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| O câncer colorretal liderou as mortes por câncer em Ribeirão Preto nos últimos cinco anos Divulgação |
Campanha Março Azul-Marinho reforça a importância do rastreamento e do diagnóstico precoce
Embora
apresente alto potencial de prevenção e grandes chances de cura quando
diagnosticado precocemente, o câncer colorretal liderou as mortes por câncer em
Ribeirão Preto nos últimos cinco anos, com 670 óbitos registrados no período,
segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde. O cenário reforça a importância
da campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização sobre o rastreamento
e a adoção de hábitos mais saudáveis.
“Esse
número mostra que ainda estamos diagnosticando muitos casos em fases avançadas,
quando as chances de cura são menores. Como é uma doença que se desenvolve
lentamente e permite a identificação de lesões antes de se tornarem malignas, o
rastreamento faz toda a diferença”, explica o oncologista Diocésio Andrade.
De
acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio
2026–2028, o Brasil deve registrar 53.810 novos casos da doença por ano. Sem
considerar os tumores de pele não melanoma, é o terceiro tipo mais frequente no
país, sendo o segundo mais incidente entre homens (10,3%) e mulheres (10,5%).
Rastreamento
salva vidas
Para
o oncologista Diocésio Andrade, o principal desafio ainda é ampliar a adesão
aos exames preventivos. Os principais fatores de risco estão relacionados ao
estilo de vida. Sedentarismo, obesidade, consumo elevado de carne vermelha,
baixa ingestão de fibras, consumo de álcool e tabagismo aumentam as chances de
desenvolvimento da doença. Há ainda a predisposição genética, as doenças
inflamatórias intestinais crônicas e o histórico familiar.
Os
sintomas podem incluir sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal, dor
abdominal, perda de peso e anemia. No entanto, muitos desses sinais podem ser
confundidos com outras condições, o que dificulta o diagnóstico precoce.
“Por
isso o rastreamento é tão importante, mesmo na ausência de sintomas. Esperar os
sinais do corpo pode significar descobrir a doença já em estágio avançado”,
reforça o médico.
A
colonoscopia é o principal exame indicado para o rastreamento e deve ser
realizada a partir dos 45 anos, a cada cinco anos, mesmo para pessoas sem
histórico familiar. Nos casos de predisposição genética, a idade inicial e a periodicidade
podem mudar.
Quando diagnosticado em estágio inicial, as chances de cura são altas, principalmente com a cirurgia. Em fases mais avançadas, o tratamento pode envolver quimioterapia e radioterapia. “Estamos falando de um câncer que, na maioria dos casos, pode ser diagnosticado na sua fase inicial”, conclui Diocésio Andrade.
Mesmo sendo altamente prevenível, o câncer colorretal segue como um dos principais desafios da saúde no país. A campanha Março Azul-Marinho reforça que informação, rastreamento e mudança de hábitos são as estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade e alterar esse cenário.

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