Crédito: Vinícius Ferraz Morgana Prado, especializada
em pets não convencionais do
Hospital Veterinário Taquaral
Clima mais seco e variações de temperatura podem favorecer problemas
respiratórios, de pele e articulares
Com a aproximação do outono, as mudanças climáticas começam a impactar também
os animais de estimação. A queda gradual das temperaturas, a maior variação
térmica entre dia e noite e o ar mais seco criam um cenário que exige atenção dos
tutores para prevenir problemas de saúde em cães, gatos e em animais não
convencionais.
Segundo
a médica-veterinária Dra. Morgana Prado, especialista em pets não convencionais
do Hospital Veterinário Taquaral (HVT), a nova estação favorece o surgimento ou
agravamento de algumas doenças. “O clima mais seco pode provocar ressecamento
da pele e das mucosas, enquanto a variação de temperatura aumenta o risco de
problemas respiratórios, principalmente em animais idosos ou com doenças
pré-existentes”, explica.
Entre
os cães e gatos, um fenômeno bastante comum nesta época é a troca sazonal de
pelagem. A queda de pelos tende a aumentar e, no caso dos gatos, pode ocorrer
maior formação de bolas de pelo. Além disso, o frio pode intensificar dores
articulares, especialmente em cães idosos ou de grande porte que já apresentam
problemas ortopédicos.
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| Divulgação O gatinho Jon aquecido nos dias de clima mais fresco |
Alguns sinais merecem atenção dos tutores, como dificuldade para levantar, caminhar com rigidez, relutância para subir escadas ou menor disposição para brincar. “Esses comportamentos indicam desconforto ou dor nas articulações e devem ser avaliados por um médico-veterinário”, orienta a especialista.
Outro
ponto importante no outono é a hidratação, especialmente entre os gatos, que
costumam beber menos água em períodos mais frios. A ingestão hídrica reduzida
pode gerar alterações urinárias. Para estimular o consumo de água, a
recomendação é espalhar potes pela casa, utilizar fontes e incluir alimentos
úmidos na dieta.
A rotina de higiene também merece alguns ajustes. Os banhos podem ser um pouco menos frequentes nas regiões onde o frio se intensifica, mas não precisam ser suspensos. O mais importante é utilizar água morna e garantir uma secagem completa da pelagem para evitar problemas de pele e queda de imunidade.
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| Divulgação O cãozinho Albert Einstein protegido para passear |
Atenção também aos pets não convencionais
As
mudanças do outono também afetam animais considerados não convencionais, como
aves, coelhos, roedores e répteis, que muitas vezes são ainda mais sensíveis às
variações ambientais.
As aves, por exemplo, possuem sistema respiratório delicado e metabolismo elevado. Correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura podem causar estresse térmico e predispor a infecções respiratórias. Por isso, a gaiola deve ficar em local iluminado e ventilado, mas protegida de vento direto, ar-condicionado ou ventiladores.
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| Divulgação Nos dias frios o feno continua sendo essencial na alimentação dos coelhos, ajudando na produção de calor metabólico |
Já no caso de répteis, como jabutis e tartarugas, a queda de temperatura pode interferir diretamente no metabolismo. Como são animais ectotérmicos — ou seja, dependem do calor externo para regular o corpo —, é fundamental garantir aquecimento adequado no ambiente, com lâmpadas térmicas e iluminação com emissão de UVB, que contribui para o metabolismo do cálcio e a saúde óssea.
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| Divulgação Refúgios devem ser providenciados nas gaiolas |
“Os
pets fazem parte da família e dependem dos tutores para manter seu bem-estar.
Pequenos cuidados no ambiente, na alimentação e na rotina ajudam muito a protegê-los
das mudanças do clima”, destaca a Dra. Morgana.
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