de educação coletiva que afeta
a valorização do patrimônio de todos.
Inadimplência e Transparência: Quando uma parcela dos moradores não
paga, a gestão fica limitada. Isso gera revolta naqueles que estão em dia,
criando um clima de desconfiança sobre as prioridades de gastos do condomínio.
Segundo Marcos Reis, o síndico moderno
precisa atuar como um facilitador de acordos. “A gestão não deve ser vista como
um órgão punitivo, mas como um canal de escuta. A chave para a harmonia em 2026
é o diálogo estruturado e a transparência radical na aplicação do regimento
interno”, finaliza.
Marcos Reis - Administrador de empresas com ênfase em Empreendedorismo, Marcos Reis acumula mais de dez anos de experiência na gestão de negócios e na administração condominial em Minas Gerais. À frente da Vision Administradora de Condomínios, além de atuar como franqueado da JAH Açaí, construiu uma trajetória marcada por diversificação estratégica, gestão profissional e visão de longo prazo. Com foco em eficiência operacional, liderança de equipes e controle financeiro, tornou-se referência regional ao integrar setores distintos sob um mesmo pilar: crescimento sustentável e decisões orientadas por dados.

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