O Ministério da Saúde confirmou que o Brasil, nos dois primeiros
meses de 2026, já registrou 88 casos de mpox, causada por um vírus que provoca
febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, linfonodos inchados (ínguas), fraqueza
e erupções cutâneas ou lesões na pele, podendo inclusive levar à óbito. Além
dessas confirmações, há ainda 171 pacientes sob investigação, reforçando a
necessidade de medidas de prevenção.
Crianças também podem ser afetadas e os pais devem estar atentos a
qualquer sinal de alerta, segundo a infectologista Fátima Porfírio, do Hospital
e Maternidade Sepaco. Desde o início do ano, ainda de acordo com o Ministério
da Saúde, um caso foi confirmado entre crianças de 0 a 14 anos. Outros 11 estão
sendo investigados.
– As erupções geralmente surgem entre um e três dias após o início
da febre, podendo aparecer antes. As lesões evoluem de planas ou elevadas, com
líquido claro ou amarelado, para crostas que secam e caem. Elas podem se
concentrar no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas também ocorrer na
boca, olhos, órgãos genitais e região anal – esclarece a especialista.
Medidas de Prevenção
A principal forma de proteção contra a mpox é a prevenção, que
inclui evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da
doença, não compartilhar objetos pessoais, manter a higiene frequente das mãos
com água e sabão ou álcool em gel, lavar roupas, lençois e toalhas com água
morna e detergente, e limpar e desinfetar superfícies que possam estar
contaminadas.
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É importante destacar que pessoas com sintomas devem procurar uma unidade de
saúde, informar histórico de contato e, se possível, manter isolamento até
avaliação médica -, reitera a infectologista Fátima Porfírio.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é feito por exame laboratorial, com amostras
coletadas da secreção das lesões ou das crostas secas e encaminhadas a
laboratórios de referência.
Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte
clínico, focando no alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de
sequelas. A maioria dos casos tem uma evolução leve a moderada. Segundo
diretrizes vinculadas ao Ministério da Saúde, a vacina contra mpox está
disponível no SUS para grupos prioritários, como pessoas com maior risco de
desenvolver formas graves da doença; porém, não é oferecida de forma universal
para toda a população.Ela é voltada apenas para condições muito específicas e
casos gravíssimos. Além da vacina, também há um antiviral disponível para casos
mais graves.
Aumento de casos
O aumento no número de casos está associado a uma combinação de
fatores: maior concentração populacional em áreas urbanas, circulação ativa do
vírus em redes de contato próximas, ampliação da testagem e vigilância,
comportamentos de risco em eventos sociais, a cobertura vacinal ainda restrita
a grupos prioritários no SUS e a mobilidade internacional.
Até o momento, não houve registro de óbitos no país
neste ano. Em 2025, o total foi de 1.045 casos e três mortes. O cenário
brasileiro acompanha a circulação global do vírus: o último informe da
Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou 1.334 diagnósticos confirmados em
janeiro de 2026, distribuídos por 50 países.
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