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segunda-feira, 2 de março de 2026

Saiba como a mpox é transmitida, quais os sintomas e as medidas de prevenção essenciais

 

O Ministério da Saúde confirmou que o Brasil, nos dois primeiros meses de 2026, já registrou 88 casos de mpox, causada por um vírus que provoca febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, linfonodos inchados (ínguas), fraqueza e erupções cutâneas ou lesões na pele, podendo inclusive levar à óbito. Além dessas confirmações, há ainda 171 pacientes sob investigação, reforçando a necessidade de  medidas de prevenção.

Crianças também podem ser afetadas e os pais devem estar atentos a qualquer sinal de alerta, segundo a infectologista Fátima Porfírio, do Hospital e Maternidade Sepaco. Desde o início do ano, ainda de acordo com o Ministério da Saúde, um caso foi confirmado entre crianças de 0 a 14 anos. Outros 11 estão sendo investigados.

– As erupções geralmente surgem entre um e três dias após o início da febre, podendo aparecer antes. As lesões evoluem de planas ou elevadas, com líquido claro ou amarelado, para crostas que secam e caem. Elas podem se concentrar no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas também ocorrer na boca, olhos, órgãos genitais e região anal – esclarece a especialista.


Medidas de Prevenção

A principal forma de proteção contra a mpox é a prevenção, que inclui evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença, não compartilhar objetos pessoais, manter a higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, lavar roupas, lençois e toalhas com água morna e detergente, e limpar e desinfetar superfícies que possam estar contaminadas.

- É importante destacar que pessoas com sintomas devem procurar uma unidade de saúde, informar histórico de contato e, se possível, manter isolamento até avaliação médica -, reitera a infectologista Fátima Porfírio.

 

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito por exame laboratorial, com amostras coletadas da secreção das lesões ou das crostas secas e encaminhadas a laboratórios de referência.

Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte clínico, focando no alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de sequelas. A maioria dos casos tem uma evolução leve a moderada. Segundo diretrizes vinculadas ao Ministério da Saúde, a vacina contra mpox está disponível no SUS para grupos prioritários, como pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença; porém, não é oferecida de forma universal para toda a população.Ela é voltada apenas para condições muito específicas e casos gravíssimos. Além da vacina, também há um antiviral disponível para casos mais graves.

 

Aumento de casos

O aumento no número de casos está associado a uma combinação de fatores: maior concentração populacional em áreas urbanas, circulação ativa do vírus em redes de contato próximas, ampliação da testagem e vigilância, comportamentos de risco em eventos sociais, a cobertura vacinal ainda restrita a grupos prioritários no SUS e a mobilidade internacional. 

Até o momento, não houve registro de óbitos no país neste ano. Em 2025, o total foi de 1.045 casos e três mortes. O cenário brasileiro acompanha a circulação global do vírus: o último informe da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou 1.334 diagnósticos confirmados em janeiro de 2026, distribuídos por 50 países.

 

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