Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção
do Rio Grande do Sul orienta mulheres sobre prevenção, diagnóstico precoce e
cuidados com a pele no Dia Internacional da Mulher
O
Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, também é um momento de
reforçar a importância dos cuidados com a saúde da pele ao longo da vida. A
Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS)
alerta que diferentes fases da vida feminina estão associadas a alterações
hormonais e mudanças na pele, que podem favorecer o surgimento de condições
como acne, melasma, rosácea, manchas e sinais de envelhecimento. A entidade
destaca que a informação qualificada e o acompanhamento com dermatologista são
fundamentais para prevenir problemas, evitar automedicação e reduzir riscos
relacionados a procedimentos estéticos sem orientação médica.
De
acordo com a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção
do Rio Grande do Sul, Dra. Cíntia Pessin, cada fase da vida apresenta
características próprias em relação à saúde da pele. “Na adolescência, é comum
o surgimento de acne, aumento da oleosidade e dermatite seborreica. Já entre os
20 e 30 anos pode aparecer a chamada acne da mulher adulta e quadros de
rosácea. Entre os 30 e 40 anos, o melasma e a rosácea se tornam mais
frequentes. A partir dos 40 anos começam a surgir com mais intensidade a
flacidez, linhas finas e manchas na pele. Após os 50 anos, esses sinais tendem
a se intensificar, com mais ressecamento, rugas e até episódios de coceira”,
explica.
Segundo
a dermatologista, os hormônios exercem papel importante na saúde da pele
feminina. “O início da produção hormonal na puberdade estimula as glândulas
sebáceas, o que favorece o aparecimento de acne, aumento da oleosidade e
dermatite seborreica. Após a menopausa, com a queda dos hormônios femininos,
ocorre uma acentuação da flacidez e das rugas, além de um ressecamento
importante da pele, que pode provocar até coceira”, afirma.
A
especialista também destaca que qualquer mudança na pele merece atenção. “Toda
alteração ou modificação nas características da pele, dos cabelos ou das unhas
deve ser avaliada por um dermatologista. A avaliação médica é essencial para
identificar corretamente o problema e indicar o tratamento adequado”, orienta.
Além
dos aspectos clínicos, a saúde da pele também está diretamente ligada ao
bem-estar e à autoestima. “A pele é o maior órgão do corpo humano, responsável
pela proteção do organismo e pela nossa relação com o ambiente. Alterações
cutâneas como acne, rosácea, melasma ou psoríase podem impactar
significativamente a autoestima em qualquer fase da vida. Estudos mostram que
doenças de pele têm uma associação importante com a saúde mental”, ressalta.
Para
manter a pele saudável, a recomendação é adotar cuidados diários simples, como
limpeza com produtos adequados, hidratação regular e uso de filtro solar com
fator de proteção mínimo de 30. Esses hábitos ajudam a preservar a saúde da
pele e a prevenir danos cumulativos ao longo dos anos.
Em
caso de suspeita de problemas de pele, procure um médico dermatologista. Os
profissionais habilitados podem ser conferidos no site http://www.sbdrs.org.br/
Marcelo
Matusiak
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