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terça-feira, 3 de março de 2026

Mulheres que lideram negócios na era da IA: 4 tendências do varejo que vão mudar o jogo em 2026

Brasil atingiu o recorde de 10,4 milhões de donas de negócio; diretora Comercial da Cielo analisa os sinais de transformação do setor e o impacto para elas


O Brasil bateu recorde: são mais de 10,4 milhões de mulheres à frente de seus próprios negócios, segundo levantamento mais recente do Sebrae, com base na PNAD Contínua. Ao mesmo tempo, o varejo global vive uma transição definitiva, com a inteligência artificial entrando cada vez mais na operação e redefinindo como marcas são descobertas, escolhidas e recompensadas.

Marilia Prado, diretora Comercial da Cielo, acompanha de perto essa transformação e vê uma janela de oportunidade para as brasileiras que estão à frente de seus negócios. "Muitas das ferramentas que estão redefinindo o varejo, como dados inteligentes, pagamentos invisíveis e automação, são acessíveis e podem ser grandes aliadas de quem toca o próprio negócio. O sucesso em 2026 não será de quem adota mais tecnologia, mas de quem constrói relações de confiança", afirma.A seguir, a executiva destaca cinco movimentos que já estão redesenhando o setor e o que eles significam na prática para quem lidera um negócio no Brasil.


Assistentes de IA passam a decidir compras e seu negócio precisa ser encontrado por elas

Agentes inteligentes já pesquisam, comparam e fazem compras no lugar do consumidor. Por isso, ter informações completas e bem organizadas deixou de ser um extra e se tornou essencial. Segundo Marilia, quem não preparar seu negócio para ser identificado por esses sistemas ficará invisível nesse novo cenário.


Informação organizada vale mais do que ferramenta sofisticada

A qualidade do que o negócio sabe sobre si mesmo (vendas, perfil de clientes, sazonalidade) passou a ser mais relevante do que investir em soluções complexas. “Sempre que vemos uma marca tentando chamar atenção à força, é um indicativo de que os dados ainda não estão trabalhando a favor do negócio.” afirma a executiva.


O cliente não distingue canais e sim o quanto precisou se esforçar para comprar

O consumidor não separa físico de digital. Ele percebe atraso, inconsistência e fricção, e abandona. Para quem vende por múltiplos pontos de contato, a coerência entre promessa e entrega é o que transforma uma venda avulsa em cliente fiel. "A inovação de verdade é garantir que o que foi prometido no digital seja cumprido no físico com a mesma precisão", destaca Marilia.


Meio de pagamento é o novo campo de batalha da experiência

Pagar já não é só concluir a transação: é o momento em que identidade, segurança e legitimidade são validadas. "O consumidor brasileiro já confia no Pix e na biometria. O desafio agora é integrar essa confiança ao comércio inteligente, tornando o checkout tão fluido que o cliente quase não percebe, mas sabe que está seguro", analisa.

 

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